Dia das Mães com Júpiter e Lua transitando em Gêmeos

Escrevo isso enquanto o Ascendente no horizonte de hoje neste horário (12/05/2013 – às 09:30 – Rio de Janeiro) passeia pelo maternal signo de Câncer. Imagem

É dia das mães: como outras datas comemorativas, algo elencado e imposto pela máquina de vendagens do sistema capitalista 

Ele começa com a Lua transitando em conjunção com Júpiter, ambos em Gêmeos. Um bom momento para relações de desprendimento, promovendo uma abertura refrescante diante de pressões, culpas e chantagens emocionais que todos vivemos ao longo da vida, sobretudo na vida familiar. “Você não deu parabéns pro fulano no dia do aniversário????!!!!”, “Você não comprou presente para seu pai no dia dos pais???!!!”, “Não comprou chocolate na páscoa???!!!”, “Não fez uma festa no dia do ‘não-sei-o-que’???!!!”. Isso nos faz pensar que, nos dias restantes do ano, qualquer coisa que se possa ter feito que pudesse ter agradado a alguém simplesmente deixou de existir. Tem que haver um dia certo para demonstrar carinho ou fazer alguém feliz? 

Em geral, quando quero dar um presente, fazer contato telefônico ou visitar alguém, o faço várias vezes por ano, sem precisar de datas comemorativas. O problema é a eliminação de todos esses gestos pela memória coletiva quando se elenca uma data específica. Podemos não estar nos sentindo muito bem nesse dia, podemos querer concluir um trabalho ou ter uma experiência com a qual há muito sonháramos, mas temos que parar tudo para cumprir um protocolo cuja importância é construída com base… em que? O apelo é mormente comercial. E assim nos sentimos coagidos a consumir, quando não precisamos, fingir harmonia, quando há conflito, estagnar, quando o ideal seria buscar o próprio sonho. A menos que o sonho seja estagnar. Aí, nesse caso, nada a dizer.

Mas a Lua está conjunta a Júpiter em Gêmeos. É dia de comemorar, de se mexer, procurar saber. Saber qualquer coisa, de um jeito ou de outro. Bom momento para ir em livrarias (as dos shoppings, pois as de rua fecham aos domingos), tomar um café com pequenos grupos de pessoas, chamar os irmãos para um bate-papo sobre qualquer coisa descompromissada ou chamar os amigos que consideramos irmãos para um futebol, um chá com biscoitos (especialmente se morarmos na serra), um sarau de poesias ou uma gostosíssima discussão filosófica recheada de bom humor, em que entendemos a seriedade do que discutimos, mas caricaturamos as “verdades” ditas.

Abraços,
Carlos Hollanda

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