Algumas considerações sobre os nodos lunares, Renan Calheiros, poder político, casas 4, 5, 10 e 11

ENVIADA AO ASTRO-SÍNTESE EM 8 DE AGOSTO DE 2007.

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Numa troca de experiências com alguns colegas astrólogos, fui escrever apenas uma breve observação e acabei perpetrando o que se segue. São apenas reflexões sobre um ou outro fator a considerar no mapa astrológico e seu uso tanto em questões individuais quanto coletivas.

 

No grupo Zigurat de astrologia Mundial, coordenado por Antônio Carlos (Bola) Harres, a astróloga Bárbara Abramo havia partilhado um pouco de sua experiência com o grupo em resposta a uma outra troca de mensagens que iniciei a respeito da queda da ponte em Minneapolis-EUA (veja a mensagem sobre a ponte no final deste e-mail, bem como a imagem do mapa, no arquivo anexo ponte.gif – comparem também com o mapa do acidente da TAM, abordado numa das últimas mensagens enviadas a este grupo – o horário preciso do impacto é 18:51:50 h., segundo os dados obtidos pelas câmeras do aeroporto).

 

Entre os assuntos abordados nas várias trocas de mensagens estavam as posições dos nodos lunares, suas relações com as crises políticas, os acidentes e demais situações drásticas que estamos vendo nos noticiários ultimamente. Bárbara e também o prof. Raul Martinez, citaram a presença de planetas a 90 graus de arco em relação aos nodos, com a primeira referindo-se às tradições da astrologia horária, sobre as quais não me estenderei por enquanto. De fato, é surpreendente o que se pode observar com esses dados. Martinez lembrou ainda o mapa de Renan Calheiros (16 de setembro de 1955 – horário desconhecido – ver arquivo calheiros-transitos.gif, no anexo, com o mapa de casas iguais com o Sol no Ascendente, e os trânsitos atuais) e o fato de que o mesmo nasceu com o Sol em quadratura com seus nodos lunares. Neste ponto acrescentei alguns pareceres. Ei-los:

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** O que Calheiros tem que Dirceu também tem? **

 

Uma geração inteira vem passando pela conjunção de Saturno em trânsito com Plutão do mapa radical, e eis que experiências muito similares de crises de desapego e rupturas drásticas com o poder estão sendo noticiadas entre figuras públicas como aqueles dois. Tanto a experiência de Zé Dirceu (na época em que seu mandato foi cassado – ver mapa anexo dirceu-cassado.gif) quanto a de Renan Calheiros ocorrem em questões essencialmente análogas no mesmo campo: o da atuação política em instâncias governamentais ou gerenciais. Quanto aos nodos, adivinhem em que ponto do mapa de Calheiros cai o eclipse de 11 de setembro de 2007? (ver mapa anexo renan-eclipse11.09.gif)

 

Bingo!

 

Não é possível precisar se ele permanece no cargo até aquela data ou se seguirá por mais algum tempo. Entretanto, creio ser muito difícil que ele se mantenha depois do eclipse. A gravidade de seus problemas só tende a aumentar na medida em que ele se recusa a uma espécie de “abdicação”. O aspecto de Saturno com Plutão fica exato para ele em 12 de agosto, o que constitui uma data que pode estar próxima a outro impacto em sua bombardeada credibilidade, muito embora não necessariamente ele venha a perder seu cargo nessa data, mesmo isso não sendo de todo improvável.

 

Quanto maior a gana pela coisa, maior a intensidade com que o coletivo impinge culpabilidade ou incapacidade (depende do caso) ao sujeito. Sendo ele uma personalidade pública cujas ações interferem fortemente na vida do país – ele é uma personalidade central numa instituição – sua crise pessoal corresponde a uma crise política de grandes proporções nos setores aos quais ele está vinculado.

A propósito, este dado é muito relevante quando, por exemplo, em empresas e outros órgãos coletivos dos quais não é possível obter os dados precisos, utilizamos os dados de seus dirigentes ou, melhor dizendo, de seus “sóis encarnados”. Renan, na época do próximo eclipse, terá Marte em conjunção com o nodo sul. Havemos de convir que para o senador vale a pena eximir-se de contendas muito diretas e amortecer as próprias atitudes, pois num período assim e nas situações em que se encontra pode até ser vítima de algum tipo de agressão. Esperemos que prevaleça o espírito democrático e não se atente contra sua integridade física. Marte e Plutão estarão opostos no céu e ativam a quadratura dos nodos e o próprio eixo nodal.

** Entre Stalins e beija-mãos **

Falei acima sobre a ativação de áreas sociais, políticas e profissionais do coletivo em análises de mapas de gestores. Na verdade esta é uma prática bastante Antiga, com “A” maiúsculo. Vem mesmo da Antigüidade e, na Idade Média, era o mapa do rei que definia o que acontecia no território por ele governado, haja vista a extrema dificuldade de situar acontecimentos (fatos fundadores), limites territoriais, fronteiras etc. Apesar da própria utilização da astrologia como elemento auxiliar na demarcação de terras e na caracterização zodiacal de territórios (o que pode ter dado origem aos equivalentes geodésicos e tem implicações importantes no desenvolvimento da astrocartografia), para finalidades administrativas e guerreiras era mais simples saber que instituições, povoados ou quaisquer outros agrupamentos sociais estariam subordinados à autoridade real (ou a do nobre local) ou que a ela se opusessem. Assim, o mapa do rei (ou, repito, da liderança local), cujo horário, não raro era conhecido pelo astrólogo da corte, servia de referência. Podemos verificar a eficácia desse procedimento em qualquer situação contemporânea onde haja dirigentes e subordinados ou representantes e representados. O representante, termo, aliás, muito afim com a prática do ator (representar), funciona de modo análogo ao rei, embora não detenha o mesmo tipo de autoridade ou, em função da lei e pensamento vigentes, não exerça o poder a partir de sua “vontade”. A vontade do rei, apesar disso, nunca foi sua vontade própria. Ela sempre obedeceu a interesses coletivos, ainda que esse “coletivo” não passasse de um grupo hegemônico cuja posição política lhe permitisse pressionar as situações para que seguissem determinado rumo. O rei, mesmo os absolutistas, sempre foram representantes de vontades que não apenas as deles mesmos. Ninguém reina sozinho. É preciso haver uma casa 11 oposta à 5 e uma 4 oposta à 10 para que haja uma base e um apoio àquela figura que visa encarnar e expressar os anseios do grupo que se impõe num dado momento histórico.

 

Um Stalin só chega ao poder se houver um terreno apropriado para suas idéias germinarem, uma aceitação e uma resposta do imaginário social àquilo que ele expressa como figura e em suas atitudes. Eis, por sinal, uma relação entre a casa 4 e a 10, se as imaginarmos como a raiz (casa 4) de uma árvore e sua copa e frutos (casa 10), sempre passíveis de receberem a luz solar com intensidade. Falando em Stalin, estabeleçamos a relação entre sua figura e o que foi dito até o momento. Apesar da condenação ao Tsar e sua família, bem como à atribuição aos mesmos de termos que designavam o governante e sua esposa como “pai” e “mãe”, a propaganda stalinista sempre colocava o “homem de aço” (Stalin, em russo) como uma espécie de pai protetor ou pai terrível, mas “pai”. Esse modelo, inclusive, é corriqueiro entre líderes populistas e ditadores, sempre com a imagem de provedores propagada pela mídia de sua época, mas também pode ocorrer em regimes democráticos, onde famílias ou grupos detentores de grande poder econômico e influência decisória em foros políticos constroem, com o auxílio da mídia e de fortunas investidas em marketing, a imagem de provedor para um ou mais de seus membros.

 

A manutenção de Stalin no poder, portanto, não ocorria somente em função da imposição cruel de sua política, mas também pelo estímulo ao imaginário e às matrizes culturais russas que afinar-se-iam melhor com um governante que exibisse tais características. Desse modo temos novamente a relação dos eixos das casas 5-11 e 4-10 na expressão e manutenção das estruturas de poder e, enfim, a confirmação de que mesmo os mais autoritários e terríveis líderes só encontram espaço mediante a autorização coletiva. O problema é que na maior parte dos casos a autorização coletiva parte de pressupostos irracionais, tantas vezes pautadas pelo condicionamento histórico, sociocultural e econômico, das matrizes culturais e, sobretudo, narrativas, que estão nas raízes de eleições de candidatos corruptos, a cargos de poder. Aqui no Brasil, nada mais evidente do que a tradição Coroné, que permeia não só as relações políticas mais tradicionais, mas todas as relações sociais, seja dentro de muitos lares, seja nas hierarquias empresariais ou nas instituições públicas. Isso não raro dá margem aos famosos puxa-saquismos e tietismos tão comuns na história brasileira e do mundo, afinal isso é um problema que creio ser humano, uma busca de segurança bem ao estilo arquetípico, não necessariamente algo cuja essência possa ser localizada no tempo ou numa só história nacional. Lembremo-nos dos famosos “beija-mãos” que, no final das contas, eram, e na verdade são, só que vestidos com costumes mais recentes, ferramentas muito promissoras de ascensão social, aquisição de certo grau de autoridade e segurança financeira.

 

** Mercúrios em alerta: uma ponte que cai **

 

Muita gente deve estar começando a acreditar que só escrevo sobre desgraças… Na verdade estou dando continuidade a uma longa pesquisa sobre acidentes, desastres e ocorrências permeadas por casos fatais e tenho descoberto que há uma freqüência bem alta de alguns fatores astrológicos que venho demonstrando. Muitos deles são bastante conhecidos e até esperados em casos assim, como é o caso de Plutão. Entretanto, há outros que logo farão parte de um novo curso que estou montando para os próximos meses, portanto ainda prefiro manter tais correlações em stand by até que tenha material suficiente para apresentar a pesquisa com o máximo de embasamento possível. Aqui o diagnóstico pode acrescentar às observações de outros astrólogos e interessados algumas reiterações do que já sabem e uma ou outra nova informação. A idéia é auxiliar a observar com maior acurácia as tendências que estão envolvidas em acidentes e fatalidades. No caso do desabamento da ponte em Minneapolis – Minnesota-EUA, os dados obtidos pela imprensa são 01/08/2007, por volta de 18:10 (44N58 – 93W15).O Ascendente cairia, portanto, em 28 graus e 51 minutos de Sagitário, imediatamente após sua passagem por Plutão. Eis aqui um exemplo da potência dos quincunces: esse mesmo Plutão está no cume de um Yod que tem Mercúrio e Marte na parte oposta (a “mão”). Tenho dúvidas, no entanto, quanto à precisão do horário, apesar de que mesmo assim a configuração na qual Plutão está envolvido seria enfática o suficiente para indicar um grau de tensão similar em vias urbanas (Mercúrio) pontes (Mercúrio – elemento de ligação e comunicação entre um extremo e outro), carros (Marte) e Sagitário (veículos pesados, coletivos e de carga). Poucos minutos depois o Ascendente estaria em Capricórnio, com seu dispositor, Saturno, envolvido na prolongada oposição com Netuno e Quíron. No caso de Quíron, tudo o que tenho visto até o momento indica que é preciso ter maior flexibilidade tanto para sua variação orbital de aspectos quanto para as demais considerações tradicionais que utilizamos para os planetas. Aqui estou considerando esta oposição, assim como também o faço para o recente acidente de Congonhas. Em mundial costumo ampliar também as órbitas para os aspectos de planetas entre si, pois as tendências coletivas parecem se antecipar bastante aos graus mais exatos. Para o Ascendente chegar a Capricórnio, como estou inclinado a crer, bastam apenas 5 minutos de tempo, afinal é pouco mais de 1 grau de arco a percorrer. Assim, essa probabilidade de horário não pode ser descartada. Nem para mais nem para menos, se o Ascendente estiver num grau mais exato da conjunção com Plutão. Acontece que se estiver em Capricórnio a configuração na qual se encontra Saturno tornar-se-á particularmente importante no todo do mapa, especialmente porque também recebe a quadratura de Marte. Grandes desastres, como enchentes e desabamentos similares costumam estar vinculados a este tipo de configuração, sempre algo que prefigure grande dor coletiva (Quíron, Saturno-Netuno).

 

Há também a presença da estrela Achernar, que apesar de indicações tradicionalmente vinculadas a Júpiter (todas as demais estrelas do Erídano têm características saturninas, segundo Vivian Robson citando Ptolomeu), é uma estrela que se encontra no final do Rio Erídano, rio este que se formou a partir de uma catástrofe ou grande destruição, a do monstro Cetus, no mito. Vamos encontrar Achernar em casos muito freqüentes de enchentes, deslisamentos de terra, soterramentos derivados de chuvas torrenciais ou chuvas leves, porém muito prolongadas. Tal estrela encontrava-se, durante este acidente, em conjunção com a Lua. Trata-se de um luminar e, como tal, algo que irá assumir peso considerável na dinâmica da interpretação, especialmente porque a Lua aqui tem como dispositor Netuno, outro que está envolvido na configuração tensa supracitada.

 

Com relação às estrelas fixas, não mencionei ainda os parans, a ascenção, culminação em relação a determinados planetas, entre outros fatores que prefiro comentar em outra oportunidade.

 

Não deixemos também de notar a quadratura de Júpiter com os nodos no mapa do desastre da ponte, quadratura esta que se encontra no do desastre do dia 17 de julho com o avião da TAM e no igualmente terrível acidente de trem na República Democrática do Congo, com cerca de 200 mortos. Em todos os casos, meios de transporte de massa ou vias de transporte de massa, que estão, por sua vez, associados a Júpiter. O Congo, no entanto, é um país no qual descarrilamentos são infelizmente muito freqüentes. Seria interessante uma análise do mapa radical daquele país para observar todas as implicações.

 

Retornando ao mapa da queda da ponte nos EUA, e tomando emprestada parte do precioso trabalho de Raul Martinez com a Volosfera e os Calendário Tebaico, eis o que diz o grau 30 de Sagitário (ou zero de Capricórnio): Sagitário 30. Uma pá de cavar está fincada num monte de terra e, sob um galpão-forjaria, vê-se um homem que bate sobre uma massa de metal; objetos de ferro, picaretas, rodas etc., estão em redor dele.ou – Um homem agitando um martelo.

Carlos Hollanda

 

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