Eclipses – eventos e efeitos

O ECLIPSE E O “PAN” NOSSO DE CADA DESIGUALDADE

Por Carlos Hollanda

 

Em 9 de dezembro de 2006, durante o evento “Presságios 2007”, realizado pela Escola Astroletiva na CFA – Casa Francisco de Assis, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, vários astrólogos apresentaram pareceres sobre as tendências do ano que viria. Palestraram Antônio Carlos (Bola) Harres, Waldemar Falcão, Bárbara Abramo, Fernando Fernandes, Dimitri Camiloto e eu, Carlos Hollanda. Sobre minha contribuição no evento, gostaria de destacar alguns pontos que atualmente podem ser considerados relevantes para a população do Rio de Janeiro, do Brasil e também das pessoas de outras localidades que estiverem na cidade em função da aproximação dos Jogos Pan-Americanos.

 

Meu tema estava predominantemente concentrado em macroprevisões mundiais, em grandes ciclos como o dos aspectos tensos de Saturno e Plutão, entre outros, projetando-os para além de 2007 até 2010/2011. A eles pretendo retornar no momento oportuno. Por hora, é mister lembrar que na segunda parte da palestra incluí alguns pareceres sobre o eclipse parcial do Sol que viria a ocorrer em 18/19 de março de 2007 e sobre a oposição de Saturno-Netuno. Sabendo que neste ano estaríamos sediando os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, durante a palestra mencionei minha preocupação com o período que abrange os meses anteriores, a própria época do evento e meses posteriores. Procurei observar de que modo tais configurações correlacionar-se-iam com a cidade. Para tanto, fiz uso do mapa da fundação da cidade e nele apliquei os trânsitos supracitados. As implicações dos mesmos relativamente aos eventos vividos na capital carioca têm sido vistas nos noticiários com relativa freqüência, sobretudo nos meses de maio e junho, com forte probabilidade de estenderem-se por julho e agosto até a chegada do segundo eclipse solar do ano, em setembro. O que vem ocorrendo confirma as indicações demonstradas em dezembro.

 

O eclipse fora formado em órbita de quadratura com Plutão (ver imagem “eclipse19-03-07.gif”). Já poderíamos esperar dali um bom grau de tensão social, econômica e política nas localidades que viessem a sofrer a ativação das características do planeta de alguma maneira. Calculado um mapa astrocartográfico para o momento do eclipse nas coordenadas do Rio de Janeiro, obtemos o que se vê na imagem “astrocart-eclipse19-03-07.gif”. Ali a linha de Plutão, que como vimos recebe a quadratura do eclipse, passa sobre grande parte do litoral brasileiro. No destaque, a linha cruzando a cidade do Rio de Janeiro. No destaque menor, a mesma linha de Plutão passa em coordenadas próximas das ilhas britânicas, onde recentemente tivemos os episódios dos carros-bomba impedidos de explodir e o que explodiu na Escócia.

 

O eclipse e sua crepitante quadratura com Plutão atingem em cheio, tal qual uma bala disparada por fuzil, a Mercúrio na casa 10 do Rio. Eis um sinal que aponta para as vítimas nas escolas, sobretudo as que ou estão no alto (Meio do Céu) ou nas adjacências dos morros ocupados. (ver imagem “rioXeclipse.gif”). Balas perdidas podem ser expressas astrologicamente por algum tipo de relação entre Marte e Netuno ou Sagitário e Netuno. Penso aqui no cidadão anônimo que, em meio à multidão, ao indiferenciado (Netuno), é vítima (Netuno) do projétil (Marte e Sagitário – lembrando da flecha, que também é um projétil) e da violência generalizada, do caos e falta de parâmetros, da ausência de princípios norteadores de convivência em sociedade, princípios estes representados por Júpiter e Saturno. No entanto, as balas perdidas são também uma manifestação violenta, repentina e imprevisível da desordem, das desigualdades, da corrupção, do tráfico de drogas, do excesso de individualismo e indiferença de uma lógica de mercado que leva alguns a comercializarem armas de grosso calibre indiscriminadamente, apenas visando lucro ou o famoso “se dar bem” daqueles que querem levar vantagem em tudo e dane-se o resto do mundo. Tudo isso está no mapa radical do Rio de Janeiro, na oposição de Urano em Sagitário na sétima casa com Netuno em Gêmeos no Ascendente. Este mesmo Urano nascido em quadratura com um Plutão numa décima casa, cujos poderes estabelecidos sofrem a penetração e o irromper de fatores do submundo em repetitivos períodos de inversão de ordem. Quando o poder legítimo (Sol na 10) não se encontra no alto física e moralmente falando, quem impera são as forças plutonianas de autodestruição.

 

Claro que as configurações do mapa radical do Rio de Janeiro não caracterizam apenas caos, violência e desigualdades, ou não teríamos a alcunha de Cidade Maravilhosa ou, antes mesmo de recebermos tal designação, não teríamos sido a capital do país por tanto tempo antes de Brasília. O Rio tem muitas qualidades antes de ter seus defeitos, ou melhor, simultaneamente a seus defeitos. Ler uma cidade astrologicamente equivale, com as devidas ressalvas, a ler o mapa de uma pessoa e de uma instituição qualquer (empresa, organização coletiva). De qualquer maneira não nos custa tentar analisar esses pontos críticos em momentos de tamanha violência urbana como os que estamos vivendo e tentar entender o que está havendo para procedermos, se possível, com alguma medida que altere esse quadro.

 

Retornando: o Rio há muito vem sofrendo com o zunir e o impacto das balas perdidas. O problema atual recrudesce desde o eclipse supramencionado, com a conjunção, no céu, de Marte com Netuno (ver imagens: “eclipse19-03-07.gif” e “rioXeclipse.gif”), juntamente com uma oposição com Saturno. O processo ocorre no eixo das casas 3 e 9 do Rio de Janeiro, sendo que a 3 representa, numa cidade, entre outras coisas, as vias públicas, as ruas, as esquinas, como Mercúrio, que, por sua vez, recebe toda a carga do eclipse em quadratura com Plutão. O eixo das casas 3 e 9 também relacionam-se com as comunicações em curta, média e longa distância, sendo a nona casa igualmente a dos estrangeiros. Saturno-Netuno em aspectos tensos é freqüente em casos de manifestações violentas e segregadoras causadoras ou reiteradoras de desigualdades sociais. O que veio ocorrendo nos últimos dois meses até o momento, especialmente em se tratando das incursões no Morro do Alemão com o saldo de 19 mortos entre bandidos e possíveis inocentes, sem contar com os diversos feridos pelas balas que não escolhem vítima, é expressão característica da conjuntura de fatores que vimos mencionando desde o início deste texto. O episódio fatídico do Morro do Alemão ocorreu ao longo de uma oposição do Sol em trânsito com o Plutão do eclipse, ativando enfaticamente a quadratura eclipse-Plutão que continha tal potencialidade (ver imagem “eclipseXtransito-27.06.07.gif”). O planejamento das ações policiais, conforme foi noticiado, abrange vários outros pontos do tráfico em favelas da cidade, uma vez que se cogita a possibilidade de retaliação por parte dos bandidos e auxílio de facções criminosas entre si contra as forças policiais. Essa retaliação não é impossível e pode ocorrer de maneira esporádica em atos de violência que não necessariamente restringir-se-iam a policiais ou às forças de ocupação, podendo sobrevir episódios sérios em pontos diferenciados da cidade.

 

Chamemos a atenção mais uma vez para a linha de Plutão do mapa astrocartográfico do eclipse passando sobre o Rio. Essa foi a preocupação que manifestei durante a palestra proferida em dezembro. Apesar de as autoridades responsáveis continuarem afirmando que as ações policiais e da Força Nacional nas favelas nada têm a ver com a chegada do Pan, há quem já esteja classificando o episódio no Morro do Alemão como a “Chacina do Pan”. Este foi o nome dado ao que aconteceu pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, João Tancredo.

 

A ação da polícia e da força nacional tem óbvia relação com a chegada dos Jogos Pan-Americanos, numa espécie de “maquiagem” dos muito profundos problemas sociais do país e da cidade que historicamente vêm sendo acentuados por medidas autoritárias e pela ação dos mecanismos socioculturais formadores e reiteradores de desigualdades. Entretanto, o que seria uma tarefa de repressão e amortecimento das ações do tráfico tornou-se algo público, mundial, com repercussões em diversos jornais de grande circulação em todo o planeta. Mercúrio está sendo ativado, afinal.

 

Outras manifestações das configurações mencionadas estão entre os terrenos que cedem e exigem obras “emergenciais” da Cedae nas tubulações que estão no caminho do Pan. Será que em outra época tais obras seriam mesmo emergenciais? Recordemos: Saturno-Netuno em quadratura, oposição e conjunção também podem significar ruína (literalmente, uma estrutura ruindo) e infiltrações. No eixo das casas 3 e 9 temos, portanto, as vias urbanas e rodovias ou as vias similares às Linhas Vermelha e Amarela, por onde passa grande parte do trânsito que seguirá para os novos estádios construídos especialmente para o período esportivo.

 

Agora outra manifestação de desigualdades análoga à de Saturno-Netuno no mapa do Rio de Janeiro ganhou peso nos noticiários: espancamento de pessoas como a empregada doméstica atacada por vários jovens de classe média que teriam, a princípio, todos os motivos para NÃO fazer o que fizeram, justamente porque, pelo menos teoricamente, teriam tido acesso a uma educação diferenciada e a um nível de vida privilegiado. Ao contrário, a barbárie impera também na mente desses jovens que a exemplo daqueles que atearam fogo ao índio Galdino em Brasília parecem ter perdido a sensibilidade e a humanidade. Talvez não as tenham perdido. Talvez nunca a tivessem possuído. Essa barbárie tão à flor da pele e as ações tão violentas, tão visíveis e, digamos “democráticas” dos últimos meses , afinal todos nós sofremos com isso independentemente de situação social, parece estar relacionada, entre vários outros fatores, aos efeitos de Saturno-Netuno e do eclipse em quadratura com Plutão que sobre o mapa do Rio de Janeiro atinge o Sol e Mercúrio.

 

Não bastasse isso, Urano em trânsito vem mantendo a conjunção com o Plutão radical do Rio, coisa que se estenderá até março de 2008, sendo os meses de julho, outubro e janeiro os meses de maior potência do aspecto. Antes de falar desse aspecto com detalhes, quero fazer uma ressalva. Como disse antes, nem só de aspectos tensos e de crises sérias como esta se faz um período de um ano. O Rio de Janeiro recebeu uma dose maciça de investimentos e alguns bairros terão comércio e urbanização intensificados. Espera-se que o turismo torne a se desenvolver na intensidade almejada na cidade e que haja uma série de avanços sociais, urbanos e tecnológicos que, julga-se, beneficiarão a todos e levarão ao mundo uma nova imagem do cartão postal do Brasil, quem sabe, até favorecendo as negociações para a realização de uma olimpíada em terras tupiniquins nos anos vindouros. Eis que a Lua progredida sobre o mapa do Rio mostra, até o início de julho de 2007, um sextil com Plutão, aspectação cujas características também envolvem o recebimento de recursos de terceiros e acréscimos desde os financeiros até aqueles que vêm na forma de recursos materiais e logísticos. A Lua progredida, até o final de junho, fazia um sextil com o Meio do Céu do Rio e vimos, analogamente, o investimento político do governo federal na cidade em virtude da proximidade de um evento esportivo internacional de grande porte. Esportivo, mas que possui profundas repercussões político-econômicas para a região. O mesmo trânsito de Urano ocorre sobre o Meio do Céu e sobre o Sol da cidade. Trata-se de uma súbita alteração de status, de uma ruptura com uma condição estagnada em termos sociopolíticos e de uma bela injeção de novidades, recursos e desenvolvimento proporcionada pela ação das autoridades (casa 10). Com tudo isso, o Rio torna a ser uma cidade que ganha originalidade (Urano) a cada dia, que altera sua dinâmica social e territorial. Felicitamo-nos por essa faceta tão positiva do período, boa parte dela atribuível à chegada do Pan.

 

A Lua progredida ainda fará um sextil com o Sol do mapa radical no período que cobre praticamente todo o segundo semestre de 2007, sendo setembro o mês mais potente. Mantém-se, portanto, o potencial para o recebimento de benefícios advindos dos poderes centrais e para a formação de novas parcerias que podem até ser empresariais, motivando o retorno do desenvolvimento em alguns setores, talvez o cinematográfico e de navegação, afinal o Sol do Rio está em Peixes, signo ligado ao mar à ilusão do cinema, das fantasias de carnaval, entre outras coisas. Igualmente, a Lua progredida fará sextil com Mercúrio de dezembro de 2007 a março de 2008, o que sugere um favorecimento em setores educacionais, possíveis investimentos em escolas de comunidades carentes, quem sabe, e nos pontos de complicação das vias urbanas. Entretanto, tudo isso não faz com que a conjunção de Urano em trânsito com Plutão radical deixe de acontecer. Assim, a preocupação com conflitos sociais que possam encontrar uma expressão muito violenta e espasmódica continua se mostrando legítima. Entre as características típicas desse aspecto, em uma análise astrológica para uma pessoa, encontramos o seguinte:

 

“Eliminação, talvez repentina, de hábitos nocivos. Atitude obsessivo-compulsiva, objetivos inexoráveis que tanto podem provir de ideais humanitários e de desejo de purgação de males do corpo e da sociedade, quanto de ideais baseados no preconceito e no desejo de poder de uns sobre muitos. A primeira ou a segunda expressão vão depender muito do indivíduo, mas de qualquer modo a fase se relaciona com destruição, poder, coerção, violência e uma intensa disposição de “fazer ou morrer”. O indivíduo pode pouco se importar com o que lhe ocorrerá se fizer valer seus pontos de vista. Ele potencializa seu aspecto compulsivo a tal ponto que se entrega à possibilidade de morte, mutilação, dor, enfim, sofrer o pior possível para não se submeter a quaisquer forças de domínio. Isso pode estender-se àqueles que com o indivíduo têm alguma ligação. Ele pode manter-se inflexível em seus desejos (não adianta pedir uma explicação lógica: a causa é a necessidade de demonstrar que nada poderá detê-lo, talvez nem a morte, pois outros continuarão a fazer o que ele diz) mesmo quando várias pessoas saem prejudicadas por sua teimosia e intolerância.

 

Esta conjunção de Urano em trânsito com Plutão do mapa radical sempre coincide com situações ou atos extremos ao longo do processo. Muitos podem atuar em rebeliões contra autoridades, ter atitudes beligerantes e agir impulsivamente no sentido de eliminar decisivamente quaisquer oposições. Outros vão ao extremo oposto, com grandes obras de caridade e resistência passiva à violência e a desigualdades impostas pelos interesses de terceiros, mas sem deixar de manifestar o caráter extremamente teimoso e contrário a imposições, como mostra o simbolismo. A fase também pode coincidir com o falecimento de amigos ou de pessoas que representem uma síntese referencial para grupos de afinidade ideológica aos quais o indivíduo pertence.

 

Pode haver um intenso interesse em influenciar a mentalidade das pessoas, interferir no coletivo, suscitando nele sentimentos controversos, jogando com questões poderosas que podem causar fortes impactos em estruturas de poder vigentes.

 

A época também pode coincidir com um momento de grande desenvolvimento econômico-financeiro. Muitos podem atuar em ações coletivas (provavelmente como líderes, especialmente se Plutão estiver num ponto-chave do mapa, como o Ascendente ou o Meio do Céu) promovendo o progresso tecnológico e industrial. Investimentos vultosos em projetos sociais com muitos recursos afluindo às mãos do indivíduo ou a uma organização à qual pertença podem ser utilizados para modificações profundas tanto na ordem social quanto no modo de produzir recursos.

 

Alguns podem obter recursos e investimentos em projetos e novos conhecimentos a partir de amigos, clubes e grupos de afinidade intelectual. Idem quanto a investidores interessados no poder de influenciação que algum esforço ou descoberta do indivíduo possa trazer. Outros disseminam suas percepções sobre aspectos ocultos ou sutis da realidade, revolucionando, ao menos em seu meio ideológico, profissional ou religioso, questões de ordem muito abrangentes. De que tipo? Coisas como teorias da física quântica, cosmogonias, mitos de criação-destruição, uso da energia pessoal, mental, emocional, atômica e alternativa (ecologicamente viável) na potencialização dos processos produtivos, na manutenção dos recursos e do crescimento econômico.

 

Médicos podem viver uma fase em que vêem novas tecnologias revolucionarem seus modos de proceder. Pessoas que lidam com subterrâneos, escavações, poços e cavernas podem estar recebendo facilidades em dispositivos tecnológicos de iluminação, extração de minérios etc.”

 

Se transpusermos e adaptarmos os significados aplicáveis a mapas individuais para o mapa da cidade, talvez tenhamos uma noção mais clara do que está por vir. Esperamos que prevaleçam os fatores mais positivos desta e das outras conjunções de Urano em trânsito. Entretanto, o próximo eclipse, em 11 de setembro de 2007 terá nada menos do que Plutão e Marte em oposição no eixo das casas 1 e 7 do Rio de Janeiro, sendo que a configuração do mesmo eclipse forma uma grande quadratura que atinge exatamente os mesmos pontos (Sol, Mercúrio, Plutão etc.) já analisados. Não podemos esperar amenidades no segundo semestre de 2007 nem no princípio de 2008.

Carlos HollandaAtendimento – Consultoria – fones: 2204-3457 – 9218-5428 www.aldeiaplanetaria.com.br/astro-sintesewww.historiaimagem.com.brwww.constelar.com.br/letiva

 

 

 

 

 

MENSAGEM ENVIADA EM 3 DE JULHO DE 2007, AO GRUPO ASTRO-SÍNTESE, NO YAHOOGRUPOS:

 

 

O ECLIPSE E O “PAN” NOSSO DE CADA DESIGUALDADE Por Carlos Hollanda Em 9 de dezembro de 2006, durante o evento “Presságios 2007”, realizado pela Escola Astroletiva na CFA – Casa Francisco de Assis, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, vários astrólogos apresentaram pareceres sobre as tendências do ano que viria. Palestraram Antônio Carlos (Bola) Harres, Waldemar Falcão, Bárbara Abramo, Fernando Fernandes, Dimitri Camiloto e eu, Carlos Hollanda. Sobre minha contribuição no evento, gostaria de destacar alguns pontos que atualmente podem ser considerados relevantes para a população do Rio de Janeiro, do Brasil e também das pessoas de outras localidades que estiverem na cidade em função da aproximação dos Jogos Pan-Americanos. Meu tema estava predominantemente concentrado em macroprevisões mundiais, em grandes ciclos como o dos aspectos tensos de Saturno e Plutão, entre outros, projetando-os para além de 2007 até 2010/2011. A eles pretendo retornar no momento oportuno. Por hora, é mister lembrar que na segunda parte da palestra incluí alguns pareceres sobre o eclipse parcial do Sol que viria a ocorrer em 18/19 de março de 2007 e sobre a oposição de Saturno-Netuno. Sabendo que neste ano estaríamos sediando os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, durante a palestra mencionei minha preocupação com o período que abrange os meses anteriores, a própria época do evento e meses posteriores. Procurei observar de que modo tais configurações correlacionar-se-iam com a cidade. Para tanto, fiz uso do mapa da fundação da cidade e nele apliquei os trânsitos supracitados. As implicações dos mesmos relativamente aos eventos vividos na capital carioca têm sido vistas nos noticiários com relativa freqüência, sobretudo nos meses de maio e junho, com forte probabilidade de estenderem-se por julho e agosto até a chegada do segundo eclipse solar do ano, em setembro. O que vem ocorrendo confirma as indicações demonstradas em dezembro. O eclipse fora formado em órbita de quadratura com Plutão (ver imagem “eclipse19-03-07.gif”). Já poderíamos esperar dali um bom grau de tensão social, econômica e política nas localidades que viessem a sofrer a ativação das características do planeta de alguma maneira. Calculado um mapa astrocartográfico para o momento do eclipse nas coordenadas do Rio de Janeiro, obtemos o que se vê na imagem “astrocart-eclipse19-03-07.gif”. Ali a linha de Plutão, que como vimos recebe a quadratura do eclipse, passa sobre grande parte do litoral brasileiro. No destaque, a linha cruzando a cidade do Rio de Janeiro. No destaque menor, a mesma linha de Plutão passa em coordenadas próximas das ilhas britânicas, onde recentemente tivemos os episódios dos carros-bomba impedidos de explodir e o que explodiu na Escócia. O eclipse e sua crepitante quadratura com Plutão atingem em cheio, tal qual uma bala disparada por fuzil, a Mercúrio na casa 10 do Rio. Eis um sinal que aponta para as vítimas nas escolas, sobretudo as que ou estão no alto (Meio do Céu) ou nas adjacências dos morros ocupados. (ver imagem “rioXeclipse.gif”). Balas perdidas podem ser expressas astrologicamente por algum tipo de relação entre Marte e Netuno ou Sagitário e Netuno. Penso aqui no cidadão anônimo que, em meio à multidão, ao indiferenciado (Netuno), é vítima (Netuno) do projétil (Marte e Sagitário – lembrando da flecha, que também é um projétil) e da violência generalizada, do caos e falta de parâmetros, da ausência de princípios norteadores de convivência em sociedade, princípios estes representados por Júpiter e Saturno. No entanto, as balas perdidas são também uma manifestação violenta, repentina e imprevisível da desordem, das desigualdades, da corrupção, do tráfico de drogas, do excesso de individualismo e indiferença de uma lógica de mercado que leva alguns a comercializarem armas de grosso calibre indiscriminadamente, apenas visando lucro ou o famoso “se dar bem” daqueles que querem levar vantagem em tudo e dane-se o resto do mundo. Tudo isso está no mapa radical do Rio de Janeiro, na oposição de Urano em Sagitário na sétima casa com Netuno em Gêmeos no Ascendente. Este mesmo Urano nascido em quadratura com um Plutão numa décima casa, cujos poderes estabelecidos sofrem a penetração e o irromper de fatores do submundo em repetitivos períodos de inversão de ordem. Quando o poder legítimo (Sol na 10) não se encontra no alto física e moralmente falando, quem impera são as forças plutonianas de autodestruição. Claro que as configurações do mapa radical do Rio de Janeiro não caracterizam apenas caos, violência e desigualdades, ou não teríamos a alcunha de Cidade Maravilhosa ou, antes mesmo de recebermos tal designação, não teríamos sido a capital do país por tanto tempo antes de Brasília. O Rio tem muitas qualidades antes de ter seus defeitos, ou melhor, simultaneamente a seus defeitos. Ler uma cidade astrologicamente equivale, com as devidas ressalvas, a ler o mapa de uma pessoa e de uma instituição qualquer (empresa, organização coletiva). De qualquer maneira não nos custa tentar analisar esses pontos críticos em momentos de tamanha violência urbana como os que estamos vivendo e tentar entender o que está havendo para procedermos, se possível, com alguma medida que altere esse quadro. Retornando: o Rio há muito vem sofrendo com o zunir e o impacto das balas perdidas. O problema atual recrudesce desde o eclipse supramencionado, com a conjunção, no céu, de Marte com Netuno (ver imagens: “eclipse19-03-07.gif” e “rioXeclipse.gif”), juntamente com uma oposição com Saturno. O processo ocorre no eixo das casas 3 e 9 do Rio de Janeiro, sendo que a 3 representa, numa cidade, entre outras coisas, as vias públicas, as ruas, as esquinas, como Mercúrio, que, por sua vez, recebe toda a carga do eclipse em quadratura com Plutão. O eixo das casas 3 e 9 também relacionam-se com as comunicações em curta, média e longa distância, sendo a nona casa igualmente a dos estrangeiros. Saturno-Netuno em aspectos tensos é freqüente em casos de manifestações violentas e segregadoras causadoras ou reiteradoras de desigualdades sociais. O que veio ocorrendo nos últimos dois meses até o momento, especialmente em se tratando das incursões no Morro do Alemão com o saldo de 19 mortos entre bandidos e possíveis inocentes, sem contar com os diversos feridos pelas balas que não escolhem vítima, é expressão característica da conjuntura de fatores que vimos mencionando desde o início deste texto. O episódio fatídico do Morro do Alemão ocorreu ao longo de uma oposição do Sol em trânsito com o Plutão do eclipse, ativando enfaticamente a quadratura eclipse-Plutão que continha tal potencialidade (ver imagem “eclipseXtransito-27.06.07.gif”). O planejamento das ações policiais, conforme foi noticiado, abrange vários outros pontos do tráfico em favelas da cidade, uma vez que se cogita a possibilidade de retaliação por parte dos bandidos e auxílio de facções criminosas entre si contra as forças policiais. Essa retaliação não é impossível e pode ocorrer de maneira esporádica em atos de violência que não necessariamente restringir-se-iam a policiais ou às forças de ocupação, podendo sobrevir episódios sérios em pontos diferenciados da cidade. Chamemos a atenção mais uma vez para a linha de Plutão do mapa astrocartográfico do eclipse passando sobre o Rio. Essa foi a preocupação que manifestei durante a palestra proferida em dezembro. Apesar de as autoridades responsáveis continuarem afirmando que as ações policiais e da Força Nacional nas favelas nada têm a ver com a chegada do Pan, há quem já esteja classificando o episódio no Morro do Alemão como a “Chacina do Pan”. Este foi o nome dado ao que aconteceu pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, João Tancredo. A ação da polícia e da força nacional tem óbvia relação com a chegada dos Jogos Pan-Americanos, numa espécie de “maquiagem” dos muito profundos problemas sociais do país e da cidade que historicamente vêm sendo acentuados por medidas autoritárias e pela ação dos mecanismos socioculturais formadores e reiteradores de desigualdades. Entretanto, o que seria uma tarefa de repressão e amortecimento das ações do tráfico tornou-se algo público, mundial, com repercussões em diversos jornais de grande circulação em todo o planeta. Mercúrio está sendo ativado, afinal. Outras manifestações das configurações mencionadas estão entre os terrenos que cedem e exigem obras “emergenciais” da Cedae nas tubulações que estão no caminho do Pan. Será que em outra época tais obras seriam mesmo emergenciais? Recordemos: Saturno-Netuno em quadratura, oposição e conjunção também podem significar ruína (literalmente, uma estrutura ruindo) e infiltrações. No eixo das casas 3 e 9 temos, portanto, as vias urbanas e rodovias ou as vias similares às Linhas Vermelha e Amarela, por onde passa grande parte do trânsito que seguirá para os novos estádios construídos especialmente para o período esportivo. Agora outra manifestação de desigualdades análoga à de Saturno-Netuno no mapa do Rio de Janeiro ganhou peso nos noticiários: espancamento de pessoas como a empregada doméstica atacada por vários jovens de classe média que teriam, a princípio, todos os motivos para NÃO fazer o que fizeram, justamente porque, pelo menos teoricamente, teriam tido acesso a uma educação diferenciada e a um nível de vida privilegiado. Ao contrário, a barbárie impera também na mente desses jovens que a exemplo daqueles que atearam fogo ao índio Galdino em Brasília parecem ter perdido a sensibilidade e a humanidade. Talvez não as tenham perdido. Talvez nunca a tivessem possuído. Essa barbárie tão à flor da pele e as ações tão violentas, tão visíveis e, digamos “democráticas” dos últimos meses , afinal todos nós sofremos com isso independentemente de situação social, parece estar relacionada, entre vários outros fatores, aos efeitos de Saturno-Netuno e do eclipse em quadratura com Plutão que sobre o mapa do Rio de Janeiro atinge o Sol e Mercúrio. Não bastasse isso, Urano em trânsito vem mantendo a conjunção com o Plutão radical do Rio, coisa que se estenderá até março de 2008, sendo os meses de julho, outubro e janeiro os meses de maior potência do aspecto. Antes de falar desse aspecto com detalhes, quero fazer uma ressalva. Como disse antes, nem só de aspectos tensos e de crises sérias como esta se faz um período de um ano. O Rio de Janeiro recebeu uma dose maciça de investimentos e alguns bairros terão comércio e urbanização intensificados. Espera-se que o turismo torne a se desenvolver na intensidade almejada na cidade e que haja uma série de avanços sociais, urbanos e tecnológicos que, julga-se, beneficiarão a todos e levarão ao mundo uma nova imagem do cartão postal do Brasil, quem sabe, até favorecendo as negociações para a realização de uma olimpíada em terras tupiniquins nos anos vindouros. Eis que a Lua progredida sobre o mapa do Rio mostra, até o início de julho de 2007, um sextil com Plutão, aspectação cujas características também envolvem o recebimento de recursos de terceiros e acréscimos desde os financeiros até aqueles que vêm na forma de recursos materiais e logísticos. A Lua progredida, até o final de junho, fazia um sextil com o Meio do Céu do Rio e vimos, analogamente, o investimento político do governo federal na cidade em virtude da proximidade de um evento esportivo internacional de grande porte. Esportivo, mas que possui profundas repercussões político-econômicas para a região. O mesmo trânsito de Urano ocorre sobre o Meio do Céu e sobre o Sol da cidade. Trata-se de uma súbita alteração de status, de uma ruptura com uma condição estagnada em termos sociopolíticos e de uma bela injeção de novidades, recursos e desenvolvimento proporcionada pela ação das autoridades (casa 10). Com tudo isso, o Rio torna a ser uma cidade que ganha originalidade (Urano) a cada dia, que altera sua dinâmica social e territorial. Felicitamo-nos por essa faceta tão positiva do período, boa parte dela atribuível à chegada do Pan. A Lua progredida ainda fará um sextil com o Sol do mapa radical no período que cobre praticamente todo o segundo semestre de 2007, sendo setembro o mês mais potente. Mantém-se, portanto, o potencial para o recebimento de benefícios advindos dos poderes centrais e para a formação de novas parcerias que podem até ser empresariais, motivando o retorno do desenvolvimento em alguns setores, talvez o cinematográfico e de navegação, afinal o Sol do Rio está em Peixes, signo ligado ao mar à ilusão do cinema, das fantasias de carnaval, entre outras coisas. Igualmente, a Lua progredida fará sextil com Mercúrio de dezembro de 2007 a março de 2008, o que sugere um favorecimento em setores educacionais, possíveis investimentos em escolas de comunidades carentes, quem sabe, e nos pontos de complicação das vias urbanas. Entretanto, tudo isso não faz com que a conjunção de Urano em trânsito com Plutão radical deixe de acontecer. Assim, a preocupação com conflitos sociais que possam encontrar uma expressão muito violenta e espasmódica continua se mostrando legítima. Entre as características típicas desse aspecto, em uma análise astrológica para uma pessoa, encontramos o seguinte: “Eliminação, talvez repentina, de hábitos nocivos. Atitude obsessivo-compulsiva, objetivos inexoráveis que tanto podem provir de ideais humanitários e de desejo de purgação de males do corpo e da sociedade, quanto de ideais baseados no preconceito e no desejo de poder de uns sobre muitos. A primeira ou a segunda expressão vão depender muito do indivíduo, mas de qualquer modo a fase se relaciona com destruição, poder, coerção, violência e uma intensa disposição de “fazer ou morrer”. O indivíduo pode pouco se importar com o que lhe ocorrerá se fizer valer seus pontos de vista. Ele potencializa seu aspecto compulsivo a tal ponto que se entrega à possibilidade de morte, mutilação, dor, enfim, sofrer o pior possível para não se submeter a quaisquer forças de domínio. Isso pode estender-se àqueles que com o indivíduo têm alguma ligação. Ele pode manter-se inflexível em seus desejos (não adianta pedir uma explicação lógica: a causa é a necessidade de demonstrar que nada poderá detê-lo, talvez nem a morte, pois outros continuarão a fazer o que ele diz) mesmo quando várias pessoas saem prejudicadas por sua teimosia e intolerância. Esta conjunção de Urano em trânsito com Plutão do mapa radical sempre coincide com situações ou atos extremos ao longo do processo. Muitos podem atuar em rebeliões contra autoridades, ter atitudes beligerantes e agir impulsivamente no sentido de eliminar decisivamente quaisquer oposições. Outros vão ao extremo oposto, com grandes obras de caridade e resistência passiva à violência e a desigualdades impostas pelos interesses de terceiros, mas sem deixar de manifestar o caráter extremamente teimoso e contrário a imposições, como mostra o simbolismo. A fase também pode coincidir com o falecimento de amigos ou de pessoas que representem uma síntese referencial para grupos de afinidade ideológica aos quais o indivíduo pertence. Pode haver um intenso interesse em influenciar a mentalidade das pessoas, interferir no coletivo, suscitando nele sentimentos controversos, jogando com questões poderosas que podem causar fortes impactos em estruturas de poder vigentes. A época também pode coincidir com um momento de grande desenvolvimento econômico-financeiro. Muitos podem atuar em ações coletivas (provavelmente como líderes, especialmente se Plutão estiver num ponto-chave do mapa, como o Ascendente ou o Meio do Céu) promovendo o progresso tecnológico e industrial. Investimentos vultosos em projetos sociais com muitos recursos afluindo às mãos do indivíduo ou a uma organização à qual pertença podem ser utilizados para modificações profundas tanto na ordem social quanto no modo de produzir recursos. Alguns podem obter recursos e investimentos em projetos e novos conhecimentos a partir de amigos, clubes e grupos de afinidade intelectual. Idem quanto a investidores interessados no poder de influenciação que algum esforço ou descoberta do indivíduo possa trazer. Outros disseminam suas percepções sobre aspectos ocultos ou sutis da realidade, revolucionando, ao menos em seu meio ideológico, profissional ou religioso, questões de ordem muito abrangentes. De que tipo? Coisas como teorias da física quântica, cosmogonias, mitos de criação-destruição, uso da energia pessoal, mental, emocional, atômica e alternativa (ecologicamente viável) na potencialização dos processos produtivos, na manutenção dos recursos e do crescimento econômico. Médicos podem viver uma fase em que vêem novas tecnologias revolucionarem seus modos de proceder. Pessoas que lidam com subterrâneos, escavações, poços e cavernas podem estar recebendo facilidades em dispositivos tecnológicos de iluminação, extração de minérios etc.” Se transpusermos e adaptarmos os significados aplicáveis a mapas individuais para o mapa da cidade, talvez tenhamos uma noção mais clara do que está por vir. Esperamos que prevaleçam os fatores mais positivos desta e das outras conjunções de Urano em trânsito. Entretanto, o próximo eclipse, em 11 de setembro de 2007 terá nada menos do que Plutão e Marte em oposição no eixo das casas 1 e 7 do Rio de Janeiro, sendo que a configuração do mesmo eclipse forma uma grande quadratura que atinge exatamente os mesmos pontos (Sol, Mercúrio, Plutão etc.) já analisados. Não podemos esperar amenidades no segundo semestre de 2007 nem no princípio de 2008.

Carlos Hollanda

Atendimento – Consultoria – fone: (21) 9218-5428

www.aldeiaplanetaria.com.br/astro-sintese
www.constelar.com.br/letiva

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s