O Brasil das Provações e Privatizações – Observatório Astrológico

Muitos alunos e clientes que entendem de Astrologia me perguntavam sobre o que nos estaria reservando a conjunção do Sol progredido do Brasil, atualmente a zero grau de Áries, com o Plutão de seu mapa radical (Independência), na segunda casa. Eis que neste agosto de 2017 vem a notícia que revela a que veio esse aspecto nessa técnica (e noutras, que demonstrarei a seguir): a privatização da Casa da Moeda.

Raciocinemos juntos: o Brasil tornou-se independente com Plutão na casa 2 do mapa radical. A casa 2 de um país, entre outros fatores, lida com os recursos da instituição, os processos de acúmulo, as riquezas do país. Façamos uma breve comparação: com Plutão numa casa 2 de um mapa individual um dos “efeitos colaterais” mais facilmente reconhecíveis são processos de perdas sucessivos seguidos de ganhos extraordinários até que o sujeito encontra formas de adequar suas ações com os recursos de terceiros. Talvez trabalhe em alguma empresa que faça o controle desses recursos, onde grandes somas passem pela mesma e dali o indivíduo possa usufruir de algum percentual. Algumas pessoas ganham seus recursos através de práticas espeleológicas (ir ao subterrâneo – Plutão), enquanto outros fazem algo ligado à cirurgia (ou são diretamente cirurgiões), nem que seja somente vender equipamento cirúrgico (Plutão e seus processos de morte-renascimento). Há quem receba recursos investindo em algo que tangencie a área de Psicologia ou que venha de fato se tornar profissional (psicólogo, psicanalista) – Plutão e o Inconsciente, o ir a fundo, o trazer luz às trevas ou o emergir das trevas, são analogias ligadas às práticas psicoterapêuticas em sua maioria. Há quem simplesmente venha a proceder com investigações em geral, mas sobretudo as que se relacionam a práticas financeiras (fiscalizações) ou policiais propriamente ditas. Esses são apenas alguns exemplos possíveis desse posicionamento num mapa individual.

Já no coletivo, no país, pela experiência que tivemos, a coisa parece ficar muito clara em um aspecto em especial: as intervenções sucessivas na moeda, as mudanças de valor da mesma, seus nomes, características físicas das cédulas e moedas metálicas. Os planos financeiros que trocaram tantas vezes o nome e a forma em apenas um século: réis, tostão, cruzeiro, cruzado, cruzeiro real, real (isso só para citar o que lembro de relance). Isso pertence à expressão de Plutão na casa 2 do país, estando este, inclusive, em quadratura com Urano e Netuno do mapa radical, ambos na casa 11, associando-os com o Congresso Nacional, com os partidos políticos e outros grupos de afinidade que, como dizem alguns, “representam o país”. Isso por si só pode significar que essas intervenções servem muito mais a motivos escusos de grupos desinteressados dos interesses da maioria do que o contrário. Há uma perda constante de recursos e de valores, um uso indevido ininterrupto de propostas ideais em prol de uma minoria patrimonialista e patriarcalista, avarenta e controladora (todos esses adjetivos pertencentes ao lado sombrio de Capricórnio, signo em que se encontram Netuno e Urano nesse mapa), oligarcas, enfim. Plutão rege o Meio do Céu do mapa do país em Escorpião, o que tende a reforçar a inclinação a uma postura despótica e por vezes violenta (Plutão em Áries e a sombra desse signo) para que quem está no poder (Meio do Céu) reine sem qualquer questionamento e já pressupondo a canalhice alheia (sombra do Escorpião) como justificativa para atos que possam manter esses oligargas ou “mafiosos” no poder independentemente dos meios que usam para tanto. Isso pôde ser verificado desde a Independência entre os detentores do poder (Meio do Céu), mas tornou-se muito claro durante a Ditadura Militar entre 1964 e 1984, com os famosos “porões da Ditadura” (novamente a sombra de Escorpião no Meio do Céu e as paranóias, a violência, a tortura e o sadismo dos torturadores chancelados pelo governo militar – Plutão em Áries regendo o Meio do Céu em Escorpião). Desde que tais atos resultassem em um bom lastro financeiro (casa 2), ainda que pudessem ser tidos como ilegais e desumanos, a autorização estava dada.

Enfim, após 195 anos desde o “Grito do Ipiranga” (que deve ter sido o “Gemido do Ipiranga”, dada a dor de barriga que o Imperador tivera naquele momento), o Sol, na técnica da Progressão Secundária, encosta no grau em que se encontra Plutão nesse mapa (ver imagem acima) e mais uma vez uma intervenção é feita, desta vez a privatização da Casa da Moeda. Esta não é somente o local onde se fabrica o dinheiro do país, mas um dos maiores parques gráficos (Mercúrio) do mundo. Segundo o professor da ECO-UFRJ e ex-funcionário da instituição, idealizador de algumas das cédulas que usamos por muitos anos, Amaury Fernandes, ela é:

“A segunda instituição mais antiga do país, fundada ainda no século XVII, pioneira mundial na impressão de selos postais com segurança gráfica no século XIX, maior parque gráfico de segurança do mundo, desenvolvedora de soluções na área e com um corpo funcional dos mais qualificados no mundo”, a empresa e seus funcionários serviram ao Brasil de forma absolutamente imprescindível ao longo de sua existência. Nos últimos anos a CMB vem sofrendo um desmonte de forma a inviabilizar sua lucratividade. Mas bem mais que o lucro que a empresa possa gerar, é a independência nacional que está sendo jogada no lixo por trinta dinheiros. Não há empresa que vá fazer pelo Brasil tudo o que a Casa da Moeda fez, especialmente no período da hiperinflação. Não há empresa no mundo que vá assegurar o abastecimento de um meio circulante de tamanho porte pelos custos e nos prazos que a CMB garantiu, garante e garantirá, caso continue uma empresa pública. Privatiza-la é o mesmo que entregar a carteira voluntariamente ao assaltante para pedir o dinheiro de volta depois que ele for embora.”

 

Em grande parte a Casa da Moeda é também regida por Mercúrio. Este se encontra na oitava casa (perdas, recursos de terceiros, dívidas, entre outros assuntos que com Mercúrio ganham ares burocráticos e muita papelada) do mapa astrológico do Brasil. Na técnica dos Trânsitos Planetários, Saturno vem fazendo quadratura com ele há meses. Em agosto de 2017 Saturno encontra-se retrógrado, mas ainda em órbita de quadratura com Mercúrio. Torna a formar o aspecto exato em outubro de 2017. Isso coincide perfeitamente com o desgaste desta e de outras instituições com alguma predominância de atividades mercuriais. Ora, dinheiro é documento. É algo que representa outra coisa, um valor. Assim como um cheque é um documento que autoriza o portador a fazer uma retirada no banco, uma cédula é um documento que representa uma quantidade acumulada pelo portador. Representa bens produzidos e trabalho realizado. Dinheiro, em se tratando de cédulas e moedas, é comércio, é algo que substitui a troca direta de mercadoria ou serviço por nada menos que uma representação gráfica de um valor. Isso é totalmente mercurial: o dinheiro é uma forma de comunicação, cédulas e moedas são dados, informações. Eis, abaixo, um pequeno trecho do livro “Trânsitos Planetários”, de minha autoria, a respeito da quadratura de Saturno em Trânsito com Mercúrio de um mapa radical individual e reparem na analogia com o coletivo:

“Vale a pena certificar-se da validade de documentação de carros, de notas fiscais e de quaisquer fatores que possam ser detidos por irregularidades em escritos e dados cadastrais.”

 

Não bastasse isso, o mesmo Saturno fará quadratura com ninguém menos que Plutão do mapa radical. Em dezembro de 2017 teremos o aspecto exato. Entende-se por que esse estrago tem sido feito e ali pode ser irreversível. A quadratura de Saturno com Plutão ainda tem uma “recidiva” em agosto e setembro de 2018 antes de termos alguma sedimentação nesse campo das finanças, da moeda e da Economia.

Esses processos atingindo Plutão têm repercussões diretas nos poderes vigentes e nem seria necessário uma análise astrológica muito complexa para se perceber tal coisa. Tivemos um novo Impeachment durante a primeira fase da conjunção de Sol com Plutão (não nos esqueçamos que este último rege o Meio do Céu – o governante – sendo que o outro significador do governante, o Sol, vem sendo atingido por uma oposição de Netuno, como demonstrei em artigos anteriores aqui). Há cerca de dois anos e meio Saturno em trânsito vem passando pela casa 10 do mapa do país, o que configura, como de praxe, um grande peso e responsabilidade cobrados de quem está numa posição de destaque e que, caso não haja uma consistência muito boa em seus alicerces, a tendência é um “desmoronamento”.

Obviamente esta não é uma análise completa e não temos somente aspectos terríveis por vir. O que apresento aqui consiste mais de um texto pedagógico, visando compreender melhor o período que passamos do que previsões cabais e irreversíveis. Há também outros ciclos não-calamitosos, mas estes ficam para um próximo artigo.

Para finalizar, deixo aqui a descrição integral de “Saturno em trânsito em quadratura com Plutão radical“, do já citado livro “Trânsitos Planetários”, de minha autoria. Majoritariamente as descrições atingem situações em mapas individuais, mas reparem que diferentes gerações, algumas nascidas no final dos anos 1960, outras nascidas nos anos 1980, passaram recentemente ou passam ainda por esse trânsito. Igualmente, encontrar-se-á analogias claras com o ciclo que estamos passando e que se intensificará em dezembro de 2017. Após a leitura do trecho, caso deseje adquirir a obra, clique aqui

 

Potencial para ganhos menores e gastos maiores. Para alguns, prováveis pressões em situações em que os filhos estejam envolvidos, como tendo dificuldades na escola, por exemplo. Possibilidade de crises nos afetos, somadas a uma tendência à falta de auto-estima. Mudanças radicais, que podem atingir posições, status, o adoecimento de um ente querido e até contendas políticas e jurídicas entre pessoas e organizações detentoras de poder financeiro das quais depende a regularidade de ganhos. Sua originalidade e criatividade enfrenta barreiras político-ideológicas ou o indivíduo é perseguido, como no caso de boicotes, de forma que não venha a influenciar outros com pensamentos e ações revolucionárias e singulares demais. É também uma disputa de poder, onde as pressões sofridas são no sentido de fazer com que quem passa pelo trânsito venha a se adequar ao modo de vida dos demais, obedecendo autoridades sem questionamento. Baixar a cabeça, ceder, perder o orgulho são desafios aqui, mas pode ser o que irá atenuar ou até eliminar o potencial mais difícil da fase.

 

É um momento no qual você está intolerante com atitudes demasiado centralizadoras e se revolta contra o controle econômico de terceiros. Pode agir como uma espécie de subversivo, incentivando ações compensadoras contra excesso de poder de alguns. É preciso, no entanto, verificar se não se está vulnerável a um contra-ataque daqueles que, de algum modo, se sentirem lesados por isso. Pondere e não provoque se não for provocado.

 

As reações adversas também podem provir de relacionamentos afetivos e de sócios. Estes últimos podem estar com dificuldades com taxas, com dívidas que indiretamente afetam a condição financeira de ambos. Quanto aos primeiros, se a relação está fundamentada unicamente no sexo, no poder monetário ou no status que ela pode conferir, é um dos momentos mais típicos de separação.

 

O indivíduo pode sentir-se preterido também em outros campos que não aqueles que provêm remuneração. Estes podem ser algo como clubes e associações que de algum modo ou impedem maior participação ou simplesmente deixam de incluí-lo em circunstâncias mais favoráveis para membros considerados importantes. Ocupe-se de coisas que possam deixá-lo tranquilo. Deixe para obter o apreço desses grupos noutra ocasião. Ceda a vez, por hora.

 

Esta é uma das fases em que há tendência a focalizar obsessivamente o pensamento e ideais nos detalhes. Aqui, no entanto, quer-se fazer notado, admirado, sem se dar conta de que nem tudo precisa ser explicadinho. Basta um mínimo de reflexão sobre o assunto. Caso não se aperceba disso, o resultado é um certo afastamento e falta de paciência de pessoas próximas das quais o indivíduo gosta ou a quem admira.

 

Os conflitos também podem descambar para a área do sexo, reduzindo ou o desejo (em função de baixa auto-estima e sentimento de opressão) ou as oportunidades para satisfazê-lo. Algumas enfermidades do parceiro talvez estejam entre os fatores que provocam esse processo de abstinência, daí o potencial para crise na relação. Entretanto, como já foi dito, se ela não for baseada na satisfação sexual, se houver cumplicidade e real comprometimento, este pode ser, ao contrário, um período em que se descobre que o amor é muito mais do que simples atração física. Assim a fase torna-se uma fonte de amadurecimento e de encontro consigo mesmo, com o próprio eixo.

 

Há alguns casos em que a quadratura, que é um aspecto tenso, comumente ligado a adversidades, envolve não exatamente um processo exclusivo de perdas. Pode, sim, coincidir com um esgotamento de recursos sem reposição imediata. A compra de uma propriedade pode ser um caso de esgotamento de recursos guardados há bastante tempo. A redução da individualidade em função de um compromisso muito sério assumido durante essa época também. Mas a compra de uma propriedade também pode ser a realização daquele grande desejo de vários anos. A perda financeira assume, portanto, o teor de “perder para poder ganhar”.

 

De qualquer forma, esse trânsito é como uma exigência poderosa para descartar bloqueios psicológicos do passado em prol de novas possibilidades. É preciso deixar ir o velho e aceitar o novo, pois a resistência orgulhosa ou aterrorizada só tende a aumentar a intensidade do problema, já que tratamos de processos irreversíveis. Pode-se finalmente tomar consciência de que é preciso pôr as mãos na massa, começar do princípio e ir produzindo, mesmo com poucos recursos, algo que a médio prazo poderá dar frutos. Talvez seja uma grande pressão para desenvolver mais um pouco a criatividade. Sem isso talvez fiquemos acostumados a repetir indefinidamente modelos preestabelecidos. Essa resignação e o empenho em finalmente agir para que se retorne a uma condição mais confortável é uma das formas mais prováveis de trazer-se o novo, o inédito ou o aperfeiçoado à tona.

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Cordialmente,

Carlos Hollanda

 

 

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