O sucesso, o perigo e o olhar ciumento de quem admira e deseja – breve listagem de épocas de conflito até maio de 2017

Aproveitando que Sol, Mercúrio e Plutão vão se aproximando um do outro, enquanto transitam em Capricórnio, durante o fim de dezembro de 2016 e todo o janeiro de 2017.

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Mozart e Salieri. Precisa dizer mais?

Um dos mais evidentes sinais de que você faz sucesso e incomoda quem gostaria de chegar onde você está é receber admoestações públicas de “erros” que não são erros. A pessoa está tão ávida para reduzir o que você faz que mesmo você dizendo “A”, ela consegue ler “B” e, independentemente do quão claro você deixou que é “A”. Logo em seguida, expõe publicamente o quanto você seria “idiota”. Uma breve observação daquele detalhe mostra que aquilo que foi apontado como erro (e que não era) estava:

 

 

a) explicado em negrito na nota de rodapé;

b) lá no texto principal, exatamente como aquele que reclama diz que deveria estar;

c) numa imagem que acompanha o texto;

d) dito com outras palavras, mas cujo sentido e resultado era precisamente o mesmo.

e) diferente do que disse aquele que aponta o “erro”, mas na verdade eram seus dados que estavam corretos. Para ter certeza disso basta rever os dados e procurar outras fontes.

 

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Se isso estiver acontecendo com você, prossiga conforme pensou antes. Procure não responder, se não for realmente necessário e, se o for, faça-o com o mínimo de envolvimento possível e com economia de palavras, procurando as mais sensatas e pacificadoras . Não alimente um conflito que só faz chamar a atenção para aquele que gostaria de obtê-la a partir de um mérito que não é o dele. Algumas pessoas se alimentam de conflito, sem saber que isso também as corrói e consome um tempo precioso que poderiam usar para crescerem por si mesmas e não tentando desqualificar aquele objeto de desejo ou admiração secreta: o sujeito que tentam derrubar sem que ele tenha feito algo ilegal, prejudicial ou que o tenha magoado. Ou sabem, mas como são autodestrutivas, seguem assim mesmo com suas facas de dois gumes em riste.

 

 

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Apesar de boa parte do conhecimento disponível se produzir a partir do debate, quando este é feito com educação e com questionamento todos se beneficiam mutuamente. É bem diferente do que estou dizendo acima, que é desqualificação pura e simples, seja baseada em preconceito de alguma ordem, seja por que se segue uma forma de pensar diferente ou até por ciúmes/inveja mesmo. O conhecimento se produz muito mais depressa e claramente sem que se tente descredibilizar uma proposta antes de tê-la compreendido direito ou que pelo menos se dê ao proponente o beneficio da dúvida. Quer um exemplo? “Vai acreditar nesse negócio de Complexidade? O sujeito que disse é astrólogo!” ou “Isso é coisa de viado! Não leve a sério” ou “Esse sujeito não usa o mesmo método que nós, portanto, não é sério.” ou “Esse teórico que você usou neste trecho de seu trabalho é fraco, portanto, todo o seu trabalho, inclusive os 99% dele em que você não usa aquele teórico, foi recusado” ou “Não acredito em você porque você é meu amigo”. Este último exemplo, aliás, é o que é mais cruel: por mais que você possa ter tido (ou achado que teve) experiências que tenham posto em dúvida a credibilidade do que diz seu “amigo”, se ele assim o é, merece ao menos o benefício da dúvida. Aqui você estaria tendo certeza de que ele não o merece e não lhe está dando chance alguma. O resultado pode ser ele passar a não lhe dar chance alguma também. Adeus amizade, se é que ela existiu mesmo algum dia.

Não está sob seu poder mudar a forma de proceder dessas pessoas nem resgatá-las de suas percepções, mas está em seu poder dar uma pausa e uma suavizada nas suas próprias. Não entre no conflito, procure responder com resultados e ações coerentes. Se não der para prosseguir numa direção ou por um caminho, tente outro, mesmo que seja um pouco mais tortuoso. Não, não é fácil, mas talvez não haja nada melhor para fazer nessa vida…

 

Eis alguns exemplos de configurações capazes de levar às questões acima, ocorridas em 2017:

Em janeiro de 2017 a tripla conjunção de Sol/Mercúrio/Plutão vai intensificar a Quadratura T envolvendo Júpiter-Urano-Plutão, aquela mesma que segue até maio de 2017. Os signos cardinais, Áries, Libra e Capricórnio são os ativados. Se pensarmos nesses signos como uma espécie de “casas cósmicas”, de modo equivalente ou análogo (não idêntico) às casas mundanas, as ações competitivas (Áries) por destaque e credibilidade (Capricórnio) precisam ser moderadas e mediadas (Libra) a fim de que não se transformem em conflitos irremediáveis. Pessoas públicas recebem uma dose um tanto maior de pressão. Alguns são atacados em locais públicos, seja com vaias, com tomates, com gritos ou até com empurrões. Outros só têm que aturar a falta de noção alheia, como ser parado na rua por um desconhecido que o admira, mas critica duramente algo que você falou ou escreveu, como se fosse a maior das ajudas do mundo e querendo que você saia dali muito feliz por ter “crescido” com o “valiosíssimo” conselho. Júpiter tensionado com elementos saturninos envolvidos (vários planetas em Capricórnio e Saturno em Sagitário, regido por Júpiter atualmente) pode ser bastante intruso em suas críticas que considera construtivas, mas podem nada resolver e até piorar a situação, já que perdem de vista o conteúdo em função do desejo por uma forma ideal e excelente de apresentar esse mesmo conteúdo. Não que isso não seja importante, mas se somente isso for importante, adeus conteúdo.

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Trânsitos do dia 12/01/2017. Clique na imagem para ampliar

As datas mais tensas do período da quadratura Júpiter-Urano-Plutão são aquelas em que algum outro fator mais veloz passe por Câncer, outro dos quatro signos Cardinais (Áries, Câncer, Libra, Capricórnio), que atualmente não tem planetas lentos em trânsito por ali. Ao ter um planeta em Câncer, forma-se uma Grande Quadratura, a mais tensa de todas as configurações. Como a tensão da quadratura T vai até maio, aí vão os pontos críticos para que possamos nos planejar de algum modo:

  • 11 e 12 de janeiro – com a Lua passando em Câncer.
  • Aqui cabe um adendo: os últimos 5 dias de janeiro e os 5 primeiros de fevereiro também são perigosos. Vale evitar situações reconhecidamente arriscadas. Podemos pensar em naufrágios (Lua, Kiron, Vênus em Peixes, em quadratura com Saturno em Sagitário), novas afirmações escabrosas ou crises envolvendo autoridades internacionais (Saturno em Sagitário) e notícias de agravamento de situações já calamitosas em zonas de falência do Estado (vide Venezuela, Estados brasileiros e similares)
  • Outro adendo: os oito últimos dias de fevereiro e os 5 primeiros de março terão Marte envolvido na quadratura T, fazendo conjunção com Urano em Áries. Um dos períodos mais tensos de todos. Os locais mais vulneráveis em termos de conflitos latentes (comunidades assediadas pelo tráfico de drogas, zonas de guerra, mesmo com cessar-fogo, instalações que possam pegar fogo ou explodir, como os bueiros de Copacabana) estão na lista de potenciais danosos da fase. A Lua passa ali nos dias 1 e 2 de março.
  • Nos dias 7 e 8 de março a Lua reativa a Grande Quadratura. Considerando uma órbita larga, vale pensar também no dia 6 de março.
  • Dias 21 e 22 de março. Lua conjunta a Plutão, na quadratura T.
  • Em 26 de março, Mercúrio alcança Urano e incrementa as possibilidades de desentendimentos, diante da quadratura T. Projetos muito inovadores recebem resistência ainda maior das forças opostas. Ao menos há um trígono com Saturno até 01 de abril, o que pode representar uma facilitação ao apresentar idéias já testadas e comprovadas antes. É também uma fase de reorganização de sistemas estatais, burocráticos, administrativos em geral, planejando as investidas (Mercúrio em Áries) para resultados em médio prazo (Saturno).
  • Abril tem os dias 3 e 4, com a Lua reativando a Grande Quadratura, enquanto que de 05 até 17 desse mês o Sol está conjunto a Urano em Áries, intensificando a configuração da quadratura T. Nessa faixa de tempo, os dias 10 e 11 de abril parecem ser os mais complicados, em função da Lua também reentrar na configuração, ao fazer conjunção com Júpiter em Libra e oposição com o Sol (Lua cheia) e Urano em Áries + quadratura com Plutão. Idem quanto aos dias 17 e 18, sobretudo este último, quando a Lua alcança Plutão em Capricórnio, nesta configuração.
  • O último ponto tenso desse período de quadratura T é o dia 25 de abril, quando a Lua atinge a configuração pela última vez antes de ela, a configuração, se desfazer. Isso não significa que tudo ficará totalmente “maré mansa”, pois teremos outros aspectos tensos entre planetas lentos ao longo do ano, mas ao menos termina a configuração mais tensa do primeiro semestre.

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NOTA: este artigo não pretende indicar todas as possibilidades existentes ao longo do período analisado. Sempre existem outros fatores que podem ser levados em conta. Aqui, no entanto, concentrei-me apenas em alguns dos principais pontos críticos do ano de 2017.

Cordialmente,

Carlos Hollanda

P.S. Que tenhamos um produtivo e feliz 2017!


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Configurações Tensas no Céu e Virtudes Fora do Lugar

cage_by_parablevUma parte considerável dos problemas que enfrentamos, senão a maior parte, deriva não de “defeitos” que nos seriam inerentes, mas sim de talentos e virtudes. Estas, na verdade, podem ser tão enfáticas e predominantes na personalidade que muitas vezes tomam o lugar de atitudes e comportamentos que se encaixariam melhor em dadas situações. Desse modo, tais talentos e virtudes se alastram e se espalham para circunstâncias onde eles são desnecessários ou até condenáveis. Assim são criados aquilo que, grosso modo, chamamos de defeitos, vícios e coisas do tipo (Jung chamaria de “sombra”). Pode ter faltado uma promoção de consciência naquele campo de experiências que produzimos ou procuramos. Sem dúvida que não há como promover essa percepção para tudo 24 horas por dia e todos os dias do ano. Em algum momento haverá uma “escorregada” e um potencial predominante irá se infiltrar pelas brechas do consciente.

 

light-shadow-jung-red-book-55Quantas vezes aquela pessoa generosa, que deseja o bem estar de toda a humanidade, que se esforça para levar a todos algo que a ela fez muito bem não acaba se tornando inflexível ao adotar apenas aquele método ou um pequeno conjunto de métodos ou conceitos, diante de formas diferenciadas que outras pessoas têm de encontrar o mesmo? Essa pessoa parte do princípio de que está ajudando, pretende se doar, dar o melhor de si, levando os demais a fazerem como ela mesma faz para atingir aquele resultado. E aí, sem perceber, passa a condenar os outros por não fazerem daquele modo. Aí, se ela também tiver uma tendência expansiva ou competitiva, irá desqualificar os outros modos de expressão, a fim de que os outros vejam como o dela pode ser melhor. Percebam que a coisa teve seu ponto de partida no desejo de trazer um ideal à vida cotidiana e favorecer a todos, mas como não houve uma percepção de limites ou uma flexibilização dessa mesma qualidade, começou-se a manifestar o outro lado da coisa. Ela, que prezava tanto pelo bem de todos, se vê relativamente isolada ou fechada numa espécie de “clube” entre aqueles que só conseguem pensar de modo muito semelhante (o que será bem perigoso, se esse “clube” tiver centenas, milhares ou milhões de adeptos) . Mesmo assim, atuando como uma figura cerceadora de comportamentos de um modo ou de outro, ao citar clichês e normas que não servem para 100% dos casos e contextos.

 

talkative-duct-tape-solutionQuantas vezes aquele sujeito com extraordinária articulação verbal, excelente argumentador, de raciocínio rápido e claro, não se coloca em situação de conflito e de rejeição social justamente por causa de sua habilidade? Podemos imaginar uma situação extrema, em que um mero debate de idéias que podem servir para “digestão” posterior se torna uma praça de guerra. Ou,ainda, numa situação potencialmente conflituosa, o sujeito resolve debater para provar-se certo a todo custo. Claro, ele tem os “melhores” argumentos, ele se vê imbatível diante das outras pessoas, que não têm sua clareza, mas o que faz, na verdade, é acirrar o conflito, podendo leva-lo às vias de fato, acreditando piamente que os “imbecis” do outro lado precisam se converter a seu raciocínio ou serem eliminados da existência. Se, junto com isso ainda possuir uma tendência a ser sincero em demasia, imagine se estiver em local de guerra, dialogando (ou monologando) com o oponente e lhe dizendo tudo o que acredita ser verdadeiro e benéfico para aquele com quem debate.

 

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Quantas vezes aquela pessoa caridosa, piedosa, que está o tempo todo deixando de se expressar, que deixa de lado alguns de seus principais sonhos em prol da família, que sonha em viver em paz, que sempre dá a vez aos demais, não se queixa de que ninguém a leva a sério, que não tem espaço próprio dentro da própria casa, que as pessoas tomam decisões à sua revelia?

 

O lado “negativo”, me parece, no fim das contas, o “positivo” fora de seu lugar de melhor encaixe devido a uma impossibilidade anterior de promoção de consciência desse talento ou virtude. O padrão repetitivo de situações com as quais nos deparamos pode nos revelar bastante a respeito. Vale a pena prestar atenção a ele e começar uma espécie de “musculação mental/emocional” para aos poucos perceber os sintomas desse talento e quando ele irá transpor seus melhores campos de expressão. Para facilitar, eis um breve exemplo, bem resumido e parcial, claro, do que disse: tagarelas podem ser ótimos professores ou jornalistas. Agressivos podem ser lutadores ou pioneiros em grandes idéias e procedimentos. Melancólicos podem ter pensamento profundo e reflexivo, como os melhores filósofos. Frios e calculistas podem ser excelentes em situações de pânico alheio ou em zonas de conflito, em que as paixões estão por todo lado difíceis de controlar. Passionais são ótimos em shows de música, arte dramática, tango, na entrega de corpo e alma a um projeto. Para muita gente a solução desse descontrole do talento pode ser simplesmente “gastar” o talento, isto é, usá-lo intensamente nas situações desejáveis. Uma pessoa muito faladora, por exemplo, após um dia inteiro dando aulas pode querer apenas ouvir e observar. Torna-se mais reflexiva e tem chances maiores de aprender e reformular o pensamento. É uma possibilidade. Analogamente, alguém concentrado o dia inteiro numa tarefa que requer atenção e silêncio, pode querer bater um belo papo, contar piadas, comentar o noticiário e coisas do tipo, ao final do dia.

 

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Enfim, vamos viver uma configuração celeste bem tensa (quadratura T de Júpiter-Urano-Plutão em signos cardinais) até maio de 2017. Vale a pena repensar nosso radicalismo e o modo como nossos talentos podem criar situações desastrosas, se excederem muito suas principais e mais adequadas áreas.