Resenha do livro “Kabbalah Hermética”, de Marcelo Del Debbio

Estou devendo esse texto faz um bom tempo. Um ano inteiro, se não me engano. Aproveitando o descanso e tempo livre, agora que o carnaval se foi e que o ano finalmente começa no Brasil, eis uma visão geral sobre o livro “Kabbalah Hermética”, de Marcelo Del Debbio, publicado por sua editora, a Daemon, com gigantesca, e merecida, adesão no Catarse, site de crowdfunding.

Trata-se de um grande (em vários sentidos, incluindo o tamanho físico) trabalho, com um projeto gráfico belíssimo, coisa que poucas vezes se vê em algo relacionado a tal estudo. Normalmente os livros possuem poucas ou nenhuma ilustração explicativa, coisa que o autor se preocupou em fazer não apenas com imagens que acompanham o texto, mas como forma didática de apresentação. As páginas também possuem belas decorações nas margens, com cruzes templárias em seus ornamentos, que recordam muito a maneira com a qual textos iniciáticos são impressos e entregues aos membros de organizações fraternais. A capa dura é também algo que gera uma boa impressão, com jeito de bíblia ou de livrão, meio grimório, que velhos alquimistas de filmes sobre o Medievo usam para consultar enquanto realizam seus trabalhos mágicos. Não bastasse isso, o miolo é feito em papel couché brilhante. Isso combina com o estilo enciclopédico com o qual Del Debbio construiu a obra. Os capítulos parecem grandes verbetes com verbetes dentro. Tudo com grande preocupação pedagógica, com introduções aos elementos, planetas, signos e sephirot, além dos caminhos da Árvore da Vida, letras hebraicas correspondentes e cartas do Tarot, que são a base do estudo da Kabbalah de linha Hermética.

Aqui temos uma volumosa síntese de conhecimentos que o autor adquiriu durante sua vida iniciática e também descobertas em práticas pessoais, pelo que parece, algo que particularmente me apraz, dado o fato de que geralmente faço o mesmo. Del Debbio percorre concepções de várias organizações e sistemas em seu livro. A capa, com a Rosacruz Hermética, da Ordem Hermética da Golden Dawn, sugere uma certa inclinação para o sistema propagado por essa fraternidade, embora haja uma originalidade no texto e nos muitos estudos comparativos que o autor faz com base em sua própria experiência e deduções. De fato, todos fazem muito sentido. O hercúleo trabalho de Mitologia Comparada é bem pouco encontrado com tantos detalhes quanto como neste livro. Vai muito além das habituais mitologias greco-romana e egípcia que se espera encontrar em algo do tipo.

Não que isso seja pouco, é muita coisa, com certeza, mas em “Kabbalah Hermética” encontram-se as correspondências entre muitos deuses e personagens equivalentes em um grande número de culturas, incluindo referências em cultura de massas, como as da série Star Trek, Star Wars, nos quadrinhos de Alan Moore, como “Promethea” (que este que vos fala pesquisou em seu doutorado – e disponibilizou a tese para download integralmente aqui) e na História da Arte, analisando e comparando centenas de referências. Tudo isso torna a obra muito esclarecedora. De fato, me acrescentou novos conhecimentos e reforçou tudo o que eu já conhecia há muitos anos.

Embora de forma alguma isso retire o mérito, a beleza, a utilidade e a grande qualidade pedagógica da obra, senti um pouco de falta de um índice onomástico (sim, aquele dos nomes) e um índice analítico, como a Vozes costuma fazer nas obras de Jung, com termos, expressões e outros dados relevantes e a localização de suas páginas. Aqui seria, por exemplo, o caso de procurar expressões como “caminho da mão direita” e “caminho da mão esquerda”, entre outras de igual importância, para localizá-las em diferentes contextos na obra, que, reitero, está magnífica. Isso se deve ao fato de que o livro é bem grande e possui muita informação. Em alguns pontos desejamos chegar a um dado termo que havíamos lido anteriormente, mas queremos reaver a página e seu contexto, e demoramos um pouco a encontrá-lo. Quem sabe, futuramente, não tenhamos um equivalente em formato digital? Assim uma busca interna no livro resolveria isso facilmente.

Há, ainda, um outro ponto alto na publicação: os diversos gráficos explicativos, lamen, esquemas, na forma de pôsteres muito bem pensados e bonitos. Um eu já pendurei na parede. Uso outros em aulas, como algumas das referências.

Enfim, “Kabbalah Hermética” é ao mesmo tempo um guia, excelente livro de consulta constante e algo a ser utilizado no aprendizado de Kabbalah por todos os que se dignarem a trilhar esse caminho pela via do Hermetismo, tanto professores quanto alunos. De fato, indico sempre aos meus alunos de Astrologia e aos de Kabbalah. Parabéns, Marcelo!

Carlos Hollanda – 18/02/2018

 

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Ao Encontro de Excalibur – Jornada de Astrologia, Mitologia e Magia – Inglaterra e Escócia

Prezados, como sabem, todos os anos produzimos jornadas internacionais em locais com profunda carga simbólica, artística e histórica, além de mágica. Sim, com atividades de magia com base astrológica. Em 2016 levamos um grupo para a Itália, onde passamos por várias cidades realizando vivências, dando aulas, diante de obras de arte e arquitetura, sobre o simbolismo nelas contido e Astrologia. Em 2017 foi a vez de Israel, Jordânia e Turquia (com uma passadinha na Grécia), onde percorremos caminhos templários, locais tocados por profetas,personagens bíblicos, mitos, discorrendo muito a respeito, ensinando algumas práticas mágicas importantes e potentes nesses locais, aproveitando a energia que perpassa pontos da Terra como Jerusalém, ensinando Kabbalah e Astrologia, tendo contato com o Sufismo em suas fontes, sem contar a parte terapêutica envolvida.

Desta vez, em 2018, iremos para o Reino Unido, onde percorreremos locais como Stonehenge durante o Solstício de Verão (hemisfério norte), com o ingresso do Sol em Câncer, vendo-o ocorrer e participar de rituais junto às pedras. Veremos livrarias visitadas por grandes magos, como Aleister Crowley, realizaremos práticas de prosperidade e, claro, ensinaremos o que precisarem e muito mais de Astrologia, Hermetismo, Magia Medieval, Druidismo, rituais celtas etc. Sim, levaremos nossos materiais de radiestesia, tarots, e outros instrumentos para intensificar as experiências e tornar esta viagem mais uma grande jornada interior de transformação e crescimento. Imagine ter aulas de tudo isso enquanto está num local como um Crop Circle, o Castelo de Tintagel (que inspirou a lenda do Rei Artur) ou como a região de Glastonbury, a mesma das Brumas de Avalon?!
Segue, abaixo, o link da página (dê um “curtir”) com os detalhes da programação e o cartaz de divulgação. Caso conheçam quem esteja interessado e não queria perder essa oportunidade, divulgue e peça para entrar em contato conosco, os facilitadores (Carlos Hollanda e Daniela Rossi).
Outras informações pelos e-mails:
Carlos Hollanda – carlos.hollanda@gmail.com
Ou pelo telefone: (48) 99631-9336
Vem com a gente!
Abraços,
Carlos Hollanda

Faetonte, o asteróide, e Saturno em Capricórnio

Dei uma entrevista agorinha há pouco para uma rádio sobre a passagem do asteróide 3200 Phaeton, que cruza normalmente as órbitas dos planetas Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, “raspando” sobre a Terra, em uma distância bem menor que a da Lua para cá. Ele sempre acompanha a chuva de meteoros Gemínidas, nessa mesma época do ano. A passagem de um corpo celeste diferente do usual sempre desperta uma série de crenças sobre situações calamitosas, como foi o caso da simultaneidade da passagem do Cometa de Halley em 1066, retratado, inclusive, na Tapeçaria de Bayeux, que, em seu bordado, representa a Batalha de Hastings, na conquista normanda da Inglaterra.

Cena 32: Os homens observam o cometa Halley – Cena 33: Harold no palácio de Westminster

De fato, seria preciso uma série de considerações novas para interpretar o tipo de impacto comportamental e coletivo que tal fenômeno simbolizaria. Um cometa em si não faz parte do sistema de interpretação astrológica como o faz um planeta do sistema solar, assim como a diferença de trajetória do asteróide não necessariamente revela algo extraordinário. Porém, a coincidência dessas, digamos, “anomalias”, com ingressos de planetas em signos ou outros ciclos de grande importância acaba ganhando contornos muito significativos, quase como prenúncios dos grandes processos que viriam à frente. A proximidade do asteróide, que aqui vou denominar “Faetonte”, com a Terra e o ingresso de Saturno em Capricórnio chama a atenção para a necessidade de superar a hubris, isto é, o descomedimento, e as ações inconsequentes, sem bom senso ou considerações do perigo. Faetonte, no mito grego, é filho de Helios, o Sol, e Climene, filha do Oceano.

Em resumo, uma das principais questões de seu mito é a tentativa de provar-se filho do Sol, após Épato, filho de Zeus e Io, julgar-lhe mentiroso. Ao chegar diante do pai, este lhe promete nada recusar quanto a um eventual pedido do filho, que lhe solicita o carro do Sol para conduzi-lo por um dia. Sem o poder ou a habilidade suficiente para conduzir o carro, astros se desviavam de suas órbitas e a Terra tornou-se ressequida pela aproximação do veículo flamejante. Zeus, ao ver isso, não teve alternativa senão fulminar o jovem com um raio, evitando catástrofes maiores. Faetonte cai no rio Erídano e suas irmãs, Lampésia, Faetusa e Febe, as Helíades, choram por 4 meses sem parar. Os deuses as transformam em Álamos e suas lágrimas em âmbar.

Faetonte não deixa de ser um lembrete para esses próximos dois anos e meio em que Saturno passará por Capricórnio (ingressará no signo em 20/12/2017), seu domicílio. É preciso considerar a firmeza das estruturas e pesar prós e contras muito bem, mesmo quando tudo parece ser muito simples. Ouvir quem tem mais experiência, trabalhar duro, não se preocupar com desafios infantis e não ser descomedido, não exagerar na confiança.

Em breve um artigo mais denso e esclarecedor sobre Saturno em Capricórnio. Por hora, veja a página de CURSOS ONLINE clicando aqui. Um deles é de Mitologia e Simbolismo de Signos e Planetas.

 

Video: Palestra sobre Eclipses na íntegra Simpósio Internacional de Astrologia – SINARJ

A Companhia dos Astros disponibilizou em seu canal a palestra que proferi no Simpósio Internacional de Astrologia do SINARJ, em 12 de novembro de 2017. Confiram e desfrutem. Abaixo, um texto que introduz esse material. Ele é também uma pequena parte de um workshop sobre eclipses cuja primeira apresentação será em fevereiro de 2018, em data a divulgar.

 

Quem foi que apagou a luz?! Eclipses, Tombos e Desvios no Indivídual e no Coletivo.

Por muitos anos fui questionado por alunos e leitores sobre os efeitos prováveis dos eclipses, quase sempre com algum temor de se ocorrer algum tipo de catástrofe ou perda. Não que tais coisas não sejam relativamente frequentes e claramente visíveis nos pontos do mapa individual pelos quais passou o eclipse, mas por vários anos observei que o que há ali ultrapassa a mera destruição: há, simultaneamente, um processo criador, um início, um disparo de um potencial. Cataloguei ao longo dos anos, no entanto, uma grande quantidade de desvios repentinos de planos, o encontro com situações fortuitas vindas do coletivo, modificações súbitas de comportamento individual, como se ali fosse finalmente ligado o interruptor de algum potencial latente em sua faceta mais intensa, talvez descontrolada, mas certamente mais poderosa e viabilizadora de tomadas de decisão há muito suprimidas. No coletivo as situações majoritariamente propagadas em observações e estudos de outros astrólogos são muito precisas e correspondem quase sempre a guerras, desastres e convulsões sociais. Não é difícil constatar que tais afirmações se mostram corretas, basta olhar o noticiário nas épocas indicadas nas previsões. Os eclipses, sobretudo os solares, são quase sempre processos desestabilizadores. Muitas vezes podem recordar efeitos similares a trânsitos de Urano (com nuances compulsivas, estilo Plutão) sobre aqueles pontos do mapa, com guinadas e repentes, coisas não esperadas ou cogitadas. Veremos, durante a apresentação, de que modo se estabelece esse paralelo.

Em termos técnicos e mundanos, de acordo com Ptolomeu, no livro II do Tetrabiblos, os eclipses, como temos constatado, se relacionam a megatendências, macro-eventos que afetam países, cidades ou grandes grupos de pessoas. Para Ptolomeu a astrologia natal estaria subordinada a tais macro-eventos. Aqui proponho um diálogo entre a visão ptolomaica e os processos inconscientes, como um todo indissociado. De fato, uma catástrofe natural talvez não seja necessariamente causada por um indivíduo, exceto se ele for um presidente de um país, o responsável por uma indústria de produção em larga escala em vários países ou se é uma pessoa comum que, por acidente, desencadeia um processo de grandes proporções. Porém, os eclipses em mapas individuais correspondem, na vida pessoal e nas das pessoas com quem se tem algum contato, uma série de situações que se encontram entrelaçadas ao momento coletivo.

Aqui, apesar de procurar bases tradicionais para a compreensão apurada deste fenômeno, em grande parte recorro à experiência empírica: observação, comparação, catalogação e filtragem dos dados que me chegam. Desde as experiências pessoais com esse fator tão poderoso até os relatos cedidos por clientes e os pareceres de outros astrólogos são considerados. Procura-se, assim, estabelecer os elos entre o elemento simbólico e mitológico com aquilo que eventualmente se repete na prática de observação dos efeitos. Temos como recorte as conjunções e oposições dos eclipses solares com planetas e ângulos, bem como algumas localizações do fenômeno em casas, tudo em mapas radicais. Mais precisamente em se tratando dos eclipses por trânsito do que daqueles que já se encontram num mapa de nascimento. Os eclipses lunares serão abordados noutro trabalho.

É o mesmo supracitado Ptolomeu quem ressalta a importância de algo que aqui é também abordado tanto no sentido coletivo quanto no individual: o planeta que governa o eclipse, isto é, o signo em que ele ocorre. Ele ainda recorre a detalhes mais rebuscados (que não se encontram neste recorte), como, por exemplo, o regente da triplicidade do grau de eclipse para determinar a região do mundo que é afetada, a duração e a extensão do efeito. Determina o tipo de pessoas e animais afetados a partir das características do signo do planeta governante e a qualidade do evento (se mais ou menos danoso ou auspicioso). Complementa com as eventuais configurações formadas por esse planeta com os demais.

Até aqui só há concordâncias, porém, se pudermos acrescentar dados além dos símbolos mais corriqueiros, como o do “dragão que devora o Sol”, entenderemos que Eclipses são também uma espécie de “piscar de olhos cósmico” ou, em outras palavras, uma espécie de lubrificação da percepção e uma breve “suspensão” da natureza provendo um novo ponto de partida.  De fato, o eclipse solar não deixa de ser uma Lua Nova superpotente ou uma conjunção de Lua com Sol. É o início de algo, de um ciclo, simultaneamente à conclusão de outro ou a um novo caminho iniciado num ciclo anterior. Não admira ser uma fase, cuja duração média é de 6 meses a partir do efeito inicial, em que nos confundimos, perdemos o rumo, enfrentamos algo novo e diferente, potencialmente turbulento e caótico. É a chegada do desconhecido, daquilo que estava oculto, que nos “assalta” de repente, mas que já estava ali aguardando uma oportunidade para irromper das sombras.

Entretanto, apesar desse susto e até de algumas circunstâncias críticas ou violentas, seguidamente ao período de confusão e desorientação possíveis ao ponto ligado ao eclipse em trânsito sobre o mapa natal, há um “despertar” sob diversos pontos de vista. Neste caso, refiro-me tanto ao fator do mapa natal que o eclipse tocou por conjunção quanto ao planeta, também em trânsito, que o rege e suas condições naquele momento-semente.

O eclipse recorda os mitos em que há um personagem totalmente cego ou caolho, mas que enxerga além das aparências, das circunstâncias normais e imediatas, que conectam o mundo dos homens com o dos mortos e dos deuses e ainda podem vislumbrar o porvir. É o caso de Odin, que cede um olho para obter a sabedoria e uma espécie de onisciência, de Tirésias, tornado cego pela ira de Hera, mas a quem foi concedido o dom da adivinhação e da visão dos deuses por Zeus (visão interior). Seria também o de Hórus, um deus solar que a tudo vê (o símbolo do olho de Hórus é também conhecido como “o olho que tudo vê), que perde um dos olhos em batalha contra Seth. Enquanto a visão física e consciente é limitada, sua contraparte inconsciente a complementa e a estende para possibilidades praticamente ilimitadas. Assim, a “Visão” de que falamos aqui refere-se ao desenvolvimento das duas formas de ver, de perceber. Não raro, como já dito, o processo ocorre sincronicamente a um grande desnorteio que obriga o indivíduo, naquele ponto sensibilizado do mapa a desviar seus caminhos, intentos, convicções e conhecimentos. O desvio pode ser uma bela chacoalhada naquilo que em se tratando dos desejos de segurança e de poder que o ego individual tinha como o “mais certo ou mais aceitável”, enquanto que uma vontade maior o arranca daquela trajetória, independentemente de parecer que tudo carece de lógica ou fundamento. Como costumo repetir aos clientes e alunos, “o mapa está pouco se lixando para nossa lógica, que prefere pensar em termos de controle individual”. Trocando em miúdos, é mais ou menos dizer que há pontos em que nossos planos conscientes estão muito desalinhados com um processo bem maior. Este pode envolver situações fortuitas promovidas no coletivo, como guerras, situações geológicas ou crises econômicas ou algo que brota do interior, do inconsciente ou, se for preferível, de forças divinas, se o entendedor optar por uma linguagem mais iniciática. O eclipse nos obriga a ver além, justamente por representar esse ponto cego. Pelo que pude observar, e pelas entrevistas feitas, a esmagadora maioria tem claramente a simultaneidade dessas duas motivações, a coletiva e externa ou mundana, e a interna, cujo movimento muitos podem identificar através de sonhos, em psicoterapias e práticas místicas ou religiosas.

Um excelente exemplo dos efeitos da conjunção de um eclipse no mapa é visto quando ela ocorre com Mercúrio. Ali o processo se relacionaria com perdas de documentos, desentendimentos com pessoas que falam muito ou que trabalham com sistemas de comunicação, mudanças de idéia causadas por situações em que a principal ferramenta de pensamento se mostra inválida, entre outras. Pode, igualmente, mostrar uma alteração significativa no discurso, o início de um novo e muito profundo estudo que intensifica a influência do indivíduo em sociedade. Seria preciso ter bastante cuidado com escritos ou vídeos para que eles não se percam ou corrompam. Percebe-se, ainda que o que o indivíduo profere causa um impacto muito maior, podendo algumas pessoas tomarem meras metáforas como declarações literais. Com Vênus, um dos efeitos possíveis é o encontro repentino de uma nova afeição como se o indivíduo tivesse sido subjugado por algo muito intenso e avassalador. Ou ele pode sofrer algum revés financeiro em investimentos que “tinham tudo para dar certo”, segundo o ponto de vista do indivíduo.

Uma oposição de eclipse com o Sol radical de um país tem como um dos melhores exemplos a que ocorreu em fevereiro de 2017, formando esse aspecto com o Sol do mapa da Independência do Brasil (com uma órbita de cerca de 6 graus). Fácil ver nos noticiários o súbito enfraquecimento da figura do presidente (Sol) três meses depois do fenômeno. Durante a apresentação teremos vários exemplos das questões tratadas neste texto.

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Qual o Signo que Combina com o Meu?

O signo “X” combina com o signo “Y”?

Cada indivíduo possui um mapa astrológico com muitos fatores a correlacionar. Quando tentamos fazer indicações sabendo apenas qual é o signo de uma pessoa e o de outra (neste caso, apenas os signos solares delas) não é possível dar pareceres adequados sobre compatibilidade. Para tanto, requer-se um estudo chamado Sinastria, que consiste na comparação ou síntese de ambos os mapas, relacionando os diversos fatores de um com o outro. Para realizar um estudo desse porte de forma correta é preciso um astrólogo profissional. Mesmo entre pessoas que têm seus signos solares teoricamente “incompatíveis” é possível verificar vários outros fatores que contrariam o que seriam tendências não muito bem-vindas. Por outro lado, nenhuma dupla de mapas pode apresentar compatibilidade entre todos os fatores. Até mesmo pessoas que nasceram em momentos muito próximos e que podem até guardar grande semelhança em se tratando de experiências de vida, podem ser altamente incompatíveis. Muito dependerá do amadurecimento das próprias emoções, das experiências de vida, do sentimento genuíno e do autoconhecimento. Nesse último caso a astrologia pode ajudar bastante.

O ser humano não pode ser resumido num único signo ou fator simbólico. Somos todos mesclas de diversos elementos psíquicos, culturais, tendo parte de nosso comportamento origem num processo histórico e outra num processo arquetípico, isto é, inconsciente. Como disse antes, “nosso signo”, na verdade é o chamado “signo solar”, o signo onde o Sol estava no momento de nosso nascimento. Ele não é o único fator a ser considerado numa análise astrológica. Podemos até dizer, reiterando que também se trata de uma forma genérica para exemplificar, que quando pessoas cujos mapas apresentam predominância em elementos (os 4 elementos) iguais, tende-se a uma certa identificação comportamental. Assim sendo, pessoas de signos de Fogo (Áries, Leão e Sagitário) ou com muitos fatores do mapa nesses signos, têm certa afinidade com outras que tenham características semelhantes. Mesmo assim, outros fatores do mapa de uma pessoa combinados com os do mapa de outra podem modificar esta interpretação consideravelmente.

Signos incompatíveis seriam, também segundo uma visão muito simplista, aqueles que estão em oposição com seu signo solar ou em signos de mesmo ritmo. Áries, signo cardinal, é, portanto, incompatível com seu oposto, Libra e com Câncer e Capricórnio, signos de ritmo cardinal, como o Carneiro.

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Os chamados “signos opostos” (teoricamente “incompatíveis”) são:

Áries – Libra
Touro – Escorpião
Gêmeos – Sagitário
Câncer – Capricórnio
Leão – Aquário
Virgem – Peixes

Signos de mesmo ritmo (teoricamente “incompatíveis”)
ficam distribuídos na seguinte ordem:

(signos cardinais) Áries-Câncer-Libra-Capricórnio
(signos fixos) Touro-Leão-Escorpião-Aquário
(signos mutáveis) Gêmeos-Virgem-Sagitário-Peixes

Signos de mesmo elemento
ou de mesma “triplicidade” (compatíveis, na teoria) são:

(signos do elemento Fogo) Áries-Leão-Sagitário
(signos do elemento Terra) Touro-Virgem-Capricórnio
(signos do elemento Ar) Gêmeos-Libra-Aquário
(signos do elemento Água) Câncer-Escorpião-Peixes

Signos de elementos diferentes,
mas compatíveis (na teoria) por polaridade
(Fogo-Ar ou Terra-Água) são:

Signos dos elementos Fogo e Ar teoricamente compatíveis:

– Áries-Gêmeos
– Áries-Aquário
– Leão-Gêmeos
– Leão-Libra
– Sagitário-Libra
– Sagitário-Aquário

Signos dos elementos Terra e Água teoricamente compatíveis:

– Touro-Câncer
– Touro-Peixes
– Virgem-Câncer
– Virgem-Escorpião
– Capricórnio-Escorpião
– Capricórnio-Peixes

Mas basta um breve olhar sobre o comportamento das pessoas para ver que essa classificação só é válida quando se está trabalhando no nível teórico e quando estamos pensando em termos de um mapa astrológico completamente calculado. Na prática, por exemplo, o que seria “compatível” para Capricórnio e Escorpião, pode ser uma relação em que o Escorpião (o Sol em Escorpião) se ressente pelo que pode entender, em sua concepção particular, como frieza e falta de paixão do sujeito com o Sol em Capricórnio. O aquariano pode irritar-se com o egotismo ariano e com a postura de seguidor de gurus, do sagitariano, logo ele, o Aquário, tão inclinado à contestação de regras e valores que não parecem condizentes com a realidade em que vive. Por isso é tão complicado e inútil dizer “qual o signo que combina com o seu”.

Assim, acabamos voltando à idéia inicial: no mapa astrológico de cada um, vamos encontrar todos os 12 signos, cada um associado a uma casa astrológica, sendo ocupado por um ou mais planetas, sendo que esses últimos, relacionam-se por ângulos entre si. Isso altera bastante a dinâmica interpretativa. Assim sendo, quando se trata de um ser humano, tanto os fatores conflitantes quanto os harmônicos estão dentro dele mesmo. Não raro projetamos nossos próprios conflitos em pessoas com quem nos relacionamos, julgando-as algo pior do que nós. Quer saber mesmo como a astrologia funciona, o que ela pode fazer para acrescentar algo significativo à sua vida? Quer conhecer melhor seus parceiros afetivos, seus sócios e o modo como poderão levar seus relacionamentos? Procure marcar uma consulta com um astrólogo profissional, faça um curso de astrologia ou ambas as coisas. Não tenha dúvida de que todo um universo de possibilidades se abrirá à sua frente.

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Saudações!

Carlos Hollanda

O Brasil das Provações e Privatizações – Observatório Astrológico

Muitos alunos e clientes que entendem de Astrologia me perguntavam sobre o que nos estaria reservando a conjunção do Sol progredido do Brasil, atualmente a zero grau de Áries, com o Plutão de seu mapa radical (Independência), na segunda casa. Eis que neste agosto de 2017 vem a notícia que revela a que veio esse aspecto nessa técnica (e noutras, que demonstrarei a seguir): a privatização da Casa da Moeda.

Raciocinemos juntos: o Brasil tornou-se independente com Plutão na casa 2 do mapa radical. A casa 2 de um país, entre outros fatores, lida com os recursos da instituição, os processos de acúmulo, as riquezas do país. Façamos uma breve comparação: com Plutão numa casa 2 de um mapa individual um dos “efeitos colaterais” mais facilmente reconhecíveis são processos de perdas sucessivos seguidos de ganhos extraordinários até que o sujeito encontra formas de adequar suas ações com os recursos de terceiros. Talvez trabalhe em alguma empresa que faça o controle desses recursos, onde grandes somas passem pela mesma e dali o indivíduo possa usufruir de algum percentual. Algumas pessoas ganham seus recursos através de práticas espeleológicas (ir ao subterrâneo – Plutão), enquanto outros fazem algo ligado à cirurgia (ou são diretamente cirurgiões), nem que seja somente vender equipamento cirúrgico (Plutão e seus processos de morte-renascimento). Há quem receba recursos investindo em algo que tangencie a área de Psicologia ou que venha de fato se tornar profissional (psicólogo, psicanalista) – Plutão e o Inconsciente, o ir a fundo, o trazer luz às trevas ou o emergir das trevas, são analogias ligadas às práticas psicoterapêuticas em sua maioria. Há quem simplesmente venha a proceder com investigações em geral, mas sobretudo as que se relacionam a práticas financeiras (fiscalizações) ou policiais propriamente ditas. Esses são apenas alguns exemplos possíveis desse posicionamento num mapa individual.

Já no coletivo, no país, pela experiência que tivemos, a coisa parece ficar muito clara em um aspecto em especial: as intervenções sucessivas na moeda, as mudanças de valor da mesma, seus nomes, características físicas das cédulas e moedas metálicas. Os planos financeiros que trocaram tantas vezes o nome e a forma em apenas um século: réis, tostão, cruzeiro, cruzado, cruzeiro real, real (isso só para citar o que lembro de relance). Isso pertence à expressão de Plutão na casa 2 do país, estando este, inclusive, em quadratura com Urano e Netuno do mapa radical, ambos na casa 11, associando-os com o Congresso Nacional, com os partidos políticos e outros grupos de afinidade que, como dizem alguns, “representam o país”. Isso por si só pode significar que essas intervenções servem muito mais a motivos escusos de grupos desinteressados dos interesses da maioria do que o contrário. Há uma perda constante de recursos e de valores, um uso indevido ininterrupto de propostas ideais em prol de uma minoria patrimonialista e patriarcalista, avarenta e controladora (todos esses adjetivos pertencentes ao lado sombrio de Capricórnio, signo em que se encontram Netuno e Urano nesse mapa), oligarcas, enfim. Plutão rege o Meio do Céu do mapa do país em Escorpião, o que tende a reforçar a inclinação a uma postura despótica e por vezes violenta (Plutão em Áries e a sombra desse signo) para que quem está no poder (Meio do Céu) reine sem qualquer questionamento e já pressupondo a canalhice alheia (sombra do Escorpião) como justificativa para atos que possam manter esses oligargas ou “mafiosos” no poder independentemente dos meios que usam para tanto. Isso pôde ser verificado desde a Independência entre os detentores do poder (Meio do Céu), mas tornou-se muito claro durante a Ditadura Militar entre 1964 e 1984, com os famosos “porões da Ditadura” (novamente a sombra de Escorpião no Meio do Céu e as paranóias, a violência, a tortura e o sadismo dos torturadores chancelados pelo governo militar – Plutão em Áries regendo o Meio do Céu em Escorpião). Desde que tais atos resultassem em um bom lastro financeiro (casa 2), ainda que pudessem ser tidos como ilegais e desumanos, a autorização estava dada.

Enfim, após 195 anos desde o “Grito do Ipiranga” (que deve ter sido o “Gemido do Ipiranga”, dada a dor de barriga que o Imperador tivera naquele momento), o Sol, na técnica da Progressão Secundária, encosta no grau em que se encontra Plutão nesse mapa (ver imagem acima) e mais uma vez uma intervenção é feita, desta vez a privatização da Casa da Moeda. Esta não é somente o local onde se fabrica o dinheiro do país, mas um dos maiores parques gráficos (Mercúrio) do mundo. Segundo o professor da ECO-UFRJ e ex-funcionário da instituição, idealizador de algumas das cédulas que usamos por muitos anos, Amaury Fernandes, ela é:

“A segunda instituição mais antiga do país, fundada ainda no século XVII, pioneira mundial na impressão de selos postais com segurança gráfica no século XIX, maior parque gráfico de segurança do mundo, desenvolvedora de soluções na área e com um corpo funcional dos mais qualificados no mundo”, a empresa e seus funcionários serviram ao Brasil de forma absolutamente imprescindível ao longo de sua existência. Nos últimos anos a CMB vem sofrendo um desmonte de forma a inviabilizar sua lucratividade. Mas bem mais que o lucro que a empresa possa gerar, é a independência nacional que está sendo jogada no lixo por trinta dinheiros. Não há empresa que vá fazer pelo Brasil tudo o que a Casa da Moeda fez, especialmente no período da hiperinflação. Não há empresa no mundo que vá assegurar o abastecimento de um meio circulante de tamanho porte pelos custos e nos prazos que a CMB garantiu, garante e garantirá, caso continue uma empresa pública. Privatiza-la é o mesmo que entregar a carteira voluntariamente ao assaltante para pedir o dinheiro de volta depois que ele for embora.”

 

Em grande parte a Casa da Moeda é também regida por Mercúrio. Este se encontra na oitava casa (perdas, recursos de terceiros, dívidas, entre outros assuntos que com Mercúrio ganham ares burocráticos e muita papelada) do mapa astrológico do Brasil. Na técnica dos Trânsitos Planetários, Saturno vem fazendo quadratura com ele há meses. Em agosto de 2017 Saturno encontra-se retrógrado, mas ainda em órbita de quadratura com Mercúrio. Torna a formar o aspecto exato em outubro de 2017. Isso coincide perfeitamente com o desgaste desta e de outras instituições com alguma predominância de atividades mercuriais. Ora, dinheiro é documento. É algo que representa outra coisa, um valor. Assim como um cheque é um documento que autoriza o portador a fazer uma retirada no banco, uma cédula é um documento que representa uma quantidade acumulada pelo portador. Representa bens produzidos e trabalho realizado. Dinheiro, em se tratando de cédulas e moedas, é comércio, é algo que substitui a troca direta de mercadoria ou serviço por nada menos que uma representação gráfica de um valor. Isso é totalmente mercurial: o dinheiro é uma forma de comunicação, cédulas e moedas são dados, informações. Eis, abaixo, um pequeno trecho do livro “Trânsitos Planetários”, de minha autoria, a respeito da quadratura de Saturno em Trânsito com Mercúrio de um mapa radical individual e reparem na analogia com o coletivo:

“Vale a pena certificar-se da validade de documentação de carros, de notas fiscais e de quaisquer fatores que possam ser detidos por irregularidades em escritos e dados cadastrais.”

 

Não bastasse isso, o mesmo Saturno fará quadratura com ninguém menos que Plutão do mapa radical. Em dezembro de 2017 teremos o aspecto exato. Entende-se por que esse estrago tem sido feito e ali pode ser irreversível. A quadratura de Saturno com Plutão ainda tem uma “recidiva” em agosto e setembro de 2018 antes de termos alguma sedimentação nesse campo das finanças, da moeda e da Economia.

Esses processos atingindo Plutão têm repercussões diretas nos poderes vigentes e nem seria necessário uma análise astrológica muito complexa para se perceber tal coisa. Tivemos um novo Impeachment durante a primeira fase da conjunção de Sol com Plutão (não nos esqueçamos que este último rege o Meio do Céu – o governante – sendo que o outro significador do governante, o Sol, vem sendo atingido por uma oposição de Netuno, como demonstrei em artigos anteriores aqui). Há cerca de dois anos e meio Saturno em trânsito vem passando pela casa 10 do mapa do país, o que configura, como de praxe, um grande peso e responsabilidade cobrados de quem está numa posição de destaque e que, caso não haja uma consistência muito boa em seus alicerces, a tendência é um “desmoronamento”.

Obviamente esta não é uma análise completa e não temos somente aspectos terríveis por vir. O que apresento aqui consiste mais de um texto pedagógico, visando compreender melhor o período que passamos do que previsões cabais e irreversíveis. Há também outros ciclos não-calamitosos, mas estes ficam para um próximo artigo.

Para finalizar, deixo aqui a descrição integral de “Saturno em trânsito em quadratura com Plutão radical“, do já citado livro “Trânsitos Planetários”, de minha autoria. Majoritariamente as descrições atingem situações em mapas individuais, mas reparem que diferentes gerações, algumas nascidas no final dos anos 1960, outras nascidas nos anos 1980, passaram recentemente ou passam ainda por esse trânsito. Igualmente, encontrar-se-á analogias claras com o ciclo que estamos passando e que se intensificará em dezembro de 2017. Após a leitura do trecho, caso deseje adquirir a obra, clique aqui

 

Potencial para ganhos menores e gastos maiores. Para alguns, prováveis pressões em situações em que os filhos estejam envolvidos, como tendo dificuldades na escola, por exemplo. Possibilidade de crises nos afetos, somadas a uma tendência à falta de auto-estima. Mudanças radicais, que podem atingir posições, status, o adoecimento de um ente querido e até contendas políticas e jurídicas entre pessoas e organizações detentoras de poder financeiro das quais depende a regularidade de ganhos. Sua originalidade e criatividade enfrenta barreiras político-ideológicas ou o indivíduo é perseguido, como no caso de boicotes, de forma que não venha a influenciar outros com pensamentos e ações revolucionárias e singulares demais. É também uma disputa de poder, onde as pressões sofridas são no sentido de fazer com que quem passa pelo trânsito venha a se adequar ao modo de vida dos demais, obedecendo autoridades sem questionamento. Baixar a cabeça, ceder, perder o orgulho são desafios aqui, mas pode ser o que irá atenuar ou até eliminar o potencial mais difícil da fase.

 

É um momento no qual você está intolerante com atitudes demasiado centralizadoras e se revolta contra o controle econômico de terceiros. Pode agir como uma espécie de subversivo, incentivando ações compensadoras contra excesso de poder de alguns. É preciso, no entanto, verificar se não se está vulnerável a um contra-ataque daqueles que, de algum modo, se sentirem lesados por isso. Pondere e não provoque se não for provocado.

 

As reações adversas também podem provir de relacionamentos afetivos e de sócios. Estes últimos podem estar com dificuldades com taxas, com dívidas que indiretamente afetam a condição financeira de ambos. Quanto aos primeiros, se a relação está fundamentada unicamente no sexo, no poder monetário ou no status que ela pode conferir, é um dos momentos mais típicos de separação.

 

O indivíduo pode sentir-se preterido também em outros campos que não aqueles que provêm remuneração. Estes podem ser algo como clubes e associações que de algum modo ou impedem maior participação ou simplesmente deixam de incluí-lo em circunstâncias mais favoráveis para membros considerados importantes. Ocupe-se de coisas que possam deixá-lo tranquilo. Deixe para obter o apreço desses grupos noutra ocasião. Ceda a vez, por hora.

 

Esta é uma das fases em que há tendência a focalizar obsessivamente o pensamento e ideais nos detalhes. Aqui, no entanto, quer-se fazer notado, admirado, sem se dar conta de que nem tudo precisa ser explicadinho. Basta um mínimo de reflexão sobre o assunto. Caso não se aperceba disso, o resultado é um certo afastamento e falta de paciência de pessoas próximas das quais o indivíduo gosta ou a quem admira.

 

Os conflitos também podem descambar para a área do sexo, reduzindo ou o desejo (em função de baixa auto-estima e sentimento de opressão) ou as oportunidades para satisfazê-lo. Algumas enfermidades do parceiro talvez estejam entre os fatores que provocam esse processo de abstinência, daí o potencial para crise na relação. Entretanto, como já foi dito, se ela não for baseada na satisfação sexual, se houver cumplicidade e real comprometimento, este pode ser, ao contrário, um período em que se descobre que o amor é muito mais do que simples atração física. Assim a fase torna-se uma fonte de amadurecimento e de encontro consigo mesmo, com o próprio eixo.

 

Há alguns casos em que a quadratura, que é um aspecto tenso, comumente ligado a adversidades, envolve não exatamente um processo exclusivo de perdas. Pode, sim, coincidir com um esgotamento de recursos sem reposição imediata. A compra de uma propriedade pode ser um caso de esgotamento de recursos guardados há bastante tempo. A redução da individualidade em função de um compromisso muito sério assumido durante essa época também. Mas a compra de uma propriedade também pode ser a realização daquele grande desejo de vários anos. A perda financeira assume, portanto, o teor de “perder para poder ganhar”.

 

De qualquer forma, esse trânsito é como uma exigência poderosa para descartar bloqueios psicológicos do passado em prol de novas possibilidades. É preciso deixar ir o velho e aceitar o novo, pois a resistência orgulhosa ou aterrorizada só tende a aumentar a intensidade do problema, já que tratamos de processos irreversíveis. Pode-se finalmente tomar consciência de que é preciso pôr as mãos na massa, começar do princípio e ir produzindo, mesmo com poucos recursos, algo que a médio prazo poderá dar frutos. Talvez seja uma grande pressão para desenvolver mais um pouco a criatividade. Sem isso talvez fiquemos acostumados a repetir indefinidamente modelos preestabelecidos. Essa resignação e o empenho em finalmente agir para que se retorne a uma condição mais confortável é uma das formas mais prováveis de trazer-se o novo, o inédito ou o aperfeiçoado à tona.

Conheça também os Cursos Online com Carlos Hollanda clicando aqui.

Cordialmente,

Carlos Hollanda

 

 

Formação em Astrologia (presencial) – Rio de Janeiro

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Clique na imagem para ampliar.

Formação Presencial em Astrologia, com a Cia. dos Astros (Carlos Hollanda, Márcia Mattos e Sérgio Pupo). O curso consiste de Fundamentos, Interpretação 1, Interpretação 2, Especializações e Supervisão/Orientação.

Curso de Formação Completo. Ótimo para quem quer iniciar, reciclar conhecimentos, concluir a formação e ainda ter suporte com orientações em oficinas presenciais. Os professores da formação e os workshops têm reconhecimento do SINARJ (Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro), CNA (Central Nacional de Astrologia) e ASPAS (Associação Portuguesa de Astrologia) e possuem certificação.

Sempre às segundas e quartas-feiras, das 19h. às 20:30 (turma 1 já no módulo 2)
Abertura de nova turma às terças e quintas, das 19h. às 20:30 em AGOSTO/2017
Duração: 1 ano e meio para a Capacitação. Mais um ano e meio para Especialização.
Veja a programação completa aqui: https://projetoluminar.wordpress.com/2015/01/05/programacao-cursocompleto/
LOCAL: Espaço Psi – Rua Conde de Bonfim, 310, Cobertura – Tijuca – Na porta do metrô da praça Saens Peña – entre a Di Santinni e a Casa do Pão.
Valor por disciplina: R$ 230,00. São duas disciplinas por semana, portanto, total R$ 460,00 – valor Equivalente ao mês de curso ou, mais precisamente, 4 semanas ou 8 aulas para duas disciplinas.

A Kabbalah, a Astrologia, a Magia e a Tradição – um curso em 10 aulas

A Kabbalah é a Tradição Espiritual do Ocidente ou, como afirmava Dion Fortune, a Yoga do Ocidente. Não é exclusivamente a partir do Oriente e das tradições indianas ou védicas que o processo de desenvolvimento e iluminação se dá. A Tradição Ocidental possui seu próprio sistema, que, entre outras razões, por ser normalmente tratado na base do Segredo em respeitáveis Organizações Iniciáticas, ficou por muito tempo restrito a poucos ou tido como algo inacessível. Há algumas décadas, porém, a Kabbalah (Cabala, Qabbalah) tem sido disseminada fora dos círculos judaicos (modelo Tradicional) e fora das Ordens de Mistérios (modelos Hermético e Teúrgico) por autores muito competentes e com resultados impressionantes.

Há muita literatura disponível, seja em livrarias, seja pela Internet, mas a prática com os sistemas acima descritos só é feita num sistema “de boca a ouvido”, como reza a Tradição Oral desde a Antiguidade. A Kabbalah, embora tenha um grande foco de desenvolvimento no medievo, tem sua estrutura formada nas mesmas bases e épocas em que as da Astrologia, entre povos semíticos, como Caldeus (conheceremos mais a respeito durante a aula 1, com referências bibliográficas como apoio). É, porém, a aplicação espiritual, teúrgica e mágica de todo o sistema simbólico ali desenvolvido. Os sistemas mágicos, os iniciáticos e suas Egrégoras são, por assim dizer, um grande manancial já pronto, cultivado e elaborado durante milênios, de forma que a harmonização com os mesmos potencializam e aceleram o processo de evolução que cada um vem a ter enquanto ser humano.
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Existem muitas linhas e sistemas de compreensão da Kabbalah, todas importantes e reveladoras, muito embora sempre haja algum praticante mais entusiasmado que assevere que apenas seu modelo é o válido. Até onde pudemos observar, todos o são e têm resultados visíveis em sua aplicação. Depende, talvez, da adaptação de cada um a um sistema específico, assim como há diferentes formas de Yoga e suas práticas. A raiz é sempre a mesma. Aqui, apesar de percorrermos alguns pontos de várias, nos concentraremos no modelo Hermético e na Kabbalah Prática. Kabbalah e Astrologia são as bases para a maior parte das expressões de Magia. Seu estudo e conhecimento potencializam as práticas mágicas, bem como seus exercícios propiciam um extraordinário desenvolvimento da Consciência e da Percepção, dos processos intuitivos, das capacidades de interpretação dos símbolos e da Visão Interior.
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Ao longo das 10 aulas do curso trataremos também de Astrologia, Alquimia, Tarot e elementos de Gematria, entre outros pontos de grande importância para a produção de Realidades. São vários professores, entre eles os já confirmados Pedro Ribeiro, Wagner de Menezes Vaz e Giancarlo Kind Schmidt. A coordenação é de Carlos Hollanda, autor, entre outros livros (veja-os aqui), de “Progressão Lunar e Kabbalah – a Evolução da Consciência Através do Ciclo da Lua” (ed. Elevação, 1999). Hollanda também dará várias aulas. Em cada encontro teremos a parte teórica e exercícios sobre a Árvore da Vida, as Sephirot, os Caminhos da Árvore, as Letras, os Planetas, os Arcanos, os Anjos/Gênios, processos de Meditação, Visualização e uso dos momentos certos para potencializar uma ação ou ultrapassar situações complicadas. Igualmente, aplicaremos métodos para aumentar a resiliência a ciclos planetários tensos, atenuando seus pontos danosos, e para usar, com força total, os ciclos favoráveis.
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Adiantamos que entre os vários objetivos do curso está lançar as bases para, ao final da jornada, a elaboração de pantáculos e talismãs, de modo seguro, eficaz e muito poderoso. Indicaremos métodos meditativos e de criação mental, o uso do céu do momento como propulsão para atividades mágicas, análise de símbolos, incursões em diferentes linhas de pensamento e prática tradicional. Porém, há muito mais.
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VAGAS LIMITADAS. Preferência para aqueles que compareceram na Aula Inaugural, do dia 24/06/2017 que confirmarem as matrículas. Faltam poucas vagas. Entre em contato pelo e-mail carlos.hollanda@gmail.com para confirmar a sua
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Eis o calendário das aulas e seus temas:
1- 15 de julho – Kabbalah 1 – Teoria, prática – técnicas fundamentais de meditação e visualização
2- 12 de Agosto – Kabbalah 2 – Continuação dos temas da aula 1 com novas atividades práticas.
3- 16 de Setembro – Alquimia e Psicologia –
4- 21 de Outubro – Anjos, suas narrativas, características e a Shemhamphorash
5- 25 de Novembro – Kabbalah e vivência dos caminhos e alfabeto com práticas mágicas (base na ShemHamphorash)
6- 16 de Dezembro – Astrologia Kabbalistica
7- 13 de Janeiro – Sigilum e Pantáculos, as origens e prática da Magia Talismânica
8- 24 de Fevereiro – Tarot e Magia – Crowley e outros.
9- 17 de Março – Invocações – Circulo Mágico
10- 14 de Abril – Astrologia Alquimia Kabbalah e Tarot – aula final, confraternização e início de um grupo de estudos avançado com os alunos deste curso.
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Veja, neste blog, a página da Agenda de Cursos Presenciais. Este curso está em julho.
Ou visite e curta a página do curso no Facebook
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LOCAL: Espaço Terapêutico Psi – rua Conde de Bonfim, 310, sala 1011 (anexo da Cobertura, que fica um andar acima). Em frente ao metrô Saens Peña, entre a Di Santinni e a Casa do Pão.
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OBS.: este curso é vivencial, não tem uma versão online por enquanto, devido às práticas realizadas em sala.

O Brasil mal das pernas – a notícia bomba sobre Michel Temer

Aqui, mais uma vez, de olho nos noticiários e verificando as correlações entre o céu e ocorrências no “planeta Tupiniquim”.

Já não é de hoje que, verificando no mapa da Independência do Brasil a oposição de Netuno em trânsito com o Sol radical, vinha afirmando que, fosse Dilma Roussef, fosse Michel Temer ou qualquer outro a ocupar a Presidência da República, teríamos um poder “anêmico”, enfraquecido e passível de rasteiras provenientes de todos os lados. O Sol de um país é também representante do presidente, rei, primeiro-ministro, ditador etc. É o poder central. Uma vez que esse Sol é atingido por um trânsito debilitante é frequente que um cambalear e uma eventual queda desses dirigentes ocorra. No caso, fica-se sem um centro ou eixo ordenador ou referência.

Agora mesmo, neste dia 17/05/2017, às 19:30, horário de Brasília, chega a notícia com a gravação de Michel Temer dando aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha (não se deixa claro por qual motivo especificamente), envolvendo, ainda, o ex-candidato à presidência Aécio Neves. O mapa da hora e local da divulgação do áudio é o que se segue abaixo. Curiosamente a notícia bombástica chega com o Sol ainda em órbita de conjunção com a estrela Algol, a mais maléfica das estrelas, que se localiza em cerca de 26 graus de Touro – note-se que entre os envolvidos está a empresa JBS, a mesma que possui os direitos da marca “Friboi”. Para olhos destreinados isso pode parecer uma bela coincidência, mas muitas vezes a leitura dos símbolos pode apontar para situações bastante literais, ainda que a partir de uma correspondência entre significadores.

Mapa do momento da divulgação do áudio pelo jornal O Globo.

 

É difícil que depois dessa Temer permaneça no poder. As chances de um novo impeachment ou, talvez, de uma renúncia, agora são menos remotas. Os trânsitos sobre o mapa do atual presidente não são animadores para qualquer um que deseje manter-se no controle de alguma instituição. O mesmo Netuno em trânsito que atinge o Sol do Brasil, atinge a Lua e o Meio do Céu de Temer com uma quadratura, aspecto tenso e igualmente desagregador. Neste caso, o Meio do Céu, ligado à reputação, tem esta última dissolvida, por algo que ocorre à revelia (Netuno): a gravação foi feita sem que ele soubesse. Não bastasse isso, Saturno em trânsito, “indo e voltando” em movimento direto e retrógrado (atualmente até 25 de agosto de 2017), dispara as quadraturas com nada menos que Netuno e Sol do mapa de nascimento, sendo que o Sol é o fator que rege a casa 12, a casa dos “inimigos ocultos” e das operações que ocorrem à revelia do indivíduo. Essas mesmas operações, ao que tudo indica, revelam parceiros obscuros (Netuno transitando na casa 7). Acrescente-se a progressão da Lua, que em maio inicia uma oposição com o Mercúrio. Na experiência de tal aspecto é bem mais complicado manter segredos, cuidar de documentos, organizar-se, sendo possível viver uma sequência de mal entendidos (ou muito bem entendidos, dependendo do caso!), com problemas com pessoas mercuriais, como jornalistas, por exemplo, e com sistemas de comunicação em geral. Temer iniciará um período de muita vulnerabilidade a contradições a partir deste mês. Não nos esqueçamos que esse mesmo Mercúrio que agora se aflige fortemente é o planeta que rege o Ascendente (identidade, corpo, expressão pessoal) em Virgem e o Meio do Céu (reputação, visibilidade, arcabouço de realizações, vida pública) em Gêmeos.

Trânsitos (círculo externo) sobre o mapa natal de Michel Temer

É possível que nos próximos meses Temer tenha o apoio de algumas mulheres, talvez até na forma de depoimentos, em função do trígono da Lua progredida com Vênus (vale lembrar que sua esposa é “bela, recatada e do lar”, ela pode ter algum papel nesse apoio). Com Marte transitando neste e no próximo mês por sua casa 10 é bom se preparar para as óbvias lutas e disputas, com ataques frontais vindos de várias direções. Esse planeta formará, no céu geral, uma oposição com Saturno em junho, atingindo o eixo das casas 4 e 10 de Temer: um desajuste e uma turbulência em termos de território, bases operacionais, intimidade, bases emocionais, apoios gerais e imagem pública. A questão principal é o abalo e a confusão que tal denúncia e acusação pode provocar nas já bem frágeis bases políticas. Ainda que seja provada inocência, o conserto do estrago pode demorar.

No que se refere ao mapa da Independência, o vaivém de Saturno em trânsito vem atingindo Mercúrio radical, que é o planeta regente do Sol em Virgem, simbolizando uma extensão da crise que já vínhamos vivendo desde o processo contra Dilma Roussef. Os meses de junho e julho e, posteriormente, outubro e novembro, são os mais intensos no agravamento desta crise.

Trânsitos (círculo externo) sobre o mapa radical do Brasil (Independência)

O problema político ainda pode se desdobrar numa crise econômica ainda mais severa e num tremendo atraso nas decisões que poderiam reorganizar os eixos políticos brasileiros. Como disse acima, Saturno em trânsito em seu vaivém logo atingirá Plutão radical do Brasil na casa 2, a casa dos ganhos, dos recursos e, no caso institucional, do gerenciamento financeiro, o que inclui o sistema bancário. Idem em se tratando do período que se inicia em dezembro de 2017, indo até o final de fevereiro de 2018, quando o mesmo Saturno faz conjunção com Netuno radical, o regente moderno da casa 2 do Brasil, em Peixes. Será preciso uma espécie de força-tarefa econômica e alguma improvável, mas muito desejável, união, ainda que provisória, entre partidos e correntes políticas para evitar um caos ainda maior nas formas de acúmulo de riquezas no país. Algo do tipo, uma organização capaz de dar suporte a tais questões e evitar a abertura de um ralo econômico se pressupõe pelo trígono da Lua progredida do Brasil com seu Plutão radical, de setembro a fevereiro de 2018. Há que se ter esperança em ao menos um pouco de bom senso das pessoas envolvidas, até porque elas mesmas vão em boa parte para o mesmo buraco, caso isso ocorra. Ainda é possível prevenir.

Este texto é uma verificação provisória e obviamente incompleta, com base nas primeiras informações. Seu intuito é, primeiramente, entender, em termos astrológicos, que aspectos e ciclos vêm atingindo o mapa do Brasil e do presidente e se há uma correspondência entre o que ocorre no céu e por aqui. Por outro lado, algumas correlações dos trânsitos já podem ser discernidas com uma pequena antecipação, como vimos acima. Vamos, portanto, aguardar o desenrolar dos fatos para eventuais revisões nas perspectivas indicadas neste texto.

Continuamos de olho.

Carlos Hollanda
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Caos, Ordem, Organização e a vida fora dos escaninhos

Os campos de realidade ou nossas experiências com alguma coisa não são fatores compartimentados ou segmentados como quer nossa mentalidade ocidental, racionalista e cientificista ou as definições cabais da sociedade, com seus rótulos e preconceitos populares. Há uma fronteira tênue em tantos assuntos! Gradações e até interseções entre campos que, olhando de longe, parecem tão opostos. “Isso é isso, aquilo é aquilo” ou “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, diz o costume de quem deseja ver somente os compartimentos que criou na cabeça ou que lhe imputaram por aceitação tácita do que parece mais “confortável” pensar junto aos demais. Acredite: em algum momento, sob algum aspecto, você também é uma criatura híbrida e as coisas que você faz ou fará terão desdobramentos imprevisíveis devido a abrangerem diferentes campos (ou diferentes formas de interpretação). Mas, calma, não me refiro a “total” ausência de controle, como preconizam algumas linhas de pensamento mais em voga. Controle sempre há, junto com a falta dele. A realidade é algo bem mais complexo. Dizer que não há qualquer controle é compartimentar também, quase tanto quanto dizer que é possível controlar tudo por algum meio (o racional, por exemplo). Nem um nem outro. Em algum nível, talvez lá pelo “meio”, há controle com descontrole e vice-versa. Você pode controlar, até certo ponto, coisas como deixar cair um lápis no chão, em expectativa pelo empuxo gravitacional, mas talvez, dependendo do caso, se estiver em local ao ar livre, uma forte lufada de vento não cogitada no experimento pode alterar a trajetória do objeto que foi solto das mãos e ele cair onde menos se espera. Esse elemento caótico está sempre e invariavelmente presente, de mãos dadas com os processos organizadores naturais ou os humanos. Os naturais são, entre outros, formas orgânicas, que seguem padrões para se erigirem, ou as formações inorgânicas que seguem os padrões eletromagnéticos e gravitacionais, como as moléculas, os cristais hexagonais de neve, as espiralações das galáxias etc. Mesmo esses padrões sofrem entropia, isto é, desagregação de suas características e padrões originais pela interferência de outros padrões ou da perda de energia. É transformação e interação constante com elementos caóticos que alteram os padrões e que fazem com que uma impressão digital, um rosto ou mesmo um cristal de gelo jamais sejam 100% semelhantes um ao outro, mas que nos fazem notar que têm a mesma origem e estrutura por trás da superfície. Isso vale também para transcodificações e cópias, que podem perder parte de suas características ao reproduzirem o original, tornando-se, portanto, uma outra coisa, muito semelhante, mas outra.
 
Daí vale dizer que definições absolutas são complicadas, são sujeitas a variações e contextos tantas vezes. O que você definiu e deu certo hoje, sob dada circunstância, amanhã, e sob outra, poderá ser aplicado de modo um tanto diferente, ainda que a estrutura daquilo que pensou permaneça.
 
Hoje a Lua, transitando em Sagitário, forma uma quadratura T com Netuno e Marte, respectivamente em Peixes e Gêmeos. A configuração celese serviu de inspiração para este texto por sua analogia com os símbolos envolvidos. Vale a pena pensar nisso e não criar escaninhos onde se encaixem pessoas e circunstâncias tão cabalmente quanto lhe parece confortável e óbvio fazer. Talvez você só possa mesmo discernir o tal padrão ao ver o todo e não a parte, saindo da racionalidade e das repetições de ditos populares, afastando-se, distanciando-se o suficiente para enxergar que aquele padrão que você apontou com tamanha intensidade com um dedo acusador, está dentro de outro, que está dentro de outro e outro e outro até formar um grande mosaico onde tudo isso interage harmoniosa e caoticamente, como tudo na natureza.