O Brasil das Provações e Privatizações – Observatório Astrológico

Muitos alunos e clientes que entendem de Astrologia me perguntavam sobre o que nos estaria reservando a conjunção do Sol progredido do Brasil, atualmente a zero grau de Áries, com o Plutão de seu mapa radical (Independência), na segunda casa. Eis que neste agosto de 2017 vem a notícia que revela a que veio esse aspecto nessa técnica (e noutras, que demonstrarei a seguir): a privatização da Casa da Moeda.

Raciocinemos juntos: o Brasil tornou-se independente com Plutão na casa 2 do mapa radical. A casa 2 de um país, entre outros fatores, lida com os recursos da instituição, os processos de acúmulo, as riquezas do país. Façamos uma breve comparação: com Plutão numa casa 2 de um mapa individual um dos “efeitos colaterais” mais facilmente reconhecíveis são processos de perdas sucessivos seguidos de ganhos extraordinários até que o sujeito encontra formas de adequar suas ações com os recursos de terceiros. Talvez trabalhe em alguma empresa que faça o controle desses recursos, onde grandes somas passem pela mesma e dali o indivíduo possa usufruir de algum percentual. Algumas pessoas ganham seus recursos através de práticas espeleológicas (ir ao subterrâneo – Plutão), enquanto outros fazem algo ligado à cirurgia (ou são diretamente cirurgiões), nem que seja somente vender equipamento cirúrgico (Plutão e seus processos de morte-renascimento). Há quem receba recursos investindo em algo que tangencie a área de Psicologia ou que venha de fato se tornar profissional (psicólogo, psicanalista) – Plutão e o Inconsciente, o ir a fundo, o trazer luz às trevas ou o emergir das trevas, são analogias ligadas às práticas psicoterapêuticas em sua maioria. Há quem simplesmente venha a proceder com investigações em geral, mas sobretudo as que se relacionam a práticas financeiras (fiscalizações) ou policiais propriamente ditas. Esses são apenas alguns exemplos possíveis desse posicionamento num mapa individual.

Já no coletivo, no país, pela experiência que tivemos, a coisa parece ficar muito clara em um aspecto em especial: as intervenções sucessivas na moeda, as mudanças de valor da mesma, seus nomes, características físicas das cédulas e moedas metálicas. Os planos financeiros que trocaram tantas vezes o nome e a forma em apenas um século: réis, tostão, cruzeiro, cruzado, cruzeiro real, real (isso só para citar o que lembro de relance). Isso pertence à expressão de Plutão na casa 2 do país, estando este, inclusive, em quadratura com Urano e Netuno do mapa radical, ambos na casa 11, associando-os com o Congresso Nacional, com os partidos políticos e outros grupos de afinidade que, como dizem alguns, “representam o país”. Isso por si só pode significar que essas intervenções servem muito mais a motivos escusos de grupos desinteressados dos interesses da maioria do que o contrário. Há uma perda constante de recursos e de valores, um uso indevido ininterrupto de propostas ideais em prol de uma minoria patrimonialista e patriarcalista, avarenta e controladora (todos esses adjetivos pertencentes ao lado sombrio de Capricórnio, signo em que se encontram Netuno e Urano nesse mapa), oligarcas, enfim. Plutão rege o Meio do Céu do mapa do país em Escorpião, o que tende a reforçar a inclinação a uma postura despótica e por vezes violenta (Plutão em Áries e a sombra desse signo) para que quem está no poder (Meio do Céu) reine sem qualquer questionamento e já pressupondo a canalhice alheia (sombra do Escorpião) como justificativa para atos que possam manter esses oligargas ou “mafiosos” no poder independentemente dos meios que usam para tanto. Isso pôde ser verificado desde a Independência entre os detentores do poder (Meio do Céu), mas tornou-se muito claro durante a Ditadura Militar entre 1964 e 1984, com os famosos “porões da Ditadura” (novamente a sombra de Escorpião no Meio do Céu e as paranóias, a violência, a tortura e o sadismo dos torturadores chancelados pelo governo militar – Plutão em Áries regendo o Meio do Céu em Escorpião). Desde que tais atos resultassem em um bom lastro financeiro (casa 2), ainda que pudessem ser tidos como ilegais e desumanos, a autorização estava dada.

Enfim, após 195 anos desde o “Grito do Ipiranga” (que deve ter sido o “Gemido do Ipiranga”, dada a dor de barriga que o Imperador tivera naquele momento), o Sol, na técnica da Progressão Secundária, encosta no grau em que se encontra Plutão nesse mapa (ver imagem acima) e mais uma vez uma intervenção é feita, desta vez a privatização da Casa da Moeda. Esta não é somente o local onde se fabrica o dinheiro do país, mas um dos maiores parques gráficos (Mercúrio) do mundo. Segundo o professor da ECO-UFRJ e ex-funcionário da instituição, idealizador de algumas das cédulas que usamos por muitos anos, Amaury Fernandes, ela é:

“A segunda instituição mais antiga do país, fundada ainda no século XVII, pioneira mundial na impressão de selos postais com segurança gráfica no século XIX, maior parque gráfico de segurança do mundo, desenvolvedora de soluções na área e com um corpo funcional dos mais qualificados no mundo”, a empresa e seus funcionários serviram ao Brasil de forma absolutamente imprescindível ao longo de sua existência. Nos últimos anos a CMB vem sofrendo um desmonte de forma a inviabilizar sua lucratividade. Mas bem mais que o lucro que a empresa possa gerar, é a independência nacional que está sendo jogada no lixo por trinta dinheiros. Não há empresa que vá fazer pelo Brasil tudo o que a Casa da Moeda fez, especialmente no período da hiperinflação. Não há empresa no mundo que vá assegurar o abastecimento de um meio circulante de tamanho porte pelos custos e nos prazos que a CMB garantiu, garante e garantirá, caso continue uma empresa pública. Privatiza-la é o mesmo que entregar a carteira voluntariamente ao assaltante para pedir o dinheiro de volta depois que ele for embora.”

 

Em grande parte a Casa da Moeda é também regida por Mercúrio. Este se encontra na oitava casa (perdas, recursos de terceiros, dívidas, entre outros assuntos que com Mercúrio ganham ares burocráticos e muita papelada) do mapa astrológico do Brasil. Na técnica dos Trânsitos Planetários, Saturno vem fazendo quadratura com ele há meses. Em agosto de 2017 Saturno encontra-se retrógrado, mas ainda em órbita de quadratura com Mercúrio. Torna a formar o aspecto exato em outubro de 2017. Isso coincide perfeitamente com o desgaste desta e de outras instituições com alguma predominância de atividades mercuriais. Ora, dinheiro é documento. É algo que representa outra coisa, um valor. Assim como um cheque é um documento que autoriza o portador a fazer uma retirada no banco, uma cédula é um documento que representa uma quantidade acumulada pelo portador. Representa bens produzidos e trabalho realizado. Dinheiro, em se tratando de cédulas e moedas, é comércio, é algo que substitui a troca direta de mercadoria ou serviço por nada menos que uma representação gráfica de um valor. Isso é totalmente mercurial: o dinheiro é uma forma de comunicação, cédulas e moedas são dados, informações. Eis, abaixo, um pequeno trecho do livro “Trânsitos Planetários”, de minha autoria, a respeito da quadratura de Saturno em Trânsito com Mercúrio de um mapa radical individual e reparem na analogia com o coletivo:

“Vale a pena certificar-se da validade de documentação de carros, de notas fiscais e de quaisquer fatores que possam ser detidos por irregularidades em escritos e dados cadastrais.”

 

Não bastasse isso, o mesmo Saturno fará quadratura com ninguém menos que Plutão do mapa radical. Em dezembro de 2017 teremos o aspecto exato. Entende-se por que esse estrago tem sido feito e ali pode ser irreversível. A quadratura de Saturno com Plutão ainda tem uma “recidiva” em agosto e setembro de 2018 antes de termos alguma sedimentação nesse campo das finanças, da moeda e da Economia.

Esses processos atingindo Plutão têm repercussões diretas nos poderes vigentes e nem seria necessário uma análise astrológica muito complexa para se perceber tal coisa. Tivemos um novo Impeachment durante a primeira fase da conjunção de Sol com Plutão (não nos esqueçamos que este último rege o Meio do Céu – o governante – sendo que o outro significador do governante, o Sol, vem sendo atingido por uma oposição de Netuno, como demonstrei em artigos anteriores aqui). Há cerca de dois anos e meio Saturno em trânsito vem passando pela casa 10 do mapa do país, o que configura, como de praxe, um grande peso e responsabilidade cobrados de quem está numa posição de destaque e que, caso não haja uma consistência muito boa em seus alicerces, a tendência é um “desmoronamento”.

Obviamente esta não é uma análise completa e não temos somente aspectos terríveis por vir. O que apresento aqui consiste mais de um texto pedagógico, visando compreender melhor o período que passamos do que previsões cabais e irreversíveis. Há também outros ciclos não-calamitosos, mas estes ficam para um próximo artigo.

Para finalizar, deixo aqui a descrição integral de “Saturno em trânsito em quadratura com Plutão radical“, do já citado livro “Trânsitos Planetários”, de minha autoria. Majoritariamente as descrições atingem situações em mapas individuais, mas reparem que diferentes gerações, algumas nascidas no final dos anos 1960, outras nascidas nos anos 1980, passaram recentemente ou passam ainda por esse trânsito. Igualmente, encontrar-se-á analogias claras com o ciclo que estamos passando e que se intensificará em dezembro de 2017. Após a leitura do trecho, caso deseje adquirir a obra, clique aqui

 

Potencial para ganhos menores e gastos maiores. Para alguns, prováveis pressões em situações em que os filhos estejam envolvidos, como tendo dificuldades na escola, por exemplo. Possibilidade de crises nos afetos, somadas a uma tendência à falta de auto-estima. Mudanças radicais, que podem atingir posições, status, o adoecimento de um ente querido e até contendas políticas e jurídicas entre pessoas e organizações detentoras de poder financeiro das quais depende a regularidade de ganhos. Sua originalidade e criatividade enfrenta barreiras político-ideológicas ou o indivíduo é perseguido, como no caso de boicotes, de forma que não venha a influenciar outros com pensamentos e ações revolucionárias e singulares demais. É também uma disputa de poder, onde as pressões sofridas são no sentido de fazer com que quem passa pelo trânsito venha a se adequar ao modo de vida dos demais, obedecendo autoridades sem questionamento. Baixar a cabeça, ceder, perder o orgulho são desafios aqui, mas pode ser o que irá atenuar ou até eliminar o potencial mais difícil da fase.

 

É um momento no qual você está intolerante com atitudes demasiado centralizadoras e se revolta contra o controle econômico de terceiros. Pode agir como uma espécie de subversivo, incentivando ações compensadoras contra excesso de poder de alguns. É preciso, no entanto, verificar se não se está vulnerável a um contra-ataque daqueles que, de algum modo, se sentirem lesados por isso. Pondere e não provoque se não for provocado.

 

As reações adversas também podem provir de relacionamentos afetivos e de sócios. Estes últimos podem estar com dificuldades com taxas, com dívidas que indiretamente afetam a condição financeira de ambos. Quanto aos primeiros, se a relação está fundamentada unicamente no sexo, no poder monetário ou no status que ela pode conferir, é um dos momentos mais típicos de separação.

 

O indivíduo pode sentir-se preterido também em outros campos que não aqueles que provêm remuneração. Estes podem ser algo como clubes e associações que de algum modo ou impedem maior participação ou simplesmente deixam de incluí-lo em circunstâncias mais favoráveis para membros considerados importantes. Ocupe-se de coisas que possam deixá-lo tranquilo. Deixe para obter o apreço desses grupos noutra ocasião. Ceda a vez, por hora.

 

Esta é uma das fases em que há tendência a focalizar obsessivamente o pensamento e ideais nos detalhes. Aqui, no entanto, quer-se fazer notado, admirado, sem se dar conta de que nem tudo precisa ser explicadinho. Basta um mínimo de reflexão sobre o assunto. Caso não se aperceba disso, o resultado é um certo afastamento e falta de paciência de pessoas próximas das quais o indivíduo gosta ou a quem admira.

 

Os conflitos também podem descambar para a área do sexo, reduzindo ou o desejo (em função de baixa auto-estima e sentimento de opressão) ou as oportunidades para satisfazê-lo. Algumas enfermidades do parceiro talvez estejam entre os fatores que provocam esse processo de abstinência, daí o potencial para crise na relação. Entretanto, como já foi dito, se ela não for baseada na satisfação sexual, se houver cumplicidade e real comprometimento, este pode ser, ao contrário, um período em que se descobre que o amor é muito mais do que simples atração física. Assim a fase torna-se uma fonte de amadurecimento e de encontro consigo mesmo, com o próprio eixo.

 

Há alguns casos em que a quadratura, que é um aspecto tenso, comumente ligado a adversidades, envolve não exatamente um processo exclusivo de perdas. Pode, sim, coincidir com um esgotamento de recursos sem reposição imediata. A compra de uma propriedade pode ser um caso de esgotamento de recursos guardados há bastante tempo. A redução da individualidade em função de um compromisso muito sério assumido durante essa época também. Mas a compra de uma propriedade também pode ser a realização daquele grande desejo de vários anos. A perda financeira assume, portanto, o teor de “perder para poder ganhar”.

 

De qualquer forma, esse trânsito é como uma exigência poderosa para descartar bloqueios psicológicos do passado em prol de novas possibilidades. É preciso deixar ir o velho e aceitar o novo, pois a resistência orgulhosa ou aterrorizada só tende a aumentar a intensidade do problema, já que tratamos de processos irreversíveis. Pode-se finalmente tomar consciência de que é preciso pôr as mãos na massa, começar do princípio e ir produzindo, mesmo com poucos recursos, algo que a médio prazo poderá dar frutos. Talvez seja uma grande pressão para desenvolver mais um pouco a criatividade. Sem isso talvez fiquemos acostumados a repetir indefinidamente modelos preestabelecidos. Essa resignação e o empenho em finalmente agir para que se retorne a uma condição mais confortável é uma das formas mais prováveis de trazer-se o novo, o inédito ou o aperfeiçoado à tona.

Conheça também os Cursos Online com Carlos Hollanda clicando aqui.

Cordialmente,

Carlos Hollanda

 

 

Anúncios

Formação em Astrologia (presencial) – Rio de Janeiro

cartaz-formacao-astro-esp-psi

Clique na imagem para ampliar.

Formação Presencial em Astrologia, com a Cia. dos Astros (Carlos Hollanda, Márcia Mattos e Sérgio Pupo). O curso consiste de Fundamentos, Interpretação 1, Interpretação 2, Especializações e Supervisão/Orientação.

Curso de Formação Completo. Ótimo para quem quer iniciar, reciclar conhecimentos, concluir a formação e ainda ter suporte com orientações em oficinas presenciais. Os professores da formação e os workshops têm reconhecimento do SINARJ (Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro), CNA (Central Nacional de Astrologia) e ASPAS (Associação Portuguesa de Astrologia) e possuem certificação.

Sempre às segundas e quartas-feiras, das 19h. às 20:30 (turma 1 já no módulo 2)
Abertura de nova turma às terças e quintas, das 19h. às 20:30 em AGOSTO/2017
Duração: 1 ano e meio para a Capacitação. Mais um ano e meio para Especialização.
Veja a programação completa aqui: https://projetoluminar.wordpress.com/2015/01/05/programacao-cursocompleto/
LOCAL: Espaço Psi – Rua Conde de Bonfim, 310, Cobertura – Tijuca – Na porta do metrô da praça Saens Peña – entre a Di Santinni e a Casa do Pão.
Valor por disciplina: R$ 230,00. São duas disciplinas por semana, portanto, total R$ 460,00 – valor Equivalente ao mês de curso ou, mais precisamente, 4 semanas ou 8 aulas para duas disciplinas.

A Kabbalah, a Astrologia, a Magia e a Tradição – um curso em 10 aulas

A Kabbalah é a Tradição Espiritual do Ocidente ou, como afirmava Dion Fortune, a Yoga do Ocidente. Não é exclusivamente a partir do Oriente e das tradições indianas ou védicas que o processo de desenvolvimento e iluminação se dá. A Tradição Ocidental possui seu próprio sistema, que, entre outras razões, por ser normalmente tratado na base do Segredo em respeitáveis Organizações Iniciáticas, ficou por muito tempo restrito a poucos ou tido como algo inacessível. Há algumas décadas, porém, a Kabbalah (Cabala, Qabbalah) tem sido disseminada fora dos círculos judaicos (modelo Tradicional) e fora das Ordens de Mistérios (modelos Hermético e Teúrgico) por autores muito competentes e com resultados impressionantes.

Há muita literatura disponível, seja em livrarias, seja pela Internet, mas a prática com os sistemas acima descritos só é feita num sistema “de boca a ouvido”, como reza a Tradição Oral desde a Antiguidade. A Kabbalah, embora tenha um grande foco de desenvolvimento no medievo, tem sua estrutura formada nas mesmas bases e épocas em que as da Astrologia, entre povos semíticos, como Caldeus (conheceremos mais a respeito durante a aula 1, com referências bibliográficas como apoio). É, porém, a aplicação espiritual, teúrgica e mágica de todo o sistema simbólico ali desenvolvido. Os sistemas mágicos, os iniciáticos e suas Egrégoras são, por assim dizer, um grande manancial já pronto, cultivado e elaborado durante milênios, de forma que a harmonização com os mesmos potencializam e aceleram o processo de evolução que cada um vem a ter enquanto ser humano.
 *.*
Existem muitas linhas e sistemas de compreensão da Kabbalah, todas importantes e reveladoras, muito embora sempre haja algum praticante mais entusiasmado que assevere que apenas seu modelo é o válido. Até onde pudemos observar, todos o são e têm resultados visíveis em sua aplicação. Depende, talvez, da adaptação de cada um a um sistema específico, assim como há diferentes formas de Yoga e suas práticas. A raiz é sempre a mesma. Aqui, apesar de percorrermos alguns pontos de várias, nos concentraremos no modelo Hermético e na Kabbalah Prática. Kabbalah e Astrologia são as bases para a maior parte das expressões de Magia. Seu estudo e conhecimento potencializam as práticas mágicas, bem como seus exercícios propiciam um extraordinário desenvolvimento da Consciência e da Percepção, dos processos intuitivos, das capacidades de interpretação dos símbolos e da Visão Interior.
 *.*
Ao longo das 10 aulas do curso trataremos também de Astrologia, Alquimia, Tarot e elementos de Gematria, entre outros pontos de grande importância para a produção de Realidades. São vários professores, entre eles os já confirmados Pedro Ribeiro, Wagner de Menezes Vaz e Giancarlo Kind Schmidt. A coordenação é de Carlos Hollanda, autor, entre outros livros (veja-os aqui), de “Progressão Lunar e Kabbalah – a Evolução da Consciência Através do Ciclo da Lua” (ed. Elevação, 1999). Hollanda também dará várias aulas. Em cada encontro teremos a parte teórica e exercícios sobre a Árvore da Vida, as Sephirot, os Caminhos da Árvore, as Letras, os Planetas, os Arcanos, os Anjos/Gênios, processos de Meditação, Visualização e uso dos momentos certos para potencializar uma ação ou ultrapassar situações complicadas. Igualmente, aplicaremos métodos para aumentar a resiliência a ciclos planetários tensos, atenuando seus pontos danosos, e para usar, com força total, os ciclos favoráveis.
*.*
Adiantamos que entre os vários objetivos do curso está lançar as bases para, ao final da jornada, a elaboração de pantáculos e talismãs, de modo seguro, eficaz e muito poderoso. Indicaremos métodos meditativos e de criação mental, o uso do céu do momento como propulsão para atividades mágicas, análise de símbolos, incursões em diferentes linhas de pensamento e prática tradicional. Porém, há muito mais.
 *.*
VAGAS LIMITADAS. Preferência para aqueles que compareceram na Aula Inaugural, do dia 24/06/2017 que confirmarem as matrículas. Faltam poucas vagas. Entre em contato pelo e-mail carlos.hollanda@gmail.com para confirmar a sua
*.*
Eis o calendário das aulas e seus temas:
1- 15 de julho – Kabbalah 1 – Teoria, prática – técnicas fundamentais de meditação e visualização
2- 12 de Agosto – Kabbalah 2 – Continuação dos temas da aula 1 com novas atividades práticas.
3- 16 de Setembro – Alquimia e Psicologia –
4- 21 de Outubro – Anjos, suas narrativas, características e a Shemhamphorash
5- 25 de Novembro – Kabbalah e vivência dos caminhos e alfabeto com práticas mágicas (base na ShemHamphorash)
6- 16 de Dezembro – Astrologia Kabbalistica
7- 13 de Janeiro – Sigilum e Pantáculos, as origens e prática da Magia Talismânica
8- 24 de Fevereiro – Tarot e Magia – Crowley e outros.
9- 17 de Março – Invocações – Circulo Mágico
10- 14 de Abril – Astrologia Alquimia Kabbalah e Tarot – aula final, confraternização e início de um grupo de estudos avançado com os alunos deste curso.
 *.*
Veja, neste blog, a página da Agenda de Cursos Presenciais. Este curso está em julho.
Ou visite e curta a página do curso no Facebook
 *.*
LOCAL: Espaço Terapêutico Psi – rua Conde de Bonfim, 310, sala 1011 (anexo da Cobertura, que fica um andar acima). Em frente ao metrô Saens Peña, entre a Di Santinni e a Casa do Pão.
 *.*
OBS.: este curso é vivencial, não tem uma versão online por enquanto, devido às práticas realizadas em sala.

O Brasil mal das pernas – a notícia bomba sobre Michel Temer

Aqui, mais uma vez, de olho nos noticiários e verificando as correlações entre o céu e ocorrências no “planeta Tupiniquim”.

Já não é de hoje que, verificando no mapa da Independência do Brasil a oposição de Netuno em trânsito com o Sol radical, vinha afirmando que, fosse Dilma Roussef, fosse Michel Temer ou qualquer outro a ocupar a Presidência da República, teríamos um poder “anêmico”, enfraquecido e passível de rasteiras provenientes de todos os lados. O Sol de um país é também representante do presidente, rei, primeiro-ministro, ditador etc. É o poder central. Uma vez que esse Sol é atingido por um trânsito debilitante é frequente que um cambalear e uma eventual queda desses dirigentes ocorra. No caso, fica-se sem um centro ou eixo ordenador ou referência.

Agora mesmo, neste dia 17/05/2017, às 19:30, horário de Brasília, chega a notícia com a gravação de Michel Temer dando aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha (não se deixa claro por qual motivo especificamente), envolvendo, ainda, o ex-candidato à presidência Aécio Neves. O mapa da hora e local da divulgação do áudio é o que se segue abaixo. Curiosamente a notícia bombástica chega com o Sol ainda em órbita de conjunção com a estrela Algol, a mais maléfica das estrelas, que se localiza em cerca de 26 graus de Touro – note-se que entre os envolvidos está a empresa JBS, a mesma que possui os direitos da marca “Friboi”. Para olhos destreinados isso pode parecer uma bela coincidência, mas muitas vezes a leitura dos símbolos pode apontar para situações bastante literais, ainda que a partir de uma correspondência entre significadores.

Mapa do momento da divulgação do áudio pelo jornal O Globo.

 

É difícil que depois dessa Temer permaneça no poder. As chances de um novo impeachment ou, talvez, de uma renúncia, agora são menos remotas. Os trânsitos sobre o mapa do atual presidente não são animadores para qualquer um que deseje manter-se no controle de alguma instituição. O mesmo Netuno em trânsito que atinge o Sol do Brasil, atinge a Lua e o Meio do Céu de Temer com uma quadratura, aspecto tenso e igualmente desagregador. Neste caso, o Meio do Céu, ligado à reputação, tem esta última dissolvida, por algo que ocorre à revelia (Netuno): a gravação foi feita sem que ele soubesse. Não bastasse isso, Saturno em trânsito, “indo e voltando” em movimento direto e retrógrado (atualmente até 25 de agosto de 2017), dispara as quadraturas com nada menos que Netuno e Sol do mapa de nascimento, sendo que o Sol é o fator que rege a casa 12, a casa dos “inimigos ocultos” e das operações que ocorrem à revelia do indivíduo. Essas mesmas operações, ao que tudo indica, revelam parceiros obscuros (Netuno transitando na casa 7). Acrescente-se a progressão da Lua, que em maio inicia uma oposição com o Mercúrio. Na experiência de tal aspecto é bem mais complicado manter segredos, cuidar de documentos, organizar-se, sendo possível viver uma sequência de mal entendidos (ou muito bem entendidos, dependendo do caso!), com problemas com pessoas mercuriais, como jornalistas, por exemplo, e com sistemas de comunicação em geral. Temer iniciará um período de muita vulnerabilidade a contradições a partir deste mês. Não nos esqueçamos que esse mesmo Mercúrio que agora se aflige fortemente é o planeta que rege o Ascendente (identidade, corpo, expressão pessoal) em Virgem e o Meio do Céu (reputação, visibilidade, arcabouço de realizações, vida pública) em Gêmeos.

Trânsitos (círculo externo) sobre o mapa natal de Michel Temer

É possível que nos próximos meses Temer tenha o apoio de algumas mulheres, talvez até na forma de depoimentos, em função do trígono da Lua progredida com Vênus (vale lembrar que sua esposa é “bela, recatada e do lar”, ela pode ter algum papel nesse apoio). Com Marte transitando neste e no próximo mês por sua casa 10 é bom se preparar para as óbvias lutas e disputas, com ataques frontais vindos de várias direções. Esse planeta formará, no céu geral, uma oposição com Saturno em junho, atingindo o eixo das casas 4 e 10 de Temer: um desajuste e uma turbulência em termos de território, bases operacionais, intimidade, bases emocionais, apoios gerais e imagem pública. A questão principal é o abalo e a confusão que tal denúncia e acusação pode provocar nas já bem frágeis bases políticas. Ainda que seja provada inocência, o conserto do estrago pode demorar.

No que se refere ao mapa da Independência, o vaivém de Saturno em trânsito vem atingindo Mercúrio radical, que é o planeta regente do Sol em Virgem, simbolizando uma extensão da crise que já vínhamos vivendo desde o processo contra Dilma Roussef. Os meses de junho e julho e, posteriormente, outubro e novembro, são os mais intensos no agravamento desta crise.

Trânsitos (círculo externo) sobre o mapa radical do Brasil (Independência)

O problema político ainda pode se desdobrar numa crise econômica ainda mais severa e num tremendo atraso nas decisões que poderiam reorganizar os eixos políticos brasileiros. Como disse acima, Saturno em trânsito em seu vaivém logo atingirá Plutão radical do Brasil na casa 2, a casa dos ganhos, dos recursos e, no caso institucional, do gerenciamento financeiro, o que inclui o sistema bancário. Idem em se tratando do período que se inicia em dezembro de 2017, indo até o final de fevereiro de 2018, quando o mesmo Saturno faz conjunção com Netuno radical, o regente moderno da casa 2 do Brasil, em Peixes. Será preciso uma espécie de força-tarefa econômica e alguma improvável, mas muito desejável, união, ainda que provisória, entre partidos e correntes políticas para evitar um caos ainda maior nas formas de acúmulo de riquezas no país. Algo do tipo, uma organização capaz de dar suporte a tais questões e evitar a abertura de um ralo econômico se pressupõe pelo trígono da Lua progredida do Brasil com seu Plutão radical, de setembro a fevereiro de 2018. Há que se ter esperança em ao menos um pouco de bom senso das pessoas envolvidas, até porque elas mesmas vão em boa parte para o mesmo buraco, caso isso ocorra. Ainda é possível prevenir.

Este texto é uma verificação provisória e obviamente incompleta, com base nas primeiras informações. Seu intuito é, primeiramente, entender, em termos astrológicos, que aspectos e ciclos vêm atingindo o mapa do Brasil e do presidente e se há uma correspondência entre o que ocorre no céu e por aqui. Por outro lado, algumas correlações dos trânsitos já podem ser discernidas com uma pequena antecipação, como vimos acima. Vamos, portanto, aguardar o desenrolar dos fatos para eventuais revisões nas perspectivas indicadas neste texto.

Continuamos de olho.

Carlos Hollanda
Confira a agenda de cursos de Astrologia 2017 com Carlos Hollanda clicando aqui
Curta a página Carlos Hollanda – Astrologia, no Facebook

 

Caos, Ordem, Organização e a vida fora dos escaninhos

Os campos de realidade ou nossas experiências com alguma coisa não são fatores compartimentados ou segmentados como quer nossa mentalidade ocidental, racionalista e cientificista ou as definições cabais da sociedade, com seus rótulos e preconceitos populares. Há uma fronteira tênue em tantos assuntos! Gradações e até interseções entre campos que, olhando de longe, parecem tão opostos. “Isso é isso, aquilo é aquilo” ou “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, diz o costume de quem deseja ver somente os compartimentos que criou na cabeça ou que lhe imputaram por aceitação tácita do que parece mais “confortável” pensar junto aos demais. Acredite: em algum momento, sob algum aspecto, você também é uma criatura híbrida e as coisas que você faz ou fará terão desdobramentos imprevisíveis devido a abrangerem diferentes campos (ou diferentes formas de interpretação). Mas, calma, não me refiro a “total” ausência de controle, como preconizam algumas linhas de pensamento mais em voga. Controle sempre há, junto com a falta dele. A realidade é algo bem mais complexo. Dizer que não há qualquer controle é compartimentar também, quase tanto quanto dizer que é possível controlar tudo por algum meio (o racional, por exemplo). Nem um nem outro. Em algum nível, talvez lá pelo “meio”, há controle com descontrole e vice-versa. Você pode controlar, até certo ponto, coisas como deixar cair um lápis no chão, em expectativa pelo empuxo gravitacional, mas talvez, dependendo do caso, se estiver em local ao ar livre, uma forte lufada de vento não cogitada no experimento pode alterar a trajetória do objeto que foi solto das mãos e ele cair onde menos se espera. Esse elemento caótico está sempre e invariavelmente presente, de mãos dadas com os processos organizadores naturais ou os humanos. Os naturais são, entre outros, formas orgânicas, que seguem padrões para se erigirem, ou as formações inorgânicas que seguem os padrões eletromagnéticos e gravitacionais, como as moléculas, os cristais hexagonais de neve, as espiralações das galáxias etc. Mesmo esses padrões sofrem entropia, isto é, desagregação de suas características e padrões originais pela interferência de outros padrões ou da perda de energia. É transformação e interação constante com elementos caóticos que alteram os padrões e que fazem com que uma impressão digital, um rosto ou mesmo um cristal de gelo jamais sejam 100% semelhantes um ao outro, mas que nos fazem notar que têm a mesma origem e estrutura por trás da superfície. Isso vale também para transcodificações e cópias, que podem perder parte de suas características ao reproduzirem o original, tornando-se, portanto, uma outra coisa, muito semelhante, mas outra.
 
Daí vale dizer que definições absolutas são complicadas, são sujeitas a variações e contextos tantas vezes. O que você definiu e deu certo hoje, sob dada circunstância, amanhã, e sob outra, poderá ser aplicado de modo um tanto diferente, ainda que a estrutura daquilo que pensou permaneça.
 
Hoje a Lua, transitando em Sagitário, forma uma quadratura T com Netuno e Marte, respectivamente em Peixes e Gêmeos. A configuração celese serviu de inspiração para este texto por sua analogia com os símbolos envolvidos. Vale a pena pensar nisso e não criar escaninhos onde se encaixem pessoas e circunstâncias tão cabalmente quanto lhe parece confortável e óbvio fazer. Talvez você só possa mesmo discernir o tal padrão ao ver o todo e não a parte, saindo da racionalidade e das repetições de ditos populares, afastando-se, distanciando-se o suficiente para enxergar que aquele padrão que você apontou com tamanha intensidade com um dedo acusador, está dentro de outro, que está dentro de outro e outro e outro até formar um grande mosaico onde tudo isso interage harmoniosa e caoticamente, como tudo na natureza.

Ingresso do Sol em Áries – 2017 – ano novo astrológico

FELIZ ANO NOVO!!!
Tomara, com essas quadraturas…

Eis um resumo do mapa do ano. Abordo aqui apenas alguns pontos e localizadamente. Somente no final é que falo um pouco sobre questões que ultrapassam fronteiras brasileiras.

clique na imagem para ver maior

O ingresso do Sol em Áries, que é o início do ano novo natural, o equinócio de primavera no Hemisfério Norte e de outono no Hemisfério Sul, é o momento-semente de todo o ciclo de 12 meses que parte dali. Hoje, dia 20/03/2017, ocorreu, aqui no Brasil, em boa parte, como Rio de janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília às 07:28:34 da manhã (o horário muda de acordo com a hora local – Manaus, por exemplo, foi uma hora antes, enquanto Lisboa, três horas depois).

Aqui em todo território brasileiro, com exceção do Acre, que terá Ascendente em Peixes, teremos um ano de Ascendente em Áries. Um bom ano para desempenhar tarefas pioneiras, ultrapassar os próprios limites, vencer as barreiras que nossas indolências e zonas de conforto ou temor de fracasso nos impuseram. É preciso, como é sabido por qualquer um que leia nem que seja uma revista popular de Astrologia, se conscientizar de potenciais atitudes impulsivas, irrefletidas, mas o senso de urgência ariano também tem suas virtudes, como não deixar para amanhã o que se pode fazer “ontem”. Será um ano de precipitação, portanto, seja no sentido desagradável com as já citadas ações impensadas, seja com o outro lado, com o fazer acontecer, mesmo com poucos recursos em mãos. É típico de Áries, quando não possui todos os meios considerados necessários para algo, lançar mão de improvisos ou do mínimo possível, a fim de que alguma saída da situação estagnada se faça presente. Os objetivos precisam ser alcançados, mas se engana quem atribui a esse símbolo a tendência de procurar os fins independentemente dos meios. Há uma questão de cavaleirismo, no sentido medieval da coisa, ao menos em termos simbólicos, em que vencer a qualquer custo diminui o valor da vitória, se é que se pode considerá-la como tal dessa maneira. É um ano em que se busca vencer mesmo as mais difíceis provas com certo entusiasmo.

Marte, o planeta que rege Áries, inicia o ano em Touro. Temos que tomar um pouco de cuidado apenas com uma tendência a entendermos tudo um pouco ao pé da letra e reagirmos com demasiada obviedade, como se tudo fosse absoluto – some-se aí a quadratura T que envolve Júpiter, Urano e Plutão, sendo que Mercúrio quadra esse Plutão – e simplificado. Tende-se a dois extremos:

a) simplificar demais o que se diz e as atitudes com base nos modelos mentais adotados e dar status menor a coisas que requerem maior ponderação e relativização;

b) tornar tão complexa e paranóica a interpretação que um mero “bom dia” pode soar como uma ameaça e gerar reações de autodefesa absolutamente desnecessárias e, o pior, bastante contínuas e prolongadas (Marte em Touro e a manutenção ininterrupta da ação ainda que o alvo esteja errado ou que a destruição já tenha sido feita).

Isso, convém lembrar, vale para todas as localidades cujo Ascendente do Ingresso estará em Áries. De fato, também possui repercussões em todo o mundo, devido à grande quantidade de planetas simultaneamente situados nesse signo (Sol, Mercúrio, Vênus, Urano), todos eles regidos por Marte, que está em Touro e, por sua vez, regido por Vênus. Ambos, Marte e Vênus, portanto, estão em mútua recepção, o que seria mais ou menos um alento, no sentido de que os impulsos e embates podem ganhar um tempo relativamente menos curto para ponderação.

Como disse, independentemente da localidade na Terra, os aspectos entre os planetas do Ingresso permanecem praticamente os mesmos. Isso vale para a conjunção da Lua com Saturno em Sagitário, uma conjunção com exatidão (partil) de poucos minutos de arco, apenas, portanto, com efeitos muito nítidos. Entre eles, um já esperável reforço de fronteiras e diferenças culturais. Há também a tendência ao fechamento de círculos de crenças e de sistemas de pensamento, que, tem um certo alívio em alguns momentos pelo trígono com Urano (infelizmente, menos potente, já que separativo). Nesse caso, sobre o que governos e instituições legitimadas, estabelecidas bloqueiam, organizações independentes passam a construir alternativas. Sempre com algo um pouco menor, mas significativo, se repetido por muitos pequenos núcleos com intenções similares de abertura, mesmo com tarefas e interesses diferentes, mas convergentes para a partilha de benefícios não em termos de raça, credo ou nação ou bloco, mas em termos humanos e planetários. Só demora um pouco a ser visto, o que pode dar margem a uma certa desesperança para quem tem urgência.

Com Alderamin (Alfa Cepheus) e Alpheratz (Alfa Andrômeda) conjuntas a Mercúrio (daqui a pouco vem a patrulha das órbitas de Estrelas Fixas – adoto até 2 graus para algumas por constatação do funcionamento, independentemente do que sei que dizem os autores tradicionais – experimente ou não queira ensinar o padre nosso ao vigário), podemos ter um ano especial para a produção poética, literária (em termos de ficção), para as buscas e produções intelectuais divulgadas rapidamente sobre as liberdades, sobre o “desacorrentar” aqueles que desejavam ter voz e o sistema, regidos por padrões petrificados de valorização do conhecido, negava.

Schedir, a Alfa da Cassiopéia, fica sobre Marte. Podemos ver uma quantidade maior de mulheres ganhando destaque e poder, interferindo mais nas sociedades e nos governos, desempenhando tarefas de autoridade. Cuidado apenas com a soberba e vaidade, pecados dessa estrela. Hamal, a alfa de Áries, está conjunta e esse Marte (sim, mesmo em Touro! – saiba como no curso de Estrelas Fixas que começa dia 30/03, em Ipanema, com este que vos fala). Vivian Robson afirma que essa conjunção resultaria em “violência, tendências criminosas, posição influente, mas desgraça final e ruína”. Bastante assustador ler essa tradução do modo como os medievos viam a estrela, mas até onde pude observar Hamal é o lado mais Lancelote da constelação, ou, melhor dizendo, um lado meio super-herói, agressivo, porém com boas intenções e meio ingênuo. A interpretação acima caberia um pouco mais em Sheratan, a beta de Áries, bem mais sujeita a rompantes de brutamontes de filmes de ação ou daqueles que empacam em suas convicções e combatem ideologicamente aqueles que julga não terem objetivos similares, quando há convergências que poderiam ajudar mutuamente. Podem ser bem literais também.

Enfim, relembrando que isto é apenas um resumo. Muito mais pode ser encontrado na leitura do mapa do ano.

Conheça mais em nossos cursos online: Ciadosastros.com.br

E, ATENÇÃO: não deixe de conferir a agenda de cursos presenciais de 2017. Clique em qualquer uma das imagens abaixo para abrir a página.

cartaz-formacao-astro-esp-psi

Abraços,
Carlos Hollanda

O sucesso, o perigo e o olhar ciumento de quem admira e deseja – breve listagem de épocas de conflito até maio de 2017

Aproveitando que Sol, Mercúrio e Plutão vão se aproximando um do outro, enquanto transitam em Capricórnio, durante o fim de dezembro de 2016 e todo o janeiro de 2017.

mozart

Mozart e Salieri. Precisa dizer mais?

Um dos mais evidentes sinais de que você faz sucesso e incomoda quem gostaria de chegar onde você está é receber admoestações públicas de “erros” que não são erros. A pessoa está tão ávida para reduzir o que você faz que mesmo você dizendo “A”, ela consegue ler “B” e, independentemente do quão claro você deixou que é “A”. Logo em seguida, expõe publicamente o quanto você seria “idiota”. Uma breve observação daquele detalhe mostra que aquilo que foi apontado como erro (e que não era) estava:

 

 

a) explicado em negrito na nota de rodapé;

b) lá no texto principal, exatamente como aquele que reclama diz que deveria estar;

c) numa imagem que acompanha o texto;

d) dito com outras palavras, mas cujo sentido e resultado era precisamente o mesmo.t

e) diferente do que disse aquele que aponta o “erro”, mas na verdade eram seus dados que estavam corretos. Para ter certeza disso basta rever os dados e procurar outras fontes.

 

Se isso estiver acontecendo com você, prossiga conforme pensou antes. Procure não responder, se não for realmente necessário e, se o for, faça-o com o mínimo de envolvimento possível e com economia de palavras, procurando as mais sensatas e pacificadoras . Não alimente um conflito que só faz chamar a atenção para aquele que gostaria de obtê-la a partir de um mérito que não é o dele. Algumas pessoas se alimentam de conflito, sem saber que isso também as corrói e consome um tempo precioso que poderiam usar para crescerem por si mesmas e não tentando desqualificar aquele objeto de desejo ou admiração secreta: o sujeito que tentam derrubar sem que ele tenha feito algo ilegal, prejudicial ou que o tenha magoado. Ou sabem, mas como são autodestrutivas, seguem assim mesmo com suas facas de dois gumes em riste.

Apesar de boa parte do conhecimento disponível se produzir a partir do debate, quando este é feito com educação e com questionamento todos se beneficiam mutuamente. É bem diferente do que estou dizendo acima, que é desqualificação pura e simples, seja baseada em preconceito de alguma ordem, seja por que se segue uma forma de pensar diferente ou até por ciúmes/inveja mesmo. O conhecimento se produz muito mais depressa e claramente sem que se tente descredibilizar uma proposta antes de tê-la compreendido direito ou que pelo menos se dê ao proponente o beneficio da dúvida. Quer um exemplo? “Vai acreditar nesse negócio de Complexidade? O sujeito que disse é astrólogo!” ou “Isso é coisa de viado! Não leve a sério” ou “Esse sujeito não usa o mesmo método que nós, portanto, não é sério.” ou “Esse teórico que você usou neste trecho de seu trabalho é fraco, portanto, todo o seu trabalho, inclusive os 99% dele em que você não usa aquele teórico, foi recusado” ou “Não acredito em você porque você é meu amigo”. Este último exemplo, aliás, é o que é mais cruel: por mais que você possa ter tido (ou achado que teve) experiências que tenham posto em dúvida a credibilidade do que diz seu “amigo”, se ele assim o é, merece ao menos o benefício da dúvida. Aqui você estaria tendo certeza de que ele não o merece e não lhe está dando chance alguma. O resultado pode ser ele passar a não lhe dar chance alguma também. Adeus amizade, se é que ela existiu mesmo algum dia.
Não está sob seu poder mudar a forma de proceder dessas pessoas nem resgatá-las de suas percepções, mas está em seu poder dar uma pausa e uma suavizada nas suas próprias. Não entre no conflito, procure responder com resultados e ações coerentes. Se não der para prosseguir numa direção ou por um caminho, tente outro, mesmo que seja um pouco mais tortuoso. Não, não é fácil, mas talvez não haja nada melhor para fazer nessa vida…

 

Em janeiro de 2017 a tripla conjunção de Sol/Mercúrio/Plutão vai intensificar a Quadratura T envolvendo Júpiter-Urano-Plutão, aquela mesma que segue até maio de 2017. Os signos cardinais, Áries, Libra e Capricórnio são os ativados. Se pensarmos nesses signos como uma espécie de “casas cósmicas”, de modo equivalente ou análogo (não idêntico) às casas mundanas, as ações competitivas (Áries) por destaque e credibilidade (Capricórnio) precisam ser moderadas e mediadas (Libra) a fim de que não se transformem em conflitos irremediáveis. Pessoas públicas recebem uma dose um tanto maior de pressão. Alguns são atacados em locais públicos, seja com vaias, com tomates, com gritos ou até com empurrões. Outros só têm que aturar a falta de noção alheia, como ser parado na rua por um desconhecido que o admira, mas critica duramente algo que você falou ou escreveu, como se fosse a maior das ajudas do mundo e querendo que você saia dali muito feliz por ter “crescido” com o “valiosíssimo” conselho. Júpiter tensionado com elementos saturninos envolvidos (vários planetas em Capricórnio e Saturno em Sagitário, regido por Júpiter atualmente) pode ser bastante intruso em suas críticas que considera construtivas, mas podem nada resolver e até piorar a situação, já que perdem de vista o conteúdo em função do desejo por uma forma ideal e excelente de apresentar esse mesmo conteúdo. Não que isso não seja importante, mas se somente isso for importante, adeus conteúdo.

transitos

Trânsitos do dia 12/01/2017. Clique na imagem para ampliar

As datas mais tensas do período da quadratura Júpiter-Urano-Plutão são aquelas em que algum outro fator mais veloz passe por Câncer, outro dos quatro signos Cardinais (Áries, Câncer, Libra, Capricórnio), que atualmente não tem planetas lentos em trânsito por ali. Ao ter um planeta em Câncer, forma-se uma Grande Quadratura, a mais tensa de todas as configurações. Como a tensão da quadratura T vai até maio, aí vão os pontos críticos para que possamos nos planejar de algum modo:

  • 11 e 12 de janeiro – com a Lua passando em Câncer.
  • Aqui cabe um adendo: os últimos 5 dias de janeiro e os 5 primeiros de fevereiro também são perigosos. Vale evitar situações reconhecidamente arriscadas. Podemos pensar em naufrágios (Lua, Kiron, Vênus em Peixes, em quadratura com Saturno em Sagitário), novas afirmações escabrosas ou crises envolvendo autoridades internacionais (Saturno em Sagitário) e notícias de agravamento de situações já calamitosas em zonas de falência do Estado (vide Venezuela, Estados brasileiros e similares)
  • Outro adendo: os oito últimos dias de fevereiro e os 5 primeiros de março terão Marte envolvido na quadratura T, fazendo conjunção com Urano em Áries. Um dos períodos mais tensos de todos. Os locais mais vulneráveis em termos de conflitos latentes (comunidades assediadas pelo tráfico de drogas, zonas de guerra, mesmo com cessar-fogo, instalações que possam pegar fogo ou explodir, como os bueiros de Copacabana) estão na lista de potenciais danosos da fase. A Lua passa ali nos dias 1 e 2 de março.
  • Nos dias 7 e 8 de março a Lua reativa a Grande Quadratura. Considerando uma órbita larga, vale pensar também no dia 6 de março.
  • Dias 21 e 22 de março. Lua conjunta a Plutão, na quadratura T.
  • Em 26 de março, Mercúrio alcança Urano e incrementa as possibilidades de desentendimentos, diante da quadratura T. Projetos muito inovadores recebem resistência ainda maior das forças opostas. Ao menos há um trígono com Saturno até 01 de abril, o que pode representar uma facilitação ao apresentar idéias já testadas e comprovadas antes. É também uma fase de reorganização de sistemas estatais, burocráticos, administrativos em geral, planejando as investidas (Mercúrio em Áries) para resultados em médio prazo (Saturno).
  • Abril tem os dias 3 e 4, com a Lua reativando a Grande Quadratura, enquanto que de 05 até 17 desse mês o Sol está conjunto a Urano em Áries, intensificando a configuração da quadratura T. Nessa faixa de tempo, os dias 10 e 11 de abril parecem ser os mais complicados, em função da Lua também reentrar na configuração, ao fazer conjunção com Júpiter em Libra e oposição com o Sol (Lua cheia) e Urano em Áries + quadratura com Plutão. Idem quanto aos dias 17 e 18, sobretudo este último, quando a Lua alcança Plutão em Capricórnio, nesta configuração.
  • O último ponto tenso desse período de quadratura T é o dia 25 de abril, quando a Lua atinge a configuração pela última vez antes de ela, a configuração, se desfazer. Isso não significa que tudo ficará totalmente “maré mansa”, pois teremos outros aspectos tensos entre planetas lentos ao longo do ano, mas ao menos termina a configuração mais tensa do primeiro semestre.

Conheça mais em nossos cursos online: Ciadosastros.com.br

E, ATENÇÃO: não deixe de conferir a agenda de cursos presenciais de 2017. Clique em qualquer uma das imagens abaixo para abrir a página.

cartaz-formacao-astro-esp-psi

NOTA: este artigo não pretende indicar todas as possibilidades existentes ao longo do período analisado. Sempre existem outros fatores que podem ser levados em conta. Aqui, no entanto, concentrei-me apenas em alguns dos principais pontos críticos do ano de 2017.

Cordialmente,

Carlos Hollanda

P.S. Que tenhamos um produtivo e feliz 2017!


Solicite os livros acima pelo e-mail carlos.hollanda@gmail.com

 

 

Configurações Tensas no Céu e Virtudes Fora do Lugar

cage_by_parablevUma parte considerável dos problemas que enfrentamos, senão a maior parte, deriva não de “defeitos” que nos seriam inerentes, mas sim de talentos e virtudes. Estas, na verdade, podem ser tão enfáticas e predominantes na personalidade que muitas vezes tomam o lugar de atitudes e comportamentos que se encaixariam melhor em dadas situações. Desse modo, tais talentos e virtudes se alastram e se espalham para circunstâncias onde eles são desnecessários ou até condenáveis. Assim são criados aquilo que, grosso modo, chamamos de defeitos, vícios e coisas do tipo (Jung chamaria de “sombra”). Pode ter faltado uma promoção de consciência naquele campo de experiências que produzimos ou procuramos. Sem dúvida que não há como promover essa percepção para tudo 24 horas por dia e todos os dias do ano. Em algum momento haverá uma “escorregada” e um potencial predominante irá se infiltrar pelas brechas do consciente.

 

light-shadow-jung-red-book-55Quantas vezes aquela pessoa generosa, que deseja o bem estar de toda a humanidade, que se esforça para levar a todos algo que a ela fez muito bem não acaba se tornando inflexível ao adotar apenas aquele método ou um pequeno conjunto de métodos ou conceitos, diante de formas diferenciadas que outras pessoas têm de encontrar o mesmo? Essa pessoa parte do princípio de que está ajudando, pretende se doar, dar o melhor de si, levando os demais a fazerem como ela mesma faz para atingir aquele resultado. E aí, sem perceber, passa a condenar os outros por não fazerem daquele modo. Aí, se ela também tiver uma tendência expansiva ou competitiva, irá desqualificar os outros modos de expressão, a fim de que os outros vejam como o dela pode ser melhor. Percebam que a coisa teve seu ponto de partida no desejo de trazer um ideal à vida cotidiana e favorecer a todos, mas como não houve uma percepção de limites ou uma flexibilização dessa mesma qualidade, começou-se a manifestar o outro lado da coisa. Ela, que prezava tanto pelo bem de todos, se vê relativamente isolada ou fechada numa espécie de “clube” entre aqueles que só conseguem pensar de modo muito semelhante (o que será bem perigoso, se esse “clube” tiver centenas, milhares ou milhões de adeptos) . Mesmo assim, atuando como uma figura cerceadora de comportamentos de um modo ou de outro, ao citar clichês e normas que não servem para 100% dos casos e contextos.

 

talkative-duct-tape-solutionQuantas vezes aquele sujeito com extraordinária articulação verbal, excelente argumentador, de raciocínio rápido e claro, não se coloca em situação de conflito e de rejeição social justamente por causa de sua habilidade? Podemos imaginar uma situação extrema, em que um mero debate de idéias que podem servir para “digestão” posterior se torna uma praça de guerra. Ou,ainda, numa situação potencialmente conflituosa, o sujeito resolve debater para provar-se certo a todo custo. Claro, ele tem os “melhores” argumentos, ele se vê imbatível diante das outras pessoas, que não têm sua clareza, mas o que faz, na verdade, é acirrar o conflito, podendo leva-lo às vias de fato, acreditando piamente que os “imbecis” do outro lado precisam se converter a seu raciocínio ou serem eliminados da existência. Se, junto com isso ainda possuir uma tendência a ser sincero em demasia, imagine se estiver em local de guerra, dialogando (ou monologando) com o oponente e lhe dizendo tudo o que acredita ser verdadeiro e benéfico para aquele com quem debate.

 

Quantas vezes aquela pessoa caridosa, piedosa, que está o tempo todo deixando de se expressar, que deixa de lado alguns de seus principais sonhos em prol da família, que sonha em viver em paz, que sempre dá a vez aos demais, não se queixa de que ninguém a leva a sério, que não tem espaço próprio dentro da própria casa, que as pessoas tomam decisões à sua revelia?

 

O lado “negativo”, me parece, no fim das contas, o “positivo” fora de seu lugar de melhor encaixe devido a uma impossibilidade anterior de promoção de consciência desse talento ou virtude. O padrão repetitivo de situações com as quais nos deparamos pode nos revelar bastante a respeito. Vale a pena prestar atenção a ele e começar uma espécie de “musculação mental/emocional” para aos poucos perceber os sintomas desse talento e quando ele irá transpor seus melhores campos de expressão. Para facilitar, eis um breve exemplo, bem resumido e parcial, claro, do que disse: tagarelas podem ser ótimos professores ou jornalistas. Agressivos podem ser lutadores ou pioneiros em grandes idéias e procedimentos. Melancólicos podem ter pensamento profundo e reflexivo, como os melhores filósofos. Frios e calculistas podem ser excelentes em situações de pânico alheio ou em zonas de conflito, em que as paixões estão por todo lado difíceis de controlar. Passionais são ótimos em shows de música, arte dramática, tango, na entrega de corpo e alma a um projeto. Para muita gente a solução desse descontrole do talento pode ser simplesmente “gastar” o talento, isto é, usá-lo intensamente nas situações desejáveis. Uma pessoa muito faladora, por exemplo, após um dia inteiro dando aulas pode querer apenas ouvir e observar. Torna-se mais reflexiva e tem chances maiores de aprender e reformular o pensamento. É uma possibilidade. Analogamente, alguém concentrado o dia inteiro numa tarefa que requer atenção e silêncio, pode querer bater um belo papo, contar piadas, comentar o noticiário e coisas do tipo, ao final do dia.

 

Enfim, vamos viver uma configuração celeste bem tensa (quadratura T de Júpiter-Urano-Plutão em signos cardinais) até maio de 2017. Vale a pena repensar nosso radicalismo e o modo como nossos talentos podem criar situações desastrosas, se excederem muito suas principais e mais adequadas áreas.

O Desastre Aéreo com a Delegação da Chapecoense – Descrição e análise das configurações astrológicas

O desastre aéreo que matou a maior parte da delegação do time de futebol Chapecoense e vários jornalistas ocorre com a Lua já na fase nova, estando ela e o Sol em quadratura com o eixo nodal. As tensões envolvendo os nodos relacionam-se a processos desestabilizadores, desenraizadores, quebras/rupturas, desenlaces dramáticos. Simultaneamente estamos diante da longa configuração da quadratura T envolvendo Júpiter, Urano e Plutão, sendo os dois primeiros regentes, respectivamente, de longas viagens e de aviação. Há que se levar em conta todo e qualquer reforço em sistemas de segurança em situações que envolvam risco usando máquinas ou equipamentos avançados e deslocamentos em longa distância.

chapecoense-acidente

Obviamente o que é dito acima não é uma constante, isto é, não é todo o tempo que tragédias como esta ocorrem durante essa combinação de aspectos. Entretanto, onde houver problemas de segurança em equipamentos, em condições climáticas críticas ou tensões coletivas em dadas localidades, a tendência indicada pelos aspectos têm grande chance de se manifestarem com toda força. Nem tampouco significa uma pretensão de alívio, infelizmente, à dor da perda que tiveram os parentes. Trata-se de uma tentativa de compreender as características do momento e seus efeitos , de modo muito semelhante ao que se fazia nas origens da prática astrológica, pelos sacerdotes mesopotâmicos. Observação, registro e comparação com ciclos subsequentes para, eventualmente, chegar a medidas de gerenciamento do porvir.

chapecoenseObtive os dados da fundação da Associação Chapecoense de Futebol, sem o horário exato. Ocorreu em 10/05/1973, em Chapecó-SC. Os mapas das imagens que acompanham este texto referem-se, respectivamente, ao momento do acidente e à comparação do mesmo com o mapa da fundação do time. Note-se que, em função da ausência do horário da fundação, estou utilizando um mapa solar, isto é, situando o Sol desse mapa na posição de um Ascendente hipotético e dividindo as casas derivadas desse Sol em 30 graus iguais cada uma. Fica, então, a comparação dos trânsitos daquele momento com as posições planetárias calculadas para o meio-dia, a fim de que tenhamos uma posição mais ou menos próxima da posição real da Lua para a fundação, que, se tivesse ocorrido antes das 6 horas da manhã, estaria ainda em Leão. A probabilidade bem maior é de que esteja mesmo no signo de Virgem, pois, ao longo daquele dia, e ao longo do seguinte, permaneceria nesse signo. A máxima variação dessa Lua no dia 10/05/73 seria pouco mais de 10 graus de Virgem. Já as casas derivadas da posição do Sol podem oferecer pistas importantes sobre os efeitos mundanos, de modo similar ao de casas astrológicas calculadas com um horário conhecido para um evento. É preciso contextualizar, no entanto, para entender a diferença entre um mapa com horário e esse sistema de leitura com o mapa solar e chegar a denominadores comuns entre o mapa com hora e o solar.
chapecoense-transito

Kiron, até onde tem mostrado uma coletagem de dados que venho fazendo já há pelo menos 10 anos, está sempre presente junto às configurações mais tensas associáveis a catástrofes e outras situações de grande gravidade. Neste caso, a quadratura T de Júpiter-Urano-Plutão atinge o Kiron radical da Chapecoense em cheio, assim como Urano radical, sabendo que este último, no mapa natal já tem uma oposição com esse Kiron (a oposição geracional de todos os que nasceram no período). A outra configuração tensa, com a Lua nova e a quadratura com os nodos lunares, atinge simplesmente três pontos já tensos no mapa radical: a quadratura Lua-Marte-Netuno.

A título de experimentação com a técnica do mapa solar, a nona casa derivada do Sol tem a cúspide em Capricórnio. A nona casa se relaciona com viagens longas, culturas de locais distantes, entre outras coisas, enquanto sua cúspide em Capricórnio tem como planeta dispositor (regente, que dispõe, que comanda a casa) Saturno. Como vimos, Kiron em trânsito, em retrogradação, aplica uma quadratura com Saturno do mapa radical da Chapecoense. Simultaneamente, Marte em trânsito, apesar de já se distanciar da conjunção com Júpiter, parece ainda ativá-la concomitantemente a uma quadratura com o Sol radical. Esse mesmo Marte em Trânsito ainda estaria na casa 9 derivada do Sol, assim como o benéfico Vênus (talvez o que coincide com os atuais 5 sobreviventes) e Plutão, já em conjunção com a cúspide dessa nona casa derivada. Sendo que Plutão está envolvido na já referida quadratura T com Urano e Júpiter. Desse modo, a casa relacionada a viagens longas está deveras tensionada.

Ainda sem poder precisar o ponto focal da progressão da Lua para o mapa da Chapecoense, mas compreendendo que mesmo com uma certa antecipação um aspecto tenso pode se manifestar, verifica-se que a Lua progredida (técnica da progressão secundária) está fazendo uma oposição (aspecto muito tenso) com Plutão do mapa radical. Já Marte progredido está invariavelmente realizando essa oposição com o mesmo Plutão. Igualmente, o Sol progredido envia uma quadratura a esse Plutão. As progressões de Marte e de Sol, por serem muito lentas, por realizarem aspectos em períodos que podem chegar a até 5 anos (dependendo da órbita em graus que se usa para tanto e dependendo de Marte progredido retrogradar ou não – podendo chegar a bem mais do que esse tempo) funcionariam como panos de fundo, tendências fortes, mas ainda assim, latências que precisariam de disparadores na forma de aspectos formados por um fator mais rápido. Este é a Lua progredida. Todos ativando por aspectos tensos o Plutão do mapa radical, que simboliza, entre outras, situações como esta, de perdas.

capecoense-progressoes

chapecoense-x-jec-e1456602665517A Chapecoense, em conformidade com os muitos registros que mantenho aqui sobre as oposições de Saturno em trânsito com Saturno do mapa radical, estava em plena realização de muitos esforços anteriores, colhiam resultados de seu empenho, indo disputar uma das partidas das finais da Copa Sulamericana e iria para a Libertadores de América. De fato, sempre que ocorre essa oposição, a despeito do grande esforço de trabalho que lhe é simultânea, as realizações são muito numerosas e consistentes. Um reconhecimento merecidíssimo por uma trajetória simplesmente espetacular, de um time que saiu da Série D, chegou à Série A e ainda disputa um campeonato dessa magnitude. Ocorrer algo assim em qualquer momento, é lamentável, para dizer o mínimo, mais ainda durante uma fase tão pujante. Muita força para os familiares nessa hora, solidariedade a torcedores, amigos e ao Futebol em si, aos esportes e à Imprensa. Não é possível sequer conceber a dor que podem estar sentindo agora. Tudo o que podemos fazer, em nossa limitação e mediocridade, por hora é #forçaChape!

Carlos Hollanda
Terça-feira triste, 29/11/2016

 

Curas, Rotinas e a Alquimia: a Casa 6 e seus Denominadores Comuns

Por que a sexta casa do mapa é relacionada ao cotidiano e às rotinas, se ela é a casa do trabalho e da saúde?

construction1Por que na maior parte das vezes, o melhor remédio para um distúrbio em diferentes níveis de saúde (mental, emocional, física, social…) é voltar à rotina, criar uma, concentrar-se no trabalho, lapidar continuamente um hábito, construir um saudável aos pouquinhos, prestar atenção a detalhes que antes negligenciávamos.

Quantas vezes, devido a um mal do coração, no sentido da alma, das emoções e sentimentos, lhe deu um alívio tremendo se concentrar no trabalho? Desviar a atenção obsessiva de algo, ou melhor, concentrar essa atenção obsessiva num ou mais detalhes importantes e úteis é dar ao talento de aprimorar as coisas um lugar e uma via de escoamento, de uso. Estabelecer uma rotina clara o bastante, dedicar-se ao trabalho com afinco, ainda que ele seja simplesmente varrer uma casa, consertar sapatos, operar uma máquina, pode ser a diferença entre permanecer estilhaçado por um distúrbio emocional (perdas de relacionamentos, mortes de entes queridos, sentimentos de fracasso por motivos diversos) e estabelecer alguma organização para a psique e, consequentemente, dar margem à cura ou até mesmo significar a própria cura.

alquimiaA casa 6 é também uma casa de Alquimia, em diferentes sentidos, mas também naquele de lapidação ou purificação da alma, de ajuste ou Tikun (este termo em hebraico refere-se à correção, ajuste ou aprimoramento, com vias à purificação, algo comum ao estudo de Kabbalah e que também encontraremos nos significados e características da oitava casa). Enquanto vivemos estamos continuamente trabalhando, ainda que em ritmo menor, quando estamos a fazer “nada” (não existe “fazer nada” – até quando estamos contemplando uma parede e “babando”, a mente está em movimento – e se tivermos um Netuno poderoso no mapa ou algo enfático em Peixes, mais ainda – isso inclui as contemplações da casa 12). A cada passo, cada sucesso, cada frustração, cada despertar da percepção de que há algo que não havíamos levado em conta, trabalhamos. A mente trabalha, procura sintomas, procura explicações, procura sentido. Recorda vivências, junta pedaços, peças de nosso quebra-cabeças pessoal, em nossas narrativas pessoais, narrativas estas (memórias, experiências pessoais, construções sociais) que fazem de nós o que somos dia após dia. Temos um corpo, mas todo o restante é narrativa, é sinal, é signo, é código, é uma história e é, sobretudo, símbolo. Este último se manifesta nas mais variadas experiências de campo que temos, as coisas “externas” que têm, simultânea e invariavelmente, um correspondente interno e vice-versa. Há essa inteireza, não um “fora” e um “dentro”, há uma espécie de codificação que revela que material e imaterial são uma só coisa e tal código/história/narrativa estabelece o link e o sentido em todos os níveis, só precisamos decifrá-lo. tumblr_inline_ncqsynvmpn1qdcnhbPorém, o simples fato de tentar essa decodificação já é uma narrativa, já é um processo, já é uma jornada e faz parte de nossa história. E isso é trabalho, isso é feito cotidianamente e aos poucos, ora intensificando, ora suavizando. Isso é casa 6, isso é o contato com a doença, literalmente falando, com a discrepância entre nossas realidades internas e as realidades internas de outras pessoas no nosso dia a dia, no ajuste que temos que fazer para chegar a um certo grau de eficiência entre nossas vontades, as dos outros e as realidades concretas que se impõem e que servem de ferramentas para esse “apertar de parafusos” psicológico até que nos descobrimos tremendamente diferentes do que éramos quando ingressamos num dado sistema. Esse sistema dará lugar a outro, mais adequado ao estado em que estivermos numa dada fase da vida. Invariavelmente. Ainda podemos incluir o seguinte: no momento em que focamos nossa atenção, que evitamos as dispersões, que assumimos uma linha, um trilho de raciocínio ou um método para atingir determinado fim, ainda que este seja apenas contemplar, sentado à beira-mar, o horizonte, esse método já é um trabalho, uma rotina que pode produzir determinado resultado.

threecard-14-temperanceEu diria que as casas 6, 7 e 8 podem ter um belo parentesco com vários sentidos da carta da Temperança, no Tarot, culminando na casa 9, com uma direção de vida renovada após as crises que levam ao aprimoramento (afinal, em muitas concepções do Tarot, sobretudo as herméticas, costuma-se associar a Temperança ao signo de Sagitário, que, embora não seja absolutamente idêntico à casa 9, tem óbvias tangências e interseções de significados entre si – lembrem-se: casa não é signo e signo não é planeta, apesar de possuírem seus pontos de convergência). Se for resumir, a casa 6 detecta os pontos com fissuras, os trabalha com constância, produz mais e mais percepção, seja sobre um detalhe técnico, seja sobre si mesmo, psicologicamente falando. A casa 7 faz a mediação, verifica e estabelece os prós e contras entre o que se passa interna e externamente, procura encontrar o meio-termo entre aqueles impulsos primários, e nem sempre úteis ou desejáveis, e os ideais, a forma purificada, aperfeiçoada projetada pela casa anterior. Na casa 8 encontramos os meios para purgar aquilo que já não somos mais, aquilo que já não nos pertence. É a casa das “perdas”, mas creio que posso acrescentar que não necessariamente “perdas” no sentido de “ficar sem um pedaço”, mas em se tratando de “descascar”, “polir”, “eliminar” ou “recombinar” vários aspectos dispersos num todo mais coerente. Esse “recombinar” teria características semelhantes aos das sementes, que absorvem da terra nutrientes e que, como no caso das vinhas, fazem com que a síntese entre a qualidade da uva e a da terra (do clima, da água…) se tornem uma só coisa e resultem em sabores muito particulares para cada tipo de vinho. A casa 8 pode funcionar analogamente à pedra preciosa que, encontrada na mina, ainda possui resquícios de outros minérios, mas que, ao passar pela lapidação e polimento, descartando as partes que não se encontram no cerne brilhante e cristalino, revela o que de mais verdadeiro aquela pedra possui, inclusive, deixando passar a luz do Sol através de si. Alquimia, em um de seus mais claros atributos.

Cordialmente,
Carlos Hollanda
domingo – 27 de novembro de 2016 – Sol em 5:45 de Sagitário, Lua em 15 de Escorpião, Júpiter em Libra e Nodo Norte em Virgo.

livro transitos

Livro TRÂNSITOS PLANETÁRIOS, de Carlos Hollanda. Solicite diretamente ao autor e receba o livro em casa já autografado. Escreva para o e-mail carlos.hollanda@gmail.com

ciadosastrosblog

Formação Online em Astrologia. Cia. dos Astros. Conheça: http://www.ciadosastros.com.br