O Grande Elo – Pensamento Mágico e Pensamento Científico

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Tirada de Tarot feita simultaneamente à análise breve do mapa de Astrologia Horária (abaixo) durante a palestra.


Eis, abaixo, o áudio da palestra e da mesa redonda, no formato de vídeo do Youtube e a apresentação visual da palestra de abertura do Simpósio do Sinarj no dia 22/11/2013 e da mesa redonda com vários astrólogos para download. No início, a apresentação do pré-simpósio com Márcia Mattos e minha apresentação feita por José Maria Gomes Neto. Logo em seguida, a palestra e, mais adiante, a mesa redonda. O áudio do final da palestra está mudo, pois naquele momento fiz a demonstração com uma tirada de Tarot (imagem ao lado – Tarot Kabbalístico, de origem alemã – Agmueller) em comparação com o mapa de Astrologia Horária (imagem a seguir, abaixo) daquele momento e o pessoal da técnica desligou a aparelhagem ou ficamos distantes para o alcance do microfone. Logo depois o áudio retorna com a mesa redonda. Como essa parte do áudio está faltando, mais adiante vai uma descrição o mais próxima possível do que rolou. Aconselho a ler os próximos dois parágrafos não agora, mas quando o áudio for interrompido, a fim de que o leitor possa ter uma noção da sequência em que as coisas foram feitas.

ÁUDIO COM A PALESTRA E A MESA REDONDA

Faça download aqui da
APRESENTAÇÃO VISUAL (PDF): HOLLANDA-simposio2013

Palestra “Astrologia, o Grande Elo” – 15o. Simpósio Nacional e 6o. Internacional de Astrologia do SINARJ, com Carlos Hollanda – duração: 80 min.

Mesa Redonda: “Astrologia, Simbolismo e a Jornada da Alma”
Waldemar Falcão, Nei Naiff, Glauccio Costa e Carlos Hollanda – duração: 75 min.

Comecei a parte prática abrindo um mapa indicando para a platéia a qualidade do momento, descrevendo o teor geral, conforme se segue abaixo. O baralho utilizado foi escolhido pela facilidade com que podem ser visualizados os glifos astrológicos que constam em cada carta. A idéia era, também, demonstrar o quanto os tons indicados numa e noutra linguagem se repetiam sem qualquer planejamento de minha parte, nem mesmo quanto à hora em que o mapa seria calculado, já que não sabia exatamente em que horário concluiria a parte teórica da apresentação. Chamei um voluntário para retirar as cartas, representando a si e a todos os demais. Fui, assim, auxiliado por Dinah Aquino, que arianamente foi a primeira a disponibilizar-se para a experiência. Solicitei aos estudiosos de Tarot ali presentes que suspendessem momentaneamente a interpretação do significado das cartas em si, observando exclusivamente, para os objetivos daquela experiência, os glifos planetários que viessem a ser reiterados nas duas formas de análise. Havemos de perceber a ênfase em Gêmeos durante a comparação de ambas as linguagens (Astrologia – Ascendente – e Tarot – Sol e Marte em Gêmeos – respectivamente, 10 e 9 de espadas).

Chart

Mapa de Astrologia Horária calculado para os momentos finais da palestra, interpretado lado a lado com o Tarot (na imagem acima).

Outros símbolos que se reiteravam mutuamente entre ambas as leituras foram Lua, Marte e Saturno. Este último, no mapa horário, encontrava-se conjunto a Mercúrio, dispositor do Ascendente em Gêmeos, estando, assim, bastante enfático. No Tarot se repete 4 vezes, no Universo, na Sacerdotisa (a carta com a grande Lua na parte superior esquerda), no oito de copas (em azul à esquerda)  e na 7 de ouros (em verde, embaixo). A Lua domiciliada em Câncer e conjunta ao dispositor do Sol (Júpiter) encontra eco na carta da Sacerdotisa, com a qual o aspecto de Plutão/Vênus na casa 8 tem bastante afinidade e no próprio Universo (onde está o Saturno grande na parte superior à esquerda da foto). Marte, no Tarot, se repete duas vezes e no mapa está angular e formando 3 aspectos. Há outros fatores passíveis de identificação, como a ênfase no Escorpião do mapa (Saturno, Mercúrio e Nodo Norte) e no Escorpião do Príncipe de Copas, que neste baralho é a ele associado (carta do meio na parte de cima). dentro do curto tempo disponível, identificaram-se  as expectativas, necessidades, temores e anseios da platéia. Por exemplo, grande parte das pessoas confirmou estar trazendo as questões suscitadas na breve leitura,como autocobrança excessiva, discórdias recentes, temores de “não ser suficientemente bom ou aceitável pelos demais”, o já esperável anseio por aprendizado e muita variedade (era um Simpósio, afinal), a necessidade de formar núcleos, tanto de amizade quanto de trabalho, as incertezas sobre o trabalho e a reputação, o forte desejo por atuações autônomas e a expectativa de que o próprio evento quebrasse paradigmas (pelos comentários posteriores, parece que essa expectativa foi cumprida). A tirada e o mapa também apontavam para potenciais de rupturas, rompimentos a serem vividos pelos participantes, seus problemas no cotidiano profissional, as questões sobre a própria saúde e a de familiares a ponto de fazerem cirurgias ou tratamentos mais radicais. Ainda bem que o evento fora pensado para ser profundo e prático o suficiente (Mercúrio e Saturno em Escorpião na casa 6). Os participantes eram bem exigentes. E isso foi muito bom.

Astrologia, o Grande Elo
A convergência entre Pensamento Mágico e Pensamento Científico

Sinopse:

Astrologia é Ciência? É Magia? Um breve mergulho nesse estudo o revela um saber sincrético. Nele há trocas entre subjetividade e natureza, indícios concretos e associações criativas de símbolos. A prática reúne características xamânicas e filosóficas, pensamento mágico e científico, arte e técnica. Está na raiz da maioria dos saberes, sobretudo os que partem de algum conceito de cosmo. Aqui vamos reelaborar as noções Razão X Intuição, traçando uma comparação entre Astrologia e Tarot em uma demonstração ao vivo.

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Questões:

No século XVII a Astrologia conheceu um declínio que duraria cerca de 300 anos, sendo colocada no rol do que então passou a ser tido como “superstições da Idade Média”. Entretanto, é a partir daquele mesmo século que Morin de Villefranche promove uma extraordinária sistematização da Astrologia com bases racionalistas, sobretudo em sua monumental obra “Astrologia Gallica”.

No bojo do descrédito do saber astrológico, o tratado só veio a ser reconhecido como uma das principais obras sobre o assunto desde Ptolomeu no início do século XX. No contraponto entre o racionalismo de Morin, entre estudiosos franceses, e as vertentes britânicas que ressuscitavam as vias alquímicas, mágicas e iniciáticas, encontramos uma linguagem construída com bases racionais tanto quanto mágicas e míticas.

A Astrologia não seria, portanto, nem tanto uma ciência racionalista, nem um amuleto ou sistema exclusivamente mágico, mas ambas as coisas. Na sistematização racional de Morin, a linguagem mística e mágica foi praticamente eliminada devido às exigências de sua época. No entanto, os elementos mágicos permanecem como importantes fontes de conhecimento e de utilização em termos astrológicos. O sistema continua se baseando em princípios como os herméticos e, nas considerações do final do século XX e início do XXI, uma série de estudos acadêmicos trouxeram de volta as questões teúrgicas e mágicas da Antiguidade que permearam boa parte das práticas astrológicas medievais e atravessaram os tempos até este princípio de século XXI.

No sincretismo entre esses elementos, os resgates efetuados por organizações iniciáticas do século XIX de antigas práticas que envolviam magia, astrologia e sistemas organizadores de imagens simbólicas, como o Tarot, percebe-se que a leitura dos símbolos pode ocorrer tanto pela lógica e pelas regras rigorosas da Astrologia Clássica quanto pelos processos de associação criativa comuns a esses meios.

A proposta é demonstrar que ambas as formas de leitura e interpretação não são excludentes e ainda podem amplificar a precisão e profundidade do trabalho, não apenas em sentido diagnóstico, mas também em aplicação dos mesmos princípios na alteração concreta de possibilidades.

Ao final da palestra, será feita uma demonstração com sorteio na platéia, em que a complementaridade das leituras será feita com o mapa do momento somado ao uso do Tarot.

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Abraços,
Carlos Hollanda

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6 comentários em “O Grande Elo – Pensamento Mágico e Pensamento Científico

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