Comentários rápidos e práticos sobre Júpiter retrógrado – publicado em 17/10/2011

 As coisas têm dado a impressão de que não dão aquele resultado amplo que você jurava que dariam? Tem se sentido apreensivo(a), acreditando que seu entusiasmo anterior por algum projeto foi ingenuidade sua? As pessoas tomam conhecimento de seus esforços, recebem suas divulgações, sentem-se compelidas a comparecer, mas na última hora se confundem ou perdem o interesse? Junto a isso, você anda tendo que lidar com tudo ao mesmo tempo e em pouco tempo, com as coisas se acumulando e se confundindo em sua mesa? Anda resgatando e modificando questões do passado referentes a crenças, certezas, assuntos jurídicos, de contatos com pessoas que não vê há muito e que estão em locais distantes?

 

Preste atenção nisso: Júpiter retrógrado.

 

Há quem, justamente por não ter tido oportunidade antes, desta vez tem-se planejado minuciosamente (a minúcia é algo oposto a Júpiter, mas estando retrógrado…) a fim de realizar aquela viagem, aquela que envolve aprendizado, talvez um mais com cara de estudos universitários, outro com ares místicos. Esse planejamento, atenção, precisa ser bastante flexível, pois a tendência mais forte é que os trajetos e as necessidades iniciais se modifiquem repentinamente. E pode ser para melhor, por que não? Isso dependerá da capacidade que se tem de deixar uma brecha ao “acaso”, mas não aquele acaso concebido como algo puramente aleatório. Trata-se do “acaso que tem causa”, o que apresenta um encadeamento de acontecimentos e conveniências, talvez até de coisas fortuitas, que nos levam às experiências das quais temos uma necessidade maior. É algo que responde a anseios que vínhamos reprimindo pela Razão, pela Lógica, pelo que nos é socialmente imposto como “a forma mais inteligente de agir”, mas que surge como oportunidades na base de pequenas doses de caos. Deixar essa brecha é ser flexível àquilo que não podemos controlar e que, por fé, vale a pena deixar rolar, se possível até remando um pouquinho a favor. É planejar, mas sem enlouquecer quando a coisa não segue aquele rumo estrito. É deixar a emoção se juntar ao intelecto e seguir um caminho diferente, estranho, possivelmente assustador de início, mas potencialmente revelador e satisfatório para o que realmente importa. O sujeito que irá viajar pode, inclusive, arrumar algum tipo de ocupação, trabalho mesmo, no meio do caminho, mas dificilmente seria algo pouco prazeroso. A viagem acadêmica pode tornar-se mística e vice-versa. Pode mesclar ambos. Pode-se pensar em ir a um país ou cidade e acabar parando noutro local muito diferente. E o melhor de tudo: aproveitar! Claro, isso se não pegar a condução errada (ou o avião ter que pousar noutro aeroporto), mas, vai, mantenha a cabeça fresca e a confiança. Aproveite o que tem à mão, faça contato com as pessoas (inclusive e especialmente as do local “errado”), troque idéias, peça informações e conselhos, não resista muito, não banque o sabe-tudo, o “pentelho”. Retorne ao rumo original depois disso. Sinta, reduza a incidência com que sua lógica atua em seu dia a dia só um pouquinho e aprenda a confiar.

 

Júpiter está retrógrado. Muita gente que trabalha por conta própria andou, desde setembro inteiro até aqui, meio sem movimento. Há uma retração de mercado e um sentimento sutil de escassez em potencial (Júpiter está retrogradando em Touro – finanças, valores, conforto, inércia). Sabendo que Júpiter é co-regente de Sagitário e de Peixes, se por um lado a flecha do centauro pode, incrivelmente, ser desviada de sua trajetória certeira num momento de retrogradação de seu regente, por outro lado, é pelo aproveitamento das marés que o pescador muitas vezes consegue pegar mais peixes ou que consegue vislumbrar um porto seguro após a tormenta. Nos contos de aventura, algo tão jupiteriano, não raro vemos os navios dos heróis serem tragados por tempestades e com isso serem levados a locais ermos, misteriosos e maravilhosos, onde tudo o que devia acontecer na aventura acontece. O desvio da flecha (ou da bússola) pode nos fazer errar o alvo que julgávamos mais importante, aquele que garantiria a caça ao caçador ou que venceria a disputa, como a do tiro ao alvo, por estar à frente “daqueles que sabem”, mas pode nos fazer descobrir uma outra coisa da qual nunca tínhamos nos dado conta. Por que, então, não diversificar e ver o que se tem à mão? Pode, sim, vir grana disso. Reparem que um termo bem repetitivo aqui é “pode” ou “é possível”. Com Júpiter não é preciso ter precisão. Como dizia o poeta, “navegar é preciso, viver não é preciso”. A bússola é um instrumento de precisão, mas o acaso, ou melhor “aquele acaso”, esse sim é a vida: imprecisão.

 

Ele vai terminar a retrogradação em 25 de dezembro. Calma! Isso não faz com que todas as coisas parem nem que tudo fique só confuso, desordenado. Por enquanto, na medida do possível de cada um, o melhor é ir pelo caminho mais fácil, escorrendo como a água de Peixes ou seguindo as estrelas almejadas pelo Sagitário por trás de um céu parcialmente nublado. É tempo de improviso, isto é, não-proviso, lidar com a vida e suas exigências ainda que sem abastecimento ou reservas (provisão) suficientes. É tempo de a-caso, do latim “a casus”, sujeito à queda, sujeito aos acontecimentos aleatórios, que podemos reinterpretar como o “acontecimento por fora” ou “além do acontecimento”.

 

Nesse ínterim, até o dia 2 de novembro de 2011, Mercúrio transita por Escorpião, fazendo uma oposição com Júpiter de 16 a 19 de outubro. É como se as resoluções de outras pessoas sobre o que fazemos, como se o impacto do que dissemos antes estivesse sendo digerido ou remoído, saboreado às delícias ou amaldiçoado em auto-defesa. Um refresco para tão intensas considerações (con-siderar – siderar junto) é não destilar ácido ou veneno, é pegar uma dose dele e fazer elixires. É trazer opções diferentes às que obsessiva e compulsivamente mantemos como se fossem as únicas vias possíveis. Isso também é válido para os negócios. Será que os seus não estão acontecendo de forma muito restrita, direcionada apenas a um grupo muito fechado? Seria possível você se mover só um pouquinho para o lado, diversificando, para mostrar aos demais que você e seus companheiros de trabalho funcionam, que estão em atividade e que não dependem somente do acordo com aqueles primeiros?

 

E esse Mercúrio e Vênus em Escorpião é perfeito para dizer coisas lindas, coisas sujas, coisas deliciosamente intensas, ao pé do ouvido de quem gostamos ou que viremos a gostar. Só não fale alto, por favor!

 

Assim, atenção: esse é um aspecto que também pede um bom equilíbrio entre segredo e divulgação. Em propaganda e marketing aprendemos que é muito mais sedutor mostrar apenas uma parcela daquilo que temos, sem dar todo o prato principal. É como a bela mulher de filmes dos anos 1950 ou 1960, que ao pedir carona mostra um pouquinho da canela (as mais ousadas, a coxa). Não vale a pena virar Mulher Melancia ou qualquer outra fruta ou legume nesse momento.

 

Se você se interessa pelo uso da Astrologia como forma de produzir realidades, eu diria para aproveitar esse momento. Sendo ousadamente mais explícito, use de magia, algo que não é “sobre”, é apenas “natural”. Mercúrio está em Escorpião. Dia 18/10, às 11:38h. da manhã a Lua estará em domicílio, fazendo sextil exato com Júpiter em Touro e já enfraquecendo uma oposição com PLutão. Fará também trígono com Mercúrio (Júpiter e Mercúrio – comércio, livros, aulas, trocas de conhecimento). E esse horário é a hora de Júpiter recém-começada. Make a wish…

 

Veja este e outros textos no Projeto Luminar – Astro-Síntese: http://astro-sintese.blogspot.com/

 

Cordialmente,

Carlos Hollanda

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