Ingresso do Sol em Áries – 2017 – ano novo astrológico

FELIZ ANO NOVO!!!
Tomara, com essas quadraturas…

Eis um resumo do mapa do ano. Abordo aqui apenas alguns pontos e localizadamente. Somente no final é que falo um pouco sobre questões que ultrapassam fronteiras brasileiras.

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O ingresso do Sol em Áries, que é o início do ano novo natural, o equinócio de primavera no Hemisfério Norte e de outono no Hemisfério Sul, é o momento-semente de todo o ciclo de 12 meses que parte dali. Hoje, dia 20/03/2017, ocorreu, aqui no Brasil, em boa parte, como Rio de janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília às 07:28:34 da manhã (o horário muda de acordo com a hora local – Manaus, por exemplo, foi uma hora antes, enquanto Lisboa, três horas depois).

Aqui em todo território brasileiro, com exceção do Acre, que terá Ascendente em Peixes, teremos um ano de Ascendente em Áries. Um bom ano para desempenhar tarefas pioneiras, ultrapassar os próprios limites, vencer as barreiras que nossas indolências e zonas de conforto ou temor de fracasso nos impuseram. É preciso, como é sabido por qualquer um que leia nem que seja uma revista popular de Astrologia, se conscientizar de potenciais atitudes impulsivas, irrefletidas, mas o senso de urgência ariano também tem suas virtudes, como não deixar para amanhã o que se pode fazer “ontem”. Será um ano de precipitação, portanto, seja no sentido desagradável com as já citadas ações impensadas, seja com o outro lado, com o fazer acontecer, mesmo com poucos recursos em mãos. É típico de Áries, quando não possui todos os meios considerados necessários para algo, lançar mão de improvisos ou do mínimo possível, a fim de que alguma saída da situação estagnada se faça presente. Os objetivos precisam ser alcançados, mas se engana quem atribui a esse símbolo a tendência de procurar os fins independentemente dos meios. Há uma questão de cavaleirismo, no sentido medieval da coisa, ao menos em termos simbólicos, em que vencer a qualquer custo diminui o valor da vitória, se é que se pode considerá-la como tal dessa maneira. É um ano em que se busca vencer mesmo as mais difíceis provas com certo entusiasmo.

Marte, o planeta que rege Áries, inicia o ano em Touro. Temos que tomar um pouco de cuidado apenas com uma tendência a entendermos tudo um pouco ao pé da letra e reagirmos com demasiada obviedade, como se tudo fosse absoluto – some-se aí a quadratura T que envolve Júpiter, Urano e Plutão, sendo que Mercúrio quadra esse Plutão – e simplificado. Tende-se a dois extremos:

a) simplificar demais o que se diz e as atitudes com base nos modelos mentais adotados e dar status menor a coisas que requerem maior ponderação e relativização;

b) tornar tão complexa e paranóica a interpretação que um mero “bom dia” pode soar como uma ameaça e gerar reações de autodefesa absolutamente desnecessárias e, o pior, bastante contínuas e prolongadas (Marte em Touro e a manutenção ininterrupta da ação ainda que o alvo esteja errado ou que a destruição já tenha sido feita).

Isso, convém lembrar, vale para todas as localidades cujo Ascendente do Ingresso estará em Áries. De fato, também possui repercussões em todo o mundo, devido à grande quantidade de planetas simultaneamente situados nesse signo (Sol, Mercúrio, Vênus, Urano), todos eles regidos por Marte, que está em Touro e, por sua vez, regido por Vênus. Ambos, Marte e Vênus, portanto, estão em mútua recepção, o que seria mais ou menos um alento, no sentido de que os impulsos e embates podem ganhar um tempo relativamente menos curto para ponderação.

Como disse, independentemente da localidade na Terra, os aspectos entre os planetas do Ingresso permanecem praticamente os mesmos. Isso vale para a conjunção da Lua com Saturno em Sagitário, uma conjunção com exatidão (partil) de poucos minutos de arco, apenas, portanto, com efeitos muito nítidos. Entre eles, um já esperável reforço de fronteiras e diferenças culturais. Há também a tendência ao fechamento de círculos de crenças e de sistemas de pensamento, que, tem um certo alívio em alguns momentos pelo trígono com Urano (infelizmente, menos potente, já que separativo). Nesse caso, sobre o que governos e instituições legitimadas, estabelecidas bloqueiam, organizações independentes passam a construir alternativas. Sempre com algo um pouco menor, mas significativo, se repetido por muitos pequenos núcleos com intenções similares de abertura, mesmo com tarefas e interesses diferentes, mas convergentes para a partilha de benefícios não em termos de raça, credo ou nação ou bloco, mas em termos humanos e planetários. Só demora um pouco a ser visto, o que pode dar margem a uma certa desesperança para quem tem urgência.

Com Alderamin (Alfa Cepheus) e Alpheratz (Alfa Andrômeda) conjuntas a Mercúrio (daqui a pouco vem a patrulha das órbitas de Estrelas Fixas – adoto até 2 graus para algumas por constatação do funcionamento, independentemente do que sei que dizem os autores tradicionais – experimente ou não queira ensinar o padre nosso ao vigário), podemos ter um ano especial para a produção poética, literária (em termos de ficção), para as buscas e produções intelectuais divulgadas rapidamente sobre as liberdades, sobre o “desacorrentar” aqueles que desejavam ter voz e o sistema, regidos por padrões petrificados de valorização do conhecido, negava.

Schedir, a Alfa da Cassiopéia, fica sobre Marte. Podemos ver uma quantidade maior de mulheres ganhando destaque e poder, interferindo mais nas sociedades e nos governos, desempenhando tarefas de autoridade. Cuidado apenas com a soberba e vaidade, pecados dessa estrela. Hamal, a alfa de Áries, está conjunta e esse Marte (sim, mesmo em Touro! – saiba como no curso de Estrelas Fixas que começa dia 30/03, em Ipanema, com este que vos fala). Vivian Robson afirma que essa conjunção resultaria em “violência, tendências criminosas, posição influente, mas desgraça final e ruína”. Bastante assustador ler essa tradução do modo como os medievos viam a estrela, mas até onde pude observar Hamal é o lado mais Lancelote da constelação, ou, melhor dizendo, um lado meio super-herói, agressivo, porém com boas intenções e meio ingênuo. A interpretação acima caberia um pouco mais em Sheratan, a beta de Áries, bem mais sujeita a rompantes de brutamontes de filmes de ação ou daqueles que empacam em suas convicções e combatem ideologicamente aqueles que julga não terem objetivos similares, quando há convergências que poderiam ajudar mutuamente. Podem ser bem literais também.

Enfim, relembrando que isto é apenas um resumo. Muito mais pode ser encontrado na leitura do mapa do ano.

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E, ATENÇÃO: não deixe de conferir a agenda de cursos presenciais de 2017. Clique em qualquer uma das imagens abaixo para abrir a página.

cartaz-formacao-astro-esp-psi

Abraços,
Carlos Hollanda

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