A Argentina perde Néstor Kirchner

 

 

 

LUTO NA ARGENTINA

 

Com quatro fatores em Escorpião transitando pela casa 1 do mapa astrológico da Argentina, o país perdeu ontem, dia 27, por volta das 10h. (horário local) o ex-presidente Néstor Kirchner. O horário noticiado pela Imprensa nos leva ao mapa intitulado “01-momento-morte-kirchner”, nos anexos desta mensagem. O impacto da perda de Kirchner pode ser analisado sob diversos ângulos. Aqui, por exemplo, observo brevemente o ocorrido no supracitado mapa do momento da morte, na comparação desse mapa sobre o mapa do país (02-argentina-transitos-morte-kirchner), sobre o de Cristina Kirchner (03-cristina-morte-nestorkirchner), atual presidente e viúva, e sobre o mapa do próprio Néstor Kirchner (04-kirchner-morte).

 

No mapa 01, se observarmos os graus na Volosfera e no Calendário Tebaico, do curso do saudoso prof. Raul Varella Martinez, a imagem é surpreendente. O grau em que se encontra o Ascendente, a 08.43 (calculado para as 10h., do dia 27, em Buenos Aires) condiz perfeitamente com a característica do momento:

 

Capricórnio 09. Um homem cai perto de uma chave quebrada e de uma cruz.

 

ou – Um homem caído no chão.

 

Trata-se do nono grau de Capricórnio, isto é, o grau que se conta de 8 a 9.

 

No mesmo grau, hoje, tem-se a estrela Facies, da constelação de Sagitário, correspondente ao olho, ou ainda, à mira do arqueiro mítico, a infalibilidade do acerto no alvo. Essa estrela está associada normalmente a situações em que “miramos” ou focalizamos nossa atenção em algo de modo que eliminemos as possibilidades de erros. Em geral, somos agentes de ações fulminantes, tanto no sentido mais construtivo, como quem mesmo sob pressão consegue manter o foco e atingir seus objetivos (como fazer um gol no último minuto do segundo tempo), quanto no mais destrutivo, quando realmente acertamos alguém (com pedradas, tiros qualquer outra coisa concreta). O mesmo se pode dizer no sentido passivo, quando somos alvejados por algum projetil ou somos alvos do olhar público. Entretanto, Facies é também associada a eventos súbitos que nos atingem sem que possamos controlar, de modo análogo a ser alvejado por uma flecha certeira em meio à multidão. Isso pode se dar com alguém que é “escolhido” por algo que o torna especial em meio aos demais e que o eleva socialmente. Da mesma forma, pode se dar com um ataque cardíaco fulminante ou um acontecimento súbito, pequeno em proporções concretas, mas que no nível simbólico e comportamental coletivo, muda todas as diretrizes então planejadas.

 

No caso de Kirchner, esse Ascendente recai sobre sua casa 8 (ver mapa 04), formando uma quadratura com seu Marte de nascimento, que por sua vez está sob a conjunção de Saturno.

 

Se por um lado o mapa do momento de seu falecimento não representa o mesmo para toda e qualquer pessoa no planeta, para o povo argentino as características coincidem com o ocorrido e com tal tipo de experiência. A questão não está centrada na possibilidade de se detectar momentos mórbidos, mas sim em compreender o momento dentro de seu quadro mais amplo, seja socialmente, seja cosmicamente falando. O grau simbólico associado ao Ascendente do momento da morte do ex-presidente fica, portanto, para a Argentina, em contato com a imagem arquetípica do homem caído, ferido, com dois símbolos de acesso, uma cruz (acesso ao “reino dos céus”, na visão cristã) e uma chave quebrada (acesso interrompido no mundo dos homens). A chave conduz a um recinto ou abre portas de locais antes fechados, dando acesso a maior liberdade.

 

Uma curiosidade: Facies, a estrela, é também associada a problemas de visão. Mesmo não estando em evidência no mapa do presidente por conjunção com algum planeta, é notável o fato de que faleceu um líder de um país que apresentava um forte estrabismo no momento em que essa estrela encontrava-se no Ascendente.

 

Para Cristina Kirchner, os vários fatores em Escorpião ativam sua casa 7 (ver mapa 03), expressando, no mais comum dos casos, atenções, foco, intensidade e memórias relacionadas aos parceiros, cônjuges e adversários. E Vênus atualmente está retrógrada. A relação desse movimento aparente com o comportamento coletivo costuma estar no retorno a assuntos que levam a antigos afetos. É possível que amores que já se foram ou os “ex” venham a entrar em contato e reativar memórias soterradas, boas, desagradáveis ou ambas. No mapa de Cristina, Vênus está retrogradando sobre o grau de sua casa 7, em oposição com seu Ascendente.

 

Para o mapa da Argentina, cujos dados foram gentilmente informados por Adrián Arguelles, um dos organizadores do evento internacional “Gente de Astrologia”, de Buenos Aires, além da já mencionada passagem de Sol, Mercúrio, Vênus e Marte na casa 1, Netuno e Kiron em trânsito e em retrogradação ativam seu Saturno radical. Saturno, a autoridade, o poder, o pai…

 

Plutão transitando sobre esse mapa vem ativando uma oposição com Mercúrio radical. Para os argentinos, no entanto, a perda e o luto podem vir a se converterem em capacidade de gerar benefícios para trabalhadores, setor de saúde e previdência, ao longo do próximo ano, já que o falecimento do líder ocorre durante uma conjunção de Júpiter e Urano em trânsito sobre Plutão radical na sexta casa (saúde, trabalho, habilidades técnicas…). É possível haver maior preocupação do poder público com esse campo e, como costuma ser feito por questões de marketing, é também possível que algumas dessa medidas tenham como inspiração o nome do ex-presidente.

 

Aos hermanos e amigos argentinos, minhas sinceras condolências.

 

Cordialmente,

Carlos Hollanda

 

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