Faetonte, o asteróide, e Saturno em Capricórnio

Dei uma entrevista agorinha há pouco para uma rádio sobre a passagem do asteróide 3200 Phaeton, que cruza normalmente as órbitas dos planetas Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, “raspando” sobre a Terra, em uma distância bem menor que a da Lua para cá. Ele sempre acompanha a chuva de meteoros Gemínidas, nessa mesma época do ano. A passagem de um corpo celeste diferente do usual sempre desperta uma série de crenças sobre situações calamitosas, como foi o caso da simultaneidade da passagem do Cometa de Halley em 1066, retratado, inclusive, na Tapeçaria de Bayeux, que, em seu bordado, representa a Batalha de Hastings, na conquista normanda da Inglaterra.

Cena 32: Os homens observam o cometa Halley – Cena 33: Harold no palácio de Westminster

De fato, seria preciso uma série de considerações novas para interpretar o tipo de impacto comportamental e coletivo que tal fenômeno simbolizaria. Um cometa em si não faz parte do sistema de interpretação astrológica como o faz um planeta do sistema solar, assim como a diferença de trajetória do asteróide não necessariamente revela algo extraordinário. Porém, a coincidência dessas, digamos, “anomalias”, com ingressos de planetas em signos ou outros ciclos de grande importância acaba ganhando contornos muito significativos, quase como prenúncios dos grandes processos que viriam à frente. A proximidade do asteróide, que aqui vou denominar “Faetonte”, com a Terra e o ingresso de Saturno em Capricórnio chama a atenção para a necessidade de superar a hubris, isto é, o descomedimento, e as ações inconsequentes, sem bom senso ou considerações do perigo. Faetonte, no mito grego, é filho de Helios, o Sol, e Climene, filha do Oceano.

Em resumo, uma das principais questões de seu mito é a tentativa de provar-se filho do Sol, após Épato, filho de Zeus e Io, julgar-lhe mentiroso. Ao chegar diante do pai, este lhe promete nada recusar quanto a um eventual pedido do filho, que lhe solicita o carro do Sol para conduzi-lo por um dia. Sem o poder ou a habilidade suficiente para conduzir o carro, astros se desviavam de suas órbitas e a Terra tornou-se ressequida pela aproximação do veículo flamejante. Zeus, ao ver isso, não teve alternativa senão fulminar o jovem com um raio, evitando catástrofes maiores. Faetonte cai no rio Erídano e suas irmãs, Lampésia, Faetusa e Febe, as Helíades, choram por 4 meses sem parar. Os deuses as transformam em Álamos e suas lágrimas em âmbar.

Faetonte não deixa de ser um lembrete para esses próximos dois anos e meio em que Saturno passará por Capricórnio (ingressará no signo em 20/12/2017), seu domicílio. É preciso considerar a firmeza das estruturas e pesar prós e contras muito bem, mesmo quando tudo parece ser muito simples. Ouvir quem tem mais experiência, trabalhar duro, não se preocupar com desafios infantis e não ser descomedido, não exagerar na confiança.

Em breve um artigo mais denso e esclarecedor sobre Saturno em Capricórnio. Por hora, veja a página de CURSOS ONLINE clicando aqui. Um deles é de Mitologia e Simbolismo de Signos e Planetas.

 

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