Revolução Solar | Curso Extensivo

A revolução ou retorno solar, é seu verdadeiro aniversário, seu ano novo pessoal e particular. Todos os anos você tem um mapa que serve de norteador para lidar com as tendências durante 12 meses.

Através dessa técnica é possível identificar, de maneira muito precisa, épocas para que dadas possibilidades possam ser incentivadas ou atenuadas. As ferramentas de previsão do retorno solar pode ajudar no planejamento mês após mês, podendo chegar a descrever potenciais para semanas e até dias. Isso sem falar no modo como você passa a sentir, pensar e enxergar as coisas durante aquele ano, comportando-se de acordo com as configurações astrológicas da época do aniversário.

Cada aniversário você vai ter um mapa de revolução solar diferente, sempre considerando o grau, minuto e segundo da posição do Sol do seu nascimento.

No curso veremos, entre outros assuntos, os seguintes:

* Os padrões recorrentes ao longo dos anos
* O que irá acontecer para cada um individualmente
* Vale a pena passar o aniversário noutra localidade? (Demonstrações)
* O dia a dia no retorno solar
* Como o retorno solar dialoga com o mapa de nascimento
* A importância do Ascendente e as técnicas de combinação do mapa do retorno solar com o mapa natal
* O que fazer durante as configurações críticas e as favoráveis naquele ano
* Exercícios com o mapa dos participantes e outros ao longo do curso.

ATENÇÃO: o curso será presencial, mas com TRANSMISSÃO SIMULTÂNEA via ZOOM. Os interessados só precisam realizar as inscrições pelo formulário .

QUANDO: a partir de 11/02/2019 (10 AULAS)
HORÁRIO: das 19 às 20:30 (sempre segundas-feiras)
ONDE: Espaço Psi – Rua Conde e Bonfim, 310, sala 1011 – metrô Saens Peña, entre a Di Santinni e a Casa do Pão.

Faça já a sua inscrição.

Para mais informações, entre em contato: (21) 98827-9999 ou carlos-hollanda@hotmail.com

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A tragédia em Brumadinho – MG

A Vale do Rio Doce foi fundada em 01/06/1942, em Itabira-MG. 
Não disponho do horário. Se algum colega o tiver e puder compartilhar, agradeço.

A empresa também teve algumas reformulações, como quando passou a se chamar somente Vale, portanto, é passível de ter algum outro mapa válido. O mapa da privatização será analisado posteriormente. Essa análise será publicada em outro post.

Com o mapa da fundação, é possível verificar uma correspondência com a tragédia em Brumadinho: Saturno e Plutão em Capricórnio encostam na Lua do mapa radical. Igualmente, O último ECLIPSE SOLAR, ocorrido em 06/01/2019, aos 15 graus de Capricórnio, também é associável ao evento. Se a Lua radical estiver mesmo perto dos 15 graus o eclipse a pegou em cheio.

Como não há horário, o gráfico que acompanha este post é calculado para o meio-dia e é feito pelo esquema do mapa solar, situando, arbitrariamente, o Sol como um ascendente e com as casas iguais de 30 graus derivadas da posição do Sol. A Lua, nesses casos pode ter sua posição diferente da que está aqui. Ela muda de grau a cada duas horas, aproximadamente.

Solidariedade para com as vítimas do lamentável ocorrido.


O mapa da cidade de Brumadinho – MG e o mapa do momento do rompimento da barragem da Mina Feijão, divulgado pela Imprensa. Esperem outros desastres ao redor do mundo.

Eis aqui um dos efeitos possíveis de Júpiter em quadratura com Netuno. É um aspecto que, entre outras possibilidades, comporta a de enchentes, sendo que Netuno atualmente está transitando sobre a estrela Achernar, tradicionalmente associada a eventos do tipo.

Essa quadratura entre planetas em trânsito – no caso Netuno, Júpiter e Vênus no céu atual – atinge o Mercúrio da cidade.

Novamente se confirma minha hipótese de que em situações calamitosas, com grande mortandade, sejam elas criminosas ou naturais, Kiron se encontra em posições cruciais do mapa. No caso do momento em que a barragem se rompeu, a Lua fazia oposição a esse fator e a Marte (planeta que rege o ferro – eis o vínculo com o minério de ferro da barragem).

No mapa do ocorrido, Vênus é o planeta dispositor do Ascendente e está envolvido na já citada quadratura com Netuno, o que reforça o caráter de dissolução e vitimização, sendo que está na casa 8, a casa das perdas e grandes transformações (voluntárias ou fortuitas).

Vários aspectos que correspondem a situações dramáticas envolvendo os elementos da tragédia, como desabamentos, destruição por água, soterramento, lama e ferro, estão já com órbitas separativas, isto é, os aspectos já haviam ocorrido em sua exatidão um pouco antes, talvez alguns dias. É possível que isso seja indicador de que o problema que levou a tamanho desastre já estivesse prestes a eclodir. Esses aspectos seriam os seguintes:

A Lua em trânsito em conjunção com Netuno radical e em quadratura com o Sol radical no dia anterior.

Uma semana antes, Marte em trânsito fizera conjunção com Saturno radical da cidade.

Mercúrio em trânsito fizera, um dia antes, uma oposição com Plutão radical e o Sol fizera o mesmo 4 dias antes.

Kiron em trânsito saíra há pouco tempo de uma órbita de quadratura com o Sol da cidade.

Urano em trânsito em fins de 2018, ingressara em Touro e, por órbita de aspecto, fizera uma oposição com Marte. Essa oposição tornará a ocorrer em fins de março de 2019. E durará até abril de 2020. Este trânsito, o de Netuno e o de Plutão, aliás, são os únicos que nunca ocorreram nesses pontos do mapa de Brumadinho. Isso é uma particularidade deste momento.

Até aqui, podemos dizer que os demais trânsitos, sobretudo os mais velozes, ocorrem todos os anos, enquanto os da Lua ocorrem todo mês. Não há novidade e não necessariamente ocorrem calamidades só por que esses movimentos planetários ocorrem. No entanto, eles estão todos combinados em épocas muito próximas e ocorrem sobre o mapa da cidade simultaneamente a grandes configurações com planetas lentos, como Saturno e Plutão. Estes últimos, embora ainda relativamente distantes um do outro em órbita de longitude (Saturno a 14 de Capricórnio e Plutão a 21 graus do mesmo signo) já estão em conjunção no céu. São dois planetas cujos contatos mútuos são tremendamente tensos. Para se ter uma idéia, tiveram outro contato tenso na oposição que fizeram em 2001 e se encaixam perfeitamente no momento do atentado às Torres Gêmeas, além da guerra que se seguiu. Tanto Saturno quanto Plutão estão diretamente associados ao subsolo, mineração e a soterramentos, desabamentos. Saturno está a apenas um grau de distância do último eclipse solar de 6 de janeiro, que se formara enquadrado entre Saturno e Plutão, a 15 graus de Capricórnio. A proximidade de fatores em movimento com o grau do eclipse têm efeito disparador de eventos.

Podemos esperar outras situações similares ao redor do mundo, em locais que, como Brumadinho, funcionam como um elo mais fraco de uma corrente de possibilidades. Ali, onde as condições mais favorecem o desastre é que a potencialidade se torna concreta. Finalizando, quem conhece aspectologia em leituras astrológicas, verá claramente a quadratura que Saturno e Mercúrio fazem com Marte do mapa do rompimento, sendo Marte, como dito, regente do ferro. Mais ainda, há a quadratura “T” envolvendo o principal de todos os gatilhos, a Lua, com Júpiter-Vênus e Netuno (Águas), respectivamente em Gêmeos, Sagitário e Peixes, o que sugere os impedimentos no ir e vir, as dissoluções e os prejuízos para as famílias, sociedade e país. O Sol também já formava a quadratura com Urano (eventos repentinos, destruições).

Torcendo aqui para que toda a dor e sofrimento sejam reduzidos o quanto possível para as famílias das vítimas. Fica aqui também a dica para outras localidades com potenciais semelhantes refazerem suas manutenções preventivas e que as fiscalizações se tornem ainda mais rigorosas, tanto com a segurança do meio ambiente quanto para com a população e funcionários das empresas.

OBS.: O mapa radical de Brumadinho apresentado aqui é calculado para meio-dia e é construído conforme a técnica do Mapa Solar, situando o Sol como uma espécie de Ascendente e dele derivando casas iguais de 30 graus. Caso alguém possua o horário da fundação da cidade, agradeço se puder compartilhar.

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Uerj – Curso “OS SÍMBOLOS SAGRADOS DO CÉU”

“OS SÍMBOLOS SAGRADOS DO CÉU”

O SIMBOLISMO MÁGICO, ALQUÍMICO E COSMOLÓGICO/ASTROLÓGICO NAS REPRESENTAÇÕES ANTIGAS E CONTEMPORÂNEAS, NOS RITOS INICIÁTICOS E NOS CICLOS PLANETÁRIOS EM TEORIA E PRÁTICA

Prof. Carlos Hollanda

  • Período: de 13 de março a 11 de setembro de 2019
  • Quartas-feiras
  • Das 18 às 21h.
  • CARGA HORÁRIA TOTAL: 72 HORAS 
  • LOCAL: Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã – Portão 07, Av. Radial Oeste – Centro Profissional.
  • Investimento: 6x R$ 145,00 (mensais por pessoa)
  • Inscrições pelo site da Uerj
  • Contatos com o prof.: carlos-hollanda@hotmail.com ou (21) 98827-9999.

Envolvendo estudos de Astrologia, Kabbalah, Tarot e Mitologias Comparadas, o curso apresenta referenciais literários, traduções de obras de filósofos neoplatônicos e neopitagóricos, entre os astrólogos “helenistas”, entre eles Claudio Ptolomeu, Vetius Valens, Dorotheus de Sidon. O início se dá com um estudo sobre as raízes do mito pelo olhar antropológico e também esotérico. Outros assuntos bastante trabalhados no curso: o simbolismo iniciático de Elêusis, os mistérios órficos, simbolismo kabbalístico e o mapa onírico do céu como base; as representações do Cosmo entre macro e microcosmo desde em construções medievais até, e sobretudo, as renascentistas e barrocas; a Alquimia seiscentista e setecentista, seu simbolismo iniciático e astrológico; o misticismo e o magismo do século XIX, que visava fazer frente às posturas pré-científicas e científicas na transição dos séculos XVII e XVIII, numa espécie de “reencantamento do mundo”; a chegada das grandes mídias e as ondas sincréticas entre o misticismo europeu e oriental, na difusão dos saberes antigos, de forma resumida ou coisificada para as massas; o extrato dessas ondas nas práticas mais fechadas entre os intérpretes de símbolos contemporâneos; as práticas em si, com exemplos de análises astrológicas e interpretações de lâminas do Tarot (com diferentes baralhos) e as correspondências entre ambas as artes..

  • APRESENTAÇÃO:

Curso a ser ministrado sob a Coordenação do PROEPER/CEPUERJ, com um trabalho de análise e decodificação das representações visuais do Cosmo, de simbolismo da Alquimia e discurso Mágico-Kabbalístico de diferentes épocas, com breves percursos entre a Antiguidade, a Idade Média e a Modernidade, mostrando, ainda, os paralelos contemporâneos dessas representações ressignificadas por obras de cultura de massas e sistemas hermenêuticos que preconizam o uso de tais símbolos.

O curso visa principalmente atender aos trabalhos que são desempenhados pelo CCS (Centro de Ciências Sociais), no que tange, junto ao PROEPER (Programa de Estudos e Pesquisas das Religiões), temáticas referentes à cultura do esoterismo da atualidade, permitindo discernir parte considerável de suas raízes históricas, culturais e seus usos ressignificados pelos sujeitos e agentes sociais contemporâneos.

  • OBJETIVO GERAL:

Mostrar as principais razões simbólicas que constituem o legado cultural de diferentes concepções antigas, quer sejam gregas, babilônicas, egípcias, e romanas, entre sincretismos, apropriações e ressignificações das mesmas ao longo dos séculos, mas, sobretudo, desde o século XIX na Europa, e seus usos contemporâneos no Ocidente.

  • JUSTIFICATIVA:

A importância e a necessidade da implantação deste curso se devem inicialmente ao fato de que há uma grande procura, sobretudo na Internet, em redes sociais e, igualmente, em círculos fechados, quer sejam sociedades secretas (rosacrucianismo, maçonaria, gnosticismo, neopaganismo), quer sejam entre grupos independentes ou entre indivíduos, por esclarecimento dentro desses campos. A procura, que quase sempre demanda movimentação financeira ou o uso de espaços midiáticos como forma de propagação aliada ao oferecimento de serviços, tem sido cada vez maior, proporcionalmente ao aumento de acesso à internet por diferentes camadas da população em vários países. O Brasil, que possui um dos maiores índices de participação em redes sociais no mundo, é particularmente afetado pelo uso e, da mesma forma, pela desinformação a respeito desses temas.

Assim, difundir este curso dentro de uma universidade pública como a UERJ, com o pioneirismo da instituição e, mormente, do PROEPER, além de ser um reconhecimento a tais legados ocidentais imersos na cultura brasileira por meio das mídias e de publicações muito propagadas entre grupos iniciáticos ou esotéricos, permitirá o acréscimo de um novo olhar e um melhor senso crítico sobre essas representações, enquanto cria condições para novos e mais profundos estudos acadêmicos futuros sobre tais assuntos. Da mesma forma, estando essa cultura sincrética, ressignificada e, muitas vezes, deturpada entre vários setores da sociedade, o curso cumpre o propósito de lançar luz sobre aspectos negligenciados das práticas e representações contemporâneas que servem de base para comportamentos de diferentes grupos, suas identidades e suas formas de consumo. Por fim, as demonstrações e práticas em sala de aula com as técnicas e os pressupostos astrológicos visam proporcionar aos participantes experiências mais diretas com o que realmente é possível fazer em leituras do tipo.

  • CADERNO PROGRAMÁTICO:

Resumos de Mitologia/ História dos Símbolos e Idéias Religiosas/ Filósofos e práticas mágicas/ O conteúdo iniciático: origens e templos/ as concepções de céu e as práticas derivadas/ Humanismo e simbolismo celeste/ Artes e misticismo/ Alquimia e a pedagogia da Alma/ Magia e Ciência/ Mídias e representações alquímicas/ Astrólogos, gurus, o céu interior, sincretismos e ressignficações nas leituras e expressões terapêuticas atuais/ Aplicações (leituras de Mapas Astrológicos e Tarô) em sala.

  • METODOLOGIA:

Aulas expositivas com acompanhamento de slides em powerpoint e observação do céu em datas programadas durante o curso.

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Diretor do Centro de Ciências Sociais: Professor Domenico Mandarino

Coordenação: Professoras Edna Maria dos Santos e Telma Rosina Simoni da Gama

Facilitador: Prof. Dr. Carlos Manoel de Hollanda Cavalcanti

CERTIFICADOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EXPEDIDOS PELO CEPUERJ/UERJ

 

 

Bolsonaro: os Dois Mapas da Posse e as Tendências do Governo

2019 chega para os brasileiros com novo presidente e novos ministros, após um período eleitoral muito conturbado, penoso, tenso e com muitos questionamentos sobre as possibilidades para o país com um governante que faz questão de fazer declarações polêmicas e com parte de seu eleitorado enfatizando o tom das mesmas. Desde o início de 2018 já se esperava que o presidente a ser eleito teria perfil marcial, características conservadoras e tudo o mais que Jair Messias Bolsonaro encarna em suas falas e postura, como Marte, agressiva. Quanto a isso, ver o vídeo das previsões da Cia. dos Astros, em que este autor, junto com os colegas Sérgio Pupo, Marcia Mattos e Alexandre Chut, descreviam as possibilidades para aquele ano. Naquela ocasião, em fevereiro, cheguei a fazer uma espécie de retrato falado daquele que seria, em novembro, eleito o atual presidente e isso pode ser averiguado clicando aqui, neste link, para o vídeo.

No que tange aos discursos que marcaram os dois momentos destacados nesta análise: vale dizer que tiveram bastante conformidade com aqueles feitos durante a campanha presidencial, quase como se fossem um eco desses últimos. Não houve atenuação ou reconstrução das afirmações.

O presidente Jair Bolsonaro, o vice, General Antônio Hamilton Martins Mourão, e os Ascendentes dos mapas da assinatura no Congresso e da transferência da faixa presidencial, respectivamente (ver os mapas completos adiante)

Para chegar aos mapas que apresento no decorrer do artigo, acompanhei minuto a minuto todo o desenrolar da cerimônia da posse presidencial, no dia 01/01/2019, em Brasília. Os horários que se seguem são considerados levando em conta o final dos atos que legitimam a posse. Sim, horários, no plural! Um é o da assinatura do juramento de posse, outro é o do recebimento da faixa presidencial. Em outras palavras, do mesmo modo que se convenciona demarcar o mapa de nascimento de alguém pela “primeira respiração”, que, dentro do sistema que adoto, é a consumação do nascimento, tomei o cuidado de aguardar, por exemplo, que o atual presidente chegasse à última assinatura da documentação na mesa do Congresso Nacional, não anotei o horário em que ele pegou a caneta para isso, mas o momento em que ele termina, repito, a última rabiscada. Igualmente, esperei que ele terminasse de colocar a faixa sobre o corpo. Embora a assinatura seja o aspecto jurídico, o ato institucional, a transferência da faixa é o ato simbólico, aquele que tem “manas”, que atinge o imaginário coletivo em cheio, tal qual um batismo, daí sua importância. Podemos fazer uma analogia entre o ato e os termos do Tantra Yoga (também analogamente à Magia Hermética), em que Mantra, Yantra e Mudra se combinam num ato carregado de energia (e assim é com todo e qualquer governante de todo e qualquer país, ao receber o símbolo do cargo, ou em concursos de Miss, para a vencedora, a coroa para o rei, o avental para o maçom). O Mantra, aqui, seria associado ao juramento feito oralmente, o Yantra à forma simbólica de padrões geométricos da faixa e Brasão da República, enquanto o Mudra é o próprio gestual de recebimento junto à postura para as fotos. Isso significa que podemos pensar em analisar ambos os mapas e constatar, ao longo do mandato, qual parece corresponder melhor às realidades que estão por vir, na medida em que elas se concretizarem.

A abordagem

Outrossim, peço aos leitores que façam um esforço para não colocarem palavras na boca (ou nos dedos) deste que vos tecla, procurando não tirar conclusões precipitadas sobre o que acham que aqui foi dito ou pensado. Qualquer dia podemos tomar um café e conversar a respeito de concordâncias ou discordâncias. Aqui está apenas um olhar inicial que não contempla, por exemplo, previsões com técnicas aprofundadas como os trânsitos. Tais previsões terão um artigo exclusivo logo.

Cumpre observar, a propósito, que ninguém está livre de ideologias, ao contrário do que se pode afirmar no calor das emoções. Simplesmente isso não existe. O simples fato de se opor a uma suposta ideologia com um conjunto de pressupostos, já, em si, se faz por intermédio de ideologia também. Quanto a isso, para que o conceito fique claro a quem não pesquisou, recomendo a leitura de livros como “Ideologia  e Cultura Moderna – Teoria Social Crítica na Era dos Meios de Comunicação de Massa”, de John B. Thompson, onde o autor analisa o que denomina “Grande Narrativa da Transformação Cultural”, demonstrando suas características gerais e falhas discursivas, ou “Ideologia e Contraideologia”, de Alfredo Bosi, em que ele analisa as estratégias de diferentes vertentes para fazer frente ao pensamento hegemônico de cada época. Ao dizer isso, quero enfatizar que ao fazer esta análise, ainda que sujeito a um ou outro aspecto ideológico e a todas as leituras que fiz em minha formação (como aconteceria com qualquer autor, mesmo os pretensa e ilusoriamente isentos), sempre que estou lendo mapas entendo que estou numa condição similar à do médico: não importa quem está na mesa de operação, ele é um paciente e o dever do médico é proceder com a cirurgia, não lhe cabendo matar o paciente se ele é tido por malfeitor ou realizar milagres se ele é considerado boa gente. O médico faz o que lhe é possível dentro do que a medicina de seu tempo e os recursos de que dispõe oferecem. É com essa mentalidade que aqui abordo o tema e é o que acredito que todo astrólogo deveria fazer, independentemente de suas preferências políticas, a fim de que possa oferecer o melhor possível dentro de suas limitações humanas. Leitura de mapas astrológicos não é um bibelô que se compra numa importadora, algo para dizer se você é uma gracinha de pessoa, confirmando expectativas de auto-imagem. Não indica exclusivamente o que se deseja ouvir/ler, mas sim mostra o que os símbolos ali dispostos revelam o mais precisamente possível, procurando indicar que ferramentas seriam mais adequadas para melhorar determinada situação difícil ou para enfatizar as ações sobre uma oportunidade latente. É preciso cumprir o que chamo de “função GPS do astrólogo”: imagine se um aparelho desse tipo não lhe informasse que na rua à direita onde você deseja entrar com seu carro tem um engarrafamento de 4 horas? O ideal não é ele dar as alternativas de saída sem inventar que o problema não está ali?

Outro ponto fundamental a se levar em conta aqui são as opções teóricas adotadas. É possível  que me perguntem sobre “o ano de Marte” (o que seria o atual ano planetário), sendo que algumas pessoas possam até reclamar da relativa ausência de informações a respeito. Primeiramente porque não concordo totalmente com a adoção de um ano planetário: se é preciso que ele seja considerado, ele tem que ser dentro de um contexto maior, num entrecruzamento de dados para que se tenha uma percepção mais clara de como esse planeta irá atuar, o que interfere, se tem ciclos longos e curtos de outros planetas ocorrendo etc. Pensar que simplesmente uma variável será suficiente para definir toda a complexidade de um período de 12 meses não me parece coerente, é uma homogeneização. É como dizer que a pessoa tem câncer porque comeu muito pão com manteiga, ou seja, não há nenhuma outra variável para a formação do tumor? Em segundo lugar, o ano astrológico só tem início em março, mais precisamente no equinócio de Áries (primavera no hemisfério norte, outono no hemisfério sul). É um equívoco frequente do senso comum adotar a idéia de que o ano planetário iniciará em 1º. de janeiro, quando é no equinócio ariano que temos, astrologicamente, pelo menos, o símbolo do início, do ponto de partida, do arranque. Para essa e outras questões pertinentes ao “planeta regente do ano”, recomendo o artigo que está aqui, neste link. Sendo assim, vou me permitir não agregar no presente texto essa informação, já que o que irei demonstrar é suficientemente detalhado. Igualmente, antes que perguntem, também não vou analisar segundo o zodíaco sideral nem astrologia védica ou qualquer outro sistema similar, pois o sistema utilizado aqui no ocidente se basta em si mesmo. Não pretendo dispender tempo numa eventual discussão sobre quem é melhor do que quem, que reconheço como inútil: é como tentar dizer se o fogo é mais quente colocando a mão na chama de uma vela branca ou na de uma azul de mesmo tamanho. A quem deseja maiores esclarecimentos a respeito, indico dois artigos: o primeiro aqui neste link e, neste outro, outras informações pertinentes. Ambos abordam mais densamente a questão entre zodíaco trópico e sideral.

Vistos esses pormenores importantes, vamos aos dados.

Analisando:

Antes de tudo, é preciso entender que o(s) mapa(s) da posse não se referem somente ao próprio presidente, mas sim a ele junto com a cúpula do governo, mesmo quando são trocados alguns integrantes por um motivo ou outro. Fala sobre o modo como o mandato tende a ser conduzido. Desse modo, os mapas analisados a seguir falam também de ministérios, secretários, parcerias e inclinações gerais que irradiam daquele momento. Previsões mais detalhadas serão feitas noutros artigos tendo por base o mapa do país.

A primeira grande correspondência entre os mapas e os fatos é a seguinte: Bolsonaro assina a papelada da posse em dia de Marte (terça-feira) no horário planetário de Marte, às 15 horas e 16 minutos em Brasília, enfatizando, no discurso, a necessidade de valorização dos militares e dos policiais (classes regidas por Marte). Às 17 horas e 1 minuto, recebe a faixa presidencial no horário planetário de Vênus (mulheres, beleza, sedução, partilhas), quando sua esposa, Michelle, faz um discurso com interpretação em libras (para surdos) alterando o procedimento costumeiro, antes do discurso do presidente (ver comentário adiante sobre Mercúrio e esse discurso). Tenho cá uma certa tendência a achar mais interessantes os mapas de entregas de faixas do que os de assinaturas pelos motivos citados anteriormente, mas a proposta é deixar que os dados falem por si ao longo do tempo e assim dirimir as dúvidas.

Bolsonaro em dois momentos: à esquerda, na sucessão de assinaturas após o juramento no Congresso Nacional. À direita, junto à 1ª. Dama, Michelle, que tomou a frente com um discurso em libras.

De qualquer modo, em ambos os casos, tanto os discursos quanto as atitudes e figuras que centralizavam as atenções coincidiam perfeitamente com os planetas regentes daquelas horas. Novamente, essas duas referências iniciais partem do sistema das horas planetárias, em que as horas são regidas sucessivamente por Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e Lua, na sequência caldaica dos planetas  – o mesmo artigo indicado anteriormente para esclarecer o sobre o ano planetário explica o sistema das horas planetárias e você pode vê-lo aqui. Não estava me referindo ao regente do Ascendente, mas, aproveitando o ensejo, nesse segundo caso, o discurso de Michelle ser em libras tem duas conotações muito interessantes: o fato de que, no mapa da entrega da faixa, o Ascendente se encontra em Gêmeos, signo de fala, discurso, oratória, comunicação, debate, pensamento plural, enquanto seu regente, Mercúrio, encontra-se em exílio, no signo oposto a Gêmeos, Sagitário. Este último, voltado para o pensamento dogmático, a fala direta e sem rodeios, as “verdades” (que nem sempre se aplicam em dado contexto), as metas para a vida, a busca de significado, as certezas entusiásticas (que nem sempre se submetem a uma análise mais fria das situações) e o pensamento inspirado, quando não imposto à força “porque é assim que deve ser”.

A condição de exílio de Mercúrio (Mercúrio está exilado em Sagitário e em Peixes, signo oposto a Virgem, onde Mercúrio também tem domicílio), caracteriza muito bem a comunicação dupla ou adaptada, isto é, tanto pela via tradicional quanto pela inclusão da linguagem dos surdos – comunicar onde os recursos normais são escassos ou mais difíceis de usar ou o entendimento requer outras ferramentas que não as convencionais. É curiosa a analogia também quanto ao fato de que era a cerimônia de transferência da faixa para o presidente eleito: um ato qualquer tem início no Ascendente e esse ato, em uma cerimônia de posse, é normalmente precedido da fala do eleito, mas o planeta dispositor (regente) do Ascendente está na casa 7, a do cônjuge, dos sócios, parceiros e também dos oponentes (inimigos declarados). Não havia oponentes no palanque, obviamente, mas a esposa, então 1ª. Dama, tomando a palavra com uma fala em duas vias de comunicação simultâneas junto a uma intérprete. Da mesma forma, se pensarmos que é a posse do dirigente e olharmos diretamente para o Meio do Céu (o dirigente) em Peixes, veremos que Júpiter, o dispositor tradicional desse signo (que os modernos fazem compartilhar a regência com Netuno), também se encontra na casa 7. Isso dá margem a pensar que ao longo do mandato ou o dirigente está disposto a formalizar inúmeras (Júpiter) parcerias (casa 7) ou ver-se-á dirigido pelas parcerias ou ter muitas interferências de parceiros fortes (Júpiter em domicílio) que tomam a palavra (Mercúrio na 7), assumindo muitas vezes a dianteira (Mercúrio na 7 regendo o Ascendente – a dianteira) e entrando em conflito pela expressão impulsiva de idéias sem tato (Mercúrio quadratura Marte).

Outro detalhe sobre Mercúrio exilado em Sagitário: o exílio de um planeta é o local em que ele, no Zodíaco, não se encontra “confortável” entre suas próprias características e as do signo (cenário) em que se encontra. Em Sagitário, a qualidade mercurial de mover-se entre idéias paralelas, considerar minúcias, fluir entre um pensamento e outro, considerando prós e contras e ser eclético, fica comprometida. Isso não significa que se você, que nasceu com Mercúrio nesse signo está comprometido para o resto da vida, aí é questão para análise e explicação noutro texto, mas em se tratando de um evento que inaugura e desencadeia todo um ciclo (4 anos de mandato), significa que muitas informações serão passadas sem discussão, com toda a simplicidade sagitariana com seu talento para enxergar a meta ao final, mas sem perceber os meandros do caminho e sem atentar para quem estiver na frente – como a flecha, a informação ali anda em linha reta, sem fazer pit stop nem desviar-se de algo importante que possa destruir no trajeto. Mercúrio em exílio em Sagitário tende a considerar só “prós”, enquanto os “contras” são rechaçados com veemência, sem haver reconsiderações e sem pensar que os “contras” não se importam se não são considerados, pois geram complicações assim mesmo, se não se lhes der a devida atenção. Claro que isso é relativizável: há pessoas cujos mapas mostram entrecruzamentos de dados suficientes para suplantar tal tendência, mas mesmo assim, vez por outra, recaem na simplificação. Em alguns momentos isso é ótimo. Noutros nem tanto.

Vale dizer que, no mapa da assinatura, Vênus, o regente do Ascendente em Touro, está na casa 7, como acontece com o regente do mapa da faixa. Este é um dos fatores que ambos os mapas têm em comum. Por vias diferentes, alguns assuntos são reiterados em cada um deles e é aí que encontramos as maiores convergências que determinam as principais tendências do mandato. Vejamos:

No mapa da assinatura temos cinco casas povoadas por planetas, com a maior concentração nas casas 9 e 11. O fato de a nona casa ter essa concentração é digno de nota: é a casa cujos assuntos giram em torno das longas distâncias, das rodovias, das estradas, das culturas de locais distantes, do clero, das religiões, da forma externa das religiões, das universidades.  Ali estão o Sol, Saturno, um dos regentes do Meio do Céu (regente tradicional de Aquário) regendo também o Sol em Capricórnio, e Plutão, regente da Lua e Vênus em Escorpião, sendo Vênus o dispositor do Ascendente, o que lhe confere uma importância acima da média nesse mapa. A ênfase na nona confirma a tendência predominantemente religiosa ou “clerical” de grande parte do governo (ou plena de certezas sobre o caminho a tomar,como se guiada por uma força superior inquestionável), seja pela via dos ministérios, em que há ministros pastores evangélicos, seja pela via do lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, oriundo da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, que, por um lado bate com o MC em Aquário (ar, aviação…), mas por outro é também uma afirmação de que o controle não está com o governante, mas com a divindade. É também um lema militar de defesa e auto-sacrifício, o que remete a Marte em domicílio em Áries (no mapa da assinatura, na casa 11, no mapa da faixa, na casa 10, bem análogo ao “Capitão”, em referência ao presidente). O outro planeta regente desse Meio do Céu é Urano, que está retrógrado (trazendo efeitos passados ou de um certo passado) em Áries, signo regido por Marte, e na casa 12 (sacrifício). No entanto, a menção une o aspecto militar com o religioso, o que é referência direta à casa 9, no mapa da assinatura, e a Mercúrio e Júpiter em Sagitário, no mapa da faixa, respectivamente, os regentes do Asc e do MC. É, ainda, um símbolo manifesto por uma forte bancada evangélica junto ao comando, com um sistema conservador, rigoroso (ou rígido, sem flexibilidade ou jogo de cintura, como uma ênfase em Capricórnio pode ser, com um dos principais dispositores, Saturno, situado nesse signo), porém potencialmente capaz de organizar em hierarquias e modelos fechados, protocolares. Um dos regentes do Meio do Céu (o dirigente) do mapa da assinatura está na casa 9, mostrando uma parte do que esperar do governante: um sistema potencialmente dogmático, com um discurso repleto de “verdades incontestáveis”, o que pode ser um complicador quando é preciso relativizar alguma situação. A mesma postura tende a voltar-se para a política externa de outros conservadores linha-dura (vide o apoio de Netanyahu) bem ao estilo Saturno-Plutão-Capricórnio juntos no mesmo ponto do mapa. Nesse quesito das trocas estratégicas o Brasil pode crescer bastante, sobretudo em assuntos econômicos em acordos estrangeiros (vide a Lua e Vênus na casa 7, muito bem aspectadas, apesar da queda e exílio, respectivamente), se pensarmos que esse mesmo mapa, com Ascendente em Touro, se inclina para os bancos e investidores e grandes fluxos financeiros advindos de terceiros, com Júpiter na oitava casa. Esperemos que prevaleça ali o fato de que Júpiter rege a casa 8 (recursos de terceiros) e não a quadratura de Júpiter com Netuno, que, quando no caso de mapas individuais, tende a manifestar um complexo de “o escolhido”, em que se crê que tudo dará certo, mesmo quando se faz de modo torto. A mesma Lua e Vênus mostra parcerias intensas, passionais, cheias de altos e baixos, nunca lineares, bem ao estilo escorpiano. Não há muito meio-termo nesse governo, com o mapa da assinatura nem com o da faixa, em que Sol, Saturno e Plutão estão na casa 8, unindo-se parcialmente, a assuntos partilhados por Vênus e Lua em Escorpião. As chances de investimentos estrangeiros massivos são realmente muito grandes, sobretudo em áreas de construção, produção de energia e de material bélico. Neste último caso, inclusive, porque, apesar da boa aspectação, há uma certa tendência paranóide nos dois mapas, com uma forte reatividade e autodefensividade (Lua em Escorpião, Vênus em Escorpião regendo o Ascendente de um dos mapas) a tudo e a todos que possam questionar a validade de uma ação ou, talvez, agir de modo distante do padrão de conduta imposto por vários segmentos e apoiadores. Em outras palavras, isso significa que essas correntes estarão “de olho”, o que pode ser excelente para o combate à corrupção, evitando-a, caçando-a, dissolvendo-a, mas pode ser um problema sério, se rotular grupos inteiros como perversos ou perigosos sem ter havido tempo para uma averiguação mais detalhada. Fazendo uma comparação da tendência de um Escorpião enfático com seus regentes aflitos (neste caso Marte em quadratura com Mercúrio e Plutão, numa conjunção de órbita um tanto larga, acima da média aceita normalmente, mas aparentemente, uma conjunção – veremos pelos efeitos) num mapa individual, temos aquela situação que se traduz pelo diálogo a seguir:

– Seu canalha! Você vai pagar pelo que fez! – diz o escorpião em sua faceta sombria.

– Hã? Hein!? Mas do que você está falando? Eu lhe conheço? – reponde a pessoa sentada proximamente, sem nada entender.

– Miserável, desgraçado! E ainda se faz de sonso! Você sabe bem o que fez! Ah, se eu te pego!

– Moço, calma! – diz uma senhorinha trêmula, de bengala, tentando se segurar – fui eu que esbarrei em sua bolsa e sua carteira caiu. Aqui está.

À esquerda, o mapa da assinatura no Congresso. À direita, o mapa da transferência da faixa presidencial para Jair Bolsonaro.

 

Voltando a falar de Lua/Vênus, respectivamente em queda (depressão) e em exílio, note-se a reiteração, tanto no discurso da posse do presidente quanto nas entrevistas posteriores da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (entre 01 e 06/01/2019), que sugerem o controle e ingerência sobre a sexualidade (Escorpião), entre outras expressões, com a frase que se tornou meme: “menino veste azul e menina veste rosa”. Embora ela tenha afirmado, depois, ter feito apenas uma analogia, e que, palavras dela, “a população LGBT não perderia direitos nesse governo” (e não cabe a este artigo dizer se ela crê ou não nisso), ainda assim, estamos diante de uma corroboração do indicador dos mapas da posse: “Mercúrio em exílio em quadratura com Marte”. Tal condição/aspectação representa essa mesma tendência a dar declarações não só muito diretas e pautadas por um sistema de crenças religiosas (Sagitário), mas também impulsivas (Marte) e provocadoras (Marte + quadratura) sem digerir ou elaborar/relativizar antes. Os dois outros fatores em Escorpião, tornam o discurso completo ao vermos que nos mesmos mapas as interpretações feitas por religiosos (Mercúrio em exílio em Sagitário em ambos os mapas + Plutão, regente da Lua e Vênus, na casa 9 no mapa da assinatura, aumentando a tendência dogmática ou, para alguns, fanática). Provavelmente com a justificativa de ter a pasta da “famílila”, pode ter feito colocações ao estilo das configurações citadas acima, como aquelas em que criticou regras do Sisu afirmando que os jovens não deveriam de perto da família, indo fazer o curso universitário em outros Estados. A ministra deu a entender também que o Estado pode não interferir diretamente sobre escolhas que competem aos próprios estudantes, mas que pretende proporcionar políticas públicas de fortalecimento dos vínculos, o que acaba sendo algo muito próximo de tentar uma ingerência no assunto. Sem contar que, em grande parte dos casos, os próprios jovens desejam essa distância para uma experiência que os amadureça para a vida. De qualquer forma, com a população considerando bom ou ruim, o que aqui demonstro é que essa é uma das tendências deste governo: com Mercúrio nas condições tensas em que está, com a casa 9 de um dos mapas ocupada por Plutão e a conjunção Sol-Saturno, podemos esperar muitas ingerências, nem sempre necessárias ou eficazes, talvez desgastantes, em meios estudantis, sejam eles os universitários, seja em projetos de pesquisa, seja na educação básica, mas de modo Saturno-Plutão, o que tende a ser mais coercitivo do que a média. É possível que de, digamos, dez ingerências e coerções, uma ou duas sejam ótimas. Outra tendência é um grande ir e vir de decisões, que são tomadas e retiradas sucessivas vezes. Nesse caso, mais fortemente se falamos do mapa da faixa, com Ascendente em Gêmeos.

Por fim, igualmente em se tratando de Mercúrio e outro de seus atributos, os sistemas de comunicação, nos dois mapas ele faz quadratura com Marte, o que marca o potencial para diferenças com a Imprensa e demais meios de comunicação. Ao que parece, as formas “oficiais” de contato do governo com a população continuarão sendo feitas por vias indiretas, por um lado, particulares, por outro, isto é, uma parte, como já vem acontecendo desde a campanha, com correligionários marcando forte presença em redes como o Twitter, em discussões intensas com a oposição (experimentem entrar no Twitter: parece que 90% do que se escreve é desavença política e acusação de todo lado). A via que aqui denomino “particular” é a que se tem feito através do Whatsapp, que, de uma hora para outra, parece ter ganho o statos de “meio de comunicação detentor da verdade absoluta”, com noções corretas ou absurdas sobre um assunto proliferarem como uma praga, com ênfase total para as absurdas. Diga-se de passagem, durante as campanhas e com todas as fake news vindas de várias correntes partidárias, em parte isso correspondia à retrogradação de Urano pela terceira casa (Comunicação) do mapa do Brasil (Grito do Ipiranga) e à conjunção de Marte em trânsito com Mercúrio radical desse mapa entre setembro e outubro. De qualquer jeito, as formas “alternativas” de comunicação do governo são, novamente, um efeito de Mercúrio exilado quadratura Marte. Como veremos mais à frente, como todas as posses desde 1972 têm sido feitas com mais ou menos o mesmo protocolo, não é tão difícil que, com o Sol em Capricórnio, Mercúrio esteja em Sagitário. A diferença se faz pelos aspectos e configurações formadas pelos planetas e as casas em que costumam cair (o Sol, por exemplo, quase sempre fica na faixa entre casa 7 e casa 10 devido aos horários protocolares que mudam em poucas horas de posse para posse).

Outro ponto convergente para ambos os mapas, por vias diferentes, é a regência do MC (Meio do Céu), um dos principais fatores a caracterizarem o governante, suas ações e as da cúpula governamental. No da assinatura vemos um dos dispositores, Saturno, na casa 9, como já dito. O outro dispositor, Urano, na casa 12 e em retrogradação, em Áries. Isso pode significar que o governante terá mais ações nos bastidores (casa 12) do que se pensava e que a cúpula pode agir mais à frente do que o próprio presidente. Esse mesmo fator pode ser visto sob um outro ângulo, no mapa da faixa, por uma via análoga:  Netuno, nesse mapa, é um dos regentes do MC e está na décima casa, que, no mapa de um evento nacional e político, se refere ao partido do governo, em parte ao governante e à reputação do mesmo. Netuno é um fator que, na casa 10, dificulta as ações de quem está no poder, tornando-as “borradas”, confusas. Na maioria dos casos isso se dá por fragilidade do superior hierárquico, que pode ser via problemas de saúde ou potencial dissipação em torno de algumas das metas almejadas. Tendo em vista essa combinação entre os dois mapas, o governante tende a ser visto aos poucos em parte como um mártir (Netuno e Kiron na 10 – mapa da faixa), em parte como um salvador da pátria (Netuno na 10 – mapa da faixa) e em parte como alguém enérgico (Marte na 10 – mapa da faixa) que não encontra meios para exercer sua força da maneira mais eficaz (Marte quadratura Mercúrio – ambos os mapas), podendo, várias vezes, ficar hospitalizado (Regente da 10 na casa 12 – mapa da assinatura) ou em tratamento – Kiron na 10 do mapa da faixa, representando dor. Marte na 10 e em domicílio é o que já vimos nas divulgações sobre a cúpula: vários militares no poder, sendo que, a despeito da forma compassiva (Netuno) com que parte do público enxerga o presidente será acompanhada do tom desafiador que já se conhecia durante as campanhas eleitorais.

O mesmo Kiron na 10, conjunto a Marte é o significador da nova cirurgia do presidente. É possível que outros tratamentos de saúde que envolvam bisturis tornem a fazer parte da agenda presidencial ao longo do mandato.

Outras correspondências muito claras nos mapas: mesmo eles sendo calculados para horários posteriores ao desfile em praça pública, mostram as tendências que já vigoravam pouco antes. Durante o desfile junto aos Dragões da Independência ocorrem as cenas cômicas com os cavalos. Um dos que estavam na frente do Rolls Royce presidencial quase se estabacou, chegando a esbarrar noutros e também no carro. Algo que chama a atenção para a quadratura entre Júpiter em Sagitário (cavalos) e Netuno em Peixes. Tal aspectação lembra um jogador de basquete trocando as pernas e perdendo a bola na quadra ou o Pateta, personagem da Disney, um tanto quanto desengonçado e visivelmente Júpiter-Netuno, isto é, o grandalhão (Júpiter) distraído (Netuno) que mira para o lado errado e acerta o alvo por engano.

Acima as fotos pitorescas que se tornaram memes na Internet, com pressuposições sobre o decorrer do governo ter sido prenunciado pela descoordenação dos animais.

Na posse de 2003 de Luis Inácio Lula da Silva ocorrera situação similar, com o Dragão da Independência caindo do cavalo, mas, naquela ocasião, o primeiro ano do governo não fora marcado por escândalos, o que aconteceria de 2004 em seguida. Curiosamente, o mapa da posse de Lula, naquele mandato, também tinha aspectos tensos entre Júpiter e Netuno e uma forte ênfase em Sagitário, junto com o regente do Ascendente taurino em Escorpião… (veja esses mapas mais adiante). Falando nisso, a Lua em Sagitário do mapa da posse de Lula, enfatiza as correspondências entre esse signo e aspectos carismáticos tanto quanto no caso dos atuais mapas da posse. Não admira o paralelo entre as expressões religiosas e de adoração ao presidente do atual governo e uma adoração muito semelhante a Lula quando de sua primeira eleição – sim, com características atéias, mas adorações muitíssimo semelhantes. Ambos são “presenteados” com atitudes coletivas muito próximas à histeria, com grande desracionalização e esperanças estratosféricas depositadas na figura mítica de salvadores da pátria. Netuno costuma mostrar que a cor-de-rosa que uns colocam sobre o vermelho e outros sobre o verde-amarelo pode mexer com a tonalidade e com o discernimento.

Integrante dos Dragões da Independência tenta montar no cavalo depois de uma queda. O professor Pedro de Lima pula para agarrar Lula pelo pescoço e é retirado pelos seguranças

Com Alpheratz, a alfa de Andrômeda, conjunta à Parte da Fortuna do segundo mapa (faixa), não admira que a esposa, Michelle, jovem e bonita, tenha tido um papel destacado. Mas é digno de nota o fato de que a mesma Alpheratz, antes de ser entendida como a cabeça da bela personagem mitológica, era o “Umbigo (ou barriga) do Cavalo (ou do corcel)” (derivado do nome em árabe “Al Surrat al Faras”), em referência a Pegasus, o cavalo alado que brota do sangue da cabeça de Medusa, decaptada por Perseu. A partir daqui as interpretações são múltiplas, de acordo com as preferências políticas e ideológicas dos leitores. Alguns podem entender que, como no mito, Perseu encarna no novo governo, que destrói Cetus, o monstro marinho gigante invocado por Poseidon (Netuno) que ameaçava destruir a civilização e devorar Andrômeda, oferecida em sacrifício. Outros podem entender que, ao contrário, Andrômeda (acorrentada ao rochedo), que também representa a busca pela liberdade, está ameaçada pelo monstro e precisa de um ato heróico ou um grande sacrifício para restaurar a dignidade da princesa/pátria e que a descoordenação do cavalo pode ter relação com algum mal terrível que se avizinha.

Falando em estrelas e heróis, no Ascendente do mapa da faixa a estrela Mirfak (o cotovelo), a alfa de Perseu, representa um grande manancial de energia para execução de tarefas, colocar planos em prática, demonstrar desempenho físico e grande agressividade. Uma qualidade dessa estrela para um mapa de coletividades é ampliar chances nos esportes, investimentos em áreas competitivas. Porém, é uma das mais impulsivas e sujeitas a descomedimentos quanto às capacidades daquele que a tem enfática no mapa. Muitas pessoas com essa estrela forte tendem a perpetrar ações muito agressivas e sem qualquer desejo de ouvir quem possa indicar um caminho mais bem pensado ou cauteloso. Também no mapa da faixa, a estrela Agena, a beta Centauri, faz conjunção com Lua e Vênus. No mapa da assinatura somente com Vênus. Essa estrela é um bom sinal para assuntos de saúde pública e para a educação, mas ainda assim é uma espécie de lado menos luminoso de seu par, Toliman (ou Bungula ou Alfa do Centauro), que lida diretamente com os aspectos civilizatórios da educação e da ascensão moral/consciência da coletividade. Agena também tende a lidar com tais assuntos, mas de modo mais radical e coercitivo, não pelo simples desejo de ajudar, mas pela imposição de uma sistemática.

Ora, no Brasil as posses presidenciais ocorrem em 1º de janeiro, quase sempre cumprindo um protocolo que situa as assinaturas e recebimentos de faixas em horários próximos. Porém, aqui, em 2019, as coincidências das duas posses (Lula e Bolsonaro) ultrapassam essas convenções. Ter simultaneamente o dispositor do Ascendente em Escorpião, com uma ênfase muito grande em Sagitário, Júpiter em aspecto tenso com Netuno e Netuno na casa 10 da assinatura de ambos é suficiente para ver que os extremos se tocaram de algum modo.

Os mapas da posse de Luis Inácio Lula da Silva. À esquerda, a assinatura/juramento. À direita, a transferência da faixa presidencial. Vários pontos em comum com os mapas da posse de Bolsonaro, seja pela repetição de fatores, seja pelas regências e significados convergentes.

Finalizando, a casa 11 é povoada em ambos os mapas da posse de Bolsonaro. No mapa da assinatura, Netuno, Kiron e Marte, junto com a Parte da Fortuna ali, em Peixes. No mapa da faixa, Urano e a Parte da Fortuna, ali, em Áries. Pela posição de Áries e de Marte em relação à casa, pode-se esperar o já esperado: uma oposição agressiva e intensa (as casas 11 e 4 são relacionadas a partidos de oposição) e um Congresso cheio de conflitos mais acirrados do que de costume, não mais de modo mais velado e situado nos bastidores, com conchavos e articulações secretas. As coisas tendem a ser muito mais diretas e claras, o que pode ser bem atraente para quem deseja acabar com as armações que ocorrem à revelia. No entanto, muitas brigas sem mediação podem não chegar a qualquer resultado senão cisões e mais atrasos. Se for o mapa da assinatura quem responde melhor às realidades, teremos ali uma confusão ao estilo dos cavalos descoordenados já mencionados. Se for o mapa da faixa, o que teremos é a intensificação dos radicalismos. Resta pensar que em ambos os casos, os ótimos aspectos entre Lua/Vênus e Marte sejam suficientes para que das espadas que se entrechocam, venham as faíscas portadoras da luz que esclarece. No mapa da faixa isso se dá pelo crescimento na oferta de empregos (casa 6). No da assinatura isso virá por uma provável rede de apoiadores e parceiros e bons contratos com indústrias cujo discurso é o do pioneirismo. O mesmo trígono pode ser o alívio propagado pelos correligionários do presidente quanto à segurança baseada na posse de armas e de políticas mais invasivas de combate a ações criminosas. É preciso saber se isso não acarretará mortes de inocentes além do que já ocorre nos últimos anos.

“Combater o socialismo” e o que o presidente denominou “o politicamente correto”, numa alusão às formas de tratamento e abordagem em sociedade. Se na maioria dos casos essas formas eram realmente necessárias, dados os problemas de desigualdades e discriminações, por outro lado, havia também focos de exageros, onde qualquer coisa poderia ser considerada politicamente incorreta e gerar reações adversas e possivelmente desnecessárias, em que qualquer produção midiática poderia sofrer com uma espécie de patrulha ideológica, sobretudo sobre as produções humorísticas (claro que sempre há exageros de todos os lados, inclusive de algumas produções). Essa discussão é complexa e merece análise mais cuidadosa. O problema é a coisa ressuscitar do outro lado da moeda e fazer o mesmo pela via inversa, como tem sido com personagem de cartum “Armandinho”, de Alexandre Beck, que apesar de ser bem brasileiro, tem características comparáveis às da argentina “Mafalda”, de Quino. Os patrulhamentos discursivos tendem a vir em mapas coletivos onde há forte combinação de ênfases em Plutão, Saturno, Marte e Mercúrio. Quem tiver lido o texto até aqui e tiver observado os desenhos dos mapas desta atual posse, verá que essa tendência permanece.

Outros itens dos discursos de Bolsonaro que podemos associar aos mapas aqui analisados são os seguintes:

* Combater a corrupção, tirando o peso do governo sobre quem trabalha e realizando reformas estruturais nas finanças. A parte que tange a reformas estruturas nas finanças e aliviar o peso sobre o trabalhador fica por conta das casas 8 e 6 bem povoadas. Já o combate à corrupção é o desejo de todos os brasileiros, sejam eles pró ou contra o atual presidente. O importante é como isso será feito e se o será sem hipocrisias e outras corrupções. Que Júpiter em Sagitário traga a lei para todos e que Mercúrio em trígono com Urano faça com que todos saibam se há justiça ou não.

* Abrir mercado para o comércio internacional sem que nem o Estado interfira em demasia nem que os acordos sejam feitos de modo a privilegiar um ou outro país que tenha apenas um tipo de discurso. Essa é a pauta neoliberal do novo governo, que na posse fica marcada por:

  1. a) No mapa da assinatura: um dos regentes da Lua de Vênus e da casa 7 na casa 9, configurando parcerias mais amplas com outros países;
  2. b) No mapa da faixa: o dispositor do Ascendente situado em Sagitário, Júpiter na casa 7 e uma enfática Parte da Fortuna em Áries, na casa 11 (liberdades individuais), dizendo algo próximo do item “a”.

* O Brasil ter destaque no cenário mundial. Isso, pelo mapa, significa o país ter maior relevância em dois níveis para o resto do mundo: o comercial, como dito acima, em que acordos de importação, exportação e de abertura ao capital estrangeiro (como na era Collor) ganham grande destaque e empresas estrangeiras tendem a ganhar maior facilidade para explorar o mercado interno com seus produtos, possivelmente gerando mais empregos ou explorando os recursos com acordos leoninos a favor deles. O segundo nível seria ter destaque em decisões políticas como em reuniões de países mais ricos (que o Brasil ainda está longe de ser), blocos econômicos e em sistemas estratégicos (no sentido bélico da expressão). Isso bate muito com o mapa da assinatura, com tantos fatores ligados a poder e controle conectados à nona casa.

A questão territorial e ambiental, todavia, esbarra nas terras indígenas e sua demarcação, bem como na controvérsia quanto à nomeação de Ricardo Salles para o ministério do Meio Ambiente. Isso agradou a bancada ruralista, que quer menores cerceamentos para a produção rural vinda de órgãos ambientais. Para muitos isso pode ter consequências desastrosas, já que a Amazônia tem tido desmatamentos recordes mesmo com as medidas restritivas e já é sabido o quanto a biodiversidade em diversas matas brasileiras correm risco severo com a exploração indevida. A tendência é não haver muito freio para as propostas desse ministério, caso o mapa que melhor funcione seja o da faixa, apesar das possíveis medidas jurídicas e muito bate-boca entre opositores.

Finalizando, um próximo trabalho mais específico, voltado para previsões astrológicas para o Brasil e o mundo, com detalhes que não couberam aqui, está no forno. Sairá quentinho em breve. Na esperança de que as melhores perspectivas sejam concretizadas em detrimento das não muito desejáveis, aqui me despeço provisoriamente.

Carlos Hollanda – 07/01/2019 – 18:33 – Rio de Janeiro em horário de verão – Dia da Lua, hora do Sol e com Alderamin no MC.

Excelsior! O Mapa Astrológico de Stan Lee

Por Carlos Hollanda

Os pesquisadores, fãs e criadores de quadrinhos, grupos nos quais me incluo, ficaram um pouco órfãos no dia 12/11/2018, com a passagem para o “andar de cima” de um dos mais importantes e espetaculares autores de histórias em quadrinhos do planeta: Stan Lee. Stanley Martin Lieber, transformou em nome e sobrenome a palavra “Stanley”, cuja pronúncia é de fato Stan Lee (algo como “steanli” – separando em dois pedaços a própria fonética do prenome ou fazendo duas abreviações, com o “Li” de “Lieber”) e transformou dramaticamente a indústria dos quadrinhos pelo mundo, ao humanizar personagens superpoderosos, deuses e semideuses situados num contexto cotidiano de vida,com as falhas humanas, seus dilemas éticos, morais, crises, dores, tristezas e felicidades. Lee é provavelmente o autor com maior número de personagens criados nos quadrinhos e também o que mais teve personagens transcodificados para as mídias televisivas e cinematográficas. Se ele já tinha grande impacto no mundo dos quadrinhos em diferentes países antes de haver a onda Marvel nos cinemas, após isso tornou-se um dos maiores ícones do início do século XXI em ambas as mídias, entre públicos de diferentes idades, níveis de instrução e nacionalidades/culturas.Por volta dos meus 12 a 16 anos de idade, lá pelo início dos anos 1980, o autor era bem pouco conhecido fora do círculo dos leitores mais vorazes de quadrinhos e colecionadores, sendo que estes dois últimos eram tidos como “incultos”, “imaturos”e outros pejorativos que os secundarizavam intelectual e socialmente. Hoje há inúmeras pesquisas acadêmicas densas e levadas extremamente a sério em diferentes países, o Brasil inclusive, sobre obras de quadrinhos de Lee,  autores de diferentes nacionalidades, sem contar que mesmo quem não era fã ou nem mesmo se interessava por tal expressão artístico-midiática, passou a assistir os longa-metragens e a tentar identificar quem era aquele velhinho que sempre aparecia em breves situações cômicas em cada um deles. Sim, os quadrinhos devem muitíssimo a este senhor que nos deixou aos 95 anos de idade,mas também aqueles que passaram a estudar Comunicação, Semiótica, História,Sociologia e, claro Mitologia Comparada.

Stan Lee em três épocas diferentes. Na foto maior, fazendo o gesto de lançamento de teias de uma de suas maiores criações: o Homem Aranha

Aqui disponibilizo duas versões do mapa do autor: a primeira um “mapa solar” ou mapa com “derivações solares”, com uma técnica que situa o Sol no local onde seria o Ascendente, se dispuséssemos do horário de nascimento.Com ela, as casas são iguais, com 30 graus de arco, todas iniciando no grau do Sol, para cada signo. Assim, se Stan nasceu com o Sol a 5 graus de Capricórnio, a casa seguinte terá a cúspide em 5 graus de Aquário, a próxima a 5 graus de Peixes e assim sucessivamente até a décima segunda casa. Esse método é bastante funcional em casos assim, conforme demonstrado em alguns cursos e palestras,como a que dei em 11/11/2018, no Simpósio Internacional de Astrologia do SINARJ – Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro. A segunda versão é uma calculada com uma hipótese de horário que faz com que o mapa assuma feições realmente muito próximas das que Stan manifestava em comportamento e das situações que podemos encontrar em sua biografia, personagens e aparições públicas. Na análise que se fará a seguir, me concentrarei na segunda versão, cujo signo Ascendente cogito ser Escorpião por diversas razões a demonstrar.

Ao analisarmos mapas astrológicos de autores e suas obras não raro nos deparamos com um curioso fenômeno de identificação ou projeção dos atributos dos primeiros nas segundas. Assim, o conteúdo e a sintaxe ou a concatenação dos símbolos dentro do mapa do autor, são identificáveis nas narrativas que cria por escrito, se ele for escritor, ou nas formas, jeitos e trejeitos que desenha, se for artista visual. Lee pertence ao rol dos roteiristas que, para construir seus personagens, fazia breves pesquisas sobre símbolos e mitologias, traduzindo isso em figuras heróicas adaptadas a um mundo contemporâneo e à tecnologia estilo Sci-Fi que permeara sua formação como escritor desde os anos 1940 e editor desde os 1950. Com isso, pode-se dizer que os personagens e suas trajetórias de vida são expressões do próprio autor, de seus complexos e de seus dramas íntimos.

Stan não teve uma vida fácil, tal qual muitos de seus personagens. Precisou trabalhar ainda adolescente, como entregador de sanduíches e lanterninha de cinema. Aos 17 anos leu um anúncio da editora Timely Comics, que precisava de um assistente que fizesse de tudo. Apesar da tenra idade, foi contratado pela empresa, ainda pequena, na época, cujo quadro de empregados trazia o desenhista Jack Kirby e o editor Joe Simon, além de Martin Goodman, o presidente e fundador da editora. No início dos anos 40, a Timely apenas comprava material artístico de outras editoras, como as histórias do Príncipe Namor e do  Tocha Humana (outro que não o do Quarteto Fantástico).

Durante Segunda Guerra, os heróis anti-nazistas dominavam o mercado norte-americano. Um deles era o Capitão América, de Jack Kirby e Joe Simon.  Stan teve a oportunidade de escrever uma história de duas páginas na revista Captain America número 3 e com isso acabou dando início a uma carreira de roteirista que durou décadas. Com a saída de Joe Simon, assumiu a função de editor com o respaldo de Goodman. Pouco depois de assumir a função, ele se desligou do emprego e se alistou no Exército, onde produziu roteiro de filmes de treinamento, cartoons e pôsteres para incentivar a adesão dos jovens americanos. A carreira militar não era o futuro do jovem artista. Deu baixa no Exército e voltou para a Timely, agora renomeada como Marvel Comics.


Na Marvel, Stan trabalhou em vários setores, assumindo cadeiras de diretor de arte e roteirista-chefe. Mas a revolução veio somente no início dos anos 60, mais precisamente em 1961, com a volta de Kirby à editora e o lançamento do primeiro número de The Fantastic Four (ou Quarteto Fantástico). A dupla conseguiu salvar a empresa da falência total e recuperou prestígio junto aos adversários da DC Comics, dona do Super-Homem e Batman, que acabara de lançar o título da Liga da Justiça. A família de seres com poderes extraordinários não somente deu um novo caminho para os heróis trilharem, mas também salvou o gênero – inundado de quadrinhos de faroeste, terror e ficção científica. A identificação do leitor com o sofrimento dos personagens foi a chave que mudou as HQs para sempre – sem nunca deixar de lado a arte de Kirby, primeiro desenhista a realmente explorar os limites da arte e a criar um estilo que é copiado até hoje.

O mapa que disponibilizamos, com o Ascendente em Escorpião e o Sol na terceira casa, pode muito bem conter um horário próximo da verdade, pois Stan Lee foi antes de tudo um escritor: a escrita é um dos atributos da casa 3, sobretudo em mapas de pessoas que a enfatizam de algum modo, como é o caso desta hipótese. Um escritor de fantasias, com um Netuno, regente de assuntos transcendentes, fantásticos, psicodélicos (como as histórias ocultistas do Dr. Strange, que também responde ao padrão escorpiano do Ascendente hipotético e de Júpiter e Vênus nesse signo) posicionado na casa 10, no criativo signo de Leão. É também alguém com uma visão hiperbólica da realidade, tal como o seria um Júpiter na casa 1 ou um Ascendente Sagitário. No entanto, se o Ascendente estivesse em Sagitário, o Sol do autor iria para a casa 2, cuja compatibilidade seria maior com atividades mais administrativas e financeiras, diferentemente da forma criativa e eloquente de se expressar com a qual Stan realmente o fazia. Até mesmo o bordão “Excelsior!”, com o qual terminava suas comunicações e entrevistas remete a Júpiter. O termo significa “ilustre”, “grandioso”, “superior”, “majestoso” ou “mais elevado”, algo bastante de acordo com a identidade do Meio do Céu em Leão e com Júpiter na casa 1. O Meio do Céu, fator ligado ao modo como um indivíduo é visto social e profissionalmente em sua época, como disse, fica em Leão, com o horário aqui adotado. Isso faz com que o regente desse signo, o Sol, situado na casa 3, manifeste a reputação através dos dotes comunicativos e quase sempre falando sobre assuntos ligados à vizinhança, bairros, periferias, vias urbanas, escolas de ensino fundamental e médio. Qualquer semelhança disso com as situações narradas em torno do balançar das teias em arranha-céus com o Homem Aranha, que morava no Queens, do Demolidor, em sua Hell`s Kitchen, da Nova Iorque do Edifício Baxter, onde viviam os Quatro Fantásticos ou a Torre Stark, onde se reuniam os Vingadores, entre tantos outros personagens de sucesso antes e hoje não seria mera coincidência. Nem mesmo o rabugentíssimo J. J. Jameson, o jornalista ambicioso que desqualifica as ações do heróico aracnídeo novaiorquino escapa dessas coincidências simbólicas.

Por outro lado, vários dos vilões do universo Marvel criados por Stan Lee seguem o ritmo da oposição entre Plutão com o Sol e com o Mercúrio do autor. Plutão, na casa 9, o “local distante”, a “longa jornada”, o “estrangeiro”. A aniquilação (Plutão) bem ao estilo de Thanos (o nome vem de Tânato, uma personificação da morte entre os gregos antigos – Plutão é o Hades, deus da Morte – eis a correlação), o arquivilão dos filmes dos Vingadores (Thanos foi criado por Jim Starlin e Mike Friedrich, não por Lee, mas entra no universo dos Vingadores, então…). Igualmente Galactus, o “devorador de planetas”, vindo dos confins do Universo, sendo detido pelo prodigioso Quarteto Fantástico com a ajuda do Surfista Prateado, o piscianíssimo ex-arauto do destruidor que recobra a consciência e sensibilidade ao lidar com a humanidade de Susan Richards, a Mulher Invisível, que o faz lembrar do grande amor de sua vida, a adorada Shalla Ball (uma corruptela de Shamballa, a cidade mística das lendas do Budismo Tibetano) e de Zen-La, seu planeta natal, cujo nome é inspirado no mix entre a filosofia Zen e Shangri-la, de James Hilton, em seu romance “Horizonte Perdido”, e, igualmente, Shamballa. Aconspiração internacional (casa 9) com um poder aterrorizante e arcano (Plutão), com o Dr. Destino, senhor de Latveria, alguém que além do uso de sofisticadíssima tecnologia, detinha conhecimentos de magia negra e enfrentava o mesmo Quarteto, sendo este último formado por nada menos que seres dos 4 elementos: Fogo (Tocha Humana), Terra (o Coisa), Ar (a Mulher Invisível) e Água (O Homem Elástico ou Sr. Fantástico). No mapa de Stan, esses elementos ficam bastante distribuídos, com Sol e Mercúrio em Capricórnio, um signo de Terra, regido por Saturno, situado em Libra, um signo de Ar, enquanto a Lua está em Áries (nesse horário hipotético), um signo de Fogo, sendo regida por Marte em Peixes, um signo de Água. Aliás, voltaremos a esse fator mais adiante. Por enquanto, vale lembrar que muitas das narrativas novaiorquinas dos heróis os mostram lutando contra clãs de bandidos. São mafiosos de diferentes tipos e etnias, algo que remete ao Plutão em Câncer (clãs, grupos fechados e tradicionais, normalmente estrangeiros – Câncer na casa 9) oposto ao Sol em Capricórnio.

Stan, sendo capricorniano, possui forte correlação astrológica com várias características do Homem Aranha, sobretudo o lema “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Seu entusiasmo pueril, tantas vezes propagado em alto em bom som, não combina tanto assim, no entanto, com um tímido Ascendente em Escorpião. Porém, nessa hipótese, um dos planetas que ocupa a casa 1, iniciada pelo Ascendente, setor ligado à identidade, é o super-expansivo, generoso, otimista, aventureiro e, às vezes, espalhafatoso, Júpiter. A agressividade de muitos dos heróis e vilões ganha vínculo com a Lua em Áries e com o próprio tom escorpiano de Júpiter e de Vênus, além do já referido hipotético Ascendente. Ainda que de fato a Lua esteja em Touro, e não em Áries, como se propõe aqui, o simples fato de Touro ser regido por Vênus e este planeta estar em Escorpião já retoma a temática escorpiana das grandes conspirações, dos grandes enigmas, das ameaças mundiais e da prontidão contra ações danosas ocorridas à revelia das pessoas. Mas muitos fatores levam a crer que deve haver algo ariano ou que represente esse símbolo no mapa. Por exemplo, se a Lua está em Áries, como suspeito, ela é regida por Marte. Este último está em Peixes, o subtom de personalidade que caracteriza um dos personagens mais marcantes de Stan: o supracitado Surfista Prateado. O Surfista é extremamente piedoso, compassionado, auto-sacrificial e prisioneiro de um mundo que o rejeita, que não o compreende, que avilta a poesia de sua alma. Ele fora impedido energeticamente de deixar a Terra após se voltar contra seu mestre Galactus. Como castigo, viveria entre aqueles reles mortais primitivos e violentos e seria obrigado a lidar com a ganância, a traição, a dor e o isolamento. Essas temáticas são piscianas, são netunianas, em suas expressões. Mas não é só isso: o Surfista é também um alienígena, um ser que veio literalmente do céu, que, em grego, é Ouranós, isto é, Urano. Este planeta está conjunto a Marte no mapa de Stan, enfatizando ainda mais a suspeita de a Lua ser regida por Marte. Isso tonifica a condição de Urano, o planeta da tecnologia, dos grandes saltos de progresso científico, das revoluções e daquilo que vai além do conhecido ou do tradicional, das quebras de paradigmas. A mesma Lua em Áries, na casa 6, a casa dos trabalhadores, do cotidiano, da saúde, faria uma oposição com Saturno em Libra na casa 12. Na obra de Stan isso fica visível nas oponências entre jovens aventureiros, com os X-Men, ou o próprio Homem Aranha, e algo antigo, pessoas bem mais velhas e poderosas, com alianças (Libra) escusas (casa 12) e influências políticas (Saturno). Os X-Men, em resumo, são os marginalizados (casa 12), jovens que sofrem preconceito pela diferença, como o sofrem aqueles cuja raça, credo, etnia, sexualidade, nacionalidade etc., são diferentes do status quo ou do modelo preconizado por uma elite social. A Lua em Áries oposta a Saturno perfaz o caminho do inocente jovem guerreiro arquetípico (Áries) que enfrenta o lorde sinistro em seu castelo oculto (Saturno na casa 12). A identidade secreta de muitos personagens se correlaciona com a casa 12 (a identidade propriamente dita está na 1). O Homem de Ferro, outra criação do autor, é algo com a cara dessa oposição ocorrendo no eixo das casas 6 e 12: uma Lua em Áries, signo regido por Marte, o planeta que rege o ferro (ou as fundições, o aço, o “metal pesado”). A casa da saúde, com a cara de um Tony Stark com problemas cardíacos causados por nada menos que um estilhaço de granada (na versão original dos anos 1960), coincide com ferimentos por instrumentos cortantes ou explosivos, nessa ficção. A tecnologia do Homem de Ferro corresponde ao Marte, regente daquela Lua, conjunto a Urano.

O Hulk e Thor, dois pesos pesados do Universo Marvel criados por Stan Lee são visíveis em seu mapa pela combinação de Júpiter, Plutão e Urano-Marte em um Grande Trígono. A Lua em Áries também tem seu papel nesses personagens (se bem que se estiver em Touro, também bate com a força do Hulk, mas não com seu temperamento). Para o monstro verde, que, no início, era cinza, a conjunção Urano-Marte representa o acidente atômico que levou às primeiras transformações. A mutação e o poder arrasador fica por conta de Plutão, que toca o Sol por oposição e os demais fatores do Grande Trígono. A grande força e o crescimento extraordinário do corpo do frágil cientista Bruce Banner tornando-o uma massa de músculos furiosa fica por conta de Júpiter na casa 1. O grande trígono é a combinação dessas potências.  No caso de Thor, Júpiter, que possui relação com o mitológico Zeus e seu poderoso raio, temos a hipérbole da força somada ao trovão de seu martelo Mjolnir, sua origem na distante (Plutão na casa 9) Asgard e o fato de que o mito nórdico fora adaptado ao padrão super-heroístico em que o deus se torna um mortal, que precisa de bengala (a coxeadura mítica de Kiron de Stan, na 6 ou a Lua oposta a Saturno) para se transformar no deus impetuoso (Urano-Marte). Em Thor vê-se um ou outro elemento da cultura judaico-cristã, nas adaptações de Odin na narrativa, como um deus que tudo vê e é todo poderoso. As cidades imaginárias super-avançadas, inatingíveis ao comum dos mortais, como Atillan, dos Inumanos, Wakanda, do Pantera Negra, Hala, o planeta dos Krees, entre outras localidades que abrigam os personagens fantásticos, conversam diretamente com esse Urano na casa 4 do mapa com este horário hipotético.

Aliás, o Pantera Negra participa dessa mesma configuração, independentemente de estarmos falando de um mapa com o Ascendente em Escorpião. O Grande Trígono permanece assim mesmo. No contexto desse personagem, Wakanda, a misteriosa nação oculta no meio do continente africano, com inacreditável tecnologia, regida por guerreiros poderosos, com uma sociedade muito avançada e com um mineral indestrutível (ou, nas primeiras histórias do personagem, com propriedades sônicas e estrutura atômica muito diferentes das conhecidas da tabela periódica) como reserva mineral mais valiosa (o Vibranium), é o berço Tchalla, o rei de seu povo, alguém cujo codinome faz uma clara alusão ao movimento dos anos 1960, em que a organização socialista revolucionária formou um partido político e chegou a ser considerado uma ameaça por J. Edgar Hoover, então diretor do FBI, por se opor à segregação racial e outras mazelas sofridas pela população negra nos EUA. Urano-Marte é algo um tanto revolucionário, sobretudo em se tratando de apoio a vítimas (Peixes), através de uma organização social poderosa que exerce poder à margem do establishment (Plutão). 

Seguindo essa linha, a hipótese desse Ascendente, posicionamentos por casas e tendências marcadas por aspectos astrológicos pode ser averiguada por outros personagens neste site especializado em quadrinhos e cinema, clicando aqui.

Não é intenção deste artigo esgotar todas as possibilidades de associação entre o mapa do autor e seus personagens e narrativas. Fica a critério do leitor decidir se o que leu até aqui corresponde a algo plausível do ponto de vista astrológico. Não tenho a pretensão de ter a palavra final com esse horário nem com essa disposição das casas desse mapa. Faço-o aqui pelo prazer de realizar as associações possíveis e também por homenagem a alguém que muito influenciou a tantas pessoas como eu, que gostam de mídias populares como os quadrinhos e têm por eles muito carinho e respeito.

Stan Lee se foi deste plano na época em que Saturno em trânsito fazia uma conjunção exata, aos 5 graus, com seu Sol de nascimento em Capricórnio. Saturno é sempre um fator debilitante, quando em contato com o Sol. A vitalidade (Sol) se reduz, fica-se vulnerável a doenças e ao desgaste físico. Segundo as agências de notícias, o que o levou foi um agravamento de pneumonia (doença mercurial, já que Mercúrio rege os pulmões), enquanto que, já em idade avançada, também se agravaram os problemas já existentes por anos em seus olhos (que problemas exatamente eram, a imprensa não informa). De fato, entre as vulnerabilidades de Mercúrio em seu mapa, estão os aspectos de quadratura de Kiron e Júpiter com Mercúrio e de Plutão em oposição com o mesmo Mercúrio. Netuno fazia conjunção com Marte, aspecto que costuma coincidir com um “minar as forças”, enquanto já se aproximava da órbita de uma quadratura com Mercúrio. Plutão ainda estava em órbita de conjunção com Mercúrio, planeta que na hipótese do mapa abaixo, regeria a casa 8, das crises e perdas. Ainda assim, o autor foi bastante longevo e produtivo até o final.

Sobre os personagens de Stan Lee e de outros autores, entre escritores e artistas, haverá o livro, cuja execução já se encontra em fase final, intitulado “Astrologia e os Mitos dos Heróis Modernos”, de autoria deste que vos fala. Ele trata de diferentes personagens, entre DC e Marvel Comics, passando também por criações literárias diversas, como “O Senhor dos Anéis” e aqueles heróis do início do século XX que marcaram época. É um exercício muito divertido de identificação dos símbolos na dinâmica entre as características dos personagens e as analogias com planetas, casas, aspectos e signos astrológicos, algo que pode ser muito esclarecedor para o estudante, intrigante para o profissional e, acima de tudo, delicioso para o leigo apreciador, por ensinar um pouco de Mitologia através de obras conhecidas e de Astrologia. É interessante ver a coincidência entre os mapas dos personagens e seus autores em a análises como esta, feita neste artigo. Em 2019 já estará saindo da forja deste Hefesto contemporâneo.

Fica aqui minha singela homenagem e despedida de alguém que certamente está nos confins da galáxia em uma grande aventura para a defesa do Universo. Eu sempre achei que você era o homem mais feliz do mundo. Me enganei: é o mais feliz do Multiverso. Alguém cujas criações foram tão bem aceitas e incorporadas no imaginário, que teve sucesso estrondoso nesses campos, que teve uma vida plena, que viu seus personagens transcenderem gerações e ainda servir de referência até mesmo nas narrativas deles, tornando-se personagem. Rapaz, que privilégio! O seu e o nosso, de viver na mesma época em que você compartilhava conosco. Que você, Stan, seja para nós, autores, tão inspirador quanto o daimone foi para Sócrates e as musas para Mozart. EXCELSIOR!

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Quem será presidente do Brasil?

Eis, no vídeo do link que se segue, o perfil de quem tem maior chance de vencer a eleição presidencial de 2018 no Brasil. Prometi que iria tornar a  compartilhar só após essa etapa do primeiro turno e aqui está. Observem o que eu disse no trecho entre 11 min. e 24 min., sobretudo de 11 a 17, onde descrevo o perfil do próximo presidente. https://www.youtube.com/watch?v=6J3znNTDRK4&feature=youtu.be
O vídeo foi gravado dia 15/01/2018, em palestra no Rio de Janeiro, com integrantes da Cia dos Astros.

Primeiramente, entendam que não estou torcendo nem tampouco fazendo apologia a nenhum dos dois candidatos que vão para o segundo turno. De fato, lamento. Torço para que prevaleçam as melhores possibilidades que mencionei no vídeo.

Posteriormente, prestem atenção no trecho de 1:34:30 a 1:35:54 e, igualmente, no que vai de 1:42:00 a 1:44:00. Quanto a este último trecho, já não sei atualmente se podemos eliminar totalmente a questão feita ali.

Com Júpiter na 10 do mapa do Brasil, qualquer um dos dois candidatos teria a chance que estamos vendo agora, com a consolidação das candidaturas para o segundo turno. Ambos possuem várias das características que se seguem, mas há uma inclinação para uma característica em especial. 
O resultado final pressupunha ou alguém com muito carisma (Júpiter) à frente das intenções de voto, ou algo como um messianismo (Júpiter e a relação com o aspecto religioso ou com o mito da salvação da pátria, comum nas propagandas com apelo ao irracional) ou, ainda, a ascensão de quem não tivesse o tal carisma, mas alicerçado por quem o possuísse. Contudo, o tom conservador de Saturno em seu domicílio capricorniano inclina a coletividade a algo mais preocupado com uma suposta ordem do que propriamente inclusividade e humanismo, que seria o tom de Aquário e Peixes. O apelo à hierarquização e rigidez fala mais alto, tanto quanto o radicalismo nessa direção em todas as partes do mundo, com Plutão em Capricórnio.

Quero crer que isso possa ser modificado em alguns pontos e que as perspectivas possam pender para um lado mais humanista, mas vamos aqui continuar observando.

A palestra de janeiro de 2018 tem um complemento noutra que já divulguei aqui, de maio, sobre Urano em Touro e Planetas Lentos em Signos de Terra. Ela pode ser acessada aqui: https://projetoluminar.wordpress.com/2018/05/17/urano-em-touro-e-planetas-lentos-em-signos-de-terra-2018-2026-video-da-palestra-de-16-05-2018/

Carlos Hollanda:

Facebook:https://www.facebook.com/astrologiacarloshollanda1/

Projeto Luminarhttps://projetoluminar.wordpress.com/

Museu Histórico Nacional: a calamidade

Aqui, no calor dos acontecimentos, um brevíssimo texto sobre o aspecto que tem analogia com a tragédia ocorrida no Museu Nacional.

Urano quadratura Marte. Urano oposição Marte. Respectivamente, trânsitos sobre o mapa do Rio de Janeiro e sobre o do Brasil (discussões sobre o horário do Brasil ficam para outro post, por favor). São aspectos típicos em situações de incêndio, falha técnica, eletrônica, problemas elétricos e acidentes envolvendo substâncias inflamáveis (Marte) e circunstâncias fora do habitual (Urano). O incêndio do Museu Nacional pode ser visto tanto no mapa da cidade quanto no do país, já que, de fato, é uma instituição federal.

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À esquerda, o mapa da Fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (círculo interno) e os trânsitos (círculo externo) do dia 02/09/2018. À direita, o mapa da Independência do Brasil (círculo interno) e os trânsitos (círculo externo) do dia 02/09/2018.

Desolação. Destruição de milhões de peças de valor inestimável. A perda é incalculável, sobretudo do ponto de vista histórico e de patrimônio da humanidade. Horror. Mais de duzentos anos de história e alguns milhares de anos em relíquias que chegam a remontar ao Antigo Egito. Uma tristeza sem fim. A falta de investimentos e atenção de governantes já levou ao fechamento do museu por um bom tempo. É uma das maiores instituições científicas do país. Coleções trazidas por D. João VI, Pedro I e II. Muitas obras eram necessárias, mas a instituição estava praticamente abandonada pelo poder público.

Marte, em ambos os mapas está ligado à casa 9. Esse setor, em um mapa astrológico se relaciona, entre outras analogias, ao ensino universitário. O museu pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro. O setor acadêmico seria um dos possíveis pontos vulneráveis numa fase assim, portanto.

Note-se que num mapa Marte se encontra em conjunção com a cúspide da 9, enquanto no outro ele se encontra inteiramente dentro da casa.

O trânsito em si não predetermina que irá acontecer algo num local específico, mas sim em torno de locais cujos assuntos, utilidades, características e situações sejam análogos ao que ele representa. Isso significa que os eventos se desencadeiam em pontos de uma cidade ou de um país ou sociedade em que existam precondições, funcionando como o elo mais fraco de uma corrente que está, inteira, sob a mesma tendência. É nesses pontos que a tendência geral se torna fato. De qualquer modo, a tensão se manifesta de outros modos, como violência, mau-funcionamento de equipamentos, imprudências gerais – hoje mesmo, dia 03/09/2018, um ônibus capotou no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, quando andava em alta velocidade (como absurdamente o fazem quase sempre os motoristas desses veículos naquela pista há décadas), ferindo 38 pessoas.

Acrescento outros detalhes correspondentes: Júpiter em trânsito sobre o mapa da Independência do Brasil está em quadratura com Vênus, o planeta regente da casa 9 daquele mapa, enquanto já realiza uma conjunção com o Meio do Céu (autoridades, vida pública, governantes…). Enquanto os políticos estão preocupados com as mídias e a fama (Júpiter), de olho nas eleições com grandes estratégias de persuasão através de discursos floridos, as universidades públicas estão caindo aos pedaços.

Um apelo: não votem em políticos que não têm interesse na Educação, no desenvolvimento científico e patrimônio histórico. Esse é o resultado.

(por Carlos Hollanda)

 

VÔO 447 DA AIR FRANCE – um painel astrológico explicativo da tragédia de 2009

A imagem que se segue é o Painel em formato A1, exposto durante o Simpósio Internacional de Astrologia do Sinarj, em 2009, contendo dados sobre os mapas de grande parte dos passageiros do vôo 447, da Air France, que caiu no mar, próximo a Fernando de Noronha, no dia 31 de maio de 2009.

Clique na imagem para vê-la em tamanho grande

Autor do painel e da pesquisa: Carlos Hollanda (junho de 2009). Note-se que o acidente ocorreu durante uma conjunção tripla entre Júpiter, Netuno e Kiron. O estudo se baseava na observação contínua de que grandes calamidades e situações de vitimização têm um percentual muito grande de posicionamentos de Kiron em condições potentes nos mapas, tanto nos dos eventos calamitosos quanto nos das vítimas, quando ele incide sobre algum ponto do mapa delas. Igualmente, os dados coletados demonstram que em acidentes com grande número de mortos, ainda que com mapas diferentes e vivenciando ciclos diferentes, há uma coincidência de fatores que convergem para as configurações preponderantes do momento. Neste caso, por exemplo, profissionais ou outras pessoas com ligações diretas com algo análogo ao simbolismo de Kiron estavam no avião. Muitos eram ativistas de organizações de assistência a vítimas (Netuno-Kiron), enquanto outros eram professores (Kiron-Júpiter-Mercúrio – havia uma quadratura entre eles). Outros tinham conexões com transportes marítimos de longa distância (Netuno-Júpiter) ou com empresas petrolíferas no Brasil, que, majoritariamente, extrai o produto do mar (Netuno-Lua). Havia ainda químicos (Netuno) e seus filhos, geofísicos que prestavam serviços para a Petrobras etc. As convergências são múltiplas e vale a pena dar continuidade à observação desses fenômenos.