Bolsonaro sofre impeachment? Um possível padrão astrológico de rejeição a governantes

O que, de fato, poderia reger um processo de impeachment presidencial em termos astrológicos? Na tentativa de encontrar esse padrão, descobri que pelo menos 8 governantes em regimes presidencialistas ao longo da História já sofreram um processo como esse, mas bem poucos tiveram seus mandatos interrompidos, sendo retirados após votação ou por renúncia, antes que a mesma tivesse ocorrido ou concluído. O primeiro (ou um dos primeiros conhecidos) impeachment da História ocorreu em 1376, na Inglaterra, quando o Bom Parlamento iniciou um processo criminal contra o Lord Latimer, barão diretamente ligado ao rei Eduardo III, conforme a Enciclopédia Brittanica. No século XVII, muitos dos ministros britânicos foram derrubados ou comprometidos por esta poderosa arma parlamentar, que tornou a ser utilizada diversas vezes até cair em desuso, na Inglaterra, no século XIX. Entre presidentes de repúblicas, o primeiro foi o do norte-americano Andrew Johnson, em 1868, que foi absolvido por um único voto. Em 1974 foi a vez de Richard Nixon, que renunciou antes que o processo tivesse início em toda a Câmara. Depois houve o de Bill Clinton, iniciado em dezembro de 1998, após as acusações de perjúrio e diante das investigações do caso Monica Lewinsky. Clinton foi absolvido. Em dezembro de 2019 foi a vez de Donald Trump, que também foi absolvido. No Equador, Abdalá Jaime Bucaram Ortiz, empossado em 10 de agosto de 1996, foi destituído por corrupção e por problemas psiquiátricos.

No Brasil foram 4 presidentes retirados por decisão do Congresso Nacional, sendo que, em 1955, as duas primeiras destituições são bem menos conhecidas. Segundo a Agência Senado, a destituição de dois presidentes, Carlos Luz e Café Filho, naquele ano, foi o ponto mais crítico do turbulento período compreendido entre o suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954, e a posse de Juscelino Kubitschek, em janeiro de 1956. Em 1992, foi a vez de Fernando Collor e a mais recente, a de Dilma Rousseff, em 2016. Ainda segundo a Agência Senado, a diferença entre os casos de Luz e Café e os de Collor e Dilma é que nos episódios de 1955 não se seguiu a Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950). Os deputados e os senadores entenderam que a situação era extremamente grave, com risco de guerra civil, e finalizaram os julgamentos em poucas horas, sem dar aos presidentes o direito de se defenderem na Câmara e no Senado.

Aqui vou me concentrar naqueles que, concluídos ou não, levaram à saída do governante de seu cargo, no século XX e XXI e traçar um quadro comparativo com as condições do atual governo brasileiro.

Conforme veremos nos gráficos a seguir, há uma relação entre os movimentos planetários e as situações que levam aos processos de impeachment que chegam às vias de fato ou que levam o governante a se afastar devido às pressões. Essa relação se dá com as seguintes predominâncias de pontos ativados:

  • O eixo nodal dos mapas da posse desses presidentes já se encontra aflito no momento da posse, seja por quadraturas ou conjunções com planetas lentos, sobretudo de Saturno e Plutão ou com Urano. Todos esses casos representam instabilidade em potencial sobre um dos indicadores simbólicos de conexão e fixação, os nodos lunares;
  • Como em quase todos os casos de grandes crises ou, ainda, em situações de conflito armado ou calamidades, Saturno e Plutão fazem algum tipo de conexão tensa, o que significa formarem aspectos de conjunção, quadratura ou oposição. Convém dizer que Plutão rege grandes fortunas, nem sempre aquelas construídas licitamente, os mega-poderes das maiores instituições financeiras e dos poderosos que manipulam a maior parte da produção industrial, bem como seus interesses políticos. Saturno é o poder estabelecido, seja ele vigente e evidente, seja aquele que controla tudo como eminência parda e dita os rumos de uma coletividade. Isso significa que nos casos de crises do tipo, golpes, destituições feitas por diferentes motivos, a coisa parece girar todo o tempo em torno desses fatores: quem detém os benefícios provenientes recursos de produção e quem realiza as articulações e monta estruturas para que isso ocorra;
  • Grandes configurações tensas, como quadraturas “T” ou grandes quadraturas na inauguração de um desses eventos. Normalmente envolvendo 4 ou mais planetas. Estes são sempre fatores de desestruturação diante de uma suposta ordem.

É importante, no entanto, deixar claro que esses aspectos não “causam” tais eventos. Eles são sincrônicos, são sinalizadores de potenciais que, quando convergentes, podem resultar em um conjunto de fatos, mas não significam um fato em si. Tudo dependerá do contexto social e histórico em que as configurações ocorrem. Igualmente, vale dizer que entre os fatores que regem governos, além de Saturno e Sol, é preciso considerar o Meio do Céu do mapa de um país, seu planeta regente, os trânsitos e outras técnicas de previsão incidindo sobre esse mapa do país, além de, quando possível, definir os mesmos parâmetros sobre o mapa do governante vigente, se este tiver seus dados fornecidos de modo confiável.

As Destituições e a Coincidência de Padrões:

Nos gráficos que se seguem, contendo datas das posses e épocas de renúncias ou retiradas dos governantes, utilizei-me de um zodíaco solar, isto é, de um cálculo que mantém o desenho esquemático da eclíptica, de zero grau de Áries até 29°59’ de Peixes, com a subdivisão em casas iguais de 30°. A escolha se deu por dois motivos:

  1. devido à dificuldade de obtenção do horário preciso de cada evento;
  2. em função do item “a”, porque os fatores a serem analisados são lentos os suficiente para não se moverem muito em suas posições ao longo de um dia.

Assim, o que vale, em grande parte, são as datas e não o horário (apenas na análise sobre o governo atual e no anterior foi utilizado o horário preciso da posse). O cálculo também foi feito para o meio-dia, nesses casos, de forma que a Lua, fator muito veloz, estivesse em uma posição o mais possível próxima do horário correto ou ao menos a meia distância entre dois pontos máximos.

Café Filho e Carlos Luz – o primeiro substituíra Getúlio Vargas após seu suicídio, em 24 de agosto de 1954. A data que aqui considero como sua posse é a mesma da morte do presidente anterior, portanto. O segundo, todavia, era presidente da Câmara e substituíra Café quando de sua licença para tratar de problemas cardiovasculares. Luz permaneceu apenas 4 dias no poder, de 8 a 11 de novembro de 1955. Na comparação aqui considerada, tem-se como base a posse de Café Filho e a destituição de Carlos Luz. O mapa da posse de Luz ocorre já com uma quadratura envolvendo nada menos que Júpiter, Saturno e Plutão. Após todos os trâmites e votações, a decisão pela destituição de Luz se deu no dia 22/11. Nesse dia, além da supracitada quadratura, a Lua completaria o quadro com uma quadratura T formada com tal configuração. Não bastasse isso, outro aspecto tenso envolvendo um significador de poder, Saturno, no mapa radical da posse de Café, era formado há um certo tempo pelo trânsito de Urano. Por si só esse já seria um fator desestruturador.

Nixon – Renunciou em 9 de agosto de 1974, quando Plutão em trânsito terminara uma conjunção com o nodo sul do mapa de sua posse em 20 de janeiro de 1969. Entre maio e junho de 1974 Saturno formava a quadratura exata com o eixo nodal. O Caso Watergate, que impulsionou o processo, veio à tona em 17 de junho de 1972, quando Plutão ainda não chegava a uma conjunção precisa com o nodo sul da posse, mas já formava órbita para tanto.

Collor – Na comparação entre o mapa de sua posse e a efetivação de seu impeachment tem-se a conjunção de Saturno em trânsito por Aquário, já formando conjunção com o nodo norte da posse, sendo que a própria posse se dá com uma quadratura de Plutão com o eixo nodal.

Abdalá – Um “governo” relâmpago, interrompido em cerca de 6 meses. Já na posse fica evidente a grande quadratura envolvendo o eixo nodal, com Lua, Vênus, Marte e Júpiter envolvidos, somados à conjunção de Saturno com o nodo sul. O impeachment ocorreu com Marte conjunto ao nodo norte, ativando a já debilitante grande quadratura.

Dilma – Nesse caso também temos uma quadratura de Plutão com o eixo nodal logo na origem, isto é, no mapa da posse. O ângulo tenso tornou-se exato na época da destituição da então presidente e posse de Michel Temer.

Bolsonaro – Outro caso em que o eixo nodal da posse fica sob a proximidade de aspectação tensa envolvendo Saturno e Plutão. Na posse já há a conjunção de Plutão e nodo sul. Nos trânsitos de fevereiro/março de 2020, Saturno toca o mesmo nodo. Tornará a fazê-lo entre julho e dezembro, sendo agosto um mês crucial, com uma nova conjunção exata. De dezembro em diante, Plutão em trânsito vai chegando mais próximo do grau exato do nodo sul da posse. Diante dessas condições, apesar de haver indicadores favoráveis num dos supostos mapas de nascimento do governante (21/03/1955, 05:30 A.M., Glicério-SP), como a Lua progredida em trígono com Júpiter e com Saturno até fins de abril, a tendência é de fato a crescente perda de apoio e uma abertura de processo, mormente em função das múltiplas declarações polêmicas e impopulares e a despeito do apoio continuado de muitos de seus eleitores. As chances maiores ocorrem após o segundo ingresso de Saturno em Aquário, no final do ano. No entanto, o movimento nessa direção já deve ter início no primeiro semestre, entre 22 de março e 01 de julho, como uma prévia das situações a virem em sequência. Vamos observando, de forma a coletar mais dados sobre os efeitos desses processos e vermos se os fatores aqui reunidos funcionam de modo similar.

EUA X IRÃ e os eclipses.

Em 26/12/2019 ocorreu o eclipse solar anular, cuja sombra passou nas regiões indicadas na imagem que acompanha este post. Note que, inclusive, o Irã está entre os países que estão sob essa sombra. Como venho afirmando em diferentes palestras e vídeos, efeitos nefastos não ocorrem 24 horas por dia todos os dias do ano e em todos os lugares, mas certamente ocorrerão em localidades e coletividades cujos contextos as tornam uma espécie de ponto focal, o elo mais fraco de uma corrente em que as tendências gerais se manifestam mais facilmente e quase sem “filtro”.
Acompanham a imagem do eclipse, os gráficos com os mapas do Irã (carta do retorno do Ayatolá Khomeini a Teerã, em 1979, via artigo da “Astrology Weekly”), outra da declaração da República Islâmica do Irã (via “Astrotheme”) e dos Estados Unidos (mapa concordante com o “Astrodatabank”, embora com diferença de poucos graus para o Ascendente).
Os três estão nos círculos centrais desses gráficos, enquanto o eclipse e demais posições planetárias daquele momento estão no círculo externo. Notem que, para todos os mapas, o fenômeno ocorre em casas angulares: os EUA, na 1, o Irã da chegada de Khomeini, na 10 e o da República Islâmica na 1, como os EUA, cujas casas encontram-se em graus próximos e nos mesmos signos.
Quem utiliza Quiron em suas leituras, há de reparar que o mesmo fazia conjunção com o Ascendente (imagem da nação) da chegada de Khomeini e na casa 4 (território nacional) da República Islâmica, tendo recentemente, nesse último, feito uma conjunção com Mercúrio e Marte, já se encaminhando para uma conjunção com o Sol. Os trânsitos de Quíron costumam estar enfáticos em momentos críticos e catastróficos, no coletivo.
Tanto no mapa dos EUA quanto nos dois do Irã aqui apresentados, há uma forte relação Marte-Lua. No do Irã/Astrology Weekly (chegada de Khomeini), o eclipse ocorre em quadratura com a Lua em Áries (signo regido por Marte) em conjunção com o Ascendente. No do Irã/Astrotheme (República Islâmica), Marte do momento do eclipse fazia uma oposição à Lua radical. No mapa dos EUA, Marte fazia quadratura com a Lua radical. Em dois desses mapas a Lua rege a casa 8, das perdas e crises. Curiosamente, se for feito um pequeno ajuste de horário, ambos os mapas, EUA e República Islâmica do Irã, podem ter seus Ascendentes sobre a estrela Antares, o coração do Escorpião, uma estrela considerada por diferentes autores (Robson, Ebertin, Manilius – sobre a constelação inteira) como bastante violenta, com traços militares bem visíveis, sendo uma das poderosas “Estrelas Reais da Pérsia” e, portanto, muito relevante em seu simbolismo de Rei, Herói e Guerreiro. Porém, essa estrela faz a referida conjunção somente se os horários aqui indicados estiverem mais próximos do grau em que a mesma estava naqueles momentos. De qualquer forma, pode-se esperar o óbvio: retaliações, novos ataques, seja no Irã, seja nos EUA e em embaixadas. Os eclipses de 2020 atingirão em cheio esses mapas.
Entenda um pouco mais sobre os efeitos dos eclipses de 2020 (e também o de dezembro de 2019), assistindo ao vídeo do link que se segue: https://youtu.be/jrLUV4vwG0g
Entenda como funcionam os eclipses em geral, suas raízes simbólicas e efeitos possíveis, no vídeo deste link a seguir: https://youtu.be/U9SKZ_eEWSo
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Ano decisivo: Júpiter em Capricórnio em 2020

O planeta da esperança e das grandes metas no signo dos limites, do gerenciamento, do controle e do poder. De que modo isso pode afetar instituições, países, empresas, sociedades, a economia e você, mero mortal, que se vê diante de grandes poderes e responsabilidades? Que conflitos e oportunidades serão mais frequentes durante o ano dessa passagem de Júpiter em Capricórnio? Que ferramentas comportamentais serão mais necessárias para uma boa desenvoltura? Saiba isso e muito mais assistindo este vídeo: https://youtu.be/qNl5PHaW8HY

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“Des-diálogos” entre astrólogos (e alguns não-astrólogos) fanáticos do século XXI

(OBS.: agressões, polêmicas e similares serão sumariamente deletados e possivelmente banidos da página):

(Fanático Humanista) – A Astrologia tem que ser humanista, qualquer outra coisa é determinismo imbecil, uma coisa pode ser outra coisa também, mas a mesma coisa pode não ser e…”

(Fanático Tradicionalista) – Como assim? Tá maluco????!!!! As Astrologias Tradicional, a Clássica e a Helenística é que são a verdadeira Astrologia. Claro que a minha, que é a “X”, é a mais correta, as outras são apenas corruptelas. Você é apenas um idiota que está se enganando com psicologismos e coisas inventadas, como esses três novos planetas e esse monte de baboseira que volta e meia inventam por aí. Aceite que está errado! Aceite!!! E faça mapa comigo!”

(Fanático Sideralista) – Ridículos!!!!! Vocês têm que adotar a Astrologia Sideralista, ouçam-me!!!!! A Védica é a única verdadeira astrologia!!!! Idiotas! Charlatães!!! Vocês não sabem o que são nakshatras nem ayanamsa!!!! Se perderam na Idade das Trevas!!!! Qualquer coisa fora disso é coisa de farsante!!!! É por isso que a Ciência considera a Astrologia uma ridicularidade. Eu comecei ontem a fazer essas coisas, li 5 livros, já sei mais do que vocês, que nunca leram nada!!!!! Morte aos infiéis!!!!!”

(Fanático Heliocentrista) – Muito mais ridículo é você, que, com todo esse discurso pseudo-científico faz a leitura astrológica do ponto de vista geocêntrico. Desde Copérnico que sabemos que a Terra não é o centro do universo. Heliocentricamente você nem tem as posições que diz que temos. Todos atrasados e cientificamente incorretos. Tomem vergonha na cara!

(Fanático Galacticocêntrico) – Ah, quanta idiotice! Todos sabem que mesmo o Sol trafega pela galáxia, em torno de seu centro. Se querem uma astrologia que funcione de fato, têm que pensar galacticocentricamente, pois só assim seremos respeitados pelos cientistas céticos. Um dia os convenceremos de que a Astrologia realmente funciona, mas vocês? Ora, ora! Francamente!

(Fanático Compartimentalista) – Ah, eu só trabalho com a Astrologia “Y”, assim não me meto no mercado de quem trabalha com “W”, “Z” ou “M”, que, no fim, é tudo uma merda… Eu domino tudo desse lado de cá, assim, quem se meter a besta de usar qualquer termo que uso aqui já sabe a paulada que vou dar…”

(Fanático Psicologista/Psicanalista) – Nada há de cármico, predeterminado, new age ou fora do âmbito do inconsciente. Somente há um buraco que todos os seres humanos não preenchem. Falem-me sobre seus pais… Sim, entendo… O mapa? Por que você acha que eu devo usar um mapa? Como você se sente com isso? Isso te incomoda? Por que incomoda tanto? Como? E quanto aos ciclos e previsões? Não, isso é fantasia, não vou estimular seu discurso propondo uma coisa de modo que as previsões se autocumpram, com você assimilando como verdade uma coisa que seria apenas potencial. Não existe previsão, só determinações potenciais do inconsciente. Como diria Lacan…”

(Fanático New Age) – Ah, é tudo uma conspiração Aquariana para a Grande Fraternidade Universal se instalar no planeta, que passa por uma grande transição do Manvântara, da Era de Osíris para a de Hórus, dos Intraterrenos, da Espiritualidade que se encontra em cada ser, na Plenitude do Ser… O mapa? Eu prescindo do mapa, eu o uso apenas como uma referência, sou guiado(a) pela mão dos Mestres Cósmicos e Guias Espirituais Quânticos que me orientam a dizer que você está sendo corneado desde… OOOmmmmm”

(Fanático Cientista anti-astrologia) – Li esse monte de merda que vocês disseram acima. Repito: tudo merda. A ciência é a única resposta a todas as questões. Salve Richard Dawkins!!! Fundador da nova Ordem Mundial! A Ciência Salvadora encontrará o caminho! A Ciência condena a Astrologia, não importa se é tradicional, nova, sideral, aquática ou qualquer outra baboseira. Qualquer um pode ver que horóscopo é só uma balela. Não gastem dinheiro com esses aproveitadores. Gastem comigo, com minha novíssima abordagem acadêmica sobre… Quê? Nenhum cientista conseguiu provar que a Astrologia é inválida? Ah, mas ninguém conseguiu provar que é válida, então não é!! Aháááá!!!”

(Fanático religioso) – A Verdade está comigo e com os textos que desde criança e sem qualquer análise criteriosa aceitei como única via de salvação. Você tem que aceitar que Astrologia é proibida pela divindade “@$#”. Qualquer coisa fora disso é absurda e perniciosa para o bem estar da humanidade. Ciência? Como? A Terra não é plana? Vocês são todos vítimas do demônio chamado “%*&@”. Os cientistas mentem. Estão ideologicamente orientados para doutrinar todo mundo. Cuidado!!!”.

(Carlinhos vendo tudo isso) –  😴😴😴😴😴😴😴😴

(Fanático Tarotista/Tarólogo) – Rá! Para eliminar todas essas controvérsias, joguem Tarot. O Tarot é muito melhor que a Astrologia. Qualquer um pode ver que é um instrumento de inspiração divina, em que quando se diz algo, sempre há alguém do além falando junto.

(Outro fanático tarotista respondendo) – Mas você usa o Tarot do Waite, que está ultrapassado. O bom mesmo é o Tarot de $#@&*#. Esse sim, é mais completo e é liiiiiiiiiiiiinnnndooooooooo!

(outro ainda) – Pirou na batatinha, o certo é tradicional, o Marselha. E depois, vcs não sabem fazer a tirada #%$$#@**, que resolve os enigmas fundamentais do universo…

E assim, Carlinhos continua… 😴😴😴😴😴😴

Minicurso GRÁTIS: A CASA 12, suas características, as outras casas e técnicas de leitura astrológica

No canal “Carlos Hollanda – Astrologia“, no Youtube, um minicurso em vídeo inteiramente GRÁTIS, com duas horas e meia de duração, realizado ao vivo, no Rio de Janeiro, com explicações detalhadas, exemplos e aplicações de leitura relacionadas à casa 12 do mapa astrológico e todas as correlações possíveis com outras casas, planetas, configurações etc., para você dirimir suas dúvidas quanto a este e outros setores do mapa. Eis um índice dos tópicos abordados:

1. O efeito de todas as causas

2. 4 respostas comuns a uma enquete sobre a casa 12

3. Casas são coisas

4. Se o ascendente é a identidade…

5. A casa 12 e a Sombra

6. Teoria do Caos e Efeito Borboleta

7. O que não está ali, mas, na verdade, está sim

8. Compreendendo por via indireta: CASA 5 x CASA 12

9. CASA 6 x CASA 12 – “casas desgraçadas” e o Modelo Helenístico

10. A casa 12 derivada das outras 11 casas

11. Casa 8 X Casa 12

12. O “FDP” (formador de problemas) e a espreita

13. FDP’s: ou “o inimigo oculto”

14. Como sabotar a si mesmo criando condições para que outros o atrapalhem.

15. Outras analogias: Casa 9 X Casa 12

16. A Penitência, o Arrependimento, a Redenção

17. Aproximação X Distanciamento: o quadro geral, o limite e o recolhimento

18. As tênues fronteiras entre Planeta, Signo e Casa

19. Como entrar em sair da casa 12

20. Ah, sim! Ele, o Karma: onde e como esse conceito se encaixa? Se encaixa mesmo?

21. Astrologia, Ancestralidade, a casa 12 e as heranças de gerações anteriores.

22. Mais chaves para “entrar” na casa 12

23. A Conexão Cósmica: a lacuna que alimenta e renova o sistema

24. O mapa de Carl Sagan sua casa 12 e o abaixo-assinado da revista “The Humanist”

25. Eu tenho um monte de coisas na casa 12!!! Tô ferrado?

26. Análise da casa 12 de alguns mapas de personalidades e clientes anônimos

27. Não tenho nada na 12, me dei bem! Hummm… NÃO!

28. Análise final sobre a casa 12 de mapas de personalidades como a Princesa Diana, Suzane von Richthofen, Edgar Cayce e Chico Xavier.

29. Respostas a questões realizadas no evento.

Conheça alguns artigos que falam da casa 12 no blog “Projeto Luminar, nos links a seguir:

* A CASA 12 NO RETORNO SOLAR: https://projetoluminar.wordpress.com/2013/05/09/a-casa-12-no-retorno-solar/

* CASA 12: SOFRIMENTO OU LIBERTAÇÃO? DEPENDE DE COMO VOCÊ A USA: https://projetoluminar.wordpress.com/2016/02/22/casa-12-sofrimento-ou-libertacao-depende-de-como-voce-a-usa/

* CURAS, ROTINAS E A ALQUIMIA: A CASA 6 E SEUS DENOMINADORES COMUNS: https://projetoluminar.wordpress.com/2016/11/27/curas-rotinas-e-a-alquimia-a-casa-6-e-seus-denominadores-comuns/

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Quer se matricular em mais cursos de Astrologia presenciais ou Online com Carlos Hollanda? Confira os links a seguir:

a) AGENDA DE CURSOS PRESENCIAIS: https://projetoluminar.wordpress.com/agenda/

b) CURSOS E WORKSHOPS ONLINE: https://projetoluminar.wordpress.com/cursos-online/

 

IV COLÓQUIO: CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE

AS ORDENS DE CAVALARIA NA MODERNIDADE

Data: 25 e 26 de Junho de 2019  (Terça-feira e quarta-feira)

Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Horário: das 18:00  às 21:00.

Endereço:

Rua São Francisco Xavier, 524 auditório 71 7º andar  – Maracanã  -Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

Informações: nehmaat@gmail.com

INSCRIÇÃO (GRATUITA):

·         Data limite: 25-06-2019; APÓS SOMENTE PRESENCIAL

·         Inscrições: formulário google on-line;

·         Certificado presencial de 10ha.

Realização:

O IV Colóquio Ciência e Espiritualidade é uma realização do:

Programa de Estudos e Pesquisas das Religiões da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PROPER-UERJ) do Centro de Ciências Sociais;

Núcleo URCI – RJ1 (Universidade Rosacruz Internacional);

Núcleo de Estudos em História Medieval, Antiga e Arqueologia Transdisciplinar da Universidade Federal Fluminense – Campos (NEHMAAT-UFF);

 Laboratório História, Espiritualidade e Religiosidade da Universidade Federal Fluminense – Campos (LHER-UFF);

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Apoio:

Centro de Ciências Sociais – UERJ;

Prefeitura do Campus UERJ;

Revista Mundo Antigo.

O Colóquio:

O imaginário medieval europeu se construiu pelo hibridismo cultural, mesclando elementos da cultura greco-romana, germânica, valores da religião cristã e contribuições árabes e judaicas. A mentalidade místico-religiosa do medievo compreendia o mundo como uma totalidade integrada, onde os astros, a natureza e o Homem eram pares indissociados. As Ordens de Cavalaria tiveram um papel fundamental na conservação desses saberes através do simbolismo de templos, catedrais e até mesmo na organização de seus rituais.  Um desses saberes é conservado através da lenda do Graal. Uma combinação de lendas, romance e misticismo o envolve. Uma das lendas afirma que o Graal possui propriedades místicas, em outra, lenda o Graal representa a busca pelo segredo da vida. O Graal tonou-se o emblema da pureza moral, da fé triunfante, do heroísmo soldadesco ou da caridade graciosa. Desse modo, a busca pelo Graal seria realizada pelo puro de coração, uma pessoa moralmente correta, a fim de adquirir o conhecimento maior do eu e sua relação cósmica (LEWIS). Essa busca pode ser trazida para a atualidade através do cavaleiro moderno. Além disso, a virtude e o bem são entendidos, por Sócrates, como conceitos universais e imutáveis servindo de critério e de guia para toda ação particular e para toda a vida da cidade (sociedade). É o conhecimento desses universais que os homens devem buscar e, uma vez descobertos levar o homem a pratica-los em seu benefício e do próximo (ANDERY). A proposta do IV Colóquio: Ciência e Espiritualidade é apresentar o Cavaleiro Medieval com suas questões sócio-históricas, e apontar alguns simbolismos que são contextualizados, socioculturalmente, na vida moderna.

Coordenação Geral:

Prof. Dr. Adílio Jorge Marques

Prof. Dr. Julio Cesar Mendonça Gralha

Profª  Drª Telma Rosina Simoni da Gama

Comissão Organizadora:

Prof. Dr. Adílio Jorge Marques

Profª Ms Ana Lucia do Nascimento

Prof. Dr. Carlos Hollanda

Prof. Dr. Julio Cesar Mendonça Gralha

 Profª  Drª  Melissa M. G. Boëchat

Prof. Dr. Pablo Santos

Profª  Drª Telma Rosina Simoni da Gama

Público-alvo:

·         Professores, pesquisadores e alunos das Ciências Humanas, Ciência da Religião;

·         Todos os interessados na relação Ciência e Espiritualidade.

Modalidade do Evento:

·         Mesa de debate com conferencistas;

·         Apresentação: 30 minutos;

·         Debate: 30-45 minutos;

·         Certificado presencial para os conferencistas;

·         Certificado presencial para os ouvintes;

Programação:

TERÇA-FEIRA

18:00/18:15 – RECEPÇÃO/ABERTURA

18:20/18:50 – TEMPLÁRIOS NA HISTÓRIA

Prof. Dr. Adílio Jorge Marques

18:50/19:05 – INTERVALO

19:10/19:40 –O NEOTEMPLARISMO DA OSTI

Prof. André Pereira de Almeida

19:45/20:15 – OGG E AS VIRTUDES DO CAVALEIRO MODERNO

Prof. Ms. Ana Lucia do Nascimento

20:20/21:00 – DEBATE E ENCERRAMENTO

QUARTA-FEIRA

18:00/18:15 – RECEPÇÃO/ABERTURA

18:20/18:50 – AS ORDENS DE CAVALARIA NA MAÇONARIA MODERNA

Prof. Alexander Mazzoli Lisboa

18:50/19:05 – INTERVALO

19:10/19:40 – IMAGINÁRIO, ORDENS DE CAVALARIA E A COSMOLOGIA NO MEDIEVO

Prof. Dr. Carlos Hollanda

19:45/20:15 – A O.T.O.: THELEMA, TEMPLARISMO NO NOVO AEON

Prof. Pedro Chaves

20:20/21:00 – DEBATE E ENCERRAMENTO

Conferências e Conferencistas

O NEOTEMPLARISMO DA OSTI

André Pereira de Almeida

Doutor em Filosofia e pesquisador de tradições iniciáticas

Resumo:

A comunicação visa contribuir para o debate acerca da tradição templária e o lugar da ordem de cavalaria fundada por Raymond Bernard, denominada de Ordem Soberana do Templo Iniciático, no mundo atual.

OS TEMPLÁRIOS NA HISTÓRIA

Adílio Jorge Marques

Prof. Dr. em História da UFVJM e URCI

Resumo:

Objetivamos mostrar como os Templários influenciaram a história medieval, assim como foram importantes para a Tradição Primordial que seguiu em outras Organizações após o fim da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo. O legado cavaleiresco permanece entre nós em pleno séc. XXI.

THELEMA: UM “TEMPLARISMO” PARA O NOVO AEON

Pedro Chaves

Jornalista pela PUC-Rio. Psicólogo pela UNESA. Especialista em Psicologia Junguiana pela UNESA, em parceria com o Instituto Junguiano do Rio de Janeiro (IJRJ).

Resumo:

Os desafios de pensar e praticar Thelema, religião e sistema místico iniciado por Aleister Crowley e em desenvolvimento na contemporaneidade, à luz da experiência em uma de suas ordens iniciáticas: a Ordo Templi Orientis (O.T.O.), cuja mitologia sobre “monges-cavaleiros” inspira-se no templarismo do passado para aspirar a realização do Graal no presente do “Novo Aeon”. Revoluções sociais, gnosticismo, magia sexual, laboratório social, horizontalidade e fraternidade na pós-modernidade serão alguns dos problemas abordados.

AS ORDENS DE CAVALARIA NA MAÇONARIA MODERNA

Prof. Alexander Lisboa Mazzoli

Resumo:

A interação entre a Maçonaria e as tradições cavalheirescas começou  a partir do século XVIII. Sabe-se que foram os autores maçons que criaram a maioria das lendas e mistérios ligados aos cavaleiros cruzados, especialmente aqueles referentes ás Ordens militares que foram fundadas durante a presença dos cristãos na Terra Santa. E que foram eles, também, que ligaram os Templários á Maçonaria, sugerindo ser a Maçonaria uma espécie de herdeira das tradições daquela Ordem. Como os Templários, os Hospitalários e as demais Ordens de Cavalaria interagiram com os maçons operativos e depois transmitiram suas tradições aos maçons modernos? É possível formular algumas hipóteses, o que faremos nesta apresentação. Essa influência, no entanto, só é percebida a partir dos rituais praticados nos chamados graus superiores, particularmente os graus capitulares e filosóficos.

OGG E AS VIRTUDES DO CAVALEIRO MODERNO

Ana Lucia do Nascimento

Mestre em Letras e Ciências Humanas; Psicopedagoga; especialista em Estimulação Essencial e Desenvolvimento Infantil (bebês surdos, Instituto Nacional de Educação de Surdos/INES); Pós-graduanda em Neurociências Aplicadas, com ênfase na Aprendizagem – EEFD/UFRJ.

Resumo:

Tratar de um tema tão rico como os Cavaleiros Medievais, nos permite não só reconhece-los em sua abordagem histórica mas, também com suas contribuições éticas e sociais. Sabedoria, Coragem, Lealdade são algumas virtudes que a Geração do Milênio e a Geração Z, reconhecidas também como Crianças Índigo e Crianças Cristais, vem demonstrando em seus atos e palavras, por suas ações significativas visando o futuro planetário; o cuidar do próximo, através da resiliência e do próprio autoconhecimento.

Essas duas gerações, com características tecnológicas, utilizam uma linguagem própria

que não se limita à palavra, falada ou escrita e sim, a própria intuição, como um potencial interno. As Virtudes trazidas do modelo dos Cavaleiros Medievais podem auxiliar no desenvolvimento de diferentes habilidades e assim permitir que crianças e jovens utilizem a razão sem se distanciar da emoção. A Responsabilidade como virtude

é um dos objetivos de trabalhos desenvolvidos com essas faixas etárias. A Ordem Guias

do Graal/OGG- AMORC se coloca entre eles. Na sociedade tecnológica a cooperação e

o trabalho em grupo são virtudes reconhecidas desde a mais tenra idade.

IMAGINÁRIO, ORDENS DE CAVALARIA E A COSMOLOGIA NO MEDIEVO

Carlos Hollanda

Doutor em Artes Visuais (Imagem e Cultura)-UFRJ. Mestre em História Comparada-UFRJ. Palestrante em eventos internacionais de Astrologia e de Estudos do Símbolo-UNIPAZ-SC, ASPAS, ECO-UFRJ

Resumo:

Uma análise comparativa tendo por base os estudos de Jacques Le Goff e Georges Duby sobre o imaginário medieval e as diferentes ordens de cavalaria, sagradas e profanas, suas representações na cultura de massas e o hibridismo da cultura medieval em relação à formação do imaginário cavaleiresco. A cultura místico-religiosa do medievo compreendia o mundo como uma totalidade integrada, onde os astros, a natureza e o Homem eram partes indissociáveis de um todo. Partindo desse mesmo princípio, aqui também se fará um estudo comparativo de diferentes mitologias em torno da figura cavalheiresca em tradições místicas e religiosas, como a de São Jorge.

Horas Planetárias – o que são? Para que servem? Como usar?

As horas planetárias ou horário planetário na introdução à chave de Salomão

A Chave de Salomão é um dos muitos textos mágicos clássicos, medievais e renascentistas, conhecidos como grimórios, reivindicando a autoria do rei Salomão, renomado por sua sabedoria e poderes espirituais. O texto neste artigo vem de S. Liddell MacGregor Mathers ‘A Chave de Salomão, o Rei.

Publicado pela primeira vez em 1888, os manuscritos usados ​​por Mathers parecem datar do século XVI. Para mais informações sobre a chave de Salomão e o ciclo salomônico de grimórios mágicos, ver Elizabeth Butler, Ritual Magic [1949] (Penn State Press, 1998), pp. 47-99.

 

Segue, abaixo, a tradução/transcrição do texto supracitado referente ao capítulo das Horas Planetárias.

LIVRO I CAPÍTULO II – DOS DIAS E HORAS E DAS VIRTUDES DOS PLANETAS

Quando tu queres fazer qualquer experimento ou operação, tu deve primeiro preparar, de antemão, todos os requisitos que encontrarás descritos nos seguintes capítulos: observando os dias, as horas, e os outros efeitos das Constelações que podem ser encontrados neste livro. É, portanto, aconselhável saber que as horas do dia e da noite juntas são vinte e quatro em número, e que cada hora é governada por um dos Sete Planetas em ordem regular, começando no mais alto e descendo para o mais baixo.

A Ordem dos Planetas e as Horas Planetárias

A ordem dos planetas é a seguinte: SHBTHAI, Shabbathai, Saturno; Abaixo de Saturno está TZDQ, Tzedeq, Júpiter; Abaixo de Júpiter está MADIM, Madim, Marte; Abaixo de Marte está SHMSH, Shemesh, o Sol; abaixo do Sol está NVGH, Nogah, Vênus; Abaixo de Vênus é KVKB, Kokav, Mercúrio; abaixo de Mercúrio é LBNH, Levanah, a Lua, que é o mais baixo de todos os planetas. Deve, portanto, ser entendido que os planetas têm seu domínio sobre o dia que se aproxima mais próximo ao nome que é dado e atribuído a eles, ou seja, no sábado [Saturday/Sábado/Samedi], Saturno; Quinta-feira [Thursday/Jueves/Jeudi], Júpiter; Terça-feira [Tuesday/Martes/Mardi], Marte; Domingo [Sunday/Domingo/Dimanche], o Sol; Sexta-feira [Friday/Viernes/Vendredi], Vênus; Quarta-feira [Wednesday/Miercoles/Mercredi], Mercúrio; segunda-feira [Monday/Lunes/Lundi] a Lua.

 

A regra dos planetas sobre cada hora começa a partir do amanhecer, ao nascer do Sol, no dia que leva o nome de tal Planeta, e o Planeta que segue isto em ordem, sucede ao governo na próxima hora. Assim [no sábado] Saturno rege a primeira hora, Júpiter a segunda, Marte a terceira, o Sol a quarta, Vênus a quinta, Mercúrio a sexta, a Lua a sétima e Saturno retorna no domínio sobre a oitava, e os outros, por sua vez, sempre mantêm a mesma ordem relativa. Observe que cada experimento ou operação mágica deve ser realizada sob o Planeta e, geralmente, na hora, que se refere ao mesmo. Por exemplo:

[a seguir, na transcrição, a forma pela qual os prováveis autores compreendiam o uso e finalidades das horas, algo explicado detalhadamente, adaptado para a vida contemporânea e aplicado no curso “Magia Planetária – Kabbalah, Astrologia e Hermetismo”, que é periodicamente oferecido conforme a Agenda de Eventos – clique aqui para saber mais]

Calendário da Magia pelos Dias e Horas Planetárias

Nos Dias e Horas de Saturno tu podes realizar experimentos para invocar as Almas do Hades, mas somente daqueles que morreram uma morte natural. Da mesma forma, nestes dias e horas você pode operar para trazer boa ou má sorte para os edifícios; ter Espíritos familiares atendendo-te no sono; causar bons ou maus sucessos a negócios, posses, bens, sementes, frutos e coisas semelhantes, a fim de adquirir aprendizado; trazer destruição e dar morte, e semear ódio e discórdia.

 

Os dias e as horas de Júpiter são apropriados para obter honras, adquirir riquezas; contrair amizades, preservando a saúde; e chegando a tudo que tu podes desejar.

 

Nos dias e horas de Marte tu podes fazer experiências sobre a guerra; chegar à honra militar; para adquirir coragem; para derrubar inimigos; e além disso causar ruína, matança, crueldade, discórdia; ferir e dar morte.

 

Os Dias e as Horas do Sol são muito bons para aperfeiçoar experimentos relativos a riqueza temporal, esperança, ganho, fortuna, adivinhação, o favor dos príncipes, para dissolver sentimentos hostis e fazer amigos.

 

Os dias e as horas de Vênus são bons para formar amizades; por bondade e amor; para empreendimentos alegres e agradáveis, e para viajar.

 

Os Dias e Horas de Mercúrio são bons para operar em eloquência e inteligência; prontidão nos negócios; ciência e adivinhação; maravilhas; aparições; e respostas sobre o futuro. Tu também podes operar sob este Planeta por furtos; escritos; engano; e mercadoria.

Os dias e as horas da lua são bons para embaixadas; viagens; enviados; mensagens; navegação; reconciliação; amor ; e a aquisição de mercadorias por água. Tu deves tomar pontualmente o cuidado de observar todas as instruções contidas neste capítulo, se desejas ter sucesso, vendo que a verdade da Ciência Mágica depende disso.

 

As Horas de Saturno, de Marte e da Lua são igualmente boas para comunicar e falar com os Espíritos; como os de Mercúrio são para recuperar roubos por meio dos Espíritos.

 

As Horas de Marte servem para convocar Almas do Hades, especialmente dos que foram mortos em batalha.

 

As Horas do Sol, de Júpiter e de Vênus, são adaptadas para preparar quaisquer operações de amor, bondade e invisibilidade, como é mostrado mais adiante, às quais devem ser acrescentadas outras coisas de natureza semelhante, que são contidas em nosso trabalho.

 

As Horas de Saturno e Marte e também os dias em que a Lua está em conjunção com eles, ou quando ela recebe sua oposição ou aspecto quartil, são excelentes para fazer experimentos de ódio, inimizade, disputa e discórdia; e outras operações do mesmo tipo que são dadas mais adiante neste trabalho.

 

As Horas de Mercúrio são boas para realizar experimentos relacionados a jogos, esportes, esportes e afins.

 

As Horas do Sol, de Júpiter e de Vênus, particularmente nos dias que elas governam, são boas para todas as operações extraordinárias, incomuns e desconhecidas.

 

As Horas da Lua são apropriadas para fazer experimentos relativos à recuperação de propriedades roubadas, para obter visões noturnas, para invocar Espíritos durante o sono e para preparar qualquer coisa relacionada à Água.

 

As Horas de Vênus são, além disso, úteis para muitos, venenos, todas as coisas da natureza de Vênus, para preparar pós provocadores de loucura e coisas semelhantes. Mas, a fim de efetivar completamente as operações desta Arte, você deve realizá-las não apenas nas Horas, mas também nos Dias dos Planetas, porque então a experiência sempre terá melhor sucesso, desde que você observe as regras mais tarde, pois se tu omitires uma única condição tu nunca chegarás à realização da Arte.

[obs.: venenos são assuntos relacionados a Marte, pela tradição astrológica, e a Netuno e Plutão, em olhares modernos. Particularmente me parecem esclarecedoras ambas as formas de entender o assunto. É preciso observar alguns outros pormenores e entender que o contexto dos escritos de que tratamos pode estar se referindo a poções de amor, fatores que, então, seriam relacionado à produção de desejo por outrem, assunto de Vênus].

 

Tempo Mágico pela Lua

Para aqueles assuntos então que pertencem à Lua, como a Invocação de Espíritos, as Obras de Necromancia, e a recuperação da propriedade roubada, é necessário que a Lua esteja em um Sinal Terrestre: Taurus, Virgem ou Capricórnio.

 

Por amor, graça e invisibilidade, a Lua deve estar em um Sinal de Fogo: Áries, Leão ou Sagitário.

 

Por ódio, discórdia e destruição, a Lua deveria estar em um Signo de Água: Câncer, Escorpião ou Peixes.

Para experiências de natureza peculiar, que não podem ser classificadas sob uma determinada experiência concreta, a Lua deve estar em um signo aéreo: Gêmeos, Libra ou Aquário.

 

Mas se essas coisas parecem difíceis de realizar, basta apenas observar a Lua após a combustão, ou a conjunção com o Sol, especialmente quando ela abandona os raios e parece visível. Pois então é bom fazer todos os experimentos para a construção e operação de qualquer matéria. É por isso que o tempo da Nova até a Lua Cheia é adequado para realizar qualquer um dos experimentos dos quais falamos acima.

 

Mas em sua fase minguante ou diminuição [do brilho], é bom para Guerra, Perturbação e Discórdia. Da mesma forma, o período em que ela é quase privada de luz é apropriada para experimentos de invisibilidade e de morte. Mas observe de modo inviolável que você não começa nada enquanto a Lua está em conjunção com o Sol, vendo que isso é extremamente infeliz, e que então você será capaz de efetuar nada; mas a Lua, abandonando seus raios e aumentando em Luz, tu podes realizar tudo o que desejas, observando no entanto as direções neste Capítulo.

 

Tempo para Invocação

Além disso, se você deseja conversar com os Espíritos, deve ser especialmente no dia de Mercúrio e em sua hora, e deixar a Lua estar em um Signo Aéreo, assim como o Sol. Retire-se então para um lugar secreto, onde ninguém poderá vê-lo ou impedi-lo, antes da conclusão do experimento, se desejaria trabalhar de dia ou de noite.

 

Mas se desejas trabalhar de noite, aperfeiçoe teu trabalho na noite seguinte; se de dia, vendo que o dia começa com o nascer do Sol (perfeito teu trabalho) no dia seguinte. Mas a Hora do origem [início, princípio] é a Hora do Mercúrio. Em verdade, já que nenhum experimento para conversar com Espíritos pode ser feito sem um Círculo sendo preparado, seja qual for a experiência que você deseja empreender para conversar com os Espíritos, aí você deve aprender a construir um certo Círculo particular; isso sendo feito cercar esse círculo com um círculo de arte para melhor cautela e eficácia.

 

 

O ASPECTO TRANSCENDENTE DO TRABALHO: SUA DIMENSÃO ESPIRITUAL E MUNDANA

por Carlos Hollanda

A palavra “trabalho” nos lembra esforço físico, aplicação de concentração mental em fatores que determinam a sobrevivência, o conforto e o sentimento de que algo importante foi produzido para a prosperidade. Para certas pessoas, no entanto, o trabalho pode estar associado a um estado de aprisionamento, sacrifício ou submissão a autoridades que, julga-se, não estariam em condições de exercê-la.

O Dia do Trabalho ou do Trabalhador, suscita essa reflexão, quando nos damos conta de que estamos vivenciando mais um dos muitos processos revolucionários com relação à necessidade do Homem de lidar com a vida cotidiana, seus desafios e vicissitudes, sobretudo na era da informática, que, ao mesmo tempo, gera empregos para alguns e cria uma massa de desempregados não especializados que cresce e precisa ser remanejada a cada ano. A economia informal invade as ruas, locais turísticos, escolas e centros de recreação. Por causa disso, muita gente poderia pensar que se trata de uma “falta de dignidade”, o fato de estar subempregado ou vivendo pelos próprios meios, nem sempre bem recompensados e carentes de suporte em caso de mudanças radicais na economia nacional ou mundial.

Entendamos, todavia, a dimensão espiritual do trabalho, com seus atributos de correção (Tikun, em hebraico), sobre aquilo que somos, que produzimos e que viremos a produzir na vida. Toda atividade que visa a criação de algo útil para a vida, isto é, algo que a facilite e faça com que possamos enfrentar o dia-a-dia mais confiantes, pode ser denominada como trabalho. O fato de nos tornarmos mais confiantes deriva-se não somente pela satisfação no uso do que foi criado, mas, principalmente, pelo fato de que algo, a princípio, veio de nós, frutificou e resultou em benefício para mais de uma só pessoa. Isso nos torna importantes no esquema de vida de uma comunidade e, ainda mais, nos torna importantes perante nossa própria consciência, pois passamos a saber que um circuito foi estabelecido, no sentido de que precisamos do trabalho dos outros e os outros precisam do nosso. Uma verdadeira relação de dar e receber no nível da coletividade.

Astrologicamente falando, os arquétipos do elemento Terra são os que mais estão vinculados a essa atividade sagrada, que é o uso da vontade e da concentração para tornar tangível um intento. A isso chamamos trabalho. Signos de Terra – Touro, Virgem e Capricórnio, na ordem de apresentação zodiacal – são referentes, entre outros fatores, a: Touro – satisfação, estabilidade, conforto físico; Virgem – retificação, conhecimentos, técnicas; Capricórnio – realização, concentração, esforço.

Antes de tudo, o elemento Terra é ligado à condição de estar atuante fisicamente, isto é, no mundo fenomênico. Não se trata constantemente de uma consciência descrente de atributos não físicos, mas de alcançar o verdadeiro significado desse elemento (e do que realmente é o trabalho), usando as capacidades mentais, emocionais e espirituais como um todo e viabilizando aquilo que se originou como potencial no desejo humano de sentir-se feliz.

O dia 1º de Maio é referente ao ponto no ano em que o Sol, em sua trajetória, está aproximadamente a 10o do signo de Touro – um signo de Terra. A comemoração nesta data é escolhida na maioria dos países industrializados para celebrar a figura do trabalhador. A origem foi uma manifestação operária por melhores condições de trabalho, iniciada no dia 1º de maio de 1886, em Chicago, nos EUA. No dia 4 de maio daquele ano, vários trabalhadores são mortos em conflitos com a polícia. Esta prende oito anarquistas e os acusa pelos distúrbios. Quatro deles são enforcados, um suicida-se e três, posteriormente, são perdoados. Por isso, desde 1894, o Dia do Trabalho, nos EUA, é comemorado na primeira segunda-feira de setembro, o que é um fator significativo, em termos de simbolismo astrológico. De 23 de agosto até o dia 22 de setembro, aproximadamente, o arquétipo que impera, pela passagem do Sol, é Virgem, o mais contundente representante do trabalho e do aperfeiçoamento dos arquétipos zodiacais e também um signo de Terra.

Todavia, não se pode falar de trabalho e de classes trabalhadoras hoje em dia, sem que nos reportemos à Revolução Industrial, que aconteceu em meados do séc. XVIII, muito próximo da descoberta de Urano, por Herschel, em 13 de março de 1781. Apesar disso, as mudanças devem ter tido seu ponto culminante durante a passagem de Urano em Touro, de maio de 1767 até dezembro de 1774. Nunca, em toda a história da humanidade, o ser humano pôde dispor de tantas possibilidades de crescimento e de acúmulo de riquezas, como vem acontecendo desde que foram instaurados os métodos de produção industrial. As massas passaram, gradativamente, a se organizar em sindicatos e grupos que apoiavam (e apóiam) as classes trabalhadoras em suas respectivas áreas. O primeiro passo havia sido dado em direção à Era de Aquário, com a difusão dos bens gerados através do empenho de milhares de pessoas, que se tornaram bilhões, após as duas guerras mundiais, com o advento do trabalho feminino em larga escala.

Esse contato mais profundo com a necessidade de aplicação, de aprendizado, de aprimoramento pessoal, foi vivenciado por todo o planeta, sendo esses atributos, fatores característicos do símbolo de Virgem, que, no âmbito pessoal, leva nosso enfoque, com aguda concentração, para o processo individual de Tikun (correção de debilidades cármicas ou do lado negativo de um arquétipo). Esses últimos séculos, portanto, foram cruciais, no sentido de fazer perceber o valor de cada ser humano pelo que ele é e pelo que faz. Obviamente, ainda temos que nos defrontar com o aspecto mais primitivo de tudo isso que é a ganância e a exploração do homem pelo homem, que, a despeito do quanto evoluímos em termos de técnicas (sobretudo depois da conjunção de Urano e de Plutão em Virgem de 1962 a 1969), ainda persiste nos corações de muitos, que acreditam ter mais direitos a privilégios do que os outros ou que não conseguem se integrar como parcelas de um grupo, de uma “personalidade” muito maior do que um indivíduo julgado poderoso.

Mesmo assim, o trabalho pode ser encarado, antes de ser uma obrigação para nos mantermos vivos, como um fator de interiorização e crescimento espiritual. É através do trabalho mundano – que leva ao contato com o mundo prático – que obtemos um poderoso referencial do quanto ainda temos que nos aperfeiçoar para que possamos efetivamente executar uma tarefa de auxílio ao próximo. Os colegas de trabalho, mesmo aqueles cuja vibração é dissonante com a nossa, têm essa função de formadores de um campo de auto-observação muito importante. O trabalho feito em equipe proporciona uma visão tão clara a respeito de nossas imperfeições que nada temos a fazer senão tentar melhorar nossos pontos de vista, sermos mais flexíveis e menos egocêntricos. Entendemos que precisamos cooperar mais e que deve haver algum tipo de contato social capaz de nos tirar da casca estéril de uma visão fundamentada em percepções limitadas pelo ego. O trabalho em equipe fornece isso, pois trata-se de um compromisso, antes de ser apenas um encontro informal entre amigos e familiares. É nossa responsabilidade fazer com que as coisas funcionem.

É preciso aprender a aceitar a discordância de um método que achamos ser o ápice da qualidade. A relatividade é que o que se entende por qualidade e método variam de pessoa para pessoa, não se pode ser intolerante com variações de atitudes que visam o mesmo resultado.

Nos meios esotéricos, ouvimos muito falar da “Obra do Mundo” ou do “Grupo de Servidores Mundiais” do alvorecer da Era de Aquário, mas quem, afinal, são eles? Não são necessariamente – como podem pensar muitas pessoas que se julgam privilegiadas pelo conhecimento adquirido – estudantes de esoterismo, mas pessoas que realmente se importam com a humanidade e com qual efeito seu trabalho virá a ter sobre ela. São pessoas que têm compaixão, que aprendem com seus erros e que desejam profundamente compartilhar a Graça que recebem com seus irmãos. Estas pessoas também desejam, como qualquer outra, conforto, reputação e saúde – atributos do elemento Terra – mas são capazes de esforços grandiosos para acertar, para corrigir suas debilidades junto com todas as outras que também têm dificuldades.

E o que dizer do trabalho esotérico? O que se define assim e como trabalho não esotérico? Há uma certa diferença, é claro, entre servir à coletividade imediata através do esforço solicitado e através do serviço individual, visando a inserção de valores espirituais no mundo, dentro do ponto de vista do ser que se aperfeiçoa. O esoterista, a partir de sua natural tendência ao isolamento, é capaz de atingir um grau muito profundo de contato com a Luz Divina contida em si, mas sem o devido contato com a mentalidade de sua época, com as pessoas que o rodeiam e com o clamor de suas necessidades emocionais e fisiológicas, torna-se sem finalidade. O que fazer, então? Pôr-se num pedestal imaginário, julgando-se acima das debilidades dos outros é um erro grosseiro. É o mesmo que achar que, para dirigir um carro, basta ler o manual. O ser humano precisa constantemente de contato com a realidade mundana, em vista dela estar constantemente em mudança. Esse mundo ilusório em que vivemos reflete os atributos divinos, mas se nos mantivermos absortos ou excluídos de nossa sociedade, pensando que somente os exercícios de respiração e meditação vão resolver tudo, estaremos deixando de realizar a experiência que no Gênesis foi descrita como “lavrar a terra de que o homem fora tomado”, quando Adão provou da Árvore do Conhecimento. Portanto “lavrar a terra”, significa pôr a mão na massa, encarar o fato de que somos imperfeitos, mas poderemos receber dádivas de uma consciência perfeita através da prática da vida propriamente dita.

Isso vale também para todos nós que trabalhamos isoladamente com o intuito de passar o conhecimento das Leis dos Mundos Superiores. Se não nos desvincularmos, um pouco que seja, da mentalidade “ideal”, certamente entraremos em colapso, sendo vítimas dos mesmos problemas que tanto tentamos evitar que afetem aos nossos clientes, pois, desse modo, ficamos pouco conscientes de nosso processo individual de vida, a vida normal, de quem tem fome, sede, necessidade de sexo, de amor, de respeito e de importância. Vale a pena um contato maior com a vida “mundana”, com atividades como a do vendedor, a do operário, do motorista, do gerente, da dona-de-casa ou do empregado de uma empresa de informática.

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Levanta-se então, uma questão inquietante para muitas pessoas que têm dificuldade em aceitar a autoridade alheia. É uma luta entre submissão e talento, entre o emprego e a livre iniciativa. Einstein é um exemplo típico. Com sua Lua na casa 6 – casa do elemento Terra – apesar de seu grande talento como físico imaginativo que era – que poderia ser desfrutado através de sua fama, ganhando muito em palestras e livros – passou boa parte de sua carreira prestando serviços como empregado do governo dos EUA, após se naturalizar americano durante o apogeu do nazismo. Nem por isso seu brilho foi diminuído, nem ele deixou de ser considerado pela própria genialidade – o que lhe garantiu conforto material. Einstein tinha uma espécie de vida paralela, no que diz respeito às suas atividades profissionais. Sempre fora dotado de uma mentalidade de professor, o que exercia entre períodos de pesquisas pagos pelo governo. Ele não vivia enclausurado, como seria de se esperar, em uma “abóbada” de cálculos e fórmulas. Ao contrário, atuou plenamente na defesa do controle internacional de armas nucleares. Além disso, com toda a fama, era considerado uma pessoa simpática pelos que com ele trabalhavam e conviviam intimamente.

Finalizando, a comemoração do Dia do Trabalho, assim como o trabalho em si, deve, na intimidade, nos levar à compreensão de nossa função ou missão de vida, seja ela como um rei ou como um serviçal. Cada atividade é um mar de possibilidades de crescimento e de contato com nossa ancestralidade divina, pelo simples fato de que temos a oportunidade de lapidar nossas arestas pelo contato com outras pessoas que tiveram outra formação e vivência.

Para o astrólogo, a consciência do trabalho quer dizer aplicar na prática o que aprendemos ao longo de tantos estudos. Isso sim é um contato verdadeiro com a divindade que subjaz em todos nós. É isso o que faz com que possamos dar orientações verdadeiras, baseadas no sentimento de compaixão e na certeza de que compreendemos o que passa aquela pessoa que nos procura. Parabéns para todos nós nessa comemoração do Dia do Trabalho!

A Importância do Equinócio de Março na Astrologia, na Alquimia e em Tradições Esotéricas

* Artigo extraído da página oficial da OKRC, no Facebook. Veja o original, navegue pela página, solicite informações sobre a Ordem clicando aqui

Fisicamente falando, os equinócios e solstícios são eventos astronômicos que marcam a mudança das estações do ano. No Solstício de verão, o Sol atinge seu mais elevado ponto no céu, enquanto no solstício de inverno desce ao seu ponto mais baixo. Os equinócios da primavera e do outono marcam os pontos médios no movimento do sol entre os dois solstícios e é nesses pontos do ano que o dia e a noite têm a mesma duração. Cultural e historicamente falando, no entanto, para algumas culturas arcaicas, elas também representavam um mistério mais profundo nessas etapas, relacionando-as às noções de nascimento, crescimento, amadurecimento, morte e, enfim, ressurreição.

Para as tradições astrológicas e alquímicas, herdeiras de sistemas culturais tremendamente antigos, o Sol e o ouro são representados por um ponto dentro de um círculo. Esse símbolo pode ser lido como um olho aberto, representando a Consciência Desperta, como a semelhança entre o micro (ponto) e o macrocosmo (círculo), o “um” e o “todo” num só conjunto, o ponto que tudo contém e de onde tudo emana. O símbolo ou glifo (inscrição) do Sol ainda designa o centro de um sistema onde tudo gira e ainda pode servir de referência para axiomas como “Deus é um círculo [infinito] cujo centro está em toda parte e a circunferência em lugar algum” –  frase atribuída a diferentes pensadores, mas em especial a Santo Agostinho. A ligação do Sol com o ouro se dá, em grande parte pelas propriedades “incorruptíveis”, ou melhor, perenes do ouro diante dos elementos e do tempo: o Sol, diferentemente da Lua, que representa mudanças, entre outros fatores de seu simbolismo, é tido como “imutável”, em sua natureza, assim como o ouro, que não oxida e que sob várias circunstâncias em que outros metais perderiam características e se degradariam, o mesmo continua com sua estrutura atômica inalterada. Sua cor amarela também é passível de associação, por analogia, à tonalidade aparente da luz solar em grande parte do dia. Não bastasse isso, devido às propriedades supracitadas, o ouro, entre os alquimistas passou a ser, metaforicamente, como correspondência do Sol na matéria, a meta de transformação/depuração da consciência, da alma e da vida em algo sublime e superior ao estado de degradação provocado pelo tempo e por uma consciência não-desperta na maioria da Humanidade.

Nenhuma descrição de foto disponível.Grande parte das culturas antigas, entre elas a egípcia, a celta e a maia, viam nos movimentos celestes do sol uma reflexão cósmica da jornada espiritual que poderiam realizar na Terra dentro de si. Isso explica por que monumentos, cidades e estilos de vida foram modelados em torno dos solstícios e equinócios e alinhados à jornada do sol pela eclíptica (o caminho percorrido pelo Sol ao longo do ano, perfazendo o zodíaco) e das estrelas (seu aparecimento sazonal, incluindo as constelações não-zodiacais). Essas antigas civilizações baseadas na religião do sol viam a iluminação espiritual como o verdadeiro propósito da vida, e procuravam orientar suas sociedades inteiras para os princípios espirituais que eles viam exibidos acima deles no céu.

Os símbolos solares também são análogos às narrativas de muitas divindades e se encontram por trás da maioria das formas religiosas atuais. Por exemplo, figuras salvadoras do sol-Cristo emergiram uma e outra vez dentro de várias tradições derivadas da antiga religião original/primitiva do sol e estágios chave em suas vidas freqüentemente correspondem a eventos solares. Figuras como Jesus, Mithra, Krishna, Quetzalcoatl, entre outros – freqüentemente compartilham semelhanças. Elas podem estar associadas ao sol, nascidas no solstício de inverno, ensinar e realizar maravilhas, morrer e ressuscitar no equinócio da primavera e ascender aos céus no solstício de verão. O futuro retorno dessas divindades solares é também muitas vezes anunciado, novamente com sua chegada em um solstício de inverno (quando o mundo está mais escuro) trazendo luz ao mundo mais uma vez. As festividades religiosas ocidentais, mesmo as do hemisfério sul obedecem ao simbolismo das estações do ano no hemisfério norte devido, sobretudo, aos processos de colonização, mas ainda assim o significado subjacente à jornada solar pelas estações permanece.

Equinócio de primavera em Stonehenge.

Pode-se afirmar que a sobrevivência desses mitos em diferentes culturas se dá meramente por transferência ou difusão cultural das narrativas, mas do ponto de vista comparativo, o processo simbolizador que realiza essas associações entre heróis salvadores, sua jornada de vida e o Sol, na verdade se dá independentemente de ter havido um contato mais direto entre um grupo social e outro na História. Tais pessoas, tenham elas realmente existido fisicamente ou sejam um amálgama de várias figuras virtuosas numa só narrativa e personagem, funcionam como uma luz para guiar o caminho, uma referência, modelo de consciência desperta e meta a ser atingida.

 

 

Imagem relacionadaO equinócio de 20 de março (primavera para o hemisfério norte e outono para o sul) é o ponto em que, astronomicamente, o Sol inicia sua ascensão pela eclíptica até que atinge seu apogeu no verão, quando chega ao Solstício de 21 de junho. No zodíaco trópico, adotado pela Astrologia Ocidental, esses pontos fundamentais representam, respectivamente, o ingresso do Sol no signo de Áries e de Câncer. O equinócio e solstício seguintes são os de Libra e de Capricórnio, respectivamente. O equinócio de março em essência (mesmo que no hemisfério sul seja a entrada do outono), é marcado simbólica e culturalmente pelo ressurgir da força vital (Sol) em seu signo de exaltação (Áries). É o momento em que a luz retorna ao mundo e em que todos os inícios, em tese, seriam fortalecidos. Aqui se iniciava o calendário agrário e religioso, um atrelado ao outro, tanto no Egito, quanto na Suméria e noutras partes do planeta em que culturas agrárias ou pastoris se utilizavam dos movimentos celestes para garantir a sobrevivência da tribo, comunidade ou cidade-estado hierática. Tal como se percebe no simbolismo do Carneiro, no zodíaco, com seu conjunto de características guerreiras, portadoras do poder da Vontade e o desejo intenso de ação, o equinócio, desde os tempos remotos, é também visto como um período (não só a data precisa do equinócio, mas o decorrer do primeiro mês a partir dele) em que há uma verdadeira luta entre luzes e trevas, com uma vitória final das forças luminosas (vide a

A subdivisão do ano no calendário celta (uma das tradições) com os 8 Sabbats.

ressurreição nas narrativas de diversas tradições, após o herói descer aos infernos).

 

O Áries é também o símbolo do semeador, do fertilizador, tanto no sentido agrário quanto no sexual do termo. É conhecida a predileção das pessoas com ênfases arianas em seus mapas astrológicos por situações, digamos, “polinizadoras”, por um lado na base das conquistas amorosas, por outro lado na base da tendência muito forte a iniciar projetos em grande número. Obviamente essa tendência pode ser mais acentuada nuns e menos noutros, de acordo com as posições dos demais fatores a considerar num mapa astrológico, mas todos os arianos partilham, em algum grau, desse impulso.

 

Imagem cristã representando o Cordeiro de Deus.

Os rituais religiosos modernos e as práticas mágicas, teúrgicas, filosóficas ou pagãs da atualidade, herdeiras e ressignificadoras que são das formas antigas de conexão com os aspectos divinos da natureza, têm em grande parte relações com as mudanças de estação pela via dos equinócios e solstícios. O início desses calendários mágico-religiosos é o símbolo do irromper da vida, do otimismo, entusiasmo, da ultrapassagem do que era antigo, mas sua retomada num nível acima, renovado. No simbolismo judaico-cristão, parte do que o ingresso do Sol nessa fase do ano representa é a crucificação-morte-ressurreição do Salvador, a páscoa cristã, enquanto a páscoa judaica é o grande processo de libertação e despertar, com o êxodo do Egito. O símbolo da páscoa na forma do coelho ou do ovo é também o símbolo do irromper da vida, ao usar um animal cuja prole é numerosa e o ovo universal contendo a vida que irá surgir como símbolo. A noção de que o equinócio é época de renovação/libertação/irrupção da vida é o que mobilizava as sociedades antigas a realizarem rituais purificadores em suas casas e aldeias. Atualmente esses rituais são realizados por muitas sociedades secretas, tanto em atos coletivos em templos, reservados a seus membros, quanto individualmente, com os participantes de tais sociedades praticando suas meditações, orações e atividades sagradas em seus santuários particulares. Em outras palavras, o equinócio da primavera é a melhor época do ano para se concentrar em novos projetos, livrar-se de coisas que não servem mais e encontrar um grau maior de equilíbrio na vida – afinal, falamos de um momento em que dia e noite estão equilibrados, o mesmo valendo para o equinócio de Libra, em setembro, mas ali já com outra abordagem que não o irromper da vida, marcada pelo Áries. De fato, muito mais do que no dia primeiro de janeiro, quando muitas pessoas se auto-comprometem a fazer mudanças e a perseguirem metas, é aqui que, mágica e energeticamente, a natureza inteira conspira para tanto. Em todo equinócio de março semeamos algo. A semeadura do amor, da luz, da boa vontade, da proatividade e do respeito ao próximo pode fazer com que você se surpreenda com os bons retornos que terá ao longo do ano. E se você atuar mágica ou teurgicamente, espere um contato muito virtuoso com os deuses.

Carlos Hollanda – Membro da OKRC

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