Tinha um Saturno no meio do caminho… de Júpiter!

Aqui em terras tupiniquins, com a greve dos Correios e agora a do sistema bancário, muita gente pode estar se perguntando se há uma configuração astrológica que corresponda ao processo. Uma resposta inicial: sempre há. Não, não se trata de forçarmos a barra para justificar a astrologia de algum modo, fazendo “previsões sobre o que já aconteceu”. É, na verdade, aprender com o que se pode observar, registrar, catalogar e transformar em referência para futuras conjecturas. Jamais, no entanto, teremos uma situação idêntica apenas porque os ciclos se repetem. As circunstâncias ou o contexto histórico e sociocultural são irrepetíveis e o que hoje pode ser um problema de resolução complexa, amanhã pode dispor de um mecanismo mais eficiente de atenuação e até de eliminação do mesmo. Para isso, contudo, é necessário aprender e absorver o impacto do desconhecido antes de ajustarmos nossa postura a ele. A vida é um constante esforço de organização de duas polaridades (nada metafísicas, a propósito), a da ordem e a do caos. Esse esforço, que se dá na forma de processo e de síntese, é o da organização, não por acaso o termo que dá origem a “organismo”. A formação e manutenção/duração de um organismo ocorre numa constante luta contra a entropia e, junto a isso, num ininterrupto devir homeostático, funde-se no circuito que envolve indivíduo, sociedade, meio ambiente, clima, cultura, economia e até, hoje o sabemos, pequenas, mas significativas modificações genéticas. Acrescente-se aí, nos elementos socioculturais e econômicos, o desenvolvimento ou atraso no sistema educacional e os fortes impactos produzidos em todos os elementos desse circuito pelas inovações científicas (bomba atômica, clonagem, aceleradores de partículas, internet, consumo de gadgets tecnológicos inúteis etc.). Nessa homeostase, aquilo que se desagrega (morre, perde características, se desorganiza, se entropiza), retorna ao ambiente e às sociedades, retroalimentando a ambos, gerando infinitas, e muitas vezes imprevisíveis, repercussões e outras organizações. Desse modo, hoje em dia nos é exigido de diversas maneiras que nos adaptemos ao novo com uma velocidade sem precedentes. Assim, a cada vez que presenciamos a recorrência de um trânsito planetário, se por um lado podemos esperar uma dada estrutura geral, passível de reconhecimento e descrição pelo intérprete, por outro estamos constantemente adaptando essa visão estrutural ao contexto, percebendo as mais variadas nuances que um mesmo aspecto pode expressar. Há sempre uma lacuna, mas não se trata de uma barreira intransponível e sim de uma exigência de flexibilidade para compreender o que realmente se passa e para gerar um prognóstico eficaz na prevenção/atenuação de problemas ou na acentuação/multiplicação de oportunidades de sucesso.

 

Após essa necessária digressão inicial, retomando o assunto das duas greves ocorridas em setembro, e que provavelmente adentrarão outubro de 2011, vale dizer que dentro da referida estrutura geral está o trânsito de Júpiter pela casa 3 do mapa da Independência do Brasil (ver o desenho no anexo). Nessa passagem, pelo signo de Touro, o planeta cruza a posição de Saturno do mapa radical da fundação da cidade. Basta que juntemos um fator com o outro e teremos uma clara analogia com o que vem ocorrendo: a casa 3 do mapa do país, relacionada aos sistemas de comunicação, o que inclui os correios, vem vivendo o trânsito de Júpiter em sua RETROGRADAÇÃO sobre o Saturno ali presente. Revisões, ajustes, dificuldade nas movimentações de grandes remessas correspondem a esse trânsito, tanto quanto outros problemas relacionados ao trânsito de automóveis nas grandes cidades, na urbe (casa 3). Vem-se chegando à “brilhante” constatação de que o sistema de transportes urbanos está pra lá de obsoleto e que os metrôs de que dispomos são, no mínimo, ridículos, frente às necessidades prementes que tem um país em desenvolvimento em meio a uma crise econômica mundial. Note-se que os trens do metrô, por exemplo, de Rio e São Paulo não são ruins, mas a rede metroviária é mínima, se é que se pode realmente chamar de rede. E o metrô de São Paulo ainda deu uma relativa melhorada, dado o tamanho da cidade e de sua população, mas é nítida a insuficiência. O do Rio… sem palavras! O metrô precisa de uma malha para ter um mínimo de eficácia num de seus principais objetivos, que é o de atenuar o trânsito na superfície e permitir o rápido acesso aos principais pontos da cidade.

 

E há governantes eliminando carga horária de Português e Matemática nas escolas públicas… Totalmente casa 3 em meio a uma retrogradação de um planeta social como Júpiter, em contato com o Saturno radical do país naquele setor do mapa.

 

Coincidentemente a greve dos correios teve início no dia 13 de setembro, data em que o Sol em trânsito cruzava a posição de Mercúrio (comunicações, fala, escrita, mensagens, instrução, transmissões etc.) do mapa radical do Brasil.

 

A passagem de Júpiter pela casa 3 do país também ocorreu em 1999, ano em que os Correios promoveram uma luta salarial intensa e reivindicaram alterações nas condições de trabalho, reduzindo a carga das sacolas para os carteiros. Essa informação pode ser aferida no site do sindicato dos trabalhadores dos Correios, em http://www.sintectsma.org.br/nossa_historia.html

 

A greve dos bancos coincide com essa aspectação ocorrendo em Touro, signo que representa o desenvolvimento de valores, conforto, economia, manutenção e acúmulo de recursos, entre outras atribuições. Porém, a mesma encontra-se inserida em outro processo mais amplo: para se ter uma idéia, na economia mundial simplesmente evaporaram 9 TRILHÕES DE DÓLARES EM APENAS 4 MESES este ano. Um dos aspectos duráveis que podemos observar e que representa em parte esses assuntos é a quadratura de Plutão e Urano, ambos em trânsito, respectivamente pelos signos de Capricórnio e de Áries. Ainda antes desse aspecto, que permanece desde o início de 2011, Saturno também participara da configuração. Não raro, quando se “mexe” com Saturno e com Plutão, os sistemas econômicos são afetados, há alguma alteração nas regras dos sistemas de crédito e financiamento, há escassez, tanto quanto pode haver fartura. Todavia, sob uma quadratura afligindo Plutão, o impasse dos radicalismos e os disparos das crises que estavam nos subterrâneos das negociatas não são tão surpreendentes assim e o mais provável são as crises mesmo. Urano, como o supramencionado Júpiter, também está retrógrado e… na casa 2 do Brasil! São as finanças, os recursos logísticos, parte da infraestrutura (outra parte relacionar-se-ia à casa 4), os… bancos! A crise nunca deixou de afetar o Brasil. Que bom que as circunstâncias históricas do momento nos permitiram ficar mais ou menos de lado enquanto a crise avassala a Europa e vários outros países noutros continentes. Mas, como diria a Mônica, digo, a presidenta Dilma, não estamos imunes. Que ela lance seu coelhinho destruidor, como o martelo de Thor, mas que não crie muito caso com a FIFA, pois se continuar desse jeito nao só não teremos copa como também corre-se o sério risco de as obras ultra-lerdas para os grandes eventos vindouros não se concluam. Haja pasto pra tanto elefante branco…

 

Vale a pena também ter-se uma atenção redobrada com um dos significados mais simples, mas infelizmente menos difundidos das configurações que possuem Urano em seu arcabouço: o mesmo radicalismo que leva às revoluções libertadoras e democráticas, embora sangrentas e de mortes desnecessárias no mundo árabe, é aquele que promove reformas “na marra”, como em todo e qualquer modelo fascista. Eu diria para termos muita atenção com os neonazistas e quaisquer outros modelos “reformadores” calcados em preconceitos de toda ordem, pois pode-se trocar seis por meia-dúzia na hora de substituir uma organização insatisfatória por uma ordem insuportável. Caso ninguém tenha se tocado, o nazismo era um sistema reformador, que visava libertar, purificar, tornar coesa uma sociedade. Idealismo bacana, né? Pois é… coesão na base da xenofobia, da violência e da ausência de raciocínio crítico, num ensandecer coletivo esmagador. Tinha lá suas razões históricas, mas, já dizendo o óbvio, nada justifica… aquilo! Hoje as possibilidades estruturais que têm esses ciclos não farão ressurgir exatamente os mesmos problemas, mas grande parte dos mesmos problemas estarão nas bases dos atuais movimentos e circunstâncias novas com as quais nos impactamos. Por fim, vale refletirmos um pouco quanto aos nossos próprios radicalismos e preconceitos. Invariavelmente todo mundo tem, não é só o signo de Virgem o “culpado”, como querem alguns astrólogos. Citando um outro signo, aleatoriamente, o universalista Sagitário, tão amplo na aceitação de tantas diferenças culturais, e tão belo em seu otimismo e generosidade, pode ser um ávido desconsiderador daquilo que é próximo ou alguém que enxerga tudo o que é produzido por “não-celebridades” como “mixuruca”. Pode, também, ter certezas absolutas por aquilo que conhece apenas parcialmente e sair dizendo as mais terríveis barbaridades “sincericidas” com base em dados no mínimo questionáveis, agindo contra terceiros que se encaixem nesses sistemas parciais de classificação. Mas tranquilizem-se os centauros e os virginianos, pois todos os demais signos têm uma contribuição não raro terrível no sistema dos preconceitos, cada qual com seu conjunto de especificidades e cegueiras. Isso, no entanto, deixarei para um próximo artigo, onde detalharei de que forma isso acontece para cada um. Por hora convém lembrar que o preconceito é uma via de mão dupla, que tanto faz afligir quanto aflige. O sujeito de classe média-alta que se ressente do comportamento da pessoa sem instrução ou do carro velho e menos veloz do outro, em contrapartida pode ser visto como arrogante, não confiável, irresponsável, infantil e imaturo pelo trabalhador de menor renda. Este, por sua vez, pode classificar injustamente o sujeito mais ou menos bem sucedido de “filhinho de papai”, sem ter a mínima consciência do tremendo esforço que pode ter sido sua trajetória até aquele ponto e que perdas ele teve que sofrer até ali. As razões para um conflito social de grandes proporções passam por essas inúteis e rígidas considerações até chegarem a birras históricas entre, por exemplo, paulistanos e cariocas, portugueses e brasileiros, região sudeste e nordeste, americanos e latinos e por aí afora. O sujeito é burro porque é português? É um safado e corrupto indisciplinado porque é brasileiro? É vagabundo porque é carioca? É mental e culturalmente atrasado porque é latino americano? É responsável e trabalhador porque é paulistano? É uma celebridade por ser norte-americano? É preguiçoso porque é baiano? Cuidado com os estereótipos! Urano está em Áries e esses radicalismos podem chegar e agir beeemmmm depressa.

 

Não deixe de conferir também:

 

– O blog Astro-Síntese – Projeto Luminar, – com os cursos e atividades, além deste e de outros artigos:

 

– O site do Sinarj, os próximos eventos e serviços da entidade –

 

Cordialmente,

Carlos Hollanda

 

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