Melancolia, Planetas, Signos e a Depressão Nossa de Cada Dia

Saturno, Netuno e Plutão: traços depressivos e ansiedade entre indivíduos e coletividade

por Carlos Hollanda

O número de pessoas deprimidas parece ter crescido nos últimos anos. Nos consultórios de psicanalistas, psicólogos, terapeutas holísticos e astrólogos esse aumento vem sendo sentido neste início de século XXI, ganhando um pico de intensidade entre meados de 2017 e meados de 2018. As chances, segundo a análise que se segue, é de isso ganhar proporções um pouco maiores nos próximos anos, sincronicamente aos atuais trânsitos de planetas lentos.  O que, em Astrologuês, poderia identificar essas tendências em termos de signos e planetas, ciclos pessoais e ciclos coletivos? Neste artigo vou apresentar minhas observações a respeito, com base na análise de mapas de clientes nos últimos 5 anos, sendo 15 deles atendidos com esses sintomas apenas no primeiro semestre de 2018.

Obviamente este texto não tem a pretensão de ser um tratado psicanalítico ou psicológico sobre os estados emocionais e suas possíveis soluções do ponto de vista terapêutico. O objetivo é lançar mão do que a Astrologia pode oferecer a partir de seus referenciais e da combinação dos mesmos para que sejam identificados os padrões que levam aos estados depressivos, além dos períodos em que tais predisposições costumam ser desencadeadas com maior frequência.

A título de comparação, é sabido que as crises de ansiedade normalmente identificadas em mapas astrológicos de pessoas com ênfases sobre Mercúrio, Urano e Lua, podem gerar o efeito reverso, com o tempo, tornando-se casos depressivos cuja intensidade pode variar de leves e provisórios a profundos e devastadores. Porém, os planetas cujos padrões são análogos ao comportamento depressivo e, de fato, até a condições orgânicas e neurológicas que levam a isso, são Saturno, Netuno e Plutão, em se tratando de Astrologia Moderna. Tradicionalmente (com os modelos mais antigos da Astrologia, com os 7 planetas tradicionais), os estados depressivos ou, utilizando a terminologia medieval, a “melancolia” (um excesso desse princípio), podia ser encontrado em:

  1. Ênfases em Saturno no mapa;
  2. Saturno em aspecto tenso (mal aspecto) ou conjunção com a Lua, com o Sol, com o Ascendente;
  3. Saturno em aspecto tenso com algum significador de saúde, como o regente da casa 6 ou da 8 (com seu componente psíquico e sua ligação com aquilo que nos destrói, a morte, a perda, luto etc).

Cronos e o Gênio da Arte. Adolf Friedrich Erdmann von Menzel, Berlim, 1882

De fato é Saturno o planeta cuja natureza é propriamente melancólica, daí sua presença constante em casos de maior ou menor grau de transtorno depressivo. Contudo, se levarmos em conta os planetas trans-saturninos, Netuno e Plutão também podem ser incluídos nos itens “a”, “b” e “c”, acima. Urano, ao contrário, vai para o ponto oposto, em picos de ansiedade e em hiperatividade.

No que se refere às casas astrológicas, os mapas mais propensos aos estados depressivos, com ênfase ou não nos três planetas melancólicos, têm posições fortes na 6, na 8 ou na 12 (ou em todas elas simultaneamente). Curioso perceber que, essas 3 casas são, desde cerca de dois mil anos atrás, chamadas de “casas desgraçadas”. Estas últimas ainda têm a casa 7 em seu conjunto, mas a mesma não converge com a mesma frequência para estados depressivos como as outras três suas “colegas”. Se resumirmos os motivos para tanto, digamos que na 6 se adoece e se subalterniza; na 8 morremos ou passamos por perdas; na 12 nos marginalizamos, somos presos, somos hospitalizados ou rejeitados ou somos vulneráveis. Apesar de tudo isso, na 6, por exemplo, podemos encontrar a cura pela rotina (ver este artigo aqui, que fala a respeito) e a 12 pode favorecer a contemplação necessária a pessoas como escritores (ver este outro aqui, que comenta a questão). Na 8 pode estar a chance de descobrir e purgar aquilo que você andava fazendo que atrapalhava os planos e você não se dava conta e ainda pode aumentar consideravelmente sua resiliência.

Ainda pensando na utilização medieval do termo, em graus menos intensos, a melancolia pode ser a chave para um pensamento profundo, para o recolhimento e elaboração das experiências da vida. Algo que um entusiasmo constante pode não proporcionar, devido ao fato de que a elaboração das experiências concretas junto às percepções das mesmas requer, entre outras condições, um certo isolamento ou recuo do burburinho da vida cotidiana, algo como um “desânimo pelo trivial” e uma busca por algo mais consistente do ponto de vista interior. O próprio estado que tenho que desenvolver para escrever textos mais longos e que requerem mais atenção, como este que você lê, é um mix de estado melancólico/reflexivo e o desejo de colocar para fora, de modo criativo, com lucidez, as impressões que me chegam de um longo e paciente trabalho de catalogação e deduções. Estar eufórico não me permitiria ponderar na mesma medida, é preciso que eu esteja a sós com meu pensamento para tanto. Há, claro, quem pense melhor na base do diálogo e das “faíscas” de uma boa provocação intelectual, que tenha tudo na ponta da língua, mas isso não é necessariamente refletir, deixar um dado sedimentar e, dali, desdobrá-lo com calma, sem conclusões precipitadas. Reflexões são feitas na base de dados coletados paulatina e pacientemente, sem certezas absolutas com informações esparsas. Partem de questões e situações que sensibilizam o indivíduo e que o fazem tentar responder de maneira penetrante e com discernimento. Por outro lado, a “melancolia intensa” ou depressão leva a um estado de desligamento do mundo, o desligamento de todo interesse, inclusive o de refletir sobre as condições vividas entre pontos e contrapontos. Na depressão costuma haver um só ponto: o que corrói a esperança. Nesse caso, a tendência é a autodestruição com o pensamento e sentimentos que tornam o viver insuportável e suas consequências são bastante danosas para a mente e o corpo.

Albrecht Dürer – “Melancolia I” (de 31 de dezembro 1513)

Ocorre que esses estados podem ocorrer das mais variadas maneiras. Os porquês de uma ou outra pessoa entrar em depressão podem ser muito pessoais e subjetivos, sendo que, para alguns que observam “de fora”, as razões para tanto seriam  “fúteis e infantis”, enquanto para quem vive a situação mais diretamente, um fato corriqueiro torna-se algo deveras catastrófico e difícil de se livrar. Pode-se disparar o estado que aqui chamarei de “supra-melancólico”, aludindo à característica saturnina exacerbada, a partir do choque com uma situação catastrófica concreta, como uma perda súbita de entes queridos, uma ruína nos negócios, perdas de status, fracassos sucessivos (ou imaginar que o enfrentamento dos obstáculos seriam fracassos e não processos), abandono, rompimentos de relacionamentos afetivos, falta de perspectivas para o futuro dentro de um grupo social etc. A lista pode crescer exponencialmente e aqui vou me limitar a indicar apenas esses poucos, mas não menos importantes, gatilhos. A propósito, o termo “depressão” é relativamente recente na História, tendo sido usado para designar o estado de desânimo ou perda de interesse no século XVII e sendo incorporado ao dicionário apenas no século XVIII, em 1750, pelo poeta, ensaísta e lexicógrafo inglês Samuel Johnson. Até então, essa condição era conhecida pelo termo que faz a ligação entre o planeta Saturno e a referida aflição. Vale lembrar que expoentes de diferentes épocas se referiam a ela como tal, e Albrecht Dürer a representou em sua célebre gravura “Melancolia”, que teria, entre suas possíveis motivações, a influência das leituras do autor sobre o tratado mágico-astrológico “De Occulta Philosophia”, de Agrippa.

Entre os signos astrológicos mais facilmente afetados por esse estado, estão Capricórnio, Peixes e Escorpião, precisamente os que são regidos, na mesma sequência, pelos três planetas de nosso título (modernamente falando). Cumpre observar que quando me refiro aqui a “signos mais afetados”, não quero dizer somente o que vulgarmente se passou a entender como alguém “desse ou daquele signo”, em alusão ao signo solar. Alguém pode ter seu Sol de nascimento (o famoso “o meu signo é…”) em qualquer um dos três e, ainda assim, não ser vítima desses estados críticos emocionais. Quando aqui falo dos “signos” falo como se fala tecnicamente, atentando para as ênfases encontradas no entrecruzamento dos dados do mapa. Um signo pode estar enfático quando o Sol, a Lua, o Ascendente, vários planetas se encontram lá ou quando alguns outros pontos, menos conhecidos do público leigo (como a Parte da Fortuna, por exemplo) estão ali localizados. Obviamente, encontrar-se-ão casos de pessoas com ênfases em qualquer outro signo passíveis de deprimir em graus variados, mas uma análise quantitativa revela que os signos regidos pelos planetas do título acima tendem a maior frequência. Assim, pessoas com pontos cruciais do mapa, como o Sol, a Lua ou o Ascendente em tais signos, assim como uma concentração (stellium) nos mesmos podem estar relativamente mais sujeitas, dependendo de época, pela configuração particular do mapa, histórico pessoal/familiar, sociedade, tempo histórico etc. Igualmente, as supracitadas pessoas cujas ênfases passam longe dos três signos elencados no início deste parágrafo, podem ter Saturno, Netuno ou Plutão (ou um deles, dois deles ou todos os três) formando aspectos (ângulos) tensos (difíceis) com fatores cruciais do mapa. É, de fato, o que ocorre na esmagadora maioria das vezes e não se restringe apenas às configurações astrológicas do nascimento. Os trânsitos desses planetas pelo zodíaco em algum momento poderão chegar nos aspectos que levam a essa tendência melancólica.

A situação econômica desses anos de crise no Brasil e no mundo não tem ajudado muito. Dificilmente é possível ter paz de espírito quando se tem uma expectativa de crises cada vez piores e quando as evidências político-sociais apontam para um quadro ainda mais complicado. Do mesmo modo, pessoas com grau de sensibilidade muito apurada, empáticas, auto-defensivas, antecipadoras de problemas, temerosas quanto a uma eventual ausência de amparo, excessivamente autocríticas, podem ser “campeãs” em variações de humor para um estado de medo e tristeza que descamba para a perda do ânimo para a vida. Todavia, como disse antes, apesar de as causas da depressão serem múltiplas e mais ou menos particulares de indivíduo para indivíduo, astrologicamente é possível identificar quando e como essas propensões ganham maior relevância, seja observando os trânsitos (também progressões ou retornos solares) sobre os mapas de nascimento, seja analisando-os como tendência coletiva.

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Enquanto este artigo é escrito Saturno e Plutão encontram-se em Capricórnio, o signo de domicílio de Saturno. Netuno encontra-se transitando em Peixes, seu domicílio pela concepção “moderna” da Astrologia. Plutão já transita em Capricórnio desde janeiro de 2008 e permanecerá nesse signo até setembro de 2024. Em junho de 2018 transita aos 20 graus da “cabra-peixe”. Saturno ingressou em Capricórnio em dezembro de 2017 e ali permanece até dezembro de 2020, dando, antes, uma passadinha por Aquário em alguns meses daquele ano, antes de se estabelecer neste último por outros cerca de 2 anos e meio. Em junho de 2018 encontra-se a 6 graus de Capricórnio. Netuno ingressou em Peixes em abril de 2011 e ali permanecerá até outubro de 2025. Em junho de 2018 vem passando em 16 graus desse signo.

Isso pode suscitar o questionamento: “se Saturno e Netuno estão em seus signos de maior poder, por que, então, representariam algo danoso?”. De fato, não é necessariamente uma manifestação danosa nem feliz o fato de um planeta passar por um dado signo, ainda que seja sobre um no qual o planeta possua dignidades ou debilidades. Um planeta bem posicionado por signo normalmente assim o está por ter sua natureza simbólica muito próxima das conotações oferecidas pelo signo. Isso faz com que a tal natureza se fortaleça bastante e, num mapa de nascimento, se torne mais facilmente consciente e expressiva. Mas também pode acentuar seus padrões, para algo agradável ou desagradável, dependendo dos aspectos que forma com outros fatores do mapa.

Em princípio, a passagem de Saturno por Capricórnio pode ser bem interessante, conforme demonstro num vídeo sobre o trânsito dos “Planetas Lentos em Signos de Terra”, na palestra de mesmo nome que você pode assistir integralmente clicando aqui e entender as muitas outras ramificações e complexidades de uma dessas posições celestes. Porém, seu efeito pode ser precisamente o de baixa auto-estima, melancolia, excesso de responsabilidade, interrupções ou lentidão na consecução de vários objetivos, cobranças constantes, e nem sempre suaves, vindas de autoridades ou de pessoas mais velhas, entre outros potenciais, compreendendo também a intensificada capacidade de levar a cabo com disciplina alguma tarefa penosa. Isso dependerá, claro, das repercussões que os trânsitos planetários terão em cada mapa individual, quer seja os aspectos que façam com outros planetas do mapa de nascimento (ou do mapa radical de uma instituição) ou a passagem pelos ângulos do mapa.

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Nos trânsitos atuais, quem são as pessoas mais afetadas? Aquelas que têm ênfases (ver delineação desse conceito no início deste artigo) em Câncer, o signo oposto a Capricórnio, por receberem, nos pontos enfáticos, a aspectação tensa de Plutão e Saturno ali. Igualmente Libra e Áries, pelas quadraturas, ângulos de 90 graus formados pelas posições planetárias, sendo esses ângulos também difíceis e desafiadores. Virgem é o signo que recebe oposições pelo trânsito de Netuno em Peixes, sendo, da mesma forma, afetado sob vários pontos de vista. Planetas situados em Touro e Virgem, no entanto, recebem bons aspectos dos planetas transitando em Capricórnio, portanto, excetuando-se outros ciclos pessoais que possam ser desafiadores num dado mapa, a tendência, nesses casos, é de estabilização, prestígio e respeitabilidade com segurança material. Os capricornianos de Sol, Lua, Ascendente ou vários planetas situados em Capricórnio, vivem esses trânsitos na pele diretamente. Se você possui alguma ênfase em seu mapa nos signos mencionados aqui neste parágrafo, procure observar se não vem passando, se já passou ou virá a passar pelo contato, por aspectos, desses fatores. Caso haja alguma predisposição a um comportamento melancólico no mapa radical (de nascimento, de inauguração), há uma sujeição maior a estados depressivos. Ao saber disso, é possível, com antecedência, tomar medidas que possam contornar e superar um eventual problema nessa área. Na presença dos sintomas, o ideal é solicitar atendimento com um psicoterapeuta ou psicanalista de sua preferência, de forma que ele possa avaliar o grau de intensidade, verificar se é um transtorno ou não e encaminhar para uma possível medicação ou tratamento. Isso pode evitar muito sofrimento desnecessário.

Do mesmo modo, a combinação desses planetas quando em contato uns com os outros pode acarretar os sintomas em pessoas que nasceram mais ou menos na mesma geração. Por exemplo, Saturno em trânsito fez conjunção com o Netuno de nascimento de pelo menos três gerações inteiras desde 2000 até aqui. A que nasceu com Netuno em Escorpião, em Sagitário e agora, em Capricórnio (indo ali, repito, até dezembro de 2020). Quanto aos possíveis efeitos desse aspecto, transcrevo um trecho do livro “Trânsitos Planetários”, de minha autoria (saiba mais sobre o livro clicando aqui), lembrando que isso pode variar de intensidade de pessoa para pessoa, de acordo com as configurações do mapa de nascimento. É preciso, de antemão, verificar em que grau se encontrava aquele Netuno daquela geração para saber em que época ocorreu o aspecto ou virá a ocorrer. Quem nasceu em fins dos anos 60, por exemplo, viveu a conjunção por volta de 2014 ou 2015. Quem nasceu em 1980 passou por ela entre 2016 e 2017. Quem nasceu em 1987 está passando por ela agora. Vejamos o trecho do livro e a relação do aspecto com estados depressivos ou situações com teor desesperançoso:

Saturno em trânsito em conjunção com Netuno radical

As fantasias, os sonhos e devaneios são duramente desafiados aqui. O pai, autoridades, professores e outras pessoas de idade superior podem tentar forçar o indivíduo a ver o mundo de maneira mais pragmática. Muitas de suas crenças são tidas como infantilidades ou como algo a que não se deve dar muita importância. Limites são impostos a esses sonhos e o indivíduo começa a crer que nada daquilo é de fato realizável. Ele enxerga com muito maior freqüência as dificuldades e os empecilhos do momento do que as ações necessárias para o alcance daqueles ideais. Por isso mesmo esta fase é permeada por uma certa tendência à depressão e evasão do mundo, uma reclusão pela crença de que de nada adiantarão os maiores esforços se aquilo que se visualiza não pode ser atingido. O indivíduo tende a decepcionar-se com pessoas e sistemas que regulam a vida em sociedade e prefere manter-se em seu mundo de sonhos sem, contudo, dar os passos necessários para reverter sua situação.

Por outro lado, as próprias circunstâncias dão tal evidência: pode-se sonhar com um trabalho no campo das artes visuais, por exemplo, e tudo o que obtém é a função de auxiliar de projetistas numa empresa de engenharia. É o princípio de realidade prática de Saturno agindo sobre o ideal netuniano. Acontece que ao invés de aproveitar os ganhos relativos que pode obter numa função distante do que deseja e empenhar-se no aprendizado e conhecimento de pessoas da área almejada, o indivíduo tende a manter-se principalmente em lamentação. Ou isso ou numa triste conformidade, aceitando, como se estivesse em auto-sacrifício, “a realidade como ela é”. Ele abdica de sua felicidade tentando ser “adulto” ou maduro, adequando-se às expectativas alheias e a visões bem menos criativas que a dele. (Carlos Hollanda – “Trânsitos Planetários – Astrologia e Previsões – vol. 1, 2017, p. 178)

Aqui vale a observação de que o capítulo a respeito do aspecto ainda trata das possibilidades de desenvolvimento que o mesmo possui, não apenas dos pontos elencados e transcritos aqui.

Se você está na faixa etária de quem tem Netuno em Capricórnio pode vir a sentir alguns desses traços durante uma fase que pode durar cerca de 6 meses ou mais, se Saturno em trânsito entrar em movimento retrógrado enquanto realiza a conjunção. Fique atento, é possível contornar os potenciais difíceis e extrair dessa passagem de Saturno o melhor que ele tem: consolidar e dar consistência, na medida da logística existente, aos sonhos e devaneios, produzindo meios para executá-los com sobriedade.

Para finalizar, vale dizer que Netuno passando por Peixes tanto amplia consideravelmente a criatividade de quem se vê sensibilizado (nos pontos do mapa radical) por seu trânsito tanto quanto a vulnerabilidade, a piedade, a perda de referenciais, um eventual excesso de romantismo, comportamento de vítima (em parte devido à vulnerabilidade ampliada) e dissolução (ou desilusão) de fantasias irrealizáveis. Muitos podem recorrer a fugas na forma de vícios ou dependências. Outros são auxiliados por alguma forma terapêutica que ou venha a levar em conta a química farmacêutica ou alguma maneira alternativa de tratar. Normalmente, nessas fases, é a química mesmo quem mais acaba resolvendo, embora nem sempre. Plutão em Capricórnio vai levando muitas pessoas com essa ênfase nesse signo, em Câncer, Libra e Áries, passarem por situações bastante desafiadoras e emocionalmente críticas. Alguns experimentam alguma forma de luto, que tanto pode ser aquele de fato, com pessoas próximas que dão adeus (na menor parte dos casos e apenas naqueles em que já se esperava isso), términos de relacionamentos, perdas de vínculos empregatícios, cirurgias corretivas ou as vitais, falências ou ruptura de parcerias em negócios. As variações também são grandes e as especificidades só podem ser indicadas de caso a caso na leitura do mapa individual.

Carta natal de Lars von Trier, obtida no astrodatabank.com. Infelizmente não se dispõe do horário de nascimento.

Uma curiosidade a discutir futuramente: no filme dinamarquês “Melancolia”, de Lars von Trier, lançado em 2011, o planeta que dá título à obra (e cujo tom azul se assemelha ao da Terra ou mesmo ao de Netuno) irá se chocar com a Terra e exterminá-la, e a toda a vida nela. Trier, anteriormente fizera “Anticristo”, em meio a forte processo depressivo, e “Melancolia” marca a saída do diretor desse processo. É um filme niilista, em que Trier faz questão de mostrar sua percepção quanto a não haver alívio nem segurança possíveis na família, no amor, nas instituições, na cultura, na arte, no dinheiro, na infância, mostrando, ainda, o quanto estamos sós no imenso universo e, ainda assim, não vamos durar muito. Apesar disso, o filme é muito bom e merece ser analisado com cuidado em todas as suas nuances que, sob diversos prismas, mantém uma convergência a todas as questões que são relevantes no processo depressivo, mostrando, ainda, de modo saturnino, o que seria a futilidade de tantas instituições e das organizações sociais. O pessimismo de Trier, contudo, é a característica mais clara de uma combinação dos três planetas de nosso título em suas expressões mais complexas. No mapa ao lado (clique na imagem para ampliar), num mapa sem horário, Saturno e Plutão encontram-se envolvidos numa das mais tensas configurações astrológicas, uma “quadratura T”, envolvendo a ambos, a Mercúrio e a Júpiter. Netuno ainda forma um quincunce com Mercúrio. Sua Lua, um dos pontos enfáticos do mapa, encontra-se em nada menos que em Capricórnio. Uma eventual obtenção do horário de nascimento do diretor talvez revele uma posição ainda mais preponderante de Netuno e dos demais planetas que motivam este texto.

Termino aqui chamando a atenção para o fato de que este texto não aborda todas as nuances, coisa que seria mais apropriada a uma publicação mais robusta como um livro dedicado ao assunto. Espero, no entanto, que o conteúdo presente seja satisfatório ao menos para esclarecer uma parcela das dúvidas a respeito dessas condições que todo ser humano é passível de viver.

Carlos Hollanda
22 de junho de 2018, Sol em Câncer, oposto a Saturno, Lua em Escorpião.

Urano em Touro e Planetas Lentos em Signos de Terra 2018-2026- VIDEO da Palestra de 16/05/2018

Urano entrou em Touro dia 15/05/2018 e ali permanece até 2026. No entanto, Saturno e Plutão estão, também, em um signo do Elemento Terra, Capricórnio, fazendo com que esse período seja marcadamente conservador e com grandes reviravoltas nos meios de produção de bens, relações trabalhistas, estruturas de poder e sistemas bancários, entre outros campos afetados. Saiba detalhes assistindo esta palestra que foi ao ar em transmissão simultânea no dia 16/05/2018 e programe-se para os anos vindouros.

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Resenha do livro “Kabbalah Hermética”, de Marcelo Del Debbio

Estou devendo esse texto faz um bom tempo. Um ano inteiro, se não me engano. Aproveitando o descanso e tempo livre, agora que o carnaval se foi e que o ano finalmente começa no Brasil, eis uma visão geral sobre o livro “Kabbalah Hermética”, de Marcelo Del Debbio, publicado por sua editora, a Daemon, com gigantesca, e merecida, adesão no Catarse, site de crowdfunding.

Trata-se de um grande (em vários sentidos, incluindo o tamanho físico) trabalho, com um projeto gráfico belíssimo, coisa que poucas vezes se vê em algo relacionado a tal estudo. Normalmente os livros possuem poucas ou nenhuma ilustração explicativa, coisa que o autor se preocupou em fazer não apenas com imagens que acompanham o texto, mas como forma didática de apresentação. As páginas também possuem belas decorações nas margens, com cruzes templárias em seus ornamentos, que recordam muito a maneira com a qual textos iniciáticos são impressos e entregues aos membros de organizações fraternais. A capa dura é também algo que gera uma boa impressão, com jeito de bíblia ou de livrão, meio grimório, que velhos alquimistas de filmes sobre o Medievo usam para consultar enquanto realizam seus trabalhos mágicos. Não bastasse isso, o miolo é feito em papel couché brilhante. Isso combina com o estilo enciclopédico com o qual Del Debbio construiu a obra. Os capítulos parecem grandes verbetes com verbetes dentro. Tudo com grande preocupação pedagógica, com introduções aos elementos, planetas, signos e sephirot, além dos caminhos da Árvore da Vida, letras hebraicas correspondentes e cartas do Tarot, que são a base do estudo da Kabbalah de linha Hermética.

Aqui temos uma volumosa síntese de conhecimentos que o autor adquiriu durante sua vida iniciática e também descobertas em práticas pessoais, pelo que parece, algo que particularmente me apraz, dado o fato de que geralmente faço o mesmo. Del Debbio percorre concepções de várias organizações e sistemas em seu livro. A capa, com a Rosacruz Hermética, da Ordem Hermética da Golden Dawn, sugere uma certa inclinação para o sistema propagado por essa fraternidade, embora haja uma originalidade no texto e nos muitos estudos comparativos que o autor faz com base em sua própria experiência e deduções. De fato, todos fazem muito sentido.

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O hercúleo trabalho de Mitologia Comparada é bem pouco encontrado com tantos detalhes quanto como neste livro. Vai muito além das habituais mitologias greco-romana e egípcia que se espera encontrar em algo do tipo. Não que isso seja pouco, é muita coisa, com certeza, mas em “Kabbalah Hermética” encontram-se as correspondências entre muitos deuses e personagens equivalentes em um grande número de culturas, incluindo referências em cultura de massas, como as da série Star Trek, Star Wars, nos quadrinhos de Alan Moore, como “Promethea” (que este que vos fala pesquisou em seu doutorado – e disponibilizou a tese para download integralmente aqui) e na História da Arte, analisando e comparando centenas de referências. Tudo isso torna a obra muito esclarecedora. De fato, me acrescentou novos conhecimentos e reforçou tudo o que eu já conhecia há muitos anos.

 

Embora de forma alguma isso retire o mérito, a beleza, a utilidade e a grande qualidade pedagógica da obra, senti um pouco de falta de um índice onomástico (sim, aquele dos nomes) e um índice analítico, como a Vozes costuma fazer nas obras de Jung, com termos, expressões e outros dados relevantes e a localização de suas páginas. Aqui seria, por exemplo, o caso de procurar expressões como “caminho da mão direita” e “caminho da mão esquerda”, entre outras de igual importância, para localizá-las em diferentes contextos na obra, que, reitero, está magnífica. Isso se deve ao fato de que o livro é bem grande e possui muita informação. Em alguns pontos desejamos chegar a um dado termo que havíamos lido anteriormente, mas queremos reaver a página e seu contexto, e demoramos um pouco a encontrá-lo. Quem sabe, futuramente, não tenhamos um equivalente em formato digital? Assim uma busca interna no livro resolveria isso facilmente.

 

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Há, ainda, um outro ponto alto na publicação: os diversos gráficos explicativos, lamen, esquemas, na forma de pôsteres muito bem pensados e bonitos. Um eu já pendurei na parede. Uso outros em aulas, como algumas das referências.

Enfim, “Kabbalah Hermética” é ao mesmo tempo um guia, excelente livro de consulta constante e algo a ser utilizado no aprendizado de Kabbalah por todos os que se dignarem a trilhar esse caminho pela via do Hermetismo, tanto professores quanto alunos. De fato, indico sempre aos meus alunos de Astrologia e aos de Kabbalah. Parabéns, Marcelo!

Carlos Hollanda – 18/02/2018

 

Ao Encontro de Excalibur – Jornada de Astrologia, Mitologia e Magia – Inglaterra e Escócia

Prezados, como sabem, todos os anos o PROJETO LUMINAR e a CASA DO SOL produzem, em parceria, jornadas internacionais em locais com profunda carga simbólica, artística e histórica, além de mágica. Sim, com atividades de magia com base astrológica. Em 2016 levamos um grupo para a Itália, onde passamos por várias cidades realizando vivências, dando aulas, diante de obras de arte e arquitetura, sobre o simbolismo nelas contido e Astrologia. Em 2017 foi a vez de Israel, Jordânia e Turquia (com uma passadinha na Grécia), onde percorremos caminhos templários, locais tocados por profetas,personagens bíblicos, mitos, discorrendo muito a respeito, ensinando algumas práticas mágicas importantes e potentes nesses locais, aproveitando a energia que perpassa pontos da Terra como Jerusalém, ensinando Kabbalah e Astrologia, tendo contato com o Sufismo em suas fontes, sem contar a parte terapêutica envolvida.

Desta vez, em 2019, iremos para o Reino Unido, onde percorreremos locais como Stonehenge durante o Equinócio de Outono (hemisfério norte), com o ingresso do Sol em Libra, vendo-o ocorrer e participar de rituais junto às pedras. Veremos livrarias visitadas por grandes magos, como Aleister Crowley, realizaremos práticas de prosperidade e, claro, ensinaremos o que precisarem e muito mais de Astrologia, Hermetismo, Magia Medieval, Druidismo, rituais celtas etc. Sim, levaremos nossos materiais de radiestesia, tarots, e outros instrumentos para intensificar as experiências e tornar esta viagem mais uma grande jornada interior de transformação e crescimento. Imagine ter aulas de tudo isso enquanto está num local como um Crop Circle, o Castelo de Tintagel (que inspirou a lenda do Rei Artur) ou como a região de Glastonbury, a mesma das Brumas de Avalon?!
Clique aqui e curta, no Facebook, a página do evento, com os detalhes da programação e o cartaz de divulgação.
Caso conheçam quem esteja interessado e não queria perder essa oportunidade, divulgue e peça para entrar em contato conosco, os facilitadores (Carlos Hollanda e Daniela Rossi).

Inglaterra e Escócia – Setembro de 2019

January 2, 2018

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com Daniela Rossi e Carlos Hollanda

Esta viagem leva-nos a Escócia e a Inglaterra, à lendária Avalon do Rei Artur, de Merlin, da Senhora do Lago e das Sacerdotisas da Deusa. Passando por Edimburgh e seus belíssimos castelos a Inverness, capital das highlands, até mergulharmos na lendária ilha de Skye.
Visitaremos cidades e locais históricos onde pisaram druidas e celtas, cavaleiros e templários, numa peregrinação que é também um retiro transformador. Em cada local, e em sintonia com cada espaço físico e energético, levaremos a cabo diversos trabalhos terapêuticos de mergulho interior, descoberta, cura e liberação, facilitados por Dani Rossi e Carlos Hollanda.

Momentos especiais nos aguardam, recheados de Astrologia, Tarot, Runas e muita contação de histórias. Sentes o chamado?

Venha conosco nesta incrível jornada em busca do poder da Excalibur, seguindo as brumas de Avalon …

REINO UNIDO

Saída do Brasil

1º Dia  – Florianópolis – Londres

A maior metrópole da União Europeia tem uma personalidade única, formada por seus grandes monumentos, séculos de história e presença marcante na moda, arte e gastronomia.

2º Dia  – Londres

Chegada à Londres e translado para o hotel. Acomodações para 3 noites. Dia livre para atividades independentes.

Sugestão: jantarmos no restaurante de Jamie Oliver (opcional, não incluido)

3º Dia  – Londres

Após café da manhã, em horário a combinar, City tour por Londres pela manhã.

Tarde e noite livres.

Sugestão : visitarmos Greenwich ao final da tarde e curtir um acolhedor pub inglês no inicio da noite. (ticket de trem/metro não incluído)

4º Dia – Londres

Dia livre para atividades independentes.

Se precisar de alguma dica, consulte seus anfitriões!

5º Dia  – Londres – Glastonbury

Após café da manhã,transfer para Glastonbury e ônibus privado. Acomodações para 3 noites no hotel em Glastonbury. Restante do dia livre.

6º Dia  – Glastonbury

Este pequeno e animado povoado com menos de 9.000 habitantes atrai visitantes de todos os gêneros: românticos fascinados pelas lendas do rei Artur, peregrinos à procura da herança da antiga cristandade, místicos em busca do Santo Graal, enquanto os astrólogos são seduzidos pelos rumores da existência de um zodíaco na paisagem. Além de palco de um dos maiores festivais de música do mundo, a cidade exibe uma inebriante mistura de charme inglês, cultura new-age, boemia e uma surpreendente história espiritual.

No sopé do monte existe uma nascente cujo barulho lembra o pulsar do coração. Esta nascente é também chamada Fonte de Sangue, uma vez que suas águas possuem aquela cor devido ao óxido de ferro, embora a sua mais famosa designação seja a de Vaso Sagrado, uma vez que a tradição dá como certo ser ali que se esconde o Santo Graal.

Após café da manhã, em horário a combinar, visitaremos:

  • Glastonbury Tor – Testemunhe as incríveis energias do Tor, entenda por que essas colinas são chamadas de dragões dormindo e observe a paisagem sagrada até o País de Gales.

    • Chalice Well & Gardens (Poço do Cálice).

    Neste tranquilo jardim, descubra por que dizem que essas águas tem o poder da cura bebendo você mesmo.

    • Glastonbury Abbey

    • White Springs

    • Gog & Magog

    • River Brue

    • Goddess Temple

    7º Dia  – Stonehenge

    Pela manhã, partida em direção ao sudeste britânico. No meio de uma rodovia, ergue-se, majestosamente, o círculo de pedras de Stonehenge. Imponente, misterioso, testemunho de um período em que as forças da natureza eram divinas para o homem, o monumento, de 5,5 mil anos, atrai visitantes que, mesmo sem compreender exatamente seu significado — nem os estudiosos chegaram a um consenso — sentem-se magnetizados pela edificação.

    Além de Stonehenge impressionar por ser uma obra-prima da engenharia do neolítico, o monumento foi construído com dois tipos de pedra: um grande e pesado arenito típico das planícies do condado de Wiltshire, conhecido como sarsen, e as bluestones, estruturas menores que compõem a parte interna do círculo. Em média, as sarsen pesam 25 toneladas e, segundo arqueólogos, foram transportadas desde Marlborough Downs, a 32km de distância. Já as bluestones pesam de 2t a 5t e também foram carregadas até o lugar onde se ergueu o círculo. O trabalho de polir, levantar e encaixar as pedras certamente exigiu não só força, mas um sofisticado conhecimento técnico.

    A maior parte das pessoas que visita esse Patrimônio Mundial da Humanidade é mais atraída pelo misticismo do círculo do que pela sua arquitetura. Poucos monumentos antigos foram alvo de tantas especulações e teorias. Há quem defenda que o propósito inicial era coroar reis, outros dizem que seria um templo druida ou um instrumento astronômico, para prever eclipses e outros eventos. Também poderia ser um centro de cura, um cemitério ou um memorial dos ancestrais.

    Atualmente, a interpretação mais aceita é a de um sitio arque astronômico, um templo pré-histórico alinhado com os movimentos do Sol e da Lua em relação a Terra. No solstício (dezembro e junho), uma multidão vai até lá observar o astro e celebrar rituais pagãos, bem à moda neolítica.

    Para conhecermos melhor a história de Stonehenge, primeiramente é feito um tour pelo museu, localizado no centro de visitantes. Há cerca de 300 objetos arqueológicos escavados no círculo e nas proximidades, que explicam as principais teorias e inserem a edificação no contexto da época.

    Após visitação, retorno a Glastonbury em ônibus privado.

    Fim de tarde e noite livre para curtir o vilarejo.

    ​​8º Dia – Glastonbury – Tintagel

    Café da manhã e tempo livre para os últimos passeios ou compras desejadas.

    Fim de tarde, seguiremos em ônibus privado para Tintagel. Acomodação para 2 noites em hotel categoria turística.

    9º Dia  – Tintagel

    Pela manhã, após o café, sairemos para reconhecimento da área, a enigmática Cornualha, onde o espectro do lendário Rei Arthur se destaca em Tintagel. Visita ao coração do condado do Rei Arthur, com suas lendas e histórias celtas.

    Conheça o seu dramático castelo no penhasco. Embora as ruínas atuais datem principalmente do século XIII, as escavações arqueológicas revelaram as bases de uma fortaleza muito anterior, alimentando a especulação de que Arthur pode ter nascido no castelo, como os habitantes locais gostam de reivindicar. É uma visão deslumbrantemente romântica, com suas paredes agarradas às falésias de granito preto. Parte do castelo está sobre uma rocha chamada “A llha”, acessada através de uma ponte de madeira e um vertiginoso conjunto de passos pelo penhasco. Há também um curioso túnel que ainda intriga os arqueólogos, cujas trilhas levam ao longo do promontório até a capela St Materiana.

    Na praia abaixo do castelo abre-se uma boca rochosa que os levará até a caverna de Merlin – exposta apenas na maré baixa. A lenda afirma que é o local onde o mago tecia seus feitiços e teria iniciado os druidas.

    Retorno ao hotel e noite livre.

    10º Dia  – Tintagel – Bristol – Inverness (Chegada na Escócia).

    Após café da manhã, em horário a combinar, tranfer para o Aeroporto de Bristol. Embarque no voo para Inverness.

    Chegada em Inverness. Transfer para o hotel com acomodações para 3 noites em Inverness e resto do dia livre.

    11º Dia  – Inverness

    Após café da manhã iniciaremos um tour por Inverness, capital das Highlands – uma pitoresca cidade que conserva as tradições dos clãs escoceses.

    A capital é simpática, acolhedora, repleta de história e pequena o suficiente para ser explorada a pé. As cenas da série “Outlander” foram filmadas em torno da cidade. A colina acima do centro da cidade é coberta pelas pitorescas torres barônicas do castelo de Inverness, uma estrutura de arenito rosa datada de 1847, que substituiu um castelo medieval explodido pelos jacobitas em 1746.

    Resto do dia livre para explorar a pitoresco região.

    ​12º Dia  – Findhorn – Inverness

    Saída para  Findhorn Community (2 horas de trajeto) parada durante o trajeto no Highland Folklore Museum. Link para o museu aqui.

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    Retorno a Inverness no final do dia e noite livre.

    13º Dia  – Inverness – Ilha de Lewis

    Transfer até Ullapool para apanhar o ferry para a Ilha Lewis. Acomodação para 2 noites em Stornoway. Dia livre em Stornway.

    14º Dia  – Stornway

    Visita à Callanish stone circles, um circúlo poderoso composto por 13 pedras da era Neolítica. https://www.youtube.com/watch?v=e98oObp4nwM

    Noite livre em Stornoway.

    15º Dia  – Ilha de Lewis – Ilha de Skye.

    Saída de Stornway. Em horário a combinar, Ferry para Uig, na Ilha de Skye, visitando no caminho Fairy Glen. Loalizada no lado ocidental de Trotternish, em Balnacnoc (que significa – aldeia ou município nas colinas) acima de Uig, localiza-se Fairy Glen – um deslizamento de natureza Quirang em miniatura. A estrada serpenteia em torno de pequenas colinas cobertas de arvoredo com lochans que dão ao vale uma sensação de outro mundo. Muitos acreditam que essas mini-formações abrigam seres da natureza como fadas e elfos e inclusive já foi cenário de diversos filmes de magia e fantasia.

    Após visita, nos dirigiremos ao centro de Skye, a lendária Portree.

    Chegada em Portree. Acomodações para 2 noites no hotel. Noite livre.

    16º Dia – Ilha de Skye

    Durante o dia faremos um City tour pela ilha, considerada a maior ilha do extremo norte. Em seguida visita ao Dunvegan Castle.

    Construído sobre uma rocha em uma configuração idílica ao lado do lago, Dunvegan é o castelo mais antigo habitado continuamente na Escócia e foi o lar ancestral dos Chefes do Clã MacLeod há 800 anos. Em exibição, há muitas pinturas a óleo finas e tesouros de clãs, a mais famosa das quais é a Fairy Flag (Bandeira da Fada). A lenda diz que esta bandeira sagrada tem poderes milagrosos e quando desdobrada na batalha, o clã MacLeod invariavelmente derrotaria seus inimigos.

    Retorno à Portree. Noite livre.

    ​​17º Dia  – Ilha de Skye – Edimburgo

    Após café da manhã, em horário a combinar, saída de Portree com destino à Edimburgo.

    Parada durante o trajeto para almoço e visita a uma destilaria de Whisky, típico escocês.

    Chegada à tarde em Edimburgo. Acomodações para 3 noites no hotel. Caminhada noturna pela cidade.

    Caminhada Noturna – Explore o lado sinistro e assustador de Edimburgo nesta excursão a pé. De fantasmas aos planos diabólicos que levaram à traição e tortura, até vidas secretas que permanecem nos cantos negros da cidade. Junte-se a esta excursão noturna e experimente as históricas e misteriosas ruas e becos de Edimburgo, enquanto seu guia local dá vida aos contos sobrenaturais do passado e do presente da cidade.

    18º Dia  – Edimburgo

    Após café da manhã, City Tour por Edimburgo e visita à Rosslynn Chapel. Resto do dia e noite livre para passeios.

    19º Dia – Edimburgo

    Após café da manhã, dia livre para passeios. Sugerimos o Castelo de Edimburgo como um dos locais a ser visitado.

    20º Dia  – Edimburgo – Florianópolis

    Em horário a combinar, transfer ao aeroporto. Embarque para voo com destino ao Brasil.

    Fim dos nossos serviços.

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    DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

    O passageiro é inteiramente responsável pela obtenção dos documentos necessários para a viagem, devendo possuir passaporte válido com os devidos vistos em dia. Consulte a documentação exigida com o consulado ou embaixada do(s) destino(s) de sua viagem.

    VISTOS – (de acordo com o itinerário apresentado acima) Para Escócia & Inglaterra vistos não são necessários para portadores de passaporte brasileiro, mas o passaporte deverá possuir no mínimo, duas folhas em branco para o controle de imigração poder carimbar as entradas e saídas. Passageiros estrangeiros: favor consultar diretamente o Consulado ou Embaixada do país a ser visitado.

    PASSAPORTES – Passaporte devidamente legalizado e com validade mínima de 6 meses após o término da viagem. Lembrando que para viagens internacionais não serão aceitos os documentos como, RG, RNE, CPF, Carteira de Motorista (CNH), Carteiras de Classe CRM (médicos), CREA (engenheiros, arquitetos), OAB (advogados), etc.

    Para maiores informações nos enviar e-mail com assunto REINO UNIDO para contato@casadosolfloripa.com.br

Outras informações pelos e-mails:
Carlos Hollanda – carlos.hollanda@gmail.com
Ou pelo telefone: (48) 99631-9336

O livro PICATRIX e os talismãs – Astrologia Fora da “Matrix”

O “Picatrix” é a Astrologia fora da Matrix. Sua autoria é controversa, pode ser resultado de uma compilação de vários escritos de sábios árabes por volta do século XI até o século XIII. Nesse século o rei Afonso X de Leão e Castela mandou traduzi-lo, apesar de suas proibições quanto ao uso de magia em seus domínios.

picatrixFoi no reinado de Afonso X que foram criadas as chamadas Tábuas Afonsinas (ainda que não somente originadas na corte e sim em diferentes partes da Europa), que consistiam de tabelas astronômicas e compêndios astrológicos, desenvolvidas nos séculos XIII e XIV em al-Andaluz, precedidas por trabalhos de astrônomos-astrólogos judeus e muçulmanos reunidos em Toledo, em fins do século XI e início do XII, à época das primeiras Cruzadas. No período afonsino, a astrologia e os estudos dos saberes sincréticos de origem sumero-egípcio-greco-babilônica, em especial a Kabbalah, via sábios judeus, foi-se disseminando e assimilando em toda a Europa, onde, durante o Renascimento, assimilada pelo cristianismo, está entre as origens da forma particular de magia hermético-cabalista que ressurgiu em fins do século XIX.

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Curso de Magia Astrológica com talismãs e outros recursos, em 12 e 13/03/2016, em São Paulo. Clique na imagem e confira.

Nas últimas décadas, diversos estudos sobre a História da Astrologia têm resgatado esses compêndios medievais, herdeiros dos saberes antigos e tradições orais. O Picatrix, “A Meta dos Sábios”, é um deles, onde se pode ler instruções sobre a construção, invocação e prática com o uso de talismã. Tem talismã anti-ratos, anti-mosquitos (olha a dengue aí!) e até para trazer a pessoa amada!!!! Só não é em 3 dias…
Mas o fato é que a prática correta dá claras mostras de funcionamento!!!!

Dois cursos em video Veja os 1os. 10 minutos de cada um grátis!

Confiram o video dos primeiros 10 minutos do workshop “Técnicas Integradas de Previsão” e outro, também com 10 minutos iniciais do “Astrologia para Crises e Oportunidades”, com Carlos Hollanda. Os dois cursos inteiros estão disponíveis nessa versão online e duram, cada um, cerca de 5 horas. Fazem parte da “1a. Dobradinha Astrológica” da Regulus Astrologia, em São Paulo. Confiram a programação no cartaz e vejam os vídeos (não necessariamente nessa ordem).

TÉCNICAS INTEGRADAS DE PREVISÃO – 1os. 10 minutos.

ASTROLOGIA PARA CRISES E OPORTUNIDADES – 1os. 10 minutos.

Dobradinha01-online

Insight rápido

A leitura astrológica não necessariamente aponta para viradas magistrais na vida ou para acontecimentos extraordinários, daqueles que vemos no cinema. Nossa vida mediana tem tantas particularidades e experiências importantes no cotidiano quanto teria a de memoráveis personagens históricos. Num Retorno Solar, por exemplo, na semana em que o Marte e o Netuno daquele ano são “acionados” mais intensamente, pode-se simplesmente ver mais filmes de ação, andar de montanha russa, brincar em parques de diversão (Disneylândia e similares, em alguns casos) e errar o caminho até mesmo usando GPS (ele pode dar algum defeito). As pequenas coisas, juntas, formam grandes experiências. E elas podem ser ótimas!

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Cordialmente,

Carlos Hollanda