Trânsitos Planetários e o Viagra

Por Carlos Hollanda

Você que é homem com mais de 40 anos já não está farto de receber mensagens e ver propagandas de remédios contra impotência em seu e-mail, orkut e todos os demais sites que identificam seu perfil de consumidor? Não está a ponto de sofrer uma lavagem cerebral ao assistir algum jornal na TV entre 7 e 8 horas da manhã, dizendo que certas clínicas podem “resolver” um suposto problema de ereção? Pode ser que em breve tenhamos uma reviravolta nisso tudo devido à banalização do Viagra, possibilitada pela recente abertura da substância ao mercado dos medicamentos genéricos.

hulk

O Hulk como alegoria para os efeitos do Viagra.

Você pode estar se perguntando o que essas questões estão fazendo aqui, num blog sobre Astrologia. Ocorre que o genérico do Viagra chega ao mercado numa importante configuração que completa e reinicia um ciclo de Júpiter. O Viagra fora lançado nas farmácias em 1998, durante a passagem anterior de Júpiter em Peixes (ver apresentação realizada no evento “Presságios 2010”, disponível na revista Constelar – www.constelar.com.br). Sua popularização começou durante sua passagem por Áries, logo em seguida. A virada do século prometia, então, um hipotético fim de uma das mais frequentes queixas no campo da sexualidade. Após o Viagra, outros medicamentos, como o Cialis, uma espécie de super-viagra, com maior durabilidade de seus efeitos (caramba uma durabilidade que dura!) e com menores efeitos colaterais, segundo os fabricantes. O que impedia um maior consumo daquelas drogas era, entre outros fatores, um possível risco de problemas cardíacos, mas, sobretudo, o preço. Isso as tornava inacessíveis ao consumidor comum, mesmo entre aqueles que realmente apresentavam problemas de impotência e precisavam de algum artifício para manter relações sexuais – e olha que havia quem tomasse Viagra sem qualquer disfunção erétil. A facilitação do acesso via preços menores, hoje, pode gerar um outro fenômeno curioso: o uso muito mais frequente da substância por homens que simplesmente não necessitam dela, apenas a título de melhora de performance.

Podemos entender isso astrologicamente, se pensarmos que em primeiro lugar o Viagra é uma droga (no sentido médico do termo, nada pejorativo, é claro). Drogas, substâncias químicas em geral que alteram o funcionamento do corpo, têm forte parentesco com o signo de Peixes. Coisas que mexem com o estado de consciência, como o álcool, medicamentos psiquiátricos ou drogas alucinógenas, encontram-se dentro do escopo pisciano, obviamente sem que as pessoas com ênfase em Peixes necessariamente venham a viciar-se ou coisa parecida. Drogas que alteram o estado de consciência o fazem por alterarem algo no funcionamento do corpo. O Viagra, apesar de não ser algo que mexa diretamente com a percepção, interfere no resto e, como em qualquer caso de superdosagem, pode matar. Hum… acaba de me ocorrer uma coisa: como deve ser uma overdose disso? Tirando o enfarte, o que será que acontece com a região pélvica? Será que dá pra enterrar o defunto? Seja isso em qual sentido for?

Bem, continuando… o Viagra veio a estar no centro dessa discussão durante sua mais recente passagem por Peixes, de janeiro a junho de 2010, completando o ciclo de Júpiter desde o momento em que chegara às farmácias pela primeira vez. Todavia, o Viagra é uma substância que ativa justamente a área do sexo, algo que à primeira vista, para quem vem se habituando ao simbolismo astrológico, está ligado ao signo de Escorpião. Acontece que Áries é também um signo fálico, e foi justamente durante a entrada de Júpiter nesse signo, acompanhado de Urano, que o medicamento passa a ser distribuído a preços menores e sem rótulo. Coisa de Urano, por certo: liberação, despersonalização, coletivização… mas de algo que dá aos rapazes e aos senhores a possibilidade de “impressionar” qualquer pessoa durante o ato sexual. E está aí um dos, digamos, “efeitos” da passagem de Júpiter em Áries. A possibilidade de manutenção da ereção e da performance na sexualidade também é algo competitivo, uma busca de realização de “proeza”, ao menos para os valores ocidentais. Coisa típica do simbolismo do Carneiro.

Os trânsitos dos planetas e as novelas na Globo

Outra curiosidade que venho observando e que faz parte da sincronicidade entre trânsitos e experiências do coletivo, são as novelas e outras obras do imaginário nas mídias. A TV Globo, com toda a audiência que lhe é peculiar, ressuscita a novela “Tititi”, cuja primeira versão é de 1985/86. Desta vez, com Saturno transitando em Libra, o tema da moda e alta costura vem à tona pela novela, simultaneamente às maiores atenções quanto às formas de união entre seres humanos, sobretudo pela maior frequência dos casamentos gays, e, mais ainda, as novas regras do divórcio aprovadas pela lei brasileira. Isso sem contar com a (falta de) diplomacia do Brasil nas crises internacionais envolvendo Irã, Colômbia e Venezuela. Só lembrando: diplomacia é coisa de Libra.

Como havia dito no evento Presságios, poderíamos ter muitas enchetes e vítimas durante a passagem de Júpiter em Peixes. De fato, e infelizmente, esses assuntos foram muito numerosos nos noticiários. Com Júpiter em Áries, também disse que tende-se a aumentar o número de incêndios de grandes proporções. Vide, portanto, os da Rússia nos últimos dias. Júpiter em Peixes também está em conformidade com o lançamento do filme sobre Chico Xavier e com a novela “Além da Vida”, de temática espírita.

E já sob a tão falada “quadratura T” nos céus atuais, Urano e Júpiter em conjunção e recebendo a oposição de Saturno relacionam-se aos mais recentes problemas e multa sobre a empresa aérea Gol.

Por fim, uma curiosíssima reportagem publicada pelo IG, sobre o universo masculino em tempos de Urano em Áries. Embora o que a matéria abaixo afirma seja um processo, a constatação na forma de texto de jornal veio logo agora, nesse momento de Quadratura T envolvendo, entre outros, um signo fálico como Áries. Confira o resumo da reportagem abaixo ou clique no link para lê-la por completo:

Homem também tem doença de mulher

No dia deles, o iG mostra que depressão pós-parto, câncer de mama e menopausa também fazem parte do universo masculino

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/homem+tambem+tem+doenca+de+mulher/n1237719732892.html

Disfunção erétil e câncer de próstata é uma dupla quase que exclusiva quando as pessoas são convidadas a pensar em doenças masculinas. Eles nem gostam muito de ir ao médico, são resistentes aos diagnósticos e falham mais no uso da medicação, já alertou o Ministério  da Saúde.

Se eles estão livres da temida TPM, os que já passaram dos 50 anos não têm tanta sorte assim quando o assunto é menopausa. Depressão pós-parto e câncer de mama são outros exemplos que também ameaçam a saúde dos homens.

Um em cada 10 pais sofre de depressão pós-parto

As mulheres já haviam percebido que as mudanças trazidas pela chegada do bebê também mexiam com a cabeça dos papais. Agora, uma pesquisa publicada este ano no Journal of the American Medical Association confirmou que eles também sofrem de depressão pós-parto. Uma escola médica dos Estados Unidos acompanhou 28 mil novos pais e identificou que 14% deles sofrem de depressão.

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