Astrologia, devir, determinismo e complexidade

Uma arte do devir (e em devir) e o saber astrológico: obviedades subestimadas

“Astrologia é uma arte em devir?” – esta foi a pergunta que o pesquisador Nelson Job fez antes de dar início à sua participação na mesa redonda “Ecce Homo”, no último Simpósio Internacional de Astrologia do SINARJ, ocorrido nos dias 18, 19 e 20 de novembro de 2011.

terraAntes mesmo da questão lançada por Job, eu havia indicado que entre os objetivos da mesa estava o de versar sobre as transformações profundas pelas quais a humanidade vem passando nesta virada de século e milênio. Estávamos para discutir a primazia da ciência e da racionalidade, as questões que dizem respeito à formação da consciência, sua relação com as apropriações nem sempre precisas do modelo quântico, o modo como a astrologia é vista fora do meio astrológico e, sobretudo, pelo meio acadêmico. “Que ser humano é este?”, perguntei à mesa, referindo-me à humanidade que nós, enquanto seres históricos, estamos construindo diante das incertezas de um mundo internético ultra-veloz, de economia globalizada em crise, de até bem pouco tempo impensável condição econômica brasileira superior à de alguns países europeus e até sendo o Brasil credor do FMI. Não bastasse isso, nos últimos dias de dezembro, chega a notícia de que a economia brasileira é a sexta maior do planeta, ultrapassando a da Inglaterra, embora somente daqui a 20 anos, segundo estimativas do governo, tenhamos padrão de vida semelhante ao europeu. A dispersão das hegemonias político-econômicas em países outrora “Banana Republic”, “Terceiro Mundo” e “Emergentes”, denominações já falidas ou em estado de reelaboração, é outro interessante sintoma do imenso processo pelo qual passamos. A questão de Job, contudo, acrescentou um outro elemento tão importante quanto. Na mesa estavam presentes, além de Job, a filósofa e astróloga Cláudia Castello Branco, o matemático e poeta Ricardo Kubrusly e o filósofo Auterives Maciel. De fato, a pergunta acerca do “devir” fora uma nobre provocação, no melhor estilo acadêmico, de Job para os astrólogos, mas, sobretudo, para Maciel. As “provocações”, nesse âmbito, são as melhores coisas para aquecer e produzir conhecimento em meio a um debate. Longe de serem depreciativas, permitem aos interlocutores e aos colegas de mesa replicarem e buscarem em meio a seus arcabouços de conhecimento, respostas, novas hipóteses e novas provocações, sempre movimentando nossas concepções de mundo, avivando-as, talvez até ressuscitando-as, fugindo à estagnação.

A questão é muito boa. Levou-me a pensar num modo mais substancial de respondê-la do que apenas replicar em dois ou cinco minutos. Penso que sim, a Astrologia é uma arte do devir. Minha impressão inicial, todavia pode ser confrontada com um dado inescapável que caracteriza a Astrologia ao longo de toda a sua história: o determinismo. Ao longo do século XX, a questão determinista foi posta seriamente em cheque pelas vertentes da astrologia espiritualista, desde fins do século XIX, com os modelos teosóficos e, pouco depois, com os de caráter humanista. A linha psicológica e comportamental que conhecemos hoje deriva em parte dessas vertentes, embora possamos ter astrólogos não-espiritualistas cuja principal forma de estudo e prática gire em torno da análise comportamental-psicológica. Foi-se descobrindo que grande parte do determinismo e das situações cujos padrões soavam como invariáveis no mapa astrológico poderiam ser reestruturadas na medida em que havia um aprofundamento no autoconhecimento. Os padrões não eram “apagados”, através desses esforços, mas potencialmente, ou idealmente, reorientados para melhor aproveitamento e redução do impacto dos mesmos na vida concreta e nas relações. Uma terapêutica para processos inconscientes, com alguns astrólogos voltados para uma orientação breve, enquanto outros passavam a utilizar a astrologia de modo semelhante a Carl Gustav Jung, observando os fatores do mapa de seus pacientes em sua prática clínica. As vias psicológica e espiritualista mostraram que era possível desdobrar aqueles padrões, talvez alterar significativamente o que em outros períodos históricos, onde as mobilidades sociais eram quase nulas e em que os destinos eram mais determinados pelas autoridades vigentes do que pelos astros, seria praticamente inviável. No entanto, se não houvesse um certo grau de determinismo, como poderiam os astrólogos acertarem previsões? Ora, clientes de astrólogos competentes, ao fazerem uma retrospectiva, percebem claramente que os indicadores preditivos que receberam, se não são necessariamente absolutos, são, no mínimo, bastante apurados. Houve, de fato, um período no século XX em que o chamado “autodesenvolvimento” adquirira primazia sobre o aspecto preditivo entre círculos de estudiosos e entre consumidores de serviços astrológicos. Em todos os casos, constata-se uma contribuição dramaticamente importante ao saber astrológico, mas havia uma certa repulsa aos modelos medievais, menos preocupados com descrições da personalidade do que com a obtenção de resultados (leia-se colheitas, lutas de poder político, saúde e curas, aquisição de valores e outros assuntos mais mundanos). A alegação de algumas décadas atrás seria a de que ao “curarmos” nosso espírito e ao nos autoconhecermos, tudo o mais poderia ser amenizado ou superado. Entretanto, uma breve aplicação das técnicas preditivas mostrava que nem todo o autoconhecimento do mundo seria suficiente para suplantar aquilo que nos dá a impressão de ser infinito em sua complexidade: o inconsciente e as múltiplas realidades concretas com as quais lidamos, ainda que não nos apercebamos disso. Nem toda doutrina mística e esotérica seria capaz de “eliminar quadraturas e oposições de um mapa”. No máximo, como em depoimento de Yogananda reproduzido em “Astrologia Karma e Transformação”, de Stephen Arroyo, seríamos, com isso, capazes de suportar melhor, compreender, manter a coragem e a direção de vida diante das vicissitudes representadas pelos aspectos “duros” de uma fase. Isso não é pouco. Contudo, não resolve a questão do devir e do determinismo.

Ainda que vivêssemos num mundo que não tivesse passado pela revolução freudiana do Inconsciente, a astrologia continuaria a ser uma arte do devir, já que nossa estrutura essencial, nossa semente, ou melhor, nosso mapa de nascimento, apesar de suas posições imutáveis, é perfeitamente sujeito a desdobramentos e a maturações. Não me refiro nem mesmo aos trânsitos planetários e sua relação com o momento em que o mapa natal é calculado, o que por si só já é suficientemente claro para mostrar que a natureza ali representada graficamente não é perene. Não somos o mesmo sol de sétima casa, ou o Saturno da casa 1 ou o mesmo stellium na casa 5 de quando nascemos. A cada ano, se prestarmos atenção aos nossos comportamentos e às circunstâncias em que eles nos colocam, há nem que seja uma ligeira alteração. E ela é cumulativa. Porém, continuamos a ser deterministas, ao sabermos pela prática que aqueles posicionamentos do mapa representam padrões que se repetem dentro de uma faixa de possibilidades que varia apenas dentro do simbolismo de cada fator analisado e que mesmo em contínuo desdobramento não passa a ser aquilo que não é. Marte na casa 1 poderia resultar tanto num soldado ou esportista, em parte da vida, quanto em alguém que consegue inflamar os demais com seu entusiasmo. Pode-se passar por todas aquelas situações ao longo do tempo, mas não se está atado a nenhuma delas de uma só maneira. Embora seja possível ocorrer, não será tão frequente ver um Marte de casa 1 do mapa de nascimento choramingando pelos cantos e inerte, esperando que os outros façam as coisas para si. Sua tônica principal é ação, ainda que, na combinação e síntese de outros fatores do mapa, revestida de docilidade, pragmatismo e sensibilidade. Saturno na 1 no nascimento, por exemplo, difere muito de um trânsito de Saturno nessa casa para quem não nasceu com o mesmo ali. Se por um lado o símbolo é o mesmo, a reação e o tempo de maturação aos processos que ele representa são muito diferentes. Ainda que o sujeito possa não apresentar a todo momento as clássicas características comportamentais de Saturno de nascimento na casa 1, como melancolia, rabugice, insatisfação com a falta de consistência alheia, timidez, excesso de laboriosidade, não raro, ainda que com uma combinação altamente otimista, gregária e confiante em signos de Ar e de Fogo, tenderá ao sarcasmo, à mesma percepção de falta de consistência alheia, à ambição para emergir do senso comum, a uma crítica severa e a um ceticismo bastante firme, que vai-se formando ao longo da vida diante das experiências práticas. Será pragmático e dificilmente aceitará qualquer coisa sem uma prova substancial e, na falta dessa prova, pode até mesmo tentar desqualificar um proponente. Terá, por certo, a necessidade de tornar-se referencial, ainda que possa ele mesmo debochar dessa pretensão. Já um trânsito do mesmo fator pela mesma casa para quem não o possui ali no nascimento pode ter um impacto mais contundente, já que, numa vida adulta, pode até ser a primeira vez em que o experimenta com plena consciência. Não há um hábito formado, nem defesas ou alternativas prévias. Só um processo de cerca de dois anos e meio de intensa adaptação e amadurecimento, jcom certa tendência depressiva, junto a circunstâncias que parecem desenrolar-se mais lentamente, a somatizações em partes do corpo que adoecem (talvez a região cervical, os joelhos ou outros pontos determinados pelo signo do Ascendente). Tudo aquilo que já existe para quem nasce com o fator naquela posição e que então está relativamente diluído e compensado, chega concentrado para quem não o tem ali no nascimento. Mas dali a determinar em absoluto que certa coisa irá acontecer a despeito do que se possa fazer há um abismo. O “como” se lida com um dado, apesar de não alterar essencialmente sua natureza, faz bastante diferença. Novamente, o determinismo, que, sim, há, se depara com o devir da mutabilidade que, sim, há.

Não tenho pretensões de resolver definitivamente esse problema, nem de oferecer uma terceira via sintética perfeita à oposição Heráclito/Parmênides. Nossa ignorância é proporcional ao tamanho de nossa inconsciência e talvez do universo inteiro. Me satisfaço, provisoriamente, com uma proposição das teorias da Complexidade, em que nós, seres da espécie homo-sapiens, não somos exatamente “homo-sapiens-sapiens”, como queria a ciência positivista, mas algo mais próximo de um “homo-sapiens-demens”. Caos e Ordem convivem, partilham as realidades (são muitas!), produzem organização num constante devir, mas o fazem dentro de alguns padrões que nossa limitadíssima capacidade mental e psíquica consegue identificar em parte. Deterioração e homeostase parecem ser as principais formas pelas quais esses conceitos de caos-ordem-organização interagem na vida física, nas relações entre seres vivos, formas minerais e energia. O mais interessante nisso tudo não é tanto sabermos que sabemos, mas sabermos que sabemos ser dementes que pensam saber que sabem. Talvez esse seja um curioso paradigma a ser investigado no século XXI e nele, quem sabe, resida um melhor entendimento sobre o modo como funciona a astrologia. Os mais sarcásticos poderão dizer que ela é coisa de demente. Creio piamente que sim, é uma estrutura criada oniricamente. Mas até aí, a matemática também é coisa de louco, números não existem, são puras abstrações e, como disse Kubrusly, “hoje em dia pouquíssimos realmente sabem o que são neutrinos”, ao que acrescento: se é que o sabem mesmo. No máximo temos um conceito, uma abstração, e seus resultados que julgamos ser “realidade”. Aliás, era “realidade” até pouquíssimo tempo, ser “impossível” algo ultrapassar a velocidade da luz. A ciência não é o máximo? Eu sinceramente acho que sim.

No fim das contas, devir e determinismo coexistem numa leitura e em considerações astrológicas. Continuo pensando que sei ser a astrologia uma arte do devir graças às suas constantes considerações acerca da mutabilidade no tempo, sobretudo desde o advento das já referidas abordagens comportamentais do século XX. Apesar disso, penso igualmente saber que há padrões determinantes que podem variar de indivíduo para indivíduo, de época para época, de cultura para cultura, mas sempre mantendo a mesma estrutura, o que nos permite não só reconhecer modelos comportamentais como também padrões de acontecimentos durante a passagem de um planeta num certo ponto do mapa. Na mesa redonda supramencionada no início dessas reflexões, Maciel reconhecera que de astrologia conhecia apenas os horóscopos da grande imprensa. Embora ele mesmo talvez não estivesse ciente, sua revolta contra os modelos estereotipados, fixos, simplificados, é precisamente a mesma que qualquer estudante dedicado de astrologia passa a ter quando se depara com os mesmos tipos de contradição. Naquele momento, a platéia, e eu pude ver, já que estava na mesa junto aos palestrantes, estava com um nó na garganta para replicar com algumas das argumentações que coloco aqui e possivelmente outras mais. Mas é perdoável, e eu diria louvável, pois a bela apresentação do filósofo também me tirou alguns nós da garganta quanto aos estereótipos que muitos do próprio meio astrológico mantêm sem questionamento. Mais louvável e nobre ainda foi sua disposição em participar de um evento cujo mote principal era calcado num saber que ele, em seu conhecimento parcial do assunto, quase repudiava. Um pouco mais ainda no fim das contas, é na Complexidade que parece residir uma solução provisória à questão de um saber que faz coexistir duas ou mais coisas em si mesmo: arcaísmo e futurismo, modernidade e pós-modernidade, devir e determinismo, hermetismo e ciência vigente etc., etc. Se somos sãos-loucos-sapientes, se a realidade é caos-ordem-organização, então talvez possa existir um saber tão híbrido como o que praticamos. E quem disse que as ciências vigentes não são feitas assim? Pensemos bem…

E olha que para a ciência vigente e seu discurso a Astrologia não poderia funcionar nem que a vaca tossisse ou voasse. O problema é que na prática, na observação empírica, os resultados estão lá. Claro que é preciso considerar esses resultados combinando subjetividade e ocorrências concretas, mas dentro de sua lógica interna é possível averiguar sim. Castello Branco mencionou, na mesa, que Ptolomeu explicara há muito o funcionamento da astrologia. Quis acrescentar que ele o fez, sim, mas para seus contemporâneos e para vários séculos depois, satisfazendo mais ou menos ao pensamento vigente até o século XVII, até a revolução copernicana. A astrologia, no entanto, não pode ser explicada com tanta facilidade pelo modelo científico atual, ela não possui um arcabouço teórico capaz de satisfazer aos padrões do discurso científico tal como o conhecemos hoje. Parte do que vemos “fazer efeito” hoje em astrologia tem como base o discurso do hermetismo, algo que para a ciência atual é completamente ultrapassado – e não estou dizendo que o seja de fato, não é, mas que a Ciência simplesmente não considera, toma por absurdo. Para tanto, seria necessária uma mudança radical nas concepções de Ciência que abrigasse a Astrologia com toda a sua complexidade. Isso e mais ainda uma abordagem genuinamente científica por parte de quem se mostra saudavelmente cético com relação a ela. O ceticismo é maravilhoso, desde que não se torne uma espécie de prisão ou de bunker para que o mundinho de quem dele se utiliza não seja reformulado. Ser cético e científico de fato é procurar averiguar devidamente aquilo que se é proposto. E é dar o benefício da dúvida, não rechaçar idéias ou qualquer coisa a esmo apenas porque fulano de tal que tem renome disse que assim deveria ser. O renome é uma coisa boa, a ele vale a pena dar uma certa credibilidade, vale dar ouvidos, mas não é preciso que ele se torne uma referência divina à qual não se pode questionar.

Outro ponto de interesse é a discussão sobre a Astrologia ter que ter credibilidade por ser um saber muito antigo. Concordo que por isso haveria de se ter ao menos uma consideração menos pejorativa para ela como elemento histórico ou despertasse a curiosidade científica para uma observação menos parcial como tem sido especialmente no século XX e neste início de XXI. Se algo durou tanto, mesmo com frequentes ataques dos doutores, desde a Antiguidade Tardia até a Idade Média e, sobretudo do Iluminismo para cá, no mínimo poderia despertar um olhar que não a colocasse no lixo. Ainda que fosse não mais do que uma crença sem fundamento e uma bobagem total aos olhos atuais, teria que ser algo a se pensar, pois determinou sob vários aspectos grandes decisões políticas por milênios, crenças religiosas, seitas, o ocultismo do século XIX, a intelectualidade de muitos dos expoentes da Modernidade, nas artes, nas ciências e na literatura (Paul Klee, Wassily Kandinsky, Fernando Pessoa, Jack Parsons, só para citar alguns) o esoterismo do século XX, está nas bases de previsões apocalipsistas que geram temores infundados e tudo o mais. Entretanto, o argumento que recorre à antiguidade de um saber e prática para clamar por sua legitimidade e a certeza de seu funcionamento pode ser facilmente rebatido. Não é uma proposição das mais sólidas para garantir sua aceitação entre aqueles que preferem vê-la como algo primitivo e irracional (embora considerar o papel da irracionalidade seja algo inerente ao estudo de símbolos). Uma coisa não merece respeitabilidade apenas por causa de sua antiguidade em termos de instituição ou de saber, do contrário outras coisas milenares como a prostituição seriam coisas consideradas boas pelas nossas sociedades conservadoras. Só por que uma pessoa tem muitos anos fazendo uma coisa não significa que ela não possa errar e dizer as mais atrozes incoerências num campo do conhecimento, ainda que muito tenha contribuído para o saber em outros campos. Como disse, uma instituição ou uma prática pode ser antiga como a caça (algo que decididamente detém procedimentos, métodos e um arcabouço de saberes que permitem chegar ao animal e sua captura), datando do Paleolítico, e nem por isso ser valorizada como saber útil a todas as sociedades. Na verdade, certas práticas podem ser mais do que desestimuladas em certas culturas, que as tornam criminosas dependendo das condições que seus resultados constróem, vide o desmatamento para a agropecuária, uma prática, oriunda de um “saber”, que hoje está acabando com florestas mediante a exploração de capital.

Disse acima e reitero: a astrologia merece ser, se não “respeitada”, ao menos considerada como objeto de revisão, estudo, adaptação, pelos não-praticantes atuais e não ter sua proliferação em todas as classes sociais tida como superstição e recurso paliativo, porém falso, para as mazelas do mundo moderno. Merece por razões muito simples, entre elas: seria possível que tantas pessoas com graus muito elevados de instrução tivessem tão pouco discernimento a ponto de serem levadas por algum tipo de fé cega, ouvindo charlatães ou tornando-se estes últimos? Se sim, o que fazer com a necessidade de uma grande parte daqueles que resolvem estudar esse saber, que diferentemente da fé religiosa, procuram resultados coerentes e só passam a aceitá-lo mediante a observação clara desses resultados? Seria possível que pessoas conhecidas pela seriedade e comprometimento com seus trabalhos não ligados à astrologia, ou qualquer outra arte que os detratores colocam no mesmo saco, que tenham produzido benefícios à sociedade e que dependam de credibilidade para que se mantenham no ramo, sejam tão canalhas a ponto de somente com a astrologia “enganarem os outros”? Ou seriam eles tremendamente ingênuos e sem qualquer capacidade de crítica e análise cética a ponto de se tornarem vítimas de discursos falaciosos sem o menor questionamento? Esses, meus caros, são todos os que se dedicam a este saber diante de olhares estereotipados e com uma enxurrada de informações truncadas que corre até hoje nos meios acadêmico e, em parte, jornalístico, apesar das significativas mudanças que já podemos perceber em ambos nos últimos 10 anos.

Não descarto os ingênuos, os que desejam enxergar aquilo que o astrólogo diz até mesmo quando não há nada daquilo acontecendo e os que se tornam vítimas de si próprios, perpetrando-se previsões de danos que se auto cumprem porque nela crêem em demasia e não questionam seu intérprete. Não descarto que para alguns há um efeito placebo e a “eficácia simbólica”, algo que vemos nas teorias de Lévi-Strauss como dependente da crença coletiva para que tenha efeito individual. No entanto, a astrologia não depende da crença coletiva para que as circunstâncias características de um planeta transitando, por exemplo, no Ascendente, sejam vivenciadas, ainda que o sujeito não acredite nem tampouco se toque de que há um trânsito planetário importante em seu mapa. Basta um olhar paciente e atento para ver que há mudanças circunstanciais ocorrendo simultaneamente à passagem do mesmo nesses pontos. Algo que em breve será demonstrado num outro artigo. Por enquanto, deixo essas linhas para sua reflexão.

Grande abraço,

Carlos Hollanda

12/01/2012 – 16:58 – Rio de Janeiro.

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PALESTRAS SOBRE ASTROLOGIA NA UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES

Local: Auditório da Unidade Ipanema – rua Joana Angélica, 63

ENTRADA FRANCA 
Palestrante: Carlos Hollanda

(ver um histórico resumido de suas atividades em: http://historiaimagem.com.br/curriculumresumido.php )

* dia 09/02/2012 – 20h.
“Astrologia: entre a escolha vocacional e os relacionamentos afetivos”

Sinopse: A escolha dos rumos de vida nem sempre é algo simples, especialmente para quem possui uma certa diversidade de talentos. Da mesma forma, a promoção de satisfação na vida amorosa pode depender de alguns ajustes comportamentais e de uma boa dose de desapego. A astrologia oferece algumas ferramentas que podem facilitar a abordagem desses assuntos. Aqui serão mencionados brevemente alguns tópicos do Curso de Formação em Astrologia da Cândido Mendes Ipanema acerca dessas duas importantes vertentes desse estudo.

* dia 01/03/2012 – 20h.
“Previsões astrológicas com os trânsitos de Marte e Júpiter para 2012”

Sinopse: Os planetas Marte e Júpiter são significadores de aventura, movimento, ação, busca, jornadas, crescimento, lutas, entusiasmo e desejo de vitória. Representam, entre outras coisas, situações em que enfrentamos com destemor os desafios e superamos as vicissitudes, onde abrimos terreno para o progresso, mas também onde precisamos ter cuidado com os excessos. Como esses dois fatores atuarão em 2012 na coletividade e em nossos mapas astrológicos individuais? Outra palestra que tratará de alguns pontos do Curso de Formação em Astrologia da Cândido Mendes Ipanema, desta vez demonstrando uma das várias técnicas de previsão em astrologia: os trânsitos planetários.

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Quatro dicas importantes no mundo da astrologia e das mídias:*-*

DICA 1 – Em dezembro de 2011, a “Revista de História da Biblioteca Nacional” lançou uma edição especial com o dossiê “Astrologia – uma mania que já foi ciência”, em que, além de algumas matérias produzidas por historiadores, há uma compilada com base em entrevistas feitas com vários astrólogos (Amâncio Friaça, Carlos Hollanda, Celisa Beranger, Cristina Figueiredo, Francisco Seabra, Maurício Bernis, citando também o falecido Getúlio Bittencourt e Cláudia Lisboa, que apresenta o programa “No Astral”, no canal GNT).

Malgrado as bem leves, mas presentes, insinuações a respeito da astrologia como algo pertencente ao passado, não há desqualificações visíveis. Apenas a forma como as entrevistas foram editadas sugerem certa dúvida e inconsistência para alguns, quando na verdade cada entrevista teve duração entre 30 minutos a uma hora e meia com muito mais informação e detalhes não contradizentes. No geral, a edição está boa. Vale a pena conferir e guardá-la para futuras referências.

– Eis o link para a matéria com pequenos trechos das entrevistas feitas pela repórter Cristina Romanelli: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/para-todos-os-gostos

– No campo de busca da página, digite “astrologia”. Abrirá uma nova página com todos os artigos do dossiê da edição.

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DICA 2 – A partir de sábado, dia 14/01/2012, a Rádio CBN do Rio de Janeiro (92,5 FM – 860 AM – ou http://cbn.globoradio.globo.com/Player/playerAoVivoRJ.htm ) fará rolar em looping na programação, ao longo de todo o fim de semana, uma entrevista com Carlos Hollanda sobre o curso de Formação em Astrologia na Universidade Cândido Mendes. Durante a entrevista são mencionadas questões sobre o ressurgimento da astrologia nas universidades, os preconceitos no mundo acadêmico, as disciplinas abordadas e outros assuntos de grande interesse. Duração: aproximadamente 15 minutos, se não editarem muito.

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DICA 3 – Durante o Simpósio de Astrologia do Sinarj, em novembro de 2011, 4 astrólogos falaram brevemente sobre o ano de 2012 para o Personare, com vídeo exibido no Portal MSN. Quem ainda não viu pode conferir no seguinte endereço: http://video.br.msn.com/watch/video/devemos-temer-2012/1xveogln4?preview=true

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DICA 4 – Duas gratas surpresas, com os astrólogos Dimitri Camiloto e Alexey Dodsworth dando “canjas” no mainstream midiático da TV e em revistas de grande circulação. Camiloto concedeu entrevista para a Veja-Rio e para nada menos que o Jornal das Dez, no canal Globo News. Dodsworth abre mais um espaço midiático no reality show “Amazônia”. Veja maiores detalhes, e também os respectivos vídeos, em reportagem da Revista Constelar, em: http://constelar.com.br/constelar/163_janeiro12/dimitri.php

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As previsões do Presságios 2012 e os recentes acontecimentos.

Adquiram e confiram os pareceres de diversos astrólogos no evento Presságios 2012, um dos mais importantes e constantes eventos de previsões mundiais anuais do Brasil. Algumas das previsões ligadas às enchentes (região sudeste etc.) e incêndios (favela em São Paulo) já começaram a ocorrer. Mas não se preocupe, o mundo não vai acabar. Você e as próximas gerações só irão trabalhar muito mais. E vão ficar felizes da vida com isso! Para adquirir as palestras, com os áudios e as apresentações visuais, vá em: http://constelar.com.br/eventos/index.php

Cordialmente,
Carlos Hollanda

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