O sucesso, o perigo e o olhar ciumento de quem admira e deseja – breve listagem de épocas de conflito até maio de 2017

Aproveitando que Sol, Mercúrio e Plutão vão se aproximando um do outro, enquanto transitam em Capricórnio, durante o fim de dezembro de 2016 e todo o janeiro de 2017.

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Mozart e Salieri. Precisa dizer mais?

Um dos mais evidentes sinais de que você faz sucesso e incomoda quem gostaria de chegar onde você está é receber admoestações públicas de “erros” que não são erros. A pessoa está tão ávida para reduzir o que você faz que mesmo você dizendo “A”, ela consegue ler “B” e, independentemente do quão claro você deixou que é “A”. Logo em seguida, expõe publicamente o quanto você seria “idiota”. Uma breve observação daquele detalhe mostra que aquilo que foi apontado como erro (e que não era) estava:

 

 

a) explicado em negrito na nota de rodapé;

b) lá no texto principal, exatamente como aquele que reclama diz que deveria estar;

c) numa imagem que acompanha o texto;

d) dito com outras palavras, mas cujo sentido e resultado era precisamente o mesmo.t

e) diferente do que disse aquele que aponta o “erro”, mas na verdade eram seus dados que estavam corretos. Para ter certeza disso basta rever os dados e procurar outras fontes.

 

Se isso estiver acontecendo com você, prossiga conforme pensou antes. Procure não responder, se não for realmente necessário e, se o for, faça-o com o mínimo de envolvimento possível e com economia de palavras, procurando as mais sensatas e pacificadoras . Não alimente um conflito que só faz chamar a atenção para aquele que gostaria de obtê-la a partir de um mérito que não é o dele. Algumas pessoas se alimentam de conflito, sem saber que isso também as corrói e consome um tempo precioso que poderiam usar para crescerem por si mesmas e não tentando desqualificar aquele objeto de desejo ou admiração secreta: o sujeito que tentam derrubar sem que ele tenha feito algo ilegal, prejudicial ou que o tenha magoado. Ou sabem, mas como são autodestrutivas, seguem assim mesmo com suas facas de dois gumes em riste.

Apesar de boa parte do conhecimento disponível se produzir a partir do debate, quando este é feito com educação e com questionamento todos se beneficiam mutuamente. É bem diferente do que estou dizendo acima, que é desqualificação pura e simples, seja baseada em preconceito de alguma ordem, seja por que se segue uma forma de pensar diferente ou até por ciúmes/inveja mesmo. O conhecimento se produz muito mais depressa e claramente sem que se tente descredibilizar uma proposta antes de tê-la compreendido direito ou que pelo menos se dê ao proponente o beneficio da dúvida. Quer um exemplo? “Vai acreditar nesse negócio de Complexidade? O sujeito que disse é astrólogo!” ou “Isso é coisa de viado! Não leve a sério” ou “Esse sujeito não usa o mesmo método que nós, portanto, não é sério.” ou “Esse teórico que você usou neste trecho de seu trabalho é fraco, portanto, todo o seu trabalho, inclusive os 99% dele em que você não usa aquele teórico, foi recusado” ou “Não acredito em você porque você é meu amigo”. Este último exemplo, aliás, é o que é mais cruel: por mais que você possa ter tido (ou achado que teve) experiências que tenham posto em dúvida a credibilidade do que diz seu “amigo”, se ele assim o é, merece ao menos o benefício da dúvida. Aqui você estaria tendo certeza de que ele não o merece e não lhe está dando chance alguma. O resultado pode ser ele passar a não lhe dar chance alguma também. Adeus amizade, se é que ela existiu mesmo algum dia.
Não está sob seu poder mudar a forma de proceder dessas pessoas nem resgatá-las de suas percepções, mas está em seu poder dar uma pausa e uma suavizada nas suas próprias. Não entre no conflito, procure responder com resultados e ações coerentes. Se não der para prosseguir numa direção ou por um caminho, tente outro, mesmo que seja um pouco mais tortuoso. Não, não é fácil, mas talvez não haja nada melhor para fazer nessa vida…

 

Em janeiro de 2017 a tripla conjunção de Sol/Mercúrio/Plutão vai intensificar a Quadratura T envolvendo Júpiter-Urano-Plutão, aquela mesma que segue até maio de 2017. Os signos cardinais, Áries, Libra e Capricórnio são os ativados. Se pensarmos nesses signos como uma espécie de “casas cósmicas”, de modo equivalente ou análogo (não idêntico) às casas mundanas, as ações competitivas (Áries) por destaque e credibilidade (Capricórnio) precisam ser moderadas e mediadas (Libra) a fim de que não se transformem em conflitos irremediáveis. Pessoas públicas recebem uma dose um tanto maior de pressão. Alguns são atacados em locais públicos, seja com vaias, com tomates, com gritos ou até com empurrões. Outros só têm que aturar a falta de noção alheia, como ser parado na rua por um desconhecido que o admira, mas critica duramente algo que você falou ou escreveu, como se fosse a maior das ajudas do mundo e querendo que você saia dali muito feliz por ter “crescido” com o “valiosíssimo” conselho. Júpiter tensionado com elementos saturninos envolvidos (vários planetas em Capricórnio e Saturno em Sagitário, regido por Júpiter atualmente) pode ser bastante intruso em suas críticas que considera construtivas, mas podem nada resolver e até piorar a situação, já que perdem de vista o conteúdo em função do desejo por uma forma ideal e excelente de apresentar esse mesmo conteúdo. Não que isso não seja importante, mas se somente isso for importante, adeus conteúdo.

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Trânsitos do dia 12/01/2017. Clique na imagem para ampliar

As datas mais tensas do período da quadratura Júpiter-Urano-Plutão são aquelas em que algum outro fator mais veloz passe por Câncer, outro dos quatro signos Cardinais (Áries, Câncer, Libra, Capricórnio), que atualmente não tem planetas lentos em trânsito por ali. Ao ter um planeta em Câncer, forma-se uma Grande Quadratura, a mais tensa de todas as configurações. Como a tensão da quadratura T vai até maio, aí vão os pontos críticos para que possamos nos planejar de algum modo:

  • 11 e 12 de janeiro – com a Lua passando em Câncer.
  • Aqui cabe um adendo: os últimos 5 dias de janeiro e os 5 primeiros de fevereiro também são perigosos. Vale evitar situações reconhecidamente arriscadas. Podemos pensar em naufrágios (Lua, Kiron, Vênus em Peixes, em quadratura com Saturno em Sagitário), novas afirmações escabrosas ou crises envolvendo autoridades internacionais (Saturno em Sagitário) e notícias de agravamento de situações já calamitosas em zonas de falência do Estado (vide Venezuela, Estados brasileiros e similares)
  • Outro adendo: os oito últimos dias de fevereiro e os 5 primeiros de março terão Marte envolvido na quadratura T, fazendo conjunção com Urano em Áries. Um dos períodos mais tensos de todos. Os locais mais vulneráveis em termos de conflitos latentes (comunidades assediadas pelo tráfico de drogas, zonas de guerra, mesmo com cessar-fogo, instalações que possam pegar fogo ou explodir, como os bueiros de Copacabana) estão na lista de potenciais danosos da fase. A Lua passa ali nos dias 1 e 2 de março.
  • Nos dias 7 e 8 de março a Lua reativa a Grande Quadratura. Considerando uma órbita larga, vale pensar também no dia 6 de março.
  • Dias 21 e 22 de março. Lua conjunta a Plutão, na quadratura T.
  • Em 26 de março, Mercúrio alcança Urano e incrementa as possibilidades de desentendimentos, diante da quadratura T. Projetos muito inovadores recebem resistência ainda maior das forças opostas. Ao menos há um trígono com Saturno até 01 de abril, o que pode representar uma facilitação ao apresentar idéias já testadas e comprovadas antes. É também uma fase de reorganização de sistemas estatais, burocráticos, administrativos em geral, planejando as investidas (Mercúrio em Áries) para resultados em médio prazo (Saturno).
  • Abril tem os dias 3 e 4, com a Lua reativando a Grande Quadratura, enquanto que de 05 até 17 desse mês o Sol está conjunto a Urano em Áries, intensificando a configuração da quadratura T. Nessa faixa de tempo, os dias 10 e 11 de abril parecem ser os mais complicados, em função da Lua também reentrar na configuração, ao fazer conjunção com Júpiter em Libra e oposição com o Sol (Lua cheia) e Urano em Áries + quadratura com Plutão. Idem quanto aos dias 17 e 18, sobretudo este último, quando a Lua alcança Plutão em Capricórnio, nesta configuração.
  • O último ponto tenso desse período de quadratura T é o dia 25 de abril, quando a Lua atinge a configuração pela última vez antes de ela, a configuração, se desfazer. Isso não significa que tudo ficará totalmente “maré mansa”, pois teremos outros aspectos tensos entre planetas lentos ao longo do ano, mas ao menos termina a configuração mais tensa do primeiro semestre.

E, ATENÇÃO: não deixe de conferir a agenda de cursos de 2017. Clique em qualquer uma das imagens abaixo para abrir a página.

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NOTA: este artigo não pretende indicar todas as possibilidades existentes ao longo do período analisado. Sempre existem outros fatores que podem ser levados em conta. Aqui, no entanto, concentrei-me apenas em alguns dos principais pontos críticos do ano de 2017.

Cordialmente,

Carlos Hollanda

P.S. Que tenhamos um produtivo e feliz 2017!

 

 

Configurações Tensas no Céu e Virtudes Fora do Lugar

cage_by_parablevUma parte considerável dos problemas que enfrentamos, senão a maior parte, deriva não de “defeitos” que nos seriam inerentes, mas sim de talentos e virtudes. Estas, na verdade, podem ser tão enfáticas e predominantes na personalidade que muitas vezes tomam o lugar de atitudes e comportamentos que se encaixariam melhor em dadas situações. Desse modo, tais talentos e virtudes se alastram e se espalham para circunstâncias onde eles são desnecessários ou até condenáveis. Assim são criados aquilo que, grosso modo, chamamos de defeitos, vícios e coisas do tipo (Jung chamaria de “sombra”). Pode ter faltado uma promoção de consciência naquele campo de experiências que produzimos ou procuramos. Sem dúvida que não há como promover essa percepção para tudo 24 horas por dia e todos os dias do ano. Em algum momento haverá uma “escorregada” e um potencial predominante irá se infiltrar pelas brechas do consciente.

 

light-shadow-jung-red-book-55Quantas vezes aquela pessoa generosa, que deseja o bem estar de toda a humanidade, que se esforça para levar a todos algo que a ela fez muito bem não acaba se tornando inflexível ao adotar apenas aquele método ou um pequeno conjunto de métodos ou conceitos, diante de formas diferenciadas que outras pessoas têm de encontrar o mesmo? Essa pessoa parte do princípio de que está ajudando, pretende se doar, dar o melhor de si, levando os demais a fazerem como ela mesma faz para atingir aquele resultado. E aí, sem perceber, passa a condenar os outros por não fazerem daquele modo. Aí, se ela também tiver uma tendência expansiva ou competitiva, irá desqualificar os outros modos de expressão, a fim de que os outros vejam como o dela pode ser melhor. Percebam que a coisa teve seu ponto de partida no desejo de trazer um ideal à vida cotidiana e favorecer a todos, mas como não houve uma percepção de limites ou uma flexibilização dessa mesma qualidade, começou-se a manifestar o outro lado da coisa. Ela, que prezava tanto pelo bem de todos, se vê relativamente isolada ou fechada numa espécie de “clube” entre aqueles que só conseguem pensar de modo muito semelhante (o que será bem perigoso, se esse “clube” tiver centenas, milhares ou milhões de adeptos) . Mesmo assim, atuando como uma figura cerceadora de comportamentos de um modo ou de outro, ao citar clichês e normas que não servem para 100% dos casos e contextos.

 

talkative-duct-tape-solutionQuantas vezes aquele sujeito com extraordinária articulação verbal, excelente argumentador, de raciocínio rápido e claro, não se coloca em situação de conflito e de rejeição social justamente por causa de sua habilidade? Podemos imaginar uma situação extrema, em que um mero debate de idéias que podem servir para “digestão” posterior se torna uma praça de guerra. Ou,ainda, numa situação potencialmente conflituosa, o sujeito resolve debater para provar-se certo a todo custo. Claro, ele tem os “melhores” argumentos, ele se vê imbatível diante das outras pessoas, que não têm sua clareza, mas o que faz, na verdade, é acirrar o conflito, podendo leva-lo às vias de fato, acreditando piamente que os “imbecis” do outro lado precisam se converter a seu raciocínio ou serem eliminados da existência. Se, junto com isso ainda possuir uma tendência a ser sincero em demasia, imagine se estiver em local de guerra, dialogando (ou monologando) com o oponente e lhe dizendo tudo o que acredita ser verdadeiro e benéfico para aquele com quem debate.

 

Quantas vezes aquela pessoa caridosa, piedosa, que está o tempo todo deixando de se expressar, que deixa de lado alguns de seus principais sonhos em prol da família, que sonha em viver em paz, que sempre dá a vez aos demais, não se queixa de que ninguém a leva a sério, que não tem espaço próprio dentro da própria casa, que as pessoas tomam decisões à sua revelia?

 

O lado “negativo”, me parece, no fim das contas, o “positivo” fora de seu lugar de melhor encaixe devido a uma impossibilidade anterior de promoção de consciência desse talento ou virtude. O padrão repetitivo de situações com as quais nos deparamos pode nos revelar bastante a respeito. Vale a pena prestar atenção a ele e começar uma espécie de “musculação mental/emocional” para aos poucos perceber os sintomas desse talento e quando ele irá transpor seus melhores campos de expressão. Para facilitar, eis um breve exemplo, bem resumido e parcial, claro, do que disse: tagarelas podem ser ótimos professores ou jornalistas. Agressivos podem ser lutadores ou pioneiros em grandes idéias e procedimentos. Melancólicos podem ter pensamento profundo e reflexivo, como os melhores filósofos. Frios e calculistas podem ser excelentes em situações de pânico alheio ou em zonas de conflito, em que as paixões estão por todo lado difíceis de controlar. Passionais são ótimos em shows de música, arte dramática, tango, na entrega de corpo e alma a um projeto. Para muita gente a solução desse descontrole do talento pode ser simplesmente “gastar” o talento, isto é, usá-lo intensamente nas situações desejáveis. Uma pessoa muito faladora, por exemplo, após um dia inteiro dando aulas pode querer apenas ouvir e observar. Torna-se mais reflexiva e tem chances maiores de aprender e reformular o pensamento. É uma possibilidade. Analogamente, alguém concentrado o dia inteiro numa tarefa que requer atenção e silêncio, pode querer bater um belo papo, contar piadas, comentar o noticiário e coisas do tipo, ao final do dia.

 

Enfim, vamos viver uma configuração celeste bem tensa (quadratura T de Júpiter-Urano-Plutão em signos cardinais) até maio de 2017. Vale a pena repensar nosso radicalismo e o modo como nossos talentos podem criar situações desastrosas, se excederem muito suas principais e mais adequadas áreas.

O Desastre Aéreo com a Delegação da Chapecoense – Descrição e análise das configurações astrológicas

O desastre aéreo que matou a maior parte da delegação do time de futebol Chapecoense e vários jornalistas ocorre com a Lua já na fase nova, estando ela e o Sol em quadratura com o eixo nodal. As tensões envolvendo os nodos relacionam-se a processos desestabilizadores, desenraizadores, quebras/rupturas, desenlaces dramáticos. Simultaneamente estamos diante da longa configuração da quadratura T envolvendo Júpiter, Urano e Plutão, sendo os dois primeiros regentes, respectivamente, de longas viagens e de aviação. Há que se levar em conta todo e qualquer reforço em sistemas de segurança em situações que envolvam risco usando máquinas ou equipamentos avançados e deslocamentos em longa distância.

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Obviamente o que é dito acima não é uma constante, isto é, não é todo o tempo que tragédias como esta ocorrem durante essa combinação de aspectos. Entretanto, onde houver problemas de segurança em equipamentos, em condições climáticas críticas ou tensões coletivas em dadas localidades, a tendência indicada pelos aspectos têm grande chance de se manifestarem com toda força. Nem tampouco significa uma pretensão de alívio, infelizmente, à dor da perda que tiveram os parentes. Trata-se de uma tentativa de compreender as características do momento e seus efeitos , de modo muito semelhante ao que se fazia nas origens da prática astrológica, pelos sacerdotes mesopotâmicos. Observação, registro e comparação com ciclos subsequentes para, eventualmente, chegar a medidas de gerenciamento do porvir.

chapecoenseObtive os dados da fundação da Associação Chapecoense de Futebol, sem o horário exato. Ocorreu em 10/05/1973, em Chapecó-SC. Os mapas das imagens que acompanham este texto referem-se, respectivamente, ao momento do acidente e à comparação do mesmo com o mapa da fundação do time. Note-se que, em função da ausência do horário da fundação, estou utilizando um mapa solar, isto é, situando o Sol desse mapa na posição de um Ascendente hipotético e dividindo as casas derivadas desse Sol em 30 graus iguais cada uma. Fica, então, a comparação dos trânsitos daquele momento com as posições planetárias calculadas para o meio-dia, a fim de que tenhamos uma posição mais ou menos próxima da posição real da Lua para a fundação, que, se tivesse ocorrido antes das 6 horas da manhã, estaria ainda em Leão. A probabilidade bem maior é de que esteja mesmo no signo de Virgem, pois, ao longo daquele dia, e ao longo do seguinte, permaneceria nesse signo. A máxima variação dessa Lua no dia 10/05/73 seria pouco mais de 10 graus de Virgem. Já as casas derivadas da posição do Sol podem oferecer pistas importantes sobre os efeitos mundanos, de modo similar ao de casas astrológicas calculadas com um horário conhecido para um evento. É preciso contextualizar, no entanto, para entender a diferença entre um mapa com horário e esse sistema de leitura com o mapa solar e chegar a denominadores comuns entre o mapa com hora e o solar.
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Kiron, até onde tem mostrado uma coletagem de dados que venho fazendo já há pelo menos 10 anos, está sempre presente junto às configurações mais tensas associáveis a catástrofes e outras situações de grande gravidade. Neste caso, a quadratura T de Júpiter-Urano-Plutão atinge o Kiron radical da Chapecoense em cheio, assim como Urano radical, sabendo que este último, no mapa natal já tem uma oposição com esse Kiron (a oposição geracional de todos os que nasceram no período). A outra configuração tensa, com a Lua nova e a quadratura com os nodos lunares, atinge simplesmente três pontos já tensos no mapa radical: a quadratura Lua-Marte-Netuno.

A título de experimentação com a técnica do mapa solar, a nona casa derivada do Sol tem a cúspide em Capricórnio. A nona casa se relaciona com viagens longas, culturas de locais distantes, entre outras coisas, enquanto sua cúspide em Capricórnio tem como planeta dispositor (regente, que dispõe, que comanda a casa) Saturno. Como vimos, Kiron em trânsito, em retrogradação, aplica uma quadratura com Saturno do mapa radical da Chapecoense. Simultaneamente, Marte em trânsito, apesar de já se distanciar da conjunção com Júpiter, parece ainda ativá-la concomitantemente a uma quadratura com o Sol radical. Esse mesmo Marte em Trânsito ainda estaria na casa 9 derivada do Sol, assim como o benéfico Vênus (talvez o que coincide com os atuais 5 sobreviventes) e Plutão, já em conjunção com a cúspide dessa nona casa derivada. Sendo que Plutão está envolvido na já referida quadratura T com Urano e Júpiter. Desse modo, a casa relacionada a viagens longas está deveras tensionada.

Ainda sem poder precisar o ponto focal da progressão da Lua para o mapa da Chapecoense, mas compreendendo que mesmo com uma certa antecipação um aspecto tenso pode se manifestar, verifica-se que a Lua progredida (técnica da progressão secundária) está fazendo uma oposição (aspecto muito tenso) com Plutão do mapa radical. Já Marte progredido está invariavelmente realizando essa oposição com o mesmo Plutão. Igualmente, o Sol progredido envia uma quadratura a esse Plutão. As progressões de Marte e de Sol, por serem muito lentas, por realizarem aspectos em períodos que podem chegar a até 5 anos (dependendo da órbita em graus que se usa para tanto e dependendo de Marte progredido retrogradar ou não – podendo chegar a bem mais do que esse tempo) funcionariam como panos de fundo, tendências fortes, mas ainda assim, latências que precisariam de disparadores na forma de aspectos formados por um fator mais rápido. Este é a Lua progredida. Todos ativando por aspectos tensos o Plutão do mapa radical, que simboliza, entre outras, situações como esta, de perdas.

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chapecoense-x-jec-e1456602665517A Chapecoense, em conformidade com os muitos registros que mantenho aqui sobre as oposições de Saturno em trânsito com Saturno do mapa radical, estava em plena realização de muitos esforços anteriores, colhiam resultados de seu empenho, indo disputar uma das partidas das finais da Copa Sulamericana e iria para a Libertadores de América. De fato, sempre que ocorre essa oposição, a despeito do grande esforço de trabalho que lhe é simultânea, as realizações são muito numerosas e consistentes. Um reconhecimento merecidíssimo por uma trajetória simplesmente espetacular, de um time que saiu da Série D, chegou à Série A e ainda disputa um campeonato dessa magnitude. Ocorrer algo assim em qualquer momento, é lamentável, para dizer o mínimo, mais ainda durante uma fase tão pujante. Muita força para os familiares nessa hora, solidariedade a torcedores, amigos e ao Futebol em si, aos esportes e à Imprensa. Não é possível sequer conceber a dor que podem estar sentindo agora. Tudo o que podemos fazer, em nossa limitação e mediocridade, por hora é #forçaChape!

Carlos Hollanda
Terça-feira triste, 29/11/2016

 

Curas, Rotinas e a Alquimia: a Casa 6 e seus Denominadores Comuns

Por que a sexta casa do mapa é relacionada ao cotidiano e às rotinas, se ela é a casa do trabalho e da saúde?

construction1Por que na maior parte das vezes, o melhor remédio para um distúrbio em diferentes níveis de saúde (mental, emocional, física, social…) é voltar à rotina, criar uma, concentrar-se no trabalho, lapidar continuamente um hábito, construir um saudável aos pouquinhos, prestar atenção a detalhes que antes negligenciávamos.

Quantas vezes, devido a um mal do coração, no sentido da alma, das emoções e sentimentos, lhe deu um alívio tremendo se concentrar no trabalho? Desviar a atenção obsessiva de algo, ou melhor, concentrar essa atenção obsessiva num ou mais detalhes importantes e úteis é dar ao talento de aprimorar as coisas um lugar e uma via de escoamento, de uso. Estabelecer uma rotina clara o bastante, dedicar-se ao trabalho com afinco, ainda que ele seja simplesmente varrer uma casa, consertar sapatos, operar uma máquina, pode ser a diferença entre permanecer estilhaçado por um distúrbio emocional (perdas de relacionamentos, mortes de entes queridos, sentimentos de fracasso por motivos diversos) e estabelecer alguma organização para a psique e, consequentemente, dar margem à cura ou até mesmo significar a própria cura.

alquimiaA casa 6 é também uma casa de Alquimia, em diferentes sentidos, mas também naquele de lapidação ou purificação da alma, de ajuste ou Tikun (este termo em hebraico refere-se à correção, ajuste ou aprimoramento, com vias à purificação, algo comum ao estudo de Kabbalah e que também encontraremos nos significados e características da oitava casa). Enquanto vivemos estamos continuamente trabalhando, ainda que em ritmo menor, quando estamos a fazer “nada” (não existe “fazer nada” – até quando estamos contemplando uma parede e “babando”, a mente está em movimento – e se tivermos um Netuno poderoso no mapa ou algo enfático em Peixes, mais ainda – isso inclui as contemplações da casa 12). A cada passo, cada sucesso, cada frustração, cada despertar da percepção de que há algo que não havíamos levado em conta, trabalhamos. A mente trabalha, procura sintomas, procura explicações, procura sentido. Recorda vivências, junta pedaços, peças de nosso quebra-cabeças pessoal, em nossas narrativas pessoais, narrativas estas (memórias, experiências pessoais, construções sociais) que fazem de nós o que somos dia após dia. Temos um corpo, mas todo o restante é narrativa, é sinal, é signo, é código, é uma história e é, sobretudo, símbolo. Este último se manifesta nas mais variadas experiências de campo que temos, as coisas “externas” que têm, simultânea e invariavelmente, um correspondente interno e vice-versa. Há essa inteireza, não um “fora” e um “dentro”, há uma espécie de codificação que revela que material e imaterial são uma só coisa e tal código/história/narrativa estabelece o link e o sentido em todos os níveis, só precisamos decifrá-lo. tumblr_inline_ncqsynvmpn1qdcnhbPorém, o simples fato de tentar essa decodificação já é uma narrativa, já é um processo, já é uma jornada e faz parte de nossa história. E isso é trabalho, isso é feito cotidianamente e aos poucos, ora intensificando, ora suavizando. Isso é casa 6, isso é o contato com a doença, literalmente falando, com a discrepância entre nossas realidades internas e as realidades internas de outras pessoas no nosso dia a dia, no ajuste que temos que fazer para chegar a um certo grau de eficiência entre nossas vontades, as dos outros e as realidades concretas que se impõem e que servem de ferramentas para esse “apertar de parafusos” psicológico até que nos descobrimos tremendamente diferentes do que éramos quando ingressamos num dado sistema. Esse sistema dará lugar a outro, mais adequado ao estado em que estivermos numa dada fase da vida. Invariavelmente. Ainda podemos incluir o seguinte: no momento em que focamos nossa atenção, que evitamos as dispersões, que assumimos uma linha, um trilho de raciocínio ou um método para atingir determinado fim, ainda que este seja apenas contemplar, sentado à beira-mar, o horizonte, esse método já é um trabalho, uma rotina que pode produzir determinado resultado.

threecard-14-temperanceEu diria que as casas 6, 7 e 8 podem ter um belo parentesco com vários sentidos da carta da Temperança, no Tarot, culminando na casa 9, com uma direção de vida renovada após as crises que levam ao aprimoramento (afinal, em muitas concepções do Tarot, sobretudo as herméticas, costuma-se associar a Temperança ao signo de Sagitário, que, embora não seja absolutamente idêntico à casa 9, tem óbvias tangências e interseções de significados entre si – lembrem-se: casa não é signo e signo não é planeta, apesar de possuírem seus pontos de convergência). Se for resumir, a casa 6 detecta os pontos com fissuras, os trabalha com constância, produz mais e mais percepção, seja sobre um detalhe técnico, seja sobre si mesmo, psicologicamente falando. A casa 7 faz a mediação, verifica e estabelece os prós e contras entre o que se passa interna e externamente, procura encontrar o meio-termo entre aqueles impulsos primários, e nem sempre úteis ou desejáveis, e os ideais, a forma purificada, aperfeiçoada projetada pela casa anterior. Na casa 8 encontramos os meios para purgar aquilo que já não somos mais, aquilo que já não nos pertence. É a casa das “perdas”, mas creio que posso acrescentar que não necessariamente “perdas” no sentido de “ficar sem um pedaço”, mas em se tratando de “descascar”, “polir”, “eliminar” ou “recombinar” vários aspectos dispersos num todo mais coerente. Esse “recombinar” teria características semelhantes aos das sementes, que absorvem da terra nutrientes e que, como no caso das vinhas, fazem com que a síntese entre a qualidade da uva e a da terra (do clima, da água…) se tornem uma só coisa e resultem em sabores muito particulares para cada tipo de vinho. A casa 8 pode funcionar analogamente à pedra preciosa que, encontrada na mina, ainda possui resquícios de outros minérios, mas que, ao passar pela lapidação e polimento, descartando as partes que não se encontram no cerne brilhante e cristalino, revela o que de mais verdadeiro aquela pedra possui, inclusive, deixando passar a luz do Sol através de si. Alquimia, em um de seus mais claros atributos.

Cordialmente,
Carlos Hollanda
domingo – 27 de novembro de 2016 – Sol em 5:45 de Sagitário, Lua em 15 de Escorpião, Júpiter em Libra e Nodo Norte em Virgo.

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Ophiucco, Serpentário ou Esculápio – Não há 13o. signo – Entenda:

Pela enésima vez ocorre uma divulgação massiva do chamado 13o. signo, o Esculápio, isto é, a constelação de Ophiucco, algo que não tem peso como signo zodiacal, mas que se insiste em colocar como a “última descoberta”, a “grande novidade”, “os astrólogos sempre estiveram errados, vejam”! Não apenas eu, mas dezenas de outros astrólogos já explicaram isso com detalhes inúmeras vezes e fazemos isso há décadas, mas, ok, aqui vai mais uma, de um outro jeito.

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John Flamsteed, Ophiuchus & Serpens, Londres, 1728

1- Claudio Ptolomeu, que viveu no século II da era comum, e cujas obras, como o Tetrabiblos e o Almagesto, nortearam a astronomia até Copérnico, obviamente conhecia essa constelação, tanto que a incluiu, e às estrelas que a formam, em suas obras. Entretanto ele mantém a divisão hierática do céu zodiacal, mantendo Ophiuco junto às constelações não-zodiacais, até porque de fato apesar da proximidade e de uma parcela dessa constelação chegar a tocar a eclítica, grande parte dela está fora do “caminho do sol”. Outras constelações zodiacais parecem não estar totalmente “dentro” da eclítica, mas nenhuma delas com tantas estrelas fora do caminho. Mas se ainda querem usar as estrelas de Esculápio como algo significativo, nada impede: durante toda a Idade Média, varando o Renascimento e até aqui, astrólogos se utilizaram largamente de constelações não-zodiacais para estabelecer nexos entre situações vividas e o céu. Este é o estudo do simbolismo das Estrelas Fixas e suas aplicações em mapas de nascimento ou em técnicas como Retorno Solar e Astrologia Horária.

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2- O zodíaco utilizado pelos astrólogos ocidentais é o zodíaco tropical, o que é concebido segundo as estações do ano em conformidade com o hemisfério norte, onde esse simbolismo se originou. O zodíaco tropical difere grandemente do zodíaco sideral, o das constelações, sendo que um e outro só coincidiram em parte cerca de dois mil anos antes da era comum e mesmo assim, como disse, não totalmente: o tamanho das constelações e dos signos nunca foram os mesmos, nunca houve uma equiparação total entre uma coisa e outra desde as primeiras concepções do zodíaco astrológico, excetuando-se os nomes das constelações que entre outros atributos, tinham algumas estrelas que serviam de referência para a mudança das estações e seu decorrer.

3- O zodíaco tropical é construído matemática e arbitrariamente de forma a ajustar-se a calendários como os caldaicos, sumerianos e egípcios, com seus 360 dias e 5 dias que miticamente se atribuíam ao influxo dos deuses no mundo criado (veja bibliografia ao final). Esses 360 dias são divididos por 12 em função de alguns princípios fundamentais, entre eles:

a) o ingresso de uma estação do ano, seu ponto culminante e sua transição para a estação seguinte, o que caracteriza uma divisão da estação em três períodos. São 4 estações, cada uma possuindo 3 períodos de um mês, resultando em 12 períodos de tempo divididos igualmente. A origem dessa divisão equânime obedece a uma concepção de universo e meio ambiente que parte dos sumerianos e de outros povos a eles próximos no tempo, cujas sociedades desenvolveram-se até atingir as chamadas “cidades-estado-hieráticas”. Estas sociedades não apenas herdaram do paleo e do neolítico muitas práticas de sobrevivência e convivência, como sistematizaram e deram complexidade às concepções do sagrado. Assim, o universo é concebido por esses povos como uma espécie de manifestação da ordem divina sobre o caos, um elemento de inteligibilidade que permite, isomorficamente (por analogia), organizar a vida concreta abaixo do céu.

b) o próprio processo de formação desse zodíaco das estações do ano, que entre os sumérios obedece ao sistema sexagesimal por eles desenvolvido para calcular a passagem do tempo e, de certa forma, comungar com os deuses naquele período das primeiras produções escritas em cuneiforme. O dia de 24 horas é um múltiplo de 6 (6 X 4), enquanto a hora, com 60 minutos e tudo o que dali decorre pertence a essa concepção. A divisão por 12 do zodíaco provém dali, com seis eixos interdependentes marcados pelos signos e suas polaridades. Os gregos sistematizaram ainda mais o sistema de divisão do céu cujos princípios herdaram daquelas primeiras visões. Nota-se claramente uma contribuição do pensamento pitagórico na geometria e na divisão exata de 30 graus para cada signo, encaixando-os numa perfeita circunferência, que no final é uma forma de representação do infinito e de muitas considerações acerca de uma consciência divina.

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Formação Completa, com certificação.

4- A inclusão de um novo signo não possui pertinência para esse modelo. Ele não mudará porque a astronomia moderna assim deseja. Essa interferência de alguns astrônomos sobre o modelo astrológico não faz sentido e é uma pena, pois ambos os saberes são diferentes e prestam-se a finalidades diversas, embora tenha havido por muitos séculos uma mescla de ambos. Retirar a idéia de divisão sexagesimal, ou de múltiplos de 6, do zodíaco simbólico das estações (repetindo que não é o sideral) faria perder todo o sentido na relação do ser humano e seu ambiente com o universo percebido, visual e sensível ou psicológico. Não seria nenhum espanto se essas reportagens visassem apenas minar uma suposta crença dos usuários de serviços astrológicos ou gerar alguma desconfiança a mais em futuros usuários. O que, novamente, é uma pena. Novamente não se trata de uma postura de quem quer realmente esclarecer ou conhecer cientificamente algo. A relação que os usuários e os praticantes possuem com a Astrologia não se baseia em crença, na maior parte dos casos de quem procura consultoria astrológica, mas sim em constatação. O que é dito durante uma leitura é constatado em parte durante ela e em parte ao longo do período em que se projetam as técnicas de previsão para uma faixa de tempo. Sendo assim, tentar determinar que haveria um suposto 13o. signo em nada altera isso, pois não irá demolir crença alguma, posto que não é disso que se trata. Não quando falamos de quem se dispõe a procurar um bom trabalho de leitura.

5- Muitas vezes tais tentativas de intervenção ou de “revelação”, soam como se um degustador de queijos quisesse demolir crenças sobre a consistência que a estrutura metálica de uma ponte teria, usando seu paladar, ao lamber um pilar de aço. As categorias utilizadas para determinar essa suposta alteração do zodíaco não se encaixam e não levam em conta uma bela quantidade de variáveis nem a especificidade do conhecimento que desejam desqualificar.

Seguem, abaixo, duas referências bibliográficas interessantes, sugeridas para conhecer mais sobre o que disse no item 3. É de fácil aquisição. Não é tudo, pode ser questionado, mas é um bom começo e está em língua portuguesa.

CAMPBELL, Joseph. As máscaras de Deus v. 2 e 3. São Paulo: Palas Athena, 2010.

STUCKRAD, Kocku von. História da astrologia: da Antiguidade aos nossos dias. São Paulo: Globo, 2007

Atenciosamente,

Carlos Hollanda

Astrologia, Aprendizado, Livros e Receitas de Bolo – Um Questionamento

torta zodiacalPerguntas pertinentes merecem boas reflexões e maiores detalhes como resposta. Nem sempre consigo tempo para fazer isso, mas aproveitei uma que a Maria Tereza Lopes Dantas me fez em particular para escrever este artigo. Pode ser que com ele mais gente possa ter novos insights e serem esclarecidas de alguma maneira. Esta não é uma resposta definitiva e inquestionável. Só parto do que observo por muito tempo dando aula e escrevendo e, até aqui, parece ser a melhor e mais adequada. O que mais achei bacana na questão abaixo foi o fato de que ela não foi uma imposição, não veio subestimando nem superestimando nada. É uma curiosidade que me pareceu genuína e manifesta de maneira gentil, apesar de poder expressar a insatisfação de alguns com um post que fiz há alguns dias em minha página (fanpage) no Facebook. Nele disse que “Astrologia não é receita de bolo” e que se seguíssemos somente o “decoreba” não haveria interpretação decente. Segue, abaixo, a pergunta, na íntegra, bem parecida com o que faria Gêmeos, por sinal, ou alguém com um belo, curioso e contestador Mercúrio, mas algo expressivo de elemento Fogo junto:

“Carlos, ainda não tenho seu livro mas vou lhe confessar que me intriga como fazer esse tipo de livro sobre trânsitos sem ser receita. Como???!!!!!”

Ótima pergunta, Maria Tereza! Como havia te pedido em particular para torná-la pública, com a resposta, aqui vão os detalhes. Antes de tudo, obrigado.

Na verdade, naquele post, eu me referia ao aprendizado em cursos, não a livros. Vou tentar te responder explicando isso e também diretamente o que perguntou, ok?

É muito comum ocorrer de alguns alunos terem pressa para interpretar mapas astrológicos e desejarem resultados com poucos dados. Desse modo, uma grande parte se pauta pela repetição de padrões que são trabalhados pedagogicamente para funcionarem como peças em um grande quebra-cabeças. Este talvez só possa ser devidamente montado observando três principais atitudes:

METROPOLIS_REDA) Conhecer bem cada uma das “peças” (leia-se signos, planetas, casas, aspectos etc) que o intérprete, em sua escolha de variáveis, irá usar (alguns usam ou não Lilith, outros só os sete planetas clássicos, outros estrelas fixas, outros asteróides e assim por diante, como coleção de variáveis a ler);

B) Aprender a integrá-los como frases ou parágrafos em uma linguagem, de modo coerente, tornando cada um daqueles “fragmentos”, partes de um todo. Seguir uma metodologia ou montar ele mesmo uma própria.

C) Entender que uma posição de planeta em casa, signo e casa ou configuração planeta + aspecto + signo + casa + outros planetas, apesar de possuir um modo padrão de expressão (a essência desses fatores), terá manifestações diferenciadas para cada pessoa, instituição ou situação (vide mapas horários e eletivos). Isso dependerá do contexto em que tais fatores e posicionamentos no mapa assumem aquelas características. Contexto sociocultural, histórico (o que ocorre para uma pessoa numa geração, mesmo que idêntico para outra de outra geração, manifestar-se-á com outras roupagens nesta última) e até familiar. A estrutura de um fator no mapa é sempre a mesma, mas as roupagens variam de contexto a contexto. Levar isso em conta pode fazer significativa diferença entre uma leitura “mais ou menos”, onde o interrogante se identifica e se ajusta, e uma reveladora, que pode nortear mais adequadamente quem procura leituras astrológicas.

Na imagem acima, um dos cartazes do filme “Metropolis”, de Fritz Lang, como analogia para o que escrevo aqui. Por um lado, as descrições cabais que “robotizam” modelos comportamentais e interpretações. Por outro, cada “peça” de nossa estrutura simbólica é parte de um todo que só funciona quando concatenado.

Daí o post lá do Face: há quem queira somente ouvir em aulas descrições-chave de comportamento, mas sem precisar fazer um esforço de adequação entre o que se decora e o que se manifesta. Um bom exemplo são as aulas de mitologia, que consistem em narrar em parte os mitos, relacioná-los a signos e planetas, a situações vividas ou possíveis e dar ao futuro intérprete uma maneira de encarar situações de consulta mais complexas com uma ferramenta a mais. Não bastasse isso, aprender mitologia e simbolismo desses fatores, com uma boa gama de correspondências, pode fazer a diferença entre decorar um padrão e ENTENDER o padrão. Conhecer raízes profundas da formação daquelo modus operandi aumenta as chances de fazer algo a respeito, de reconhecer sintomas, de ver que as coisas ali fazem sentido e que nós ajudamos a produzir realidades. Sendo bastante honesto, não consigo entender quando alguém se entendia com aulas teóricas, em que a raiz do pensamento, de expressões que vivemos é explorada e comparada com situações reais em potencial. A teoria é a ferramenta que nos ajuda a pensar, a não sermos bonecos guiados por procedimentos fechados. A teoria pode ser modificada, é móvel, apesar de precisar de bons argumentos para isso. Melhorei muito minha prática de desenho, por exemplo, simplesmente por estudar com afinco teorias de Gestalt e de Composição, em Artes. Os resultados atuais são visivelmente melhores, mas, usando uma analogia, há quem deseje apenas aprender a apertar parafusos e não a criar modos de fixação mais eficazes, se é que me entende. Em outras palavras, se sei que Saturno no Ascendente pode coincidir com lentidão e rabugice, para quê saber se ele é o símbolo da gravidade, do tempo, do peso, das estruturas, que “devora” (ou limita) seus filhos, que realiza penitência, que por causa da necessidade de estruturação abdica muitas vezes do ideal (Urano, cujos bagos foram “ceifados” por Crono). A diferença no exemplo acima é precisamente entender como as realidades podem se moldar de diferentes maneiras e quais as raízes daquelas potencialidades. Com isso pode-se reinterpretar o fator, fazer a interpretação evoluir, se desenvolver, tornar-se ainda mais satisfatória e intimamente coerente. Dá até para fazer livros que ultrapassam os modelitos tradicionais, feitos segundo o contexto de uma época, atualizá-los, reutilizá-los de modo criativo e eficiente.

FormacaoPresencial-Tijuca-cartaz-okOs livros e manuais são extremamente valiosos, sem sombra de dúvida. Fazem parte do aprendizado do astrólogo. Sem leitura constante e comparação dos dados escritos com as realidades que se apresentam, o intérprete de símbolos torna-se aprisionado em modelos prontos e aparentemente imutáveis. Entretanto, e já iniciando a resposta à sua pergunta, um livro de Astrologia que explica como se dá determinada configuração celeste não tem condições de flexibilizar do mesmo modo que uma situação real de consulta nem tampouco uma situação de orientação. Aquelas interpretações dadas nas “receitas de bolo” servem como referência, são trampolins ou bases sobre as quais podemos nos apoiar para realizar a interpretação propriamente dita. Esse é o grande valor de livros com descrições, sejam elas as de planetas em signos e casas, sejam as de trânsitos de planetas (mas veja o que escrevo um contraponto lá no final deste artigo). Muitas vezes o que está escrito caberá de modo praticamente literal ao que uma pessoa que apresente tais configurações vive. Porém, há, em igual proporção, pessoas que não se identificam de imediato com o que se descreve naquelas posições ou “fragmentos” do mapa. É aí que entra o entrecruzamento de dados, o comparativismo (entre o padrão descrito no livro e a realidade vivida), o bom senso, o ato de estabelecer a mescla de significados que as inter-relações de planetas entre si com as casas, signos etc permitem e são praticamente irrepetíveis. Se assemelham muito em suas estruturas, claro! Duas pessoas que tenham quadraturas T envolvendo um Saturno na casa 4 podem ter dificuldades expressivas no relacionamento com as figuras familiares, sobretudo o pai, pode trazer antigos medos de escassez vindos de antepassados em várias gerações e coisas do tipo. Só que para uma delas, aquele pai pode ser terrível, rigoroso ao extremo, e ausente, enquanto para a outra ele pode ter um histórico de fragilidades, doenças, perdas e similares, sem que o indivíduo tenha uma mágoa daquele pai. É isso que “receitas de bolo” astrológicas, em especial aquelas bem resumidas, as cabais, as sem margem de adaptação de caso para caso, não conseguem abordar. Elas podem, sim, dar o já citado ponto de apoio para o raciocínio, alguma informação estrutural de onde podemos partir para fazer uma leitura bem amarrada conceitualmente e que permita ao aluno e ao cliente estabelecerem o link necessário entre o que se lê e o que se vive. Esse é o ponto em que se liga o “interruptor” da capacidade individual de mexer em seus próprios padrões repetitivos ou de pelo menos, no caso de situações coletivas ou fortuitas, desviar-se o quanto possível do pior lado, procurando o melhor.

Não há, creio eu, como fazer astrologia sem usar referenciais como esses. Então, não é possível fazer um livro de trânsitos com descrições dos potenciais de um período marcado por um aspecto de um planeta sem recorrer a um “modelito”, como as famosas “receitas” (novamente, vide o contraponto ao final). Há diferenças, como as descrições absolutas e sem tonalidades, tantas vezes diferentes do que vivemos, e as que procurei dar no livro dos Trânsitos Planetários, com detalhes e aberturas a acréscimos. Num livro como esse, aliás, cabe às partes introdutórias deixar essa pista de que vários aspectos ocorrem simultaneamente e podem alterar a dinâmica do que é descrito num ou noutro. De fato, fiz isso até nas próprias descrições, ao dizer, em algumas delas, que “se outros aspectos/trânsitos indicarem algo diferente…” (ou escrevi algo bem parecido com o sentido desta frase). Assim, este livro, assim como qualquer outro bom trabalho publicado, pretende servir de referência para o livre pensar, para dar um “veículo”. Os incrementos e usos do veículo quem faz é o leitor e intérprete.

Por fim, o contraponto que prometi acima duas vezes: como fazer um livro sobre trânsitos ou progressões sem receitas de bolo? Até dá para fazer sim, só não sei se quem está começando a aprender vai usufruir ao máximo. Como? Eu faria uma série de artigos com mapas de exemplo, mostrando configurações e mais configurações realizadas por movimentos planetários sobre aqueles mapas. Mostraria coisas como “aqui neste caso, com Saturno no Meio do Céu, em quadratura com Netuno no Ascendente e com Júpiter na casa 7, o cônjuge pode viajar bastante, enquanto você tem problemas de saúde ligados à mãe e avó. Pode também ver as situações de trabalho bastante empacadas e sem perspectivas durante a fase, temendo pelo pior, mesmo diante de acenos de bons resultados para meses à frente”. Isso já seria bem distante das fórmulas fechadas, creio, e dá para fazer assim por centenas e centenas de páginas.

Grande abraço!

 

CALENDÁRIO DE PALESTRAS DE LANÇAMENTO – LIVRO – TRÂNSITOS PLANETÁRIOS

Lançamento em São Paulo, com palestra e leituras: 13/05, às 19h., na Regulus Astrologia. Entrada franca.

Lançamento no Rio de Janeiro, com palestra e leituras – AGUARDEM DIVULGAÇÃO EM BREVE.

Lançamento em Portugal – OUTUBRO DE 2016 – Lisboa e Porto – aguardem detalhes sobre dias, horários e locais – entre 18 e 24/10.

capaweb-retifUma das formas mais conhecidas de usar o movimento dos planetas para verificar as probabilidades do porvir, os trânsitos são as passagens dos planetas sobre determinados pontos no zodíaco, onde formam aspectos (ângulos) com os planetas de mapa natal ou com outros planetas que estão igualmente transitando no céu.

lendoAs técnicas de previsão fazem parte de um conjunto de procedimentos que os astrólogos usam para obter maior qualidade de vida, superando adversidades pelo conhecimento prévio que possuem dessas situações em potencial. Eu chamo essa atitude de “efeito Matrix”, em uma analogia com o primeiro filme da série “Matrix”, dos irmãos Wachowski, em que o protagonista, Neo, em uma das cenas mais interessantes, se desvia das balas disparadas por um dos agentes que o perseguiam, contorcendo o corpo até quase tocar o chão. As balas, ali, equivalem às realidades que enfrentamos e que se nos impõem a despeito de nossa vontade, mas o arbítrio, por menor que seja, consiste em reagir adequadamente a essas realidades e desviar-se, na medida do possível. Isso faz toda a diferença, ainda que, como no filme, uma das balas ainda passe de raspão pelo ombro do herói. Entender os trânsitos planetários é uma oportunidade de realizar isso da melhor maneira e, se não for possível dadas as circunstâncias, ao menos entender e superar as piores fases. E o melhor de tudo é que se soubermos agir e disciplinar certos impulsos, multiplicamos as melhores perspectivas.

 

 

 

 

 

Algol – a “Cabeça do Demônio” e a Égide de Atená

egideA estrela Algol, a Beta Persei, ou “Ras Al Ghul” – “Cabeça do Demônio”, referente, pela mitologia grega, à cabeça de Medusa, decepada por Perseu (a espada é Capulus – o copo da espada) e que depois serviu de arma “congelante”, matando Cetus, o monstro, que posteriormente passou a ser entendido como “Baleia”, mas que nas representações mais antigas tem características bem mais inclinadas a Godzila do que um cetáceo. No medievo e durante o Renascimento, entre magos como Cornelio Agrippa, os talismãs montados com o símbolo (selo – sigil) de Algol eram usados para aterrorizar e derrotar os inimigos, “petrificando-os” de medo ou tornando o portador capaz de resistir às suas armas de algum modo. De fato, apesar das diferentes versões do mito, uma cabeça de górgona encontrava-se na Égide, o escudo que Zeus usara na batalha contra os titãs. Esse escudo foi dado por Zeus a Atená, que o teria revestido com a pele de Medusa. Tanto o uso por Zeus de um escudo mágico criado por Hefesto quanto o revestimento com o couro mágico da Medusa transformaram esse objeto em algo bem parecido com o escudo do Capitão América :uma proteção praticamente indestrutível. Na DC Comics, os braceletes igualmente indestrutíveis da Mulher Maravilha seriam feitos com pedaços da Égide. Há representações variadas da Égide, que podem ser uma couraça, um manto com a pele da cabra Amaltéa (que amamentou Zeus), entre outras, mas sempre uma proteção que torna o usuário invulnerável sob algum aspecto.
 
Algol tem algo de Lilith, algo de vampiro, algo de The Punisher. Atinge quem tem essa estrela forte no mapa diretamente na garganta (a parte decepada) podendo coincidir com dons de canto ou locução ou com uma grande frequência de problemas na garganta e no pescoço (músculos, vértebras, laringe, tireóide etc.). Há também algo de sedução muito poderosa nessa estrela, como que um “encantamento”, que “petrifica” os interesses alheios ou os próprios, tornando-os bastante obsessivos em torno do desejo sexual ou do desejo de satisfação de uma necessidade (vide as noivas de Drácula).
 
Esta e muitas outras estrelas, com descrições ainda mais detalhadas nas conjunções com planetas e pontos do mapa estão no curso de Estrelas Fixas, que dou no Rio e em São Paulo periodicamente. Em Sampa teremos um workshop em maio. No Rio já está acontecendo um e vamos para a quarta aula de dez.
 
Recomendo ler os comentários do professor Johnni Langer, um dos maiores especialistas do Brasil em cultura escandinava, no excerto abaixo e também artigo do link logo em seguida, para conhecer um pouco mais sobre essa estrela sob diferentes visões e culturas.
No dia 3 de abril eu postei um comentário [no Facebook] sobre as pesquisas de Stephen Wilk a respeito das observações gregas sobre a estrela variável Algo (Beta Persei) e a narrativa das Greias. Agora descobri uma pesquisa de finlandeses (publicada em dezembro de 2015) sobre antigas observações egípcias da mesma estrela no manuscrito El Cairo 86637, associando sua variabilidade à má sorte e com conexões paralelas à Lua. O curioso é que o nome árabe da estrela, Al Gol, significa demônio e ela também foi associada ao demônio mesopotâmico Lilith durante o medievo (que também possui conexões maléfica com a Lua, segundo o Zohar). Ou seja, uma antiga e ampla tradição oriental liga essa estrela com períodos de má sorte durante o ano (explicada pela variação de três dias do seu brilho: os antigos olhavam mais o céu do que se pensa), mais uma evidência do uso de mitologias celestes no cotidiano histórico…
 

Sergio Moro, seus Trânsitos Planetários, uma pitada de Sinastria com Lula e… Cunha: a trama!

OBS. veja, ao final, como participar do evento da Cia. dos Astros: “OS DESTINOS DO BRASIL E A PRÁTICA DA ASTROLOGIA”, a ocorrer em 29 de abril de 2016, no Rio de Janeiro, com vários astrólogos. ENTRADA FRANCA.

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FORMAÇÃO PRESENCIAL EM ASTROLOGIA – início em 06/05/2016. Veja os detalhes e a PROGRAMAÇÃO completa clicando na imagem acima.

Um amigo, o pesquisador de símbolos, Pedro Ribeiro, me havia alertado para a semelhança curiosa entre o sobrenome de Sérgio Moro, as circunstâncias que envolvem o juiz atualmente e um personagem bastante interessante da mitologia grega: Moros. Ele é pai das Moiras, as entidades do Destino, das leis inexoráveis, sendo ele mesmo o próprio Destino. Segundo o site Grécia Antiga.org, Moros, como as Moiras, representava o quinhão que cada homem recebe durante a vida. Era uma divindade inflexível, suas leis não podiam ser revogadas nem mesmo por Zeus, o rei dos deuses. É curioso notar que, na linguagem astrológica, as partes arábicas, também conhecidas como lotes gregos, representam “quinhões”, isto é, os lotes ou partes, incluindo a muito famosa Parte da Fortuna, são “a parte que nos cabe” em se tratando do conceito de “destino” e de tempo de vida. A Parte da Fortuna mostra como nos encaixamos na grande trama de nosso tempo histórico.

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Participe desta Jornada Mágica, em 3 cidades italianas. Aproveite que o dólar baixou! Entre em contato conosco pelos telefones do cartaz. Clique na imagem acima para abrir a PROGRAMAÇÃO COMPLETA deste workshop vivencial.

Vale lembrar e asseverar com veemência, que a Parte da Fortuna, na Astrologia, NÃO É a mesma coisa que a Roda da Fortuna, no Tarot. Como disse, as partes ou lotes são quinhões, mostram focos do mapa, subtons de personalidade, áreas da vida que se referem a vocações e enfatizam bastante a casa em que se posicionam, bem como seus significados. São fatores tão poderosos que muitas vezes nos identificamos com os padrões relacionados ao comportamento de um signo sem ter nele qualquer planeta, nem o Ascendente. Quando vamos verificar, lá está a Parte da Fortuna, representando precisamente aquela parte que muitos negligenciam na leitura do mapa. Voltando às Moiras e seu pai, uma breve busca na Internet pode levar o leitor a algumas das atribuições de Moros, como divindade do Destino e seu parentesco com Nix e o Caos. Lembrando também que o estudo das mitologias é absolutamente fundamental para a prática da Astrologia, possibilitando ao intérprete chaves para amarrar dados que estariam aparentemente esparsos na leitura do mapa e promover mais consciência ao cliente em seu contexto.

MORO E OS TRÂNSITOS PLANETÁRIOS

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Capa provisória do novo livro de Carlos Hollanda, a ser lançado em breve. Fiquem atentos aos informes.

As relações disso tudo com Sérgio Moro e uma grande trama da contemporaneidade são muitas. Para começar, Sérgio Moro nasceu no dia de Marte (terça-feira), na hora de Marte (13:45, segundo a certidão), com Marte angular, conjunto ao Meio do Céu, local onde se encontra a Parte da Fortuna do juiz. Alguém com esse posicionamento normalmente assume posições em que o indivíduo se notabiliza, seja no sentido de mostrar competência, seja no de ganhar notoriedade propriamente dita, atraindo para si as atenções em função das obras que realiza (ou que deixa de realizar). Essa notoriedade, obviamente, é relativa às obras e aos campos em que se atua. Não é necessariamente algo que as mídias tornarão célebre, mas certamente se ganhará um olhar diferenciado dentro da área que se escolhe. Não bastasse isso, conjunta a seu Meio do Céu, que é nosso renome, o epíteto que recebemos de acordo com o que construímos na vida, está a estrela Regulus, a alfa da constelação do Leão. Ela também está associada a sucesso sob várias perspectivas. É uma das chamadas “estrelas reais da Pérsia”, uma estrela “de reis”. A acepção do termo só deve ser relativizada de acordo com o contexto de sua aplicação. Não se tornará “rei” como numa monarquia de fato necessariamente, mas ganhar-se-á status de referência e prestígio inegáveis, sobretudo no MC, inclusive possibilitando o acesso a poderosos e ao poder com maior facilidade do que a média, bastando que haja esforço e interesse. E o esforço não é tão gigantesco assim, quando essa estrela ali se encontra.

Os trânsitos atuais de Moro mostram essa figura de celebridade por duas vias: primeiramente, a mais evidente, que é o trânsito de Júpiter na casa 10 de seu mapa natal desde fins de 2015. Em segundo lugar, o trânsito de Urano, em trígono com seu Sol, que ocorreu no início da operação Lava-Jato, sendo sucedido por um trígono do mesmo Urano com o Ascendente do juiz. Júpiter em trânsito, em 2014 também formou aspectos passíveis de levar o indivíduo à evidência pública, entre eles, a conjunção com o Sol, um trígono com o Ascendente e depois uma outra conjunção, com Mercúrio.

 

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Trânsitos sobre o mapa natal de Sérgio Moro. Círculo interno: mapa natal. Círculo externo: trânsitos de 22/03/2016.

 

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Clique na imagem para obter outras informações sobre este curso.

Moro, atualmente, vive uma quadratura T, uma configuração bastante tensa e complexa, envolvendo Saturno, Júpiter, Netuno e, para quem utiliza pontos considerados obscuros no mapa, Kiron também.  Esses fatores atingem pontos de grande importância no mapa, os chamados ângulos, três deles: o Ascendente, a casa 4 e a casa 10. Embora recebendo apoio do que aparenta ser a maioria da população, Moro sofre pressões bem grandes, indo desde ameaças de morte e atentados contra sua família, até levar “pitos” de superiores hierárquicos no sistema jurídico brasileiro, como o juiz Teori Zavascki, que ordenou a devolução ao STF a investigação sobre Lula, na Lava-Jato. Saturno e a casa 10 são, de fato, referências para localizarmos a relação com superiores hierárquicos, por exemplo. Mas Saturno, mesmo em meio a esta configuração tão tensa, gerando instabilidade doméstica e uma tendência à instabilidade profissional (as pressões em torno das obras realizadas – a casa 10 tensionada)** está em oposição com o Saturno de nascimento de Moro. Inicialmente pensar-se-ia em uma crise ainda maior, porém, essa oposição, embora represente muito trabalho, esforço e a necessidade de contar quase que exclusivamente com as próprias forças para levar os projetos a cabo, tem um lado bem desejável: o fechamento de um ciclo de aproximadamente 14 anos e meio (cerca de um hemiciclo de Saturno) em que aquilo que fora iniciado no início dele tem aqui sua culminância. As obras, os projetos, os esforços perpetrados 14 anos atrás, ganham corpo, notabilizam-se, se estabelecem e recebem importância social. É como se Moro estivesse, sem perceber, se preparando para viver este momento. De fato, foi em 2002, 14 anos atrás, que Moro concluiu seu doutorado na Universidade Federal do Paraná, e em 2003 que ele passou a atuar em casos semelhantes, como o Escândalo do Banestado e sua respectiva CPI.

**NOTA: a casa 4, com quadraturas a Netuno ali transitando, ganha “desenraizamento”: costuma-se mudar de residência e de outros territórios que normalmente se ocupa. Moro, que ia de bicicleta até o trabalho, viu essa atividade ser interrompida e seu endereço de trabalho ser vigiado 24h. por dia. Os dois regentes da casa 4 em Aquário, Saturno e Urano, vêm sob configurações tensas desde 2014. Um recebendo quadratura e oposição respectivamente de Plutão e Urano em trânsito, enquanto outro, há pouco tempo, recebendo todo o peso da quadratura T, com a oposição de Saturno em trânsito.

Vamos ver como ficará todo o processo e os resultados que Moro irá conseguir, após o dia 9 de maio, quando Júpiter sairá da retrogradação e voltará ao movimento direto. Esperemos nova carga. Enquanto Júpiter retrograda, há várias reformulações nesse campo jurídico, nas metas de médio e longo prazo. As coisas “andarão” a partir dali um pouco melhor do que agora sob vários pontos de vista.

De fato, é em maio que se inicia um trígono da Lua progredida com o Sol natal de Moro, estendendo-se até outubro de 2016. Este é ligado a favorecimentos diante de autoridades, poderes vigentes e ressalta o vigor, a saúde e a coragem, tanto quanto a liderança e o carisma. Porém, é em setembro que se inicia uma fase de grande abertura para o juiz, com a Lua em progressão adentrando a casa 1. Muitas situações represadas nos dois últimos anos têm suas comportas abertas e fluem aqueles objetivos que até então não tinham possibilidade de serem alcançados. Não é um passe de mágica, mas é um início de um processo promissor que dura 2 anos e meio, mesmo com pedras no percurso. Esses aspectos podem levar Moro a aparecer mais, sair da “toca”, dar mais declarações públicas, tornar-se menos oculto e ganhar mais voz ativa. O pico é a fase de julho a dezembro, sendo setembro e outubro os melhores meses.

MORO E LULA EM GOTAS DE SINASTRIA – SEMELHANÇAS E FAÍSCAS

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Lula tem sido um dos principais alvos de Moro nas investigações da Lava-Jato. Um verdadeiro cabo-de-guerra é travado entre as duas personalidades que têm pontos em comum. Entre eles, a já mencionada Parte da Fortuna, que no mapa de ambos se encontra na casa 10, conjunta ao MC. A de Lula, aliás, o identifica com alguns pontos importantes da personalidade e comportamento de Moro: se encontra em Leão, consistindo, assim, de um subtom de seu mapa que o torna carismático, centralizador, direto, explícito, diferentemente da média do comportamento escorpiano, que costuma ser um tanto mais reservado e arredio. O mapa de Lula, usado aqui, parte do mesmo estudo-hipótese que considerei noutro artigo, envolvendo Lula e Dilma (clique aqui para ler). Aqui não me aprofundarei todos os detalhes possíveis numa sinastria, apenas focalizarei alguns dos principais pontos de interesse, mostrando como em relações, inclusive de força ou de oponência, a simples existência do “outro” diante dos campos de experiências do indivíduo, já é suficiente para alterá-las significativamente. O “outro” oferece direções, opções e pressões que modificam o comportamento do “um”, e, portanto, os resultados de suas iniciativas e posturas, ainda que não viesse a agir diretamente sobre esse “um”. Com uma ação direta, o resultado é ainda mais intenso, obviamente. Ainda que por acaso o mapa de Lula não esteja com o horário realmente correto, os demais aspectos permanecerão válidos, pois eles ocorrem entre planetas de qualquer modo.

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Comparação – Sinastria, entre o mapa de Lula (círculo interno) e o de Moro (círculo externo)

Como disse, concentrar-me-ei apenas em poucos fatores e aqui acrescento: somente na ação do mapa de Moro sobre o de Lula, para demonstrar como o juiz o afeta, além do processo da Lava-Jato.

Um dos pontos que chamam a atenção no desenho acima é a quantidade de fatores que Moro insere na casa 10 de Lula. A visibilidade do ex-presidente, a partir de um pacto, de uma oponência ou, até, uma relação amorosa com alguém com as mesmas configurações de Moro, aumentaria bastante. Não fossem oponentes, Moro serviria como extraordinário cabo eleitoral para Lula. Porém, o contato não pode ser ameno: Marte de Moro “atiça” a casa 10 de Lula, formando uma quadratura com o Ascendente (possível) e com o Mercúrio do ex-presidente. Acusações, disputas verbais, desmentidos, combates mentais são frequentes em casos assim. De fato, os Mercúrios de ambos formam quadratura. A aspectação tensa de ambos numa sinastria complica bastante as comunicações verbais e documentais. Enquanto um oculta (Escorpião) ou outro deixa explícito (Leão). É curioso que Moro, sendo leonino e tendo o Sol na casa 9, é considerado alguém que dificilmente abre sua vida pessoal a público. De fato, isso não é necessário, o céu não se importa com as questões pessoais e as reservas. Moro é um homem público e invariavelmente sua vida pessoal vem à tona, ao menos em parte. Um pouco dessa reserva vem pela Parte da Fortuna em Virgem, signo tímido, concentrado, “todo certinho” e bastante crítico, não se envolvendo facilmente em atos explosivos de grandes emoções ou de expressão expontânea.

Mercúrio e Marte de um na casa 10 do outro, faz com o que o outro declame mais, seja visto como alguém que fala muito, que ataca ou defende, que combate. A mesma exposição pode ocorrer com o Sol de um sobre o Plutão do outro. Entretanto, Plutão do outro sobre Sol do um, cria, para ele situações propícias a autoconhecimento, crises pessoais, revides. O contato entre eles, sem qualquer investigação, já não seria lá muito amistoso, exceto em se tratando do comportamento esperado por um estadista e um juiz, em situações sociais. Fora isso, faíscas escapariam por seus olhos e, se Lula viesse a lançar farpas pela via das indiretas, Moro o convidaria para ser claro diante de todos. Trata-se da natural quadratura entre fatores em Leão versus fatores em Escorpião. Ambos são signos fixos, pertencem à mesma quadruplicidade, são compensatórios e contraditórios entre si. Ambos os sóis desses personagens se encontram numa quadratura. Netuno de Moro na 1 de Lula pode sensibilizá-lo e até enfraquecê-lo sob alguns aspectos, mas Marte de Moro na 10 de Lula, formando quadraturas importantes como as supracitadas torna Lula ainda mais combativo e capaz de respostas à altura. Outro ponto óbvio de conflito, mas também de complementaridade, é a Lua de Moro oposta ao Sol de Lula. Moro funciona como o cobrador de resultados, aquele que quer provas físicas (Touro) daquilo com que Lula se identifica (Sol) e que consistem em ideais (casa 11) não necessariamente visíveis (Escorpião) e documentáveis.

Há muitos outros pontos de conflito, embora outros possam servir como harmonizadores e atenuadores. Não é o objetivo deste artigo analisar todos, mas chamo a atenção para duas conjunções: Júpiter de Moro com o Nodo Sul de Lula e Saturno de Moro emconjunção com Urano de Lula. Júpiter de um no Nodo Sul do outro desenraíza este último, podendo aumentar a frequência de viagens e mudanças residenciais, negociações imobiliárias e mudar diretrizes e planos formulados tempos atrás com uma ampliação de escopo. Pode, inclusive, favorecer o alargamento de territórios ocupados pelo outro ou gerar dispêndio financeiro em função disso. Não é difícil perceber que, de um modo ou de outro isso se relaciona com as recentes questões imobiliárias do ex-presidente, sejam elas prova de culpa ou apenas um elemento circunstancial descartável. Como disse, a ação de Moro atinge essa área da vida de Lula de qualquer modo. Já Saturno de um sobre Urano de outro, restringe a mobilidade do outro em se tratando dos grupos sociais aos quais esse outro se vincula. Igualmente, conforme o simbolismo de Saturno, há fiscalização ou um “medir a consistência” das propostas do outro constantemente. Os ideais ou o que o outro acredita serem ideais, são continuamente contestados ou cobrados em termos de consistência e aplicabilidade. Essa conjunção atinge Lula no ponto de mudança da casa 7 (parceiros, oponentes, alianças e acordos ou litígios) para a 8 (recursos compartilhados com cônjuges ou sócios, crises, perdas, investimentos de longo prazo).

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Lula, conforme essa hipótese de mapa tem a cúspide da casa dos oponentes, a casa 7, em Touro. Este é regido por Vênus, que está em Libra, conjunto a Netuno, Kiron e Júpiter. O comportamento de seus parceiros e cônjuges pode girar em torno dos tons desse signo e desses planetas. Para se ter uma idéia, dona Marisa, esposa do ex-presidente (casa 7 pela via do cônjuge), apesar de ter nascido com o Sol em Áries, (7 de abril de 1950), tem Netuno em Libra, em oposição com esse Sol, o que por si só já constitui um tom netuniano em seu comportamento. Não bastasse isso, a Lua da ex-primeira dama muito provavelmente naquele dia, estava em Sagitário, signo regido por nada menos que Júpiter. Os tons do mapa se associam por semelhança, a propósito.

Como oponente, Lula pode ter muitos, mas este, que está com enorme visibilidade atualmente, tem o Ascendente em Sagitário, com Júpiter na casa 1 e, pasmem, a Lua em Touro! A casa 7, conforme reza a tradição astrológica, revela como são e como funcionam os oponentes (antigamente denominados de “inimigos declarados”), simultaneamente aos cônjuges.

Moro tem algumas estrelas poderosas em conjunção com pontos fortes do mapa. Já falamos de Regulus no MC. Betelgeuse e Polaris fazem conjunção com Vênus. São estrelas de honrarias e de guerreiros (lembrar que há uma redundância: Marte, no início do artigo, é bastante enfatizado). E a estrela Mirach, da constelação de Andrômeda, está sobre a Lua. Ora, a estrela é relacionada ao que é belo e Moro tem algo em sua postura que o tornou uma espécie de galã para muitas pessoas. Vale lembrar que por mais belo que seja o simbolismo de uma estrela, ela não representa um indivíduo necessariamente virtuoso. É como se reage às próprias tendências que forma uma atitude aceitável/desejável ou não. A lua de Saddam Hussein, por exemplo, estava conjunta a Antares, uma das estrelas reais da Pérsia. Aliás, ele foi enforcado, como reza uma parcela de seu simbolismo.

Moro só precisa não ser obsessivo (Parte da Fortuna em Virgem) e evitar atuar com excesso de força (Marte, Leão), evitando radicalismos que o possam derrubar de sua atual boa condição. Não seria lá muito aconselhável, a despeito da enorme potência para ganhar autoridade, candidatar-se à presidência. Não que não pudesse vencer. As chances são realmente muito grandes, mas ele é interessante para servir de contraponto a quaisquer poderes abusivos, sejam de esquerda ou direita. Seria bom manter-se como juiz, crescendo em sua profissão, andando, sempre, no fio da navalha, olhando para os dois lados com o mesmo senso crítico. Como presidente talvez não se tornasse tão admirado como o tem sido, na condição de juiz, de defensor do saber acadêmico e a uma forma inflexível, mas desejável de justiça, pelo menos em tempos de lamaçal vindo à tona. Ou talvez, toda Justiça deva ser inflexível, dentro dos limites do bom senso.

A ESTRELA REGULUS, A VISIBILIDADE E EDUARDO CUNHA – UM LEMBRETE

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E quanto a Eduardo Cunha? Sim, ele possui algumas semelhanças interessantes com Moro, sobretudo no que se refere aos trânsitos e uma certa estrela real no Meio do Céu. Com os olhares das mídias focados no “triângulo amoroso” Lula-Dilma-Moro”, tem-se esquecido daquele que tem uma das visões mais conservadoras e radicais do país, tendo sido acusado, na Operação Lava-Jato, de receber milhões em propina. Cunha, cujo mapa, se estiver correto (e pelo jeito parece estar), teria Plutão na casa 10 e Saturno no Ascendente, em Sagitário, o que condiz com sua condição de propagador por diferentes vias (rádio, sites de internet – Sol conjunto a Mercúrio, Marte, dispositor da Lua, em Gêmeos) das ideologias de religiosos, não raro de posturas radicais. O elemento religioso fica por conta do Sagitário no Ascendente, muito embora o mesmo seja aparentemente uma ponte para obtenção de poder (Plutão na casa 10 e Saturno na 1). Poder e manipulação, algo em que Cunha parece ter maestria, relacionam-se às configurações do mapa do deputado, como Saturno e Plutão angulares (poder e controle, envolvimento com tudo o que permita persuadir, nem que seja por severas pressões e coerções, mesmo veladas), ênfase em Libra (as estratégias de confronto lateral, usando conchavos, trocas de favores) e a autodefensiva e reativa Lua em Áries, o contraponto da polidez libriana, levando constantemente ao confronto, à competição, elegendo sempre algum tipo de oponência, alguma espécie de dragão para enfrentar como um mítico cavaleiro andante. O problema é que todas as configurações convergem para o dogma, disfarçado, infiltrado (Júpiter, regente do Ascendente, conjunto a Netuno e na entrada da casa 12), nem sempre explícito, quase sempre confundido pelo domínio do linguajar (Mercúrio).

 

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Mapa de nascimento de Eduardo Cunha. Dados obtidos em artigo do astrólogo Adon Saleeby.

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O poder de Cunha consiste sobretudo em permanecer nas sombras, entre fogos cruzados, regulando os poderes ao redor (Libra) em função de seus próprios objetivos ou de ideais que deseja implantar a todo custo (Plutão angular em quadratura com Marte), afinal, ele crê estar “sempre certo” e tudo saber mais precisamente do que os demais (ênfases em Sagitário – Ascendente – em Virgem – Vênus nesse signo, em quadratura com Saturno – e em Gêmeos – Marte ali, sendo dispositor da Lua ariana). Pessoas com ênfases nesses signos normalmente têm a impressão de que o mundo ao redor “emburreceu”, sobretudo quando os aspectos envolvidos são tensos como os de Cunha, tomando para si a “missão” de fazer os outros pensarem como ele, nem que seja na marra, já que ninguém “pensa direito”. Há de fato algo de messânico em suas propostas, no sentido de “eu tenho a verdade e você terá que aceitá-la ou não será salvo” (leia-se: “não participará da cúpula dos bem-aventurados”), ou “implantarei meu modelo ideal custe o que custar, nem que eu morra por isso” embora isso seja feito na surdina (casa 12, Plutão, Júpiter em Escorpião). Cunha tem extrema facilidade de convencer pessoas enquanto permanece semi-oculto, articulando a maior parte do que faz fora das vistas públicas, embora mostrando, pelo uso das mídias (Mercúrio) o que interessa, por vezes desviando a atenção, por vezes gerando polêmicas, como o “dia do orgulho hetero”. Este, diga-se de passagem, seria algo bastante alinhado com sua Lua em Áries e com Marte em quadratura com Plutão, no confronto com uma tendência coletiva de apoio a minorias por muitos anos reprimidas na sociedade, como que temendo, paranoicamente (Plutão), a chegada de uma situação futura semelhante a quem não é homossexual. A Lua em trígono com Saturno e Plutão, Júpiter em sextil com Plutão, Mercúrio e Vênus em trígono com Marte, tudo isso consiste de grandes facilitações à chegada ao poder, em especial pela manipulação das crenças e pelos favores recebidos de outros poderosos, sobretudo favores econômicos. Astrologicamente isso seria marcado pelo seguinte:

a) Saturno é o regente da casa 2, que entre outras coisas, revela modos de adquirirmos nossos recursos pessoais.

b) Ele está em quadratura com Vênus, o que leva ou a enfrentar escassez no início da vida ou a permanecer com grande esforço evitando uma escassez que provavelmente só seus antepassados viveram. Por isso, usa de todos os meios para manter-se relativamente estável.

c) Essa estabilidade, nesse mapa, é conseguida, como já dito antes, por propagação de sistemas ideológicos ou de crenças, via Urano na casa 9 (crenças) em trígono com Saturno.

d) Curiosamente, Urano está em Leão, regido pelo Sol, que está conjunto a Mercúrio (comunicação). Cunha é economista (Saturno e Plutão angulares – lidar com recursos alheios e coletivos) e radialista (Mercúrio muito poderoso e Gêmeos enfático pela regência de Marte nesse signo sobre a Lua).

Seu mapa apresenta indicadores em condições que o alcance de objetivos políticos se torna realmente muito mais fácil e a infiltração em sistemas que ele deseja “converter” (Sagitário + Plutão enfáticos) bem simples e ágil. Não bastasse isso, o deputado nasceu com pontos cruciais do mapa em conjunção com estrelas extremamente poderosas e tidas como favorecedoras da ascensão social: Regulus no Meio do Céu, como Moro, e Arcturus e Spica, sobre o Nodo Norte. Spica, entre outras coisas, é a mais relacionada à fartura.

Em algum momento o deputado viria “à tona” e se tornaria alguém com uma notoriedade acima da média, mesmo para radialistas. Ocorre que seu poder, como disse, está nas sombras, e se ele está visível demais, parte desse poder é minado. É kryptonita.

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Círculo interno: mapa de nascimento de Eduardo Cunha. Círculo externo: trânsitos gerais do dia 25/03/2016.

Nos trânsitos, a visibilidade está muito forte, apesar da Imprensa ter-se desviado um pouco para tratar do caso Lula. Nota-se a quadratura T nos ângulos, nas casas 1, 4 e 10, estando Júpiter na casa da visibilidade. De fato, Júpiter quando transita pela 10 granjeia o apoio de empregadores, superiores hierárquicos, há possibilidade de ganhar até simpatia do público. Cunha, porém, vive esse trânsito benfazejo sob complicadores severos, como esta quadratura, envolvendo Saturno em trânsito pela casa 1, em seu segundo retorno à posição original. Com todas essas pressões, dificilmente as atenções não tornarão a voltar-se para o deputado e tudo o que o envolve, como o processo de Impeachment contra a presidente Dilma e outro contra ele mesmo.

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cartaz-destinos-brasilComo ficará o país ao longo de 2016 e um pouco mais? A relação entre a crise brasileira e o cenário internacional: como uma coisa afeta a outra? As disputas de poder, a economia, os problemas sociais. Ao final, uma apresentação sobre a prática da Astrologia, suas possibilidades e seus usos, para a vida pessoal, para o entendimento das situações coletivas e a importância de seu aprendizado com orientação adequada para a aplicação profissional.

O evento reúne vários astrólogos, com um olhar para essas questões, cada qual partindo de um viés, com uma formação diferente, mas complementar. A entrada é franca, mas as vagas são limitadas. É preciso confirmar presença com antecedência para reservar.

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